Universidade UniZambeze
Faculdade de Direito - Beira
Ciência Política e Direito Constitucional
Ano lectivo de 2009
1. Apresentação e objectivos da cadeira
A cadeira de Ciência Política e
Direito Constitucional é, no plano do curso de licenciatura da Universidade
Eduardo Mondlane, uma cadeira composta. Apresenta assim, em bom rigor, duas
facetas distintas, mas sem dúvida complementares. Por um lado, porque o objecto
de estudo de ambas as disciplinas é comum: o tratamento do fenómeno político no
âmbito do Estado[1];
porque, por outro lado, um grande número de matérias de Ciência Política,
possuem especiais implicações no subsequente ensino do Direito Constitucional.
Assim, enquanto a primeira tem como
objecto o estudo dos factos políticos do presente, em particular, dos que se
relacionam com o acesso, a titularidade, o exercício e o controlo do poder
político do Estado (Parte I, Ciência Política); a segunda tem como objecto o
conjunto de normas jurídicas fundamentais que regem uma parte desses factos,
com particular incidência nas que regem a estrutura, os fins e as funções do
Estado, a organização, a titularidade, o exercício e o controlo do poder
político do Estado, bem como as respeitantes à fiscalização do acatamento das
normas enumeradas, em particular pelo próprio poder político do Estado (Parte
II, Direito Constitucional).
Nestes
termos, a parte I, do presente programa inicia-se com o problema da natureza,
do objecto e do método da Ciência Política (Título 1.º).
O
programa adoptado visa introduzir o estudo da Ciência Política numa perspectiva
interdisciplinar. Procura problematizar questões de actualidade, não esquecendo
a história do pensamento político como fonte de compreensão de alguns fenómenos
do presente. Por isso, seguidamente, continuaremos o nosso estudo com um 2.º
Título, dedicado, justamente, à História das Ideias Políticas, onde colocaremos
um particular enfoque nos problemas da organização do sistema político e da
cidadania.
Os
títulos seguintes serão dedicados à Ciência Política propriamente dita,
começando por estudar as realidades, hoje em dia, ainda fundamentais da
política (embora não exclusivas, como já se disse), que são o Estado e o poder
(Título 3.º).
É
dedicado um título autónomo ao estudo das instituições políticas, aos sistemas
políticos, e às forças políticas que disputam o poder no âmbito do Estado
(Título 4.º).
Seguidamente
será feita uma abordagem comparativa dos principais sistemas
político-constitucionais (Título 5.º).
Finalmente,
e em contraponto com as matérias anteriores, a parte I do nosso programa
termina com um breve relance pelo problema da subversão do Estado, onde
abordaremos alguns dos aspectos essenciais relativos ao problema dos grupos de
guerrilha e ao terrorismo (Título 6.º), matéria com que se iniciará o segundo semestre
deste ano lectivo de 2008.
A segunda parte do programa é
dedicada ao estudo do Direito Constitucional. Procede-se, em primeiro lugar, ao
estudo do constitucionalismo e das
origens da Constituição moçambicana de 1975 e da História
Político-Constitucional moçambicana (Título 7.º).
Faz-se, seguidamente uma introdução ao estudo do Direito
Constitucional em geral (Teoria Geral da Constituição), que se inicia com a introdução ao conceito de Constituição.
Analisa-se ainda o sistema normativo
da Constituição, com particular realce para os problemas de interpretação da Constituição e para a distinção entre os diversos
tipos de normas constitucionais
(Título 8.º).
O estudo da Constituição vigente
(Título 9.º), inicia-se com os
princípios fundamentais da Constituição. Procurar-se-á, a propósito
deste tema, não apenas obter um
conceito rigoroso de “princípio fundamental” (questão já iniciada aquando do
estudo do sistema normativo da
constituição), como chegar à fixação de um “elenco” de princípios fundamentais, cujo conteúdo
individualizado será estudado
nos capítulos seguintes, com particular realce para o estudo do princípio do Estado de direito; para
a análise do conteúdo do princípio
democrático; do princípio do Estado unitário; e do princípio do
pluralismo jurídico.
No
capítulo seguinte (3.), serão abordados alguns tópicos sobre Direitos Fundamentais
que se consideram essenciais para a formação geral do estudante do 1º ano, sem
esquecer que existe, no curriculum
do curso de Direito, uma disciplina semestral, dedicada ao
aprofundamento desta matéria. Este Título termina com uma revisão dos
conhecimentos adquiridos sobre o sistema de governo moçambicano.
Seguidamente
(Título 10.º), estudar-se-á em detalhe a Organização do poder político na
Constituição (estudo já iniciado no Título 3.º), concluindo-se este título com
o estudo do sistema de fontes
normativas (3.).
O Programa conclui-se com o sistema de garantia da Constituição, o que incluirá, quer a
análise do regime das revisões constitucionais, quer o estudo sistema de
fiscalização jurisdicional da constitucionalidade das normas (Título 11.º).
Teve-se
especialmente presente o que considera serem necessidades específicas dos
estudantes do 1.º ano da licenciatura em Direito, futuros juristas, tendo
atentado ainda no enquadramento da disciplina no plano de estudos vigente e nos
programas das disciplinas afins. Dada a vastidão do programa, será obviamente
desigual a profundidade conferida a cada um dos seus pontos.
