M e u P á s s a r o (para Guilherme Daniel Neto)
Encontrei, certa vez, um pássaro
de penas multicores.
Seu canto melodioso
ocultava-me a dor do mundo.
De seus vôos solitários
ele retornava e,
em suas penas, me trazia
fragmentos da luz de uma estrela,
um raiozinho de sol,
cheiros de matas e de flores,
pedras, emoções, amores,
o frescor de uma brisa,
um sorriso de criança,
gotas de chuvas,
notas musicais,
um pouco do sal dos mares,
asas de borboletas, sonhos...
Hoje ele não veio,
mas ouvi o seu cantar.
(03 de fevereiro de 1988)
Marisa Tostes
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