R e t r a t o d e u m p e n s a m e n t o : l e n d o T e o f i l o T o s t e s D a n i e l
Passo a hora do almoço comendo frutas e os poemas do
Teofilo Tostes Daniel. Sou uma pessoa muito melhor agora, purificada.
A poesia do Theo é assim, transformadora, não passa
nunca em brancas páginas! Mordo um pedaço da maçã
e sinto o gosto de versos, suculentos e doces. Doces, com o ritmo
de uma dança suave. Em mordidas vorazes, alguns versos
caem na minha camiseta e, bem devagar, chegam até a pele,
alcançando meu permeável coração.
Seus versos tem um quê de tempos antigos, quando os moços
nos beijavam a mão. Seus versos têm um quê,
um R, um S próprios e únicos. Eu não vejo
a hora do mundo ter o privilégio desse gosto bom. Almoçar
esse banquete, sozinha, é virar as costas para a fome no
mundo.
Ritinha
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