2. Métodos de
ensino
O estudo mais detido de cada um dos
diferentes pontos do programa será, nos termos e no espírito do curso de
Direito da Faculdade de Direito da Universidade Eduardo Mondlane, realizado em
aulas teóricas ou em aulas práticas, segundo a sua natureza e a oportunidade da
leccionação, sempre que possível, em proporção equivalente, pelo que se
recomenda a presença em ambos os tipos de aulas.
3. Avaliação
3.1. Provas de avaliação contínua
Nos termos do art.º 49.º do
Regulamento Pedagógico (RP), serão
realizados 2 testes de avaliação, de presença obrigatória, por cada semestre.
Para além disso, serão realizados 2
testes de 2.ª chamada: um para os alunos que faltarem ao primeiro ou ao segundo
teste; e um outro para os alunos que faltarem ao terceiro ou ao quarto teste.
Terá ainda lugar um quinto teste de
avaliação, de presença facultativa.
Nos termos dos procedimentos em
vigor, o calendário das provas de avaliação contínua será oportunamente afixado
pelo Registo Académico.
3.2. Revisão de provas
A revisão de provas apenas será
aceite, nos termos do art.º 53.º do RP.
3.3. Nota de frequência
A nota de frequência é, nos termos
do art.º 51.º do RP, uma média ponderada das notas obtidas nos trabalhos de
avaliação. Nestes termos, a nota de frequência será calculada com base nas
notas dos quatro melhores testes realizados pelo aluno.
3.4. Avaliação final
A avaliação final é escrita, nos
termos do art.º 57.º do RP. A prova terá a duração de 3 horas.
3.5. Exames de recorrência, e de melhoria de nota
Os exames de recorrência e de
melhoria de nota serão orais.
Nos exames de melhoria de nota, o
aluno poderá acordar previamente com o regente da cadeira a realização de um
trabalho de investigação sobre um tema relacionado com as matérias leccionadas
ao longo do curso, cuja arguição poderá constituir uma parte substancial desse
exame.
4. Programa, bibliografia e legislação de consulta
Junta-se o programa da disciplina,
pensado para cerca de 60 horas de aulas em cada semestre.
A bibliografia aparece citada a
três títulos distintos, em cada ponto do nosso programa: a bibliografia básica,
a bibliografia complementar e, em alguns casos, a bibliografia específica para
um determinado tema.
A título de bibliografia básica inclui-se um conjunto de obras cuja leitura
é considerada necessária para acompanhar as diversas matérias leccionadas ao
longo do curso, independentemente de outra literatura complementar ou
específica oportunamente indicada. Os trabalhos citados têm, normalmente, uma
vocação geral e abrangem diversas matérias do curso. O critério de selecção teve
em conta o conteúdo científico dos textos e os objectivos pedagógicos do curso.
Nessas referências, são indicadas aos alunos as partes da obra a consultar[2].
A título de bibliografia complementar cita-se um conjunto igualmente
seleccionado de outras obras, para além da bibliografia essencial. Alguns dos
trabalhos citados têm uma vocação geral e abrangem diversas matérias do curso,
enquanto outros têm apenas uma incidência específica num certo tema que integra
o programa da disciplina. A sua leitura é aconselhada para aprofundar os temas
a que dizem respeito e que integram o programa do curso. Em qualquer uma das
obras aqui citadas encontram-se referências bibliográficas mais amplas, que
permitem aprofundar o estudo para além daquilo que é exigível ao longo do
curso.
Em alguns pontos do programa é
recomendada a leitura específica de alguns autores ou estudos onde certas
matérias se encontram particularmente bem apresentadas.
É ainda referenciada, em cada
título do programa, a legislação de consulta, nos temas em que o seu estudo é
requerido, em complemento da Constituição da República, que os alunos deverão
trazer sempre consigo para as aulas.
Universidade Eduardo Mondlane
Faculdade de Direito
Delegação da Beira
Ciência Política e Direito Constitucional
Ano lectivo de 2009
Regente: Dr.
António Leão
Assistentes: Dr.ª
Paula Araújo e Mestre Ernesto Macuácua
Programa
Parte I
Ciência Política
Título 1.º
A delimitação dos objectos da Ciência Política
Docente: Dr.ª Paula Araújo (Diurno)
Duração: 1 semana
2.1. Conceito e
tipologia do poder. Delimitação do estudo: o poder político.
2.2. Poder
político e legitimidade: legitimidade de título e legitimidade de exercício.
2.3. Formas
institucionais de expressão do poder político: poder político supra-estadual,
estadual, e infra-estadual. Delimitação do estudo: o Estado.
2.4. Poder
político, Estado e sociedade.
2.5. Sociedade
civil e aparelho de poder. Partidos e associações políticas. Grupos de
interesse, grupos de pressão. Meios de comunicação social e opinião pública.
Delimitação do estudo: instituições e sistemas políticos do Estado (cfr. Título
4.º).
2.6. Aproximação à
ideia de Estado: Estado enquanto estrutura de poder – em particular, a
organização política do Estado; o Estado como comunidade política
jurídico-constitucionalmente constituída – em especial, o problema da
cidadania.
2.7. As fronteiras
disciplinares da Ciência Política.
2.7.1.
As várias disciplinas científicas que se debruçam sobre questões políticas.
2.7.2.
