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COLUNA  LOMBOSSACRA

ASPECTOS NEURO-HORMONAIS DA DOEN�A DISCOG�NICA


    
H� muitos fatores mec�nicos envolvidos na doen�a dos discos da coluna vertebral e muitos fatores psicol�gicos envolvidos na dor que dali resulta. Mas, qual a rela��o entre eles? Atualmente considera-se na avalia��o da incapacidade, at� mesmo as cren�as de como evitar o medo. T�m ocorrido conflitos entre causa e efeito da dor lombar, embora os cl�nicos estejam convencidos dessa rela��o. Para Barr, �as dores lombares e ci�ticas significam um est�gio de estimula��o do c�rtex central e n�o uma afec��o das costas. � importante estudar e tratar o paciente e n�o apenas as costas�.
     Os fatores qu�micos e fisiopatol�gicos da doen�a discog�nica apresentam aspectos biomec�nicos. Demonstrou-se que o aumento da press�o do disco � causa da dor lombar.
As primeiras altera��es do disco ocorrem no n�cleo, com as rupturas anulares come�ando no centro e continuando para fora. Demonstrou-se que o fluido contido no disco resulta da embebi��o com transfer�ncia de s�dio...
     Com a transfer�ncia do s�dio na hidrata��o do disco, estudou-se o que afeta o s�dio, em v�rias entidades, algumas delas relacionadas com a patologia do disco. Demonstrou-se, por exemplo, que a depress�o est� relacionada com o metabolismo do s�dio e tamb�m, provavelmente, com o metabolismo dos corticoster�ides relacionados com o medo, ansiedade e a depress�o. Sabe-se que o sofrimento psicol�gico e o est�mulo emocional aumentam a secre��o de ester�ides, mas ainda n�o foi respondido porque a depress�o parece proeminente na doen�a do disco.
� poss�vel que uma seq��ncia de eventos possa provocar uma eleva��o da press�o intradiscal que cause a dor lombar. Se repetida ou persistente, essa eleva��o da press�o  interna somada � tens�o muscular externa pode causar uma ruptura anular. A degrada��o em polissacar�deos prote�nicos aumenta a reten��o de fluidos, aumentando mais a press�o intradiscal e uma nova s�ntese dos polissacar�deos prot�icos de n�veis inferiores, com maior capacidade de embeber fluidos.
     Durante essa seq��ncia ocorrem mudan�as de col�geno. Os polissacar�deos prot�icos t�m um efeito plastificante sobre as fibrilas de col�geno, revestindo-as quando elas deslizam (l�mina sobre l�mina) em sua fun��o. Essa plasticidade diminui e se perde com a degrada��o das prote�nas dos polissacar�deos.
(CAILLIET, 2001, pg.215 e 216)



DORES

... a dor � considerada a principal preocupa��o do paciente. O Comit� de Taxonomia da International Associfor the Study of Pain  (IASP) definiu dor como �uma experi�ncia sensorial e emocional desagrad�vel associada com les�o real ou potencial no tecido ou descrita em termos de tal les�o. A dor � sempre subjetiva. Cada indiv�duo aprende no in�cio da vida a aplica��o da palavra pelas experi�ncias relacionadas  � les�o� .
(CAILLIET, 2004, pg.111).
     A dor lombar � uma importante raz�o de consultas, hospitaliza��es e incapacita��o para o trabalho. As estat�sticas mostram que 60% da popula��o trabalhadora das na��es industrializadas sofrem de dor lombar e, a cada ano, 70% dos americanos adultos apresentam um epis�dio de dor lombar. Dos 7 milh�es de novos casos, 5 milh�es ficar�o parcialmente inv�lidos e 2 milh�es continuar�o incapacitados funcionalmente.
(CAILLIET, 2001, pg.139).
     As pesquisas no Brasil, segundo a previd�ncia Social, relatam que a lombalgia (dor na regi�o lombar das costas) chega a afetar 80% da popula��o adulta; � hoje um dos principais motivo de afastamento do trabalho.
Nos �ltimos 5 anos, 315.187 brasileiros pediram aux�lio-doen�a, benef�cio concedido ap�s 16 dias de afastamento do trabalho, em n�meros absolutos, s� perdem para os casos de convalescen�a, per�odo de recupera��o ap�s cirurgia, que foram respons�veis por 354.933 afastamentos.
Embora seja uma das queixas mais freq�entes da humanidade, em 85% dos casos de lombalgias n�o � poss�vel determinar o motivo da dor.
     Apesar desses fatos, parecem existir poucas evid�ncias v�lidas na literatura e na pr�tica cl�nica que ap�iem a maioria dos m�todos atuais de avaliar objetivamente ou de tratar realisticamente os dist�rbios da coluna vertebral.
Quase todos os cl�nicos interpretam os sintomas e defici�ncias dos dist�rbios lombares como altera��es biomec�nicas. A admiss�o desse conceito resultou na alta taxa de sucesso no tratamento da dor aguda, mas uma baixa taxa de sucesso na dor cr�nica.
Os fatores psicol�gicos podem ser detectados quando o m�dico escuta longamente o paciente. Alguns aspectos devem ser salientados: inconsist�ncias no hist�rico da doen�a relatadas pelo paciente; sintomas inapropriados; hist�ria laboral e ganhos secund�rios e emocionais e econ�micos. S�o mais evidentes nos pacientes com dor cr�nica.
� importante estabelecer os conceitos de dores agudas e cr�nicas.
     Dor aguda: dor em crise, com dura��o de algumas horas at� no m�ximo 3 meses e h� uma rela��o clara do nexo causal entre a sintomatologia dolorosa referida e os poss�veis fatores etiol�gicos. Nos pacientes com queixas de dor aguda, os fatores de ordem mec�nica, estresse f�sico e esfor�o s�o, na maioria dos casos, predominantes como fatores desencadeantes. A dor aguda evolui em forma de crises dolorosas e nos intervalos h� remiss�o da sintomatologia.
Dor cr�nica: � definida como uma dor que perdura por mais de 3 meses, di�ria, constante, progressivamente incapacitante e n�o mostra rela��o clara de nexo causal com os poss�veis fatores etiol�gicos ou desencadeantes. Nesses pacientes, deve-se dar muita aten��o:
- aos fatores psicol�gicos envolvidos, como: personalidades ansiosas, depressivas e compulsivas;
-ao grau de satisfa��o de alguns aspectos de sua vida cotidiana, quais sejam: afetivos, profissionais e familiares.
- ao grau de auto-estima do paciente.
(GREVE, AMATUZZI, 2003, pg.68 e 69)

