PROJETO FLORESTA MÁGICA
A velhinha que dava nome às coisas
PERSONAGENS
  V - Velhinha
C - Cachorro
Sr - Homem que toma conta do Canil

Roteiro adaptado do livro de mesmo nome, com direção, figurinos, maquiagem e cenografia de Teresinha da Silva e Danielle.

Cena 1: A velhinha acaba de se levantar e cumprimenta seus objetos, que considera como amigos...
V: Bom dia meu carro Beto, bom dia minha poltrona Frida, bom dia minha cama Belinha... AH! Eu gosto tanto de vocês, pois não tenho mais ninguém para conversar... Bom, mas já que o dia está bonito vou aproveitar para lavar você Beto... Você está muito sujo!!!
Fala apontando para o carro. Nesse momento, aparece um cachorrinho faminto...
C: Au, au, au...
V: Olha Beto, tem um cachorro ali, como você se chama cachorrinho?
C: Au, au, au, eu não tenho nome, eu estou perdido, com fome, com sede e nem tenho onde dormir...
V: Cadê sua mãe?
C: Eu não sei me perdi de toda minha família, agora vivo por aí sozinho...
V: Beto, espere um pouco que eu vou lá na Glória, pegar um alimento para esse cachorro e volto já... Pronto, aqui está. Coma e vá embora!
C: Está bem, mas eu posso fazer uma pergunta para a senhora?
V: Pode!
C: Porque a senhora chama sua casa de Glória e seu carro de Beto?
V: Ah! É porque, eu moro aqui sozinha há muitos anos, não tenho amigos e então eu dou nome aos objetos que eu sei que vão durar mais do que eu e que não vão me abandonar...
C: Mas a casa, o carro, não conversam com a senhora, eu posso ficar aqui morando com a senhora e lhe fazer companhia...
V: Não, não, vai que você fica morando aqui, eu dou um nome para você e depois você vai embora, eu não vou agüentar! Coma essa comida e vá embora.
C: Está bem... (responde chorando)
Cena 2- Velhinha conversando com a poltrona...
V: Veja só Frida, era só o que me faltava, um cachorrinho querendo morar comigo, até que ele é bonitinho, mas eu não posso me arriscar...
Cena 3- O cachorro volta pra casa da velhinha...
C: Bom dia dona velhinha, eu voltei porque eu esqueci de perguntar uma coisinha...
V: O que é?
C: A senhora tem nome?
V: Ora cachorrinho, isso não importa, mas o que você quer aqui novamente? Eu já não disse que você não pode morar aqui comigo...
C: (responde chorando) Mas eu sou sozinho, a senhora também, porque nos nós não podemos morar juntos e sermos companheiros?
V: Olha, a minha poltrona Frida, jamais permitiria que um cachorro sentasse nela, minha cama Belinha, não aceita um adulto e um cachorro em cima dela e meu carro Beto, sempre faz mal aos cachorros você sabia?
C: Então está bem o jeito é eu me conformar... mas antes de eu ir embora a senhora me da um pouquinho de água e uma comidinha?
V: Está bem, eu vou lá dentro na Glória, pegar.
Cena 4 - Após comer a comida e beber a águinha... o cachorrinho vai embora triste...
V: Você viu Beto, que cachorrinho mais teimoso, se ele ficar aqui, terei que dar um nome a ele e ele pode ir embora antes de mim e isso eu não quero... acho melhor eu entrar na Gloria e deitar na Belinha que já está tarde...
Cena 5- No dia seguinte... o cachorro volta...
V: Você de novo?
C - Dona velhinha, deixa eu ficar, au,au au!
V: Não, vá embora cachorro teimoso!
C: Está bem... (o cachorro sai chorando)
V: Sabe Beto, ele é tão bonitinho, mas ele nunca duraria tanto quanto você, a Gloria, a Frida, ou a Belinha, mas sabe... já faz um tempão que ele não aparece, e eu já estou com saudades dele. O que eu faço agora para encontrá-lo, ele nem tem nome... Já sei Beto, vou entrar em você e vou até o canil procurá-lo! Pode ser que ele esteja lá...
Cena 6 - No canil...
V: Bom dia, eu estou procurando um cachorro preto e branco...
Sr: Qual o nome dele?
V: Ele não tem nome...
Sr: Como não, a sra. não colocou uma coleira nele?
V: Eu não dei um nome a ele, só dava comida e água e depois ele ia embora... mas depois de um tempo ele não veio mais e eu descobri que gosto muito dele e que não consigo mais viver longe dele! Será que ele não está aqui?
Sr: Então só tem um jeito, vamos lá no canil e a senhora vai olhar todos os cachorros... Quem sabe a senhora o reconhece!
Cena 7- Assim que entra no canil, o cachorro é que a reconhece e começa a latir, abana o rabo e vai ao encontro da velhinha...
V: Cachorrinho querido! Que bom que te encontrei! Eu sou mesmo um velhinha de sorte e falando nisso vou te chamar de Sortudo e não vou mais te abandonar... Vamos para casa!
C: Agora eu vou ser seu companheiro!
Cena 8 - Os dois se despedem do Sr. do canil...
V: Vamos embora para a Gloria, junto com o Beto, dormir juntinhos na Belinha e vamos ser felizes para sempre!

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