Distinção do ponto de vista do objecto, da Ciência Política, da História das
Ideias Políticas, da Sociologia Política e do Direito Constitucional.
2.7.3.
A Ciência Política e o Direito.
2.7.4.
Reformulações contemporâneas dos objectos da Ciência Política: novas
comunidades políticas, novas fronteiras, novos objectos.
3. Os métodos da Ciência Política.
2.1. As
perspectivas básicas de investigação e análise dos factos políticos. A
perspectiva das tendências individuais. A perspectiva racionalista. A perspectiva
funcionalista. A perspectiva sistémica.
2.2. Técnicas de
pesquisa de factos políticos. A análise documental. A observação directa.
Bibliografia básica:
Bibliografia complementar:
Título 2.º
Poder político e cidadania no pensamento político
Docente: Dr.ª Paula Araújo (Diurno)
Duração: 6 semanas
1. Antiguidade Clássica
1.1. O ideal democrático e a sua
contestação: Péricles e Xenofonte.
1.2. Platão: a Cidade Ideal.
Tipologia e evolução das formas de governo.
1.3. Aristóteles: as formas de
governo e a Constituição mista.
2. O pensamento
medieval
2.1. St.º Agostinho e as duas cidades. Poder espiritual e poder temporal
na Idade Média: breve referência às teorias da origem divina do poder político.
2.3. S. Tomás de Aquino: a nova síntese entre o Cristianismo e o domínio
do temporal.
3. O pensamento moderno
3.1. O Renascimento e as ideias
políticas
3.2. Secularização, humanismo e
Estado em Nicolau Maquiavel.
3.3. Jean Bodin: a invenção do
conceito de soberania.
3.4. Estado e cidadania em Thomas
Hobbes.
3.5. A Revolução Inglesa: o
início da crise do absolutismo real fora da Europa Continental e a utopia
anti-absolutista (Morus e Campanella).
4. O pensamento
iluminista
4.1. John Locke: a fundação do liberalismo político.
4.2. Montesquieu: a doutrina da
separação dos poderes. A influência de Montesquieu na componente ideológica liberal
da Revolução Francesa e na Restauração; na Revolução Americana e na
Constituição dos E.U.A. (remissão).
4.3. Jean-Jacques Rousseau: a ideia da soberania popular. A influência de
Rousseau na corrente ideológica anti-liberal da Revolução Francesa e nas
chamadas democracias populares com sistema de governo autocrático.
5. O pensamento contemporâneo
5.1. As Revoluções: o conceito
moderno de revolução.
5.2. De súbditos a cidadãos: a
Revolução norte-americana.
5.3. A Revolução Francesa e o
Estado liberal oitocentista.
5.4. Abade de Sieyès: o poder
constituinte como poder autónomo do Estado.
5.5. Benjamin Constant: o poder
moderador.
5.6. Escravatura e abolicionismo:
o direito natural dos homens à liberdade e a natureza intolerável da
escravatura.
5.7. As ideias socialistas:
origens e caracteres fundamentais. O pensamento marxista.
5.8. As experiências
totalitárias. Crítica ao totalitarismo.
5.9. Pan-Africanismo e negritude:
o movimento das independências em África.
6.
Desenvolvimentos recentes do pensamento político contemporâneo.
6.1. F.A. Hayek: a ordem espontânea e a crítica à justiça social.
6.2. John Rawls: a renovação do contratualismo.
6.3. Robert Nozick: os direitos do indivíduo, os constrangimentos
laterais e a justiça por justo título.
6.4. A crítica comunitária ao liberalismo: o comunitarismo:
o indivíduo num contexto social e histórico, responsável para com as
comunidades que se mantêm juntas pelos valores comuns e pelos ideais de uma
vida humana boa.
6.5. Amartya Sen: o desenvolvimento como liberdade.
Bibliografia básica:
Bibliografia complementar:
Bibliografia específica:
1. Sobre Contratualismo, v: http://www.ifl.pt/main/Portals/0/dic/contratualismo.pdf
Sobre as experiências
totalitárias, v.: Gianfranco Pasquino, Curso de Ciência Política, …, pp.
283-311; Jorge Miranda, Manual
de Direito Constitucional, Tomo I, 5.ª ed., Coimbra Editora, Coimbra, 1996,
pp. 181-196; 208-214 (Teoria do Estado e
da Constituição, …, pp. 111-121, 130-133); Paulo Otero, A Democracia Totalitária,
Principia, Cascais, 2001, pp. 17-143; Totalitarismo, em http://www.ifl.pt/main/Portals/0/dic/totalitarismo.pdf
2. Sobre Pan-Africanismo e
negritude, e o movimento das independências em África,
dada a escassez de obras publicadas entre nós, poderão recolher-se alguns
materiais de interesse nos seguintes sítios de Internet: www.un.orgwww.icp.mne.gov.pt;
www.memoria-africa.ua.pt;
www.odisseia2000.net;
www.cusco.pt;
www.forumdc.net;
www.janusonline.pt;
www.woyaa.pt;
www.africanidade.com;
www.ocde.org/centrodemexico;
www.cidade-lusofona.com;
www.lusotopie.sciencespobordeaux.fr;
www.ieei.pt;
www.cplp.org;
www.worldbank.org;
www.jposc.org;
www.unctad.org;
www.aluka.org;
www.africafocus.org
3. Relativamente aos autores contemporâneos,
v.: Friedrich
A. Hayek – Individualism and Economic Order; Law,
Legislation and Liberty, Vol. II : The
Mirage of Social Justice…; – The
Road to Serfdom, Routledge & Kegan Paul, London, 1935; University of
Chicago Press, Chicago, 1944 (tradução francesa de G. Blumberg,
Título 3.º
Teoria Geral do Estado
Docente: Dr. António Leão (Diurno e PL)
Duração: 3 semanas
1. O Estado:
origem, evolução e crise.