     Em uma cl�ssica disserta��o, The Culture of Pain, Morris afirma que desde a antiguidade a dor impregna todos os aspectos da vida social e das emo��es humanas. Arist�teles escreveu em De Anima, que �a dor pertuba e destr�i a natureza da pessoa que a sente�.
� preciso corrigir em todos os aspectos a dor aguda para n�o ocorrer a cronicidade e a incapacidade. Isso deve ser feito avaliando-se as implica��es psicossociais da dor desde o seu in�cio. O tratamento dos sintomas de acordo meramente com a base mec�nico-qu�mica da defici�ncia neuromusculo-esquel�tico geralmente leva ao fracasso. � preciso tratar o paciente e n�o apenas os sintomas, os achados cl�nicos ou os testes diagn�sticos
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FIBROMIALGIA

   Muitos pacientes com dor lombar apresentam freq�entemente uma s�ndrome musculoesquel�tica generalizada, na qual predomina a localiza��o lombar.
A dor no sistema musculoesquel�tico aumentou exponencialmente o uso do termo fibromialgia na literatura m�dica (...) a fibromialgia � uma �s�ndrome caracterizada por dor cr�nica amplamente distribu�da por todos os m�sculos esquel�ticos e tecidos moles�.
Os crit�rios diagn�sticos de fibromialgia baseiam-se em sintomas subjetivos de dor musculoesquel�tica, fadiga, dist�rbios do sono de longa dura��o e achados cl�nicos de pontos dolorosos reproduz�veis.
(CAILLIET, 2001, pg.140 e 141)



A INFLU�NCIA DE ALGUNS FATORES EMOCIONAIS SOBRE O SISTEMA NEUROMUSCULAR

  
Cailliet ao falar sobre os aspectos psicol�gicos dos distr�rbios lombares diz que �... o estado emocionaol da pessoa antes de um evento incapacitante doloroso � seja de ansiedade, impaci�ncia, fadiga ou depress�o- influencia fortemente a atua��o da atividade neuromuscular. Os m�sculos s�o os mais envolvidos no que se refere � contra��o muscular na mec�nica da dor lombar�.
�A fun��o da coluna vertebral est� relacionada diretamente com a fun��o neuromuscular, e a disfun��o neuromuscular provoca dor pela irrita��o dos tecidos nociceptores�.
�A dor muscular envolve a origem da nocicep��o do m�sculo estriado, mas tamb�m de sua f�scia e inser��es tendinosas�.
�O estresse ps�quico cr�nico, pode acelerar a transmiss�o ascendente pelos trajetos motores extrapiramidais...�.
�� evidente que os conhecimentos atuais sobre os mecanismos fisiopatol�gicos da dor muscular, t�o importante clinicamente, s�o deploravelmente incompletos, embora sejam suficientes pra estimular uma importante interven��o terap�utica em todos os n�veis e est�gios�.
�A dor lombar devido a atividades anormais, excessivas ou inadequadas, tanto externas como internas, pode provocar uma rea��o neuromuscular excessiva, com dor e finalmente defici�ncia e incapacidade�.
(CAILLIET, 2001, pg. 149 e 150).

     A pessoa nervosa, tensa, cansada ou deprimida poder� fazer com muita freq��ncia movimentos e a��es que pegam o corpo despreparado. Se ocorrerem epis�dios repetidos desse tipo, a regi�o lombar pode se enfraquecer, ficando mais suscept�vel a pequenas les�es subseq�entes. Quando ocorrem atividades deste tipo, os poderosos m�sculos da regi�o lombar agem a dist�ncias muito pequenas, com uma alta taxa de contra��o. Eles literalmente esmagam as articula��es; tais articula��es foram consideradas sens�veis e por isso ocorre inflama��o devido a tal les�o. As emo��es s�o, portanto, contribuintes importantes para a fun��o neuromuscular anormal da coluna, o que contribui para a les�o e para a dor.
(CAILLIET, 2002, pg.73 e 74)

Textos extra�do do livro:
ALMEIDA, SILVANA TEIXEIRA - COLUNA LOMBAR � Al�vio das tens�es na vis�o Psicocorporal. An�lise Bioenerg�tica, PREMIUS Editora. 2005 � pg 64 a 75
Olga Maria Mendon�a
CNT:8103/PE
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