1.1. Processo histórico de nascimento e consolidação do Estado: os tipos
históricos de Estado.
1.2. Evolução dos modelos de Estado, em particular, do Estado liberal aos
nossos dias.
1.3. Fragmentação do Estado: internacionalização, globalização e
integração regional.
2. Estrutura
constitucional do Estado.
2.2. Elementos do Estado: o povo, o território e o poder político.
2.2.1. Povo e cidadania.
2.2.1.1. Delimitação dos
conceitos.
2.2.1.2. Critérios de atribuição
da cidadania.
2.2.1.3. A cidadania na
Constituição moçambicana.
2.2.2. Território.
2.2.2.1. Definição e elementos
componentes.
2.2.2.1. Composição e limites do
território moçambicano.
2.2.3. Poder político.
2.2.3.1.Poder político do Estado
e outras modalidades do poder político (v. supra).
2.2.3.2. A soberania na ordem
internacional e na ordem interna.
2.2.3.3. A soberania na
Constituição moçambicana.
2.3. Formas de Estado.
2.3.1. Tipologia das formas de Estado: Estado unitário,
Estado federal, e Estado regional.
2.3.2. A forma do Estado moçambicano.
2.3.3. Descentralização e poder local na
Constituição moçambicana.
2.4. Exercício do poder do Estado: fins, funções, órgãos e actos do
Estado.
2.4.1. Os fins do Estado: segurança, justiça e
bem-estar económico e social.
2.4.1.1. Relações entre a
prossecução destes fins e a evolução dos vários tipos de Estado.
2.4.1.2. Os fins do Estado na
Constituição moçambicana.
2.4.2. Funções do Estado.
2-4.2.1. Tipologias das funções
do Estado.
2.4.2.2. Poderes do Estado:
concentração e divisão de poderes.
2.4.2.3. As funções do Estado na
Constituição moçambicana
2.4.3. Órgãos do Estado.
2.4.3.1. Conceito e
classificações estruturais e funcionais.
2.4.3.2. Formas de designação dos
titulares. A eleição e os sistemas eleitorais. Remissão.
2.4.3.3. Legitimidade dos
governantes. Definição. Tipos de legitimidade: legitimidade de título e
legitimidade de exercício. Teorias sobre a legitimidade de título dos
governantes.
2.4.3.4. O funcionamento dos órgãos
colegiais.
2.4.3.5. Órgãos do Estado na
Constituição moçambicana.
2.4.4. Actividade decisória do Estado.
2.4.4.1. Os actos
jurídico-constitucionais.
2.4.4.2. A actividade
legislativa. Remissão.
Bibliografia básica:
1. Sobre
a origem, evolução e crise do Estado, v.: Jorge Miranda, Manual …, Tomo
I, …, pp. 43-102 (Teoria do Estado e da
Constituição, …, pp. 19-56).
2. Sobre a estrutura constitucional do
Estado, v.: Jorge Miranda, Manual …, Tomo III, 4.ª ed., …, pp. 46-162,
163-236, 237-326 (Teoria do Estado
e da Constituição, …, pp. 181-213, 214-229, 288-315); Alfredo Chambule, Organização Administrativa de Moçambique,
ed. autor, Maputo, 2000, pp. 149 ss.
3. Sobre
funções, órgãos e actos do Estado, v.: Jorge Miranda, Manual …, Tomo III, 4.ª ed., …, pp. 275-326 e 211-236 (Teoria do Estado e da Constituição, …,
pp. 214-287).
Bibliografia complementar:
1. Sobre
a origem, evolução e crise do Estado, v.: Maria João Estorninho, A
Fuga para o Direito Privado, Almedina, Coimbra, 1996, capítulo I; J.
J. Gomes Canotilho, Direito
Constitucional …, pp. 87-100, 1351-1359; Manuel Proença de Carvalho,
Manual de Ciência Política e Sistemas
Políticos e Constitucionais, Quid
Juris, Lisboa, 2005, p. 53-54, 57-61; Léon Duguit, Os Elementos do Estado, Editorial
Inquérito, Lisboa, pp. 42-45; Reinhold Zippelius, Teoria Geral do Estado, 3.ª ed. Fundação
Gulbenkian, Lisboa, 1997, pp. 68-82; Armando Marques Guedes, «O
funcionamento do Estado em época de globalização: o transbordo e as cascatas do
poder», in Nação e Defesa, 101, 2.ª
Série, 2002, Instituto de Defesa Nacional, Lisboa, pp. 99-137.
2. Sobre a estrutura constitucional do
Estado, v.: Marcello Caetano, Manual de Ciência Política …, pp.
121-132, 338-349; Manuel Proença de
Carvalho, Manual de Ciência
Política …, p. 54-56; Marcelo Rebelo
de Sousa e Sofia Galvão, Introdução
ao Estudo do Direito, …, pp. 22-25; Reinhold Zippelius, Teoria …, pp. 61 ss.
3. Sobre
funções, órgãos e actos do Estado, v.: Marcello Caetano, Manual de
Ciência Política …, pp. 143-189, 207-304, 338-349; J. J. Gomes Canotilho,
Direito Constitucional …, pp.
535-562; Marcelo Rebelo de Sousa e Sofia Galvão, Introdução ao Estudo do Direito, …, pp. 25-39.
Legislação de
consulta:
Relativamente
à cidadania na Constituição moçambicana, v.: Lei da
Nacionalidade Aprovada pelo Comité Central da Frente de Libertação de
Moçambique, em 20 de Junho de 1975 (versão originária), alterada pela Lei n.º
2/82, de 6 de Abril (que introduz… sobre requisição da nacionalidade), e pela
Lei n.º 16/87, de 21 de Dezembro (que introduz alterações à Lei da
Nacionalidade); e regulamentada pelo Decreto n.º 3/75, de 16 de Agosto
(Regulamento da Lei da Nacionalidade); e pelo Decreto n.º 5/88, de 8 de Abril
(altera o Regulamento da Lei da Nacionalidade).
Título 4.º
Instituições e sistemas políticos do Estado
Docente: Dr.ª Paula Araújo (Diurno)
Duração: 3 semanas
1. Formas e sistemas de governo
1.1. Formas de governo:
principais classificações.
1.2. Sistemas de governo:
principais classificações.
1.3. A forma e o sistema de
governo da República de Moçambique.
2. Eleições e sistemas eleitorais
2.1. Representação política e
eleição.
2.2. Eleição e referendo.
2.3. Sufrágio: noção e
classificações.
2.4. Capacidade eleitoral activa
e passiva.
2.5. Candidaturas e campanhas
eleitorais.
2.6. Sistemas eleitorais: noção e
classificações.
2.7. Círculos eleitorais.
2.8. Modos de escrutínio
2.9. O sistema eleitoral da
República de Moçambique.
3. Partidos
políticos e sistemas de partidos.
3.1. Partido político: noção e figuras afins.
3.2. Origens e evolução histórica.
3.3. Classificações.
3.4. Sistemas de partidos.
Bibliografia básica:
1.
Sobre formas e sistemas de governo, v.: Jorge Miranda, Ciência Política…,
pp. 33-38, 115-137 e 213; Raul C. Araújo, Os Sistemas de Governo da Transição Democrática dos P.A.L.O.P.,
Coimbra Editora, Coimbra, 2000, pp. 13-67 e 159-249; Vitalino Canas, O Sistema de Governo Moçambicano na
Constituição de 1990, Separata da Revista Luso Africana de Direito, n.º 1,
Lex, Lisboa, 1997, pp. 167 ss.
2.
Sobre eleições e sistemas eleitorais, v.: Gianfranco Pasquino, Curso de
Ciência Política, …, pp. 117-148; Jorge Miranda, Ciência Política…, pp. 197-262; – Estudos vários de Direito Eleitoral, Lisboa, 1996; Direito Constitucional III, AAFDL,
Lisboa, 2003; Jorge Bacelar de Gouveia,
«O princípio Democrático no novo Direito Constitucional Moçambicano», Revista da Faculdade de Direito da
Universidade de Lisboa, vol. XXXVI, 1995, pp 457ss; João André Ubisse Guenha,
Os Sistemas eleitorais em Moçambique,
Lex, pp 238 ss.
3.
Sobre partidos políticos e sistemas de partidos, v: Gianfranco Pasquino, Curso de Ciência Política, …, pp.
153-181; Jorge Miranda, Ciência
Política…, pp. 265-305.
Bibliografia complementar:
1.
Sobre Formas e sistemas de governo, v.: Manuel Proença de Carvalho, Manual
de Ciência Política e Direito Constitucional, Quid Júris, Lisboa, 2005, pp.
69-94; Marcello Caetano, Manual
de Ciência Política…, 350-376; J. J. Gomes Canotilho, Direito Constitucional …, pp. 308-313 e
567-587; Maurice Duverger, Os
grandes Sistemas Políticos, Almedina, Coimbra, 1985, pp. 134-153; Reinhold
Zippelius, Teoria Geral do Estado,
…, pp. 149-200.
2.
Sobre eleições e sistemas eleitorais, v.: Manuel Proença de Carvalho, Manual
…, pp. 110-140; J. J. Gomes Canotilho, Direito Constitucional …, pp. 287-328; Maurice
Duverger, Os grandes Sistemas
Políticos, …, pp. 83-106.
3.
Sobre partidos políticos e sistemas de partidos, v: Manuel Proença de Carvalho, Manual …, pp. 94-110; J.
J. Gomes Canotilho, Direito Constitucional …, pp. …; Adriano
Moreira, Ciência Política, …,
pp. 171-184; Marcello Caetano, Manual de Ciência Política…, 387-405; Maurice Duverger, Os grandes Sistemas Políticos, …, pp.
72-83 e 106-114.
Legislação
de consulta
Direito
eleitoral
Legislação
essencial:
Outra legislação de interesse:
Título 5.º
Sistemas Político-Constitucionais
comparados
Docente: Dr.ª Paula Araújo (Diurno)
Duração: 2 semanas
1. O sistema britânico
1.1. Breve caracterização do
sistema constitucional britânico.
1.2. Evolução histórica do
sistema político britânico.
1.3. Instituições actuais:
composição, legitimidade, poderes.
1.4. O funcionamento do sistema
de governo: sistema aparente e sistema real.
2. O sistema norte-americano
2.1. A independência norte-americana
e a Constituição de 1787.
2.2. O federalismo
norte-americano.
2.3. Instituições actuais:
composição, legitimidade, poderes.
2.4. A separação de poderes no
sistema norte-americano.
3. O sistema francês.
3.1. A Revolução Francesa e a
evolução do constitucionalismo francês.
3.2. O sistema de governo na IV e
V Repúblicas.
3.3. Instituições actuais:
composição, legitimidade, poderes.
3.4. Instituições actuais:
composição, legitimidade, poderes.
3.5. A coabitação política e o
funcionamento do semi-presidencialismo.
Bibliografia básica:
Bibliografia
complementar:
Título 6.º
A subversão do Estado: grupos de guerrilha
e terrorismo
Docente: Dr.ª Paula Araújo (Diurno)
Duração: 1 semana
3. O terrorismo. Principais
classificações. Guerrilha e terrorismo: distinções. Terrorismo e direitos
fundamentais.
4. Os Estados e o
Terrorismo Global: as reconfigurações em curso
desde o 11 de Setembro de 2001. O impacto do terrorismo global nas políticas de
segurança e defesa.
5. Terrorismo e direitos fundamentais.
Bibliografia básica:
Bibliografia complementar:
Parte II
Direito Constitucional
Título 7.º
A Experiência Político-Constitucional Moçambicana
Docente: Dr.ª Paula Araújo (Diurno)
Duração: 1 semana
1. Antecedentes imediatos da Constituição moçambicana de
1975.
1.1. A Constituição Portuguesa de
1933.
1.2. Estatuto
Político-Administrativo da Província de Moçambique (Decreto n.º 545/72, de 22
de Dezembro, Boletim Oficial n.º 152).
1.3. Os acordos de Lusaka.
2.1. Princípios fundamentais da
Constituição de 1975.
2.2. As revisões constitucionais
de 1978 e de 1986.
3.1. Princípios fundamentais da Constituição de 1990. Remissão.
3.2. A revisão Constitucional de 1992.
3.3. O Acordo Geral de Paz (Roma, 1992).
3.4. A revisão constitucional de 1996.
3.5. A revisão constitucional de 2004: uma nova Constituição?
Legislação de consulta:
Título 8.º
Teoria da Constituição
A Constituição
como acto jurídico
Docente: Dr. António Leão (Diurno e PL)
Duração: 2 semanas
1. Constituição e
sistema jurídico.
1.1. Dimensões da Constituição.
1.2. Classificações materiais de Constituições.
1.3. Normas material e formalmente constitucionais.
2. Formação da
Constituição: o poder constituinte.
2.1. O poder constituinte e o nascimento da Constituição.
2.2. Manifestações típicas do poder constituinte.
2.3. Tipologia dos actos constituintes.
2.4. Limites
jurídicos e políticos ao poder constituinte
3. Modificação e
subsistência da Constituição.
3.1. Tipologia das vicissitudes constitucionais.
3.1.1. Vicissitudes constitucionais, quanto ao
modo.
3.1.2. Vicissitudes constitucionais, quanto ao
objecto.
3.1.3. Vicissitudes constitucionais, quanto ao
seu alcance.
3.1.4. Vicissitudes constitucionais, quanto às
consequências sobre a ordem constitucional.
3.1.5. Vicissitudes constitucionais, quanto à
duração dos efeitos.
3.2. As vicissitudes constitucionais em geral.
3.3. A revisão constitucional. Remissão…
4. O sistema normativo da Constituição.
4.1. O conceito de
norma constitucional: norma e enunciado normativo.
4.2. Estrutura das
normas constitucionais: o modelo de regras e princípios.
4.2.1.
Tipologia dos princípios constitucionais.
4.2.2.
Tipologia das regras constitucionais.
4.2.3.
O problema da natureza das normas programáticas
5. Interpretação, integração e aplicação das normas
constitucionais.
5.1. Interpretação das normas constitucionais
5.1.1. Aceitação dos cânones gerais da interpretação
jurídica:
5.1.1.1. Os sujeitos da
interpretação
5.1.1.2. O objecto da
interpretação
5.1.1. 3. Os elementos da
interpretação
5.1.1.4. Os resultados da
interpretação
5.1.2. Interpretação constitucional e interpretação
conforme à Constituição
5.1.3. Singularidades da interpretação
constitucional
5.2. A integração de lacunas da Constituição
5.2.1. Lacunas constitucionais e omissões
legislativas. Distinção
5.2.2. Admissão das orientações gerais sobre
integração de lacunas jurídicas
5.2.3.
Singularidades na integração de lacunas constitucionais
5.3. Aplicação das normas constitucionais
5.3.1. Aplicação das normas constitucionais no tempo
5.3.1.1. Aplicação das normas
constitucionais no tempo em geral
5.3.1.2. Sucessão das normas
constitucionais e infra-constitucionais no tempo
5.3.2. Aplicação
das normas Constitucionais no espaço
Bibliografia básica:
1. Sobre o presente Título, v.: António C. Leão, Constituição e Direito Constitucional, (Lições de Ciência Política
e Direito Constitucional, proferidas nos anos lectivos de 2006 e 2007 ao curso
de licenciatura da Faculdade de Direito da Universidade Eduardo Mondlane,
Delegação da Beira), UEM, Beira, 2007.
2.
Sobre a Constituição e o sistema jurídico, v,: Jorge Miranda, Manual de Direito
Constitucional, Tomo II, 5.ª ed., Coimbra Editora, Coimbra, 2003, pp. 7-40,
48-52 (Teoria do Estado e da Constituição,
…, pp. 319-340); J. J. Gomes Canotilho, Direito Constitucional …, pp. 1113-1138; Marcello
Caetano, Manual de Ciência
Política …, pp. 338-344; Jorge Bacelar de Gouveia, Manual de Direito Constitucional, II,
579-601; Marcelo Rebelo de Sousa e Sofia Galvão – Introdução ao Estudo do Direito, …, pp. 39-44
3.
Sobre a formação da Constituição e o poder constituinte, v.: Jorge Miranda, Manual de Direito Constitucional, Tomo II, 5.ª ed., Coimbra
Editora, Coimbra, 2003, pp. 110 (Teoria
do Estado e da Constituição, …, pp. 355-378); J. J. Gomes Canotilho,
Direito Constitucional …, pp. 65-82; Jorge
Bacelar de Gouveia, Manual de
Direito Constitucional, II, 625-634.
4.
Sobre a modificação e subsistência da Constituição, v.: Jorge Miranda, Manual de Direito Constitucional, Tomo II, 5.ª ed., Coimbra
Editora, Coimbra, 2003, pp. 129-222 (Teoria
do Estado e da Constituição, …, pp. 389-430); J. J. Gomes Canotilho,
Direito Constitucional …, pp.
1043-1062; Jorge Bacelar de Gouveia, Manual de Direito Constitucional, II,
634-653.
5. Sobre o sistema normativo da
Constituição, v.: Jorge Miranda, Manual de Direito
Constitucional, Tomo II, 5.ª ed., Coimbra Editora, Coimbra, 2003, pp.
223-252 (Teoria do Estado e da
Constituição, …, pp. 431-437); J. J. Gomes Canotilho, Direito Constitucional …, pp. 1143-1171; Jorge
Bacelar de Gouveia, Manual de
Direito Constitucional, II, 693-719
6. Sobre a interpretação, integração e
aplicação das normas constitucionais, v.: Jorge
Miranda, Manual de Direito
Constitucional, Tomo II, 5.ª ed., Coimbra Editora, Coimbra, 2003, pp.
253-309 (Teoria do Estado e da Constituição,
…, pp. 448-471); J. J. Gomes Canotilho, Direito Constitucional …, pp. 1179-1227;
Jorge Bacelar de Gouveia, Manual de Direito Constitucional, II,
657-689.
Bibliografia complementar:
1.
Sobre a modificação e subsistência da Constituição, v.: Carlos Blanco de Morais – Justiça Constitucional, Tomo I (Garantia da Constituição e Controlo da
Constitucionalidade), Coimbra Editora, Coimbra, 2002, pp. 57-81; Miguel
Nogueira de Brito, A Constituição
Constituinte (Ensaio Sobre o Poder de
Revisão da Constituição), Coimbra Editora, Coimbra, 2000.
Título 9.º
A Constituição da República de Moçambique
Docente: Dr. António Leão (Diurno e PL)
Duração: 3 semanas
1. O carácter compromissório da Constituição moçambicana.
2. Princípios fundamentais da República moçambicana.
2.1. Princípio da soberania.
2.1.1.
Manifestações.
2.1.2.
Limitações.
2.1.3. O
respeito pelo Direito Internacional.
2.2. Princípio do Estado de
Direito.
2.3. Princípio democrático:
representação e participação política.
2.4. Princípio da unidade do
Estado.
2.5. Princípio do pluralismo jurídico.
3. Direitos fundamentais na Constituição moçambicana.
3.1. Conceito de direito fundamental.
3.2. Direitos, liberdades e garantias e direitos sociais.
3.3. Princípios da universalidade e da igualdade.
3.4. Aplicabilidade directa dos direitos, liberdades e
garantias.
3.5. Limites às restrições dos direitos, liberdades e
garantias.
3.6. A força normativa dos direitos sociais.
3.7. Os deveres fundamentais.
4. O sistema de governo na Constituição moçambicana (recapitulação dos aspectos essenciais).
Bibliografia básica:
Legislação de consulta:
Sobre
a Constituição moçambicana e o Direito Internacional, v.:
Título 10.º
Funções do Estado, órgãos e actos na Constituição
moçambicana
Docente: Dr. António Leão (Diurno e PL)
Duração: 4 semanas
1. Funções do Estado moçambicano (recapitulação dos aspectos essenciais).
2. Organização do poder político.
2.1. Princípios fundamentais de
organização política.
2.2 Estruturas organizativas.
2.3 Órgãos de soberania.
2.3.1.
Presidente da República: estatuto, eleição e competências.
2.3.2.
Assembleia da República: estatuto, eleição e competências.
2.3.3.
Governo: formação, responsabilidade e competências.
2.3.4.
Tribunais: categorias de tribunais.
2.3.5. O
Conselho Constitucional.
2.4. Entidades infra-estaduais: o
poder local.
2.5. Outros órgãos constitucionais.
3. Estruturas
normativas.
3.1. A lei em geral.
3.2. Formas de lei e competência legislativa.
3.3. As leis da Assembleia da República.
3.4. O procedimento legislativo da Assembleia da República.
3.5. Repartição de competências legislativas entre a Assembleia da
República e o Governo.
3.5.1. Outros actos normativos.
3.5.2. Autorizações e ratificações legislativas.
3.6. Relações entre actos legislativos.
Bibliografia básica:
Legislação de
consulta:
Título 11.º
A garantia da Constituição
Docente: Dr. António Leão (Diurno e PL)
Duração: 4 semanas
1. Modificação e
subsistência da Constituição
1.1. A revisão
constitucional em especial.
1.1.1. Sistemas de revisão em Direito comparado.
1.1.2. Limites à revisão constitucional.
1.2. O
procedimento de revisão constitucional.
2. Inconstitucionalidade em geral.
2.1. Garantia e fiscalização. Distinção.
2.1.1.
Conceito e tipos de inconstitucionalidade.
2.1.2.
Inconstitucionalidade de normas constitucionais?
2.2. Sistemas de
fiscalização da constitucionalidade em geral.
2.2.1.
Quanto ao objecto (o que se controla?).
2.2.2.
Quanto aos órgãos: os órgãos de fiscalização (quem controla?).
2.2.3.
Quanto às circunstâncias, ou ao modo como se manifesta (como se controla?).
2.2.4.
Quanto ao tempo (quando se controla?).
2.2.5.
Legitimidade activa (quem pede o controlo?).
2.2.6.
Efeitos da declaração de inconstitucionalidade.
2.3. O sistema moçambicano de fiscalização da
constitucionalidade.
2.3.1.
Objecto da fiscalização de constitucionalidade.
2.3.1.1. Os actos normativos.
2.3.1.2. Fiscalização de certos actos não normativos.
2.3.1.3. Actos excluídos da fiscalização de
constitucionalidade.
2.3.2.
Órgãos de fiscalização: um sistema integralmente jurisdicional.
2.3.2.1. O Conselho Constitucional.
2.3.2.2. Natureza jurídica do Conselho Constitucional.
2.3.2.3. Os tribunais comuns.
2.3.3
Características gerais do sistema moçambicano: circunstâncias, tempo e
legitimidade activa.
2.3.3.1. Fiscalização preventiva da inconstitucionalidade.
2.3.3.2. Fiscalização sucessiva abstracta da
inconstitucionalidade.
2.3.3.3. Fiscalização concreta difusa da
inconstitucionalidade.
2.3.4.
Natureza e efeitos do juízo de inconstitucionalidade.
2.3.4.1. Fiscalização preventiva da inconstitucionalidade.
2.3.4.2. Fiscalização sucessiva abstracta da inconstitucionalidade.
2.3.4.3. Fiscalização concreta difusa da
inconstitucionalidade.
2.3.5.
Fiscalização de certas formas de ilegalidade.
Bibliografia básica:
1. Sobre a modificação e subsistência da
Constituição, v. Bibliografia indicada no Título 8.º
2. Sobre a inconstitucionalidade em
geral, v.: Jorge Miranda, Manual de Direito Constitucional, Tomo
II, …, pp. 310-410 (Teoria do Estado e da
Constituição, …, pp. 473-536); J. J. Gomes Canotilho – Direito Constitucional …, pp. 879-896,
907-950, 955-1037; Carlos Blanco de
Morais – Justiça Constitucional,
Tomo I (Garantia da Constituição e Controlo da Constitucionalidade), Coimbra
Editora, Coimbra, 2002.
3. Sobre o sistema moçambicano de
fiscalização da constitucionalidade, v.: António
C. Leão, O sistema moçambicano de
fiscalização da constitucionalidade (Lições de Ciência Política e Direito
Constitucional, proferidas nos anos lectivos de 2006 e 2007 ao curso de
licenciatura da Faculdade de Direito da Universidade Eduardo Mondlane,
Delegação da Beira), UEM, Beira, 2007.
Legislação de consulta:
[1] Se bem que não esgote o fenómeno político,
nem seja a única sociedade política (nomeadamente quando nos referimos ao
Estado Moderno de tipo europeu, na sua fase actual); nem seja o único palco
para o desenrolar de fenómenos políticos, o Estado constitui, todavia, a forma
mais perfeita, no sentido de “sofisticação institucional”, de exercício do
poder político (Maria Luísa Duarte,
Introdução ao Estudo do Direito, Sumários
Desenvolvidos, AAFDL, Lisboa, 2003, p. 22). É no Estado – organização de
governantes e governados ou comunidade dos cidadãos – que se patenteia a mais
clara luz, pois o Estado constitui a sociedade política característica dos
últimos séculos e, decerto, a mais complexa, a mais sólida e a mais expansiva
da história (Jorge Miranda – Manual de Direito Constitucional, Tomo
I, 7.ª ed., Coimbra Editora, Coimbra, 2003, …; 5.ª ed., 1996, p. 11).
[2] Esta bibliografia básica integra
um conjunto de obras que, porventura, transcende uma indicação mais básica como
a que acompanhará um curso que se centre essencialmente num “manual” ou numa “sebenta”.
Trata-se, sem margem para dúvidas de uma opção consciente e intencional.