1118- � fundada por Hugues de Payen e mais oito cavaleiros, Ordem mon�stico-militar,
para proteger os peregrinos. Com votos d castidade, pobreza e obedi�ncia ao
patriarca de Jerusal�m, se intitularam : Os Pobre Cavaleiros de Cristo.
O Rei Baldu�no II cede uma �rea pr�ximo a mesquita al-Aqsa. Que tradicionalmente
fora erigida no exato local do antigo Templo do Rei Salom�o. Os cavaleiros
mudam o nome da ordem para: Os Pobre Cavaleiros de Cristo e do templo do Rei
Salom�o. Ou abreviando os Cavaleiros Templ�rios.
Por nove anos, nada se sabe sobe as atividades da ordem. No s�culo XX,
o Tenente Warren, do Royal Engineers Britanic, descobriu escava��es feita
pelos templ�rios sob o Templo. - O abade Bernard de Clairvaux, sobrinho de
Andr� Montbard (um dos nove cavaleiros originais) d� todo apoio ao reconhecimento
a Ordem dos Templ�rios e redige sua regra.
Bernard come�a prega��es sobre construir catedrais seguindo conceitos de
matem�tica que mais se assemelham a cabala e aos princ�pios pitag�reos. A
chamada Geometria Sagrada.
Uma forte teoria que nas escava��es, os Templ�rios poderiam ter adquirido
algum tipo de conhecimento sobre os conceitos da Geometria Sagrada.
Por toda Europa o estilo de arquitetura inspirados por Bernard de Clairvaux
se expande, e d�-se in�cio ao estilo g�tico.
J� em 1134, (16 anos ap�s a funda��o da Ordem) St Bernard contribui a olhos
vistos a arquitetura G�tica. Por exemplo, na torre norte de Chartres os princ�pios
da sacra-geometria foram postas em pr�tica (Essa torre tamb�m � chamada de
a Torre dos Iniciados). Anos antes da constru��o, Bernard fica amigo do Bispo
de Chartres. Inspirando-o em f�rmulas g�ticas e negociando diariamente com
os construtores.
Bernard estava t�o crente de suas id�ias ligadas a matem�tica e a religi�o,
que quando o indagavam quem � Deus, ele dizia: � o comprimento, a largura,
a altura e a profundidade.
Os pr�prios Templ�rios, revolucionam o estilo criando igrejas de planta
octogonal, as chamadas "Igrejas Redondas". Muitas delas, s�o posicionadas
em rela��o ao zod�aco e aos solst�cios.
S�o Bernardo de Clairvaux e os Templ�rios, d�o uma regra de vida e trabalho
a uma corpora��o de pedreiros livres chamada "os Filhos de Salom�o". Essa
corpora��o de of�cio constru�a catedrais g�ticas e se inspiraram no Rei Salom�o,
o mesmo que construiu o Templo de Jerusal�m, e que os Templ�rios fizeram escava��es
futuras.
1307 - Queda dos Templ�rios.
A fuga para a Escócia
Os templ�rios fugitivos fugiram para v�rios lugares na Europa. Conseguiram
apoio em Portugal, onde Don Diniz os renomeiam Ordem de Cristo e posteriormente
seriam os respons�veis pelas grandes navega��es do s�culo XV-XVI
Na Esc�cia, por sua vez, estava sob interven��o papal, pois havia sido
excomungada. e os templ�rios fugitivos gozaram de plena liberdade. Uma vez
l�, ajudaram Robert the Bruce na famosa batalha de Bannockburn. libertando
a Esc�cia da Inglaterra.
Com o restabelecimento da Igreja na Esc�cia, Robert the Bruce pede aos
templ�rios para que ca�ssem na clandestinidade.
Provas mostram que os templ�rios se manteriam coesos secretamente na Esc�cia
por quase quatro s�culos. Mantendo fortes la�os com as corpora��es de of�cios
de pedreiros. As mesmas que eles deram as regras. E n�o esquecendo que os
Templ�rios foram os precursores do estilo g�tico.
A tradi��o da Geometria Sagrada iria se fortalecer ainda mais na uni�o
entre os Templ�rios e Pedreiros-livres.
Uma vez a Esc�cia cat�lica, as propriedades templ�rias foram divididas.
Parte iria para os Hospital�rios, e outra para os donos originais.
Os Sinclairs e a Capela
Rosslyn
Um dos donos originais, era uma fam�lia de muita tradi��o dentro da extinta
Ordem dos Templ�rios, inclusive com v�rios de seus membros iniciados na Ordem.
Essa fam�lia tamb�m eram os gr�os-mestres heredit�rios das corpora��es de
of�cios de sua regi�o. Eles eram os St.Clair ou depois Sinclair
1446-1486 - Henry Sinclair temia que os "segredos" ca�ssem em m�os erradas
ou se perdessem. Temia escrever em um livro, pois poderia ser queimado ou
destru�do, e temia a tradi��o oral, pois algo poderia ser perder, ou uma gera��o
poderiam n�o passar adiante por motivos de morte prematura. Preferiu construir
a capela, que seria um "Livro de Pedra", mas somente conhecendo a "chave"
certa se poderia ler. E se fosse uma igreja, n�o haveria a desconfian�a da
Igreja. A palavra Rosslyn tem origem hebraica que significa algo como "O lugar
onde se oculta o segredo".
A Capela de Rosslyn fica dez quil�metros ao sul de Edimburgo, foi constru�da
quase 150 anos ap�s a supress�o da Ordem dos Templ�rios. Os pr�prios dom�nios
de Rosslyn ficava a poucos quil�metros do antigo quartel-general escoc�s dos
templ�rios.
Por fora, A Capela Rosslyn, � uma r�stica catedral, por dentro � uma sinfonia
em pedra esculpida. Est�o representadas em suas paredes, Templ�rios, Jos�
de Arimat�ia portando o Graal, uma figuram muito semelhante a do Santo Sud�rio,
uma deus "pag�o" chamado o "Homem Verde". Tamb�m h� figuras de reis, pont�fices,
cavaleiros.... todos sendo seguidos por uma figura parecendo uma esqueleto,
talvez representando a morte. H� tamb�m uma coluna chamada a "Coluna do Aprendiz"
muito bem esculpida, que mostra a "�rvore da Vida" da cabala. Diz a lenda
que o mestre construtor havia sonhado com aquele pilar, mas quando chegou
na Igreja, viu que seu aprendiz de pedreiro havia feito seu trabalho. Com
�dio, o matou com uma martelada na cabe�a (muito semelhante a lenda do mestre
Hiram Abiff, mestre construtor do Templo do Rei Salom�o). Possui dois cavaleiros
num mesmo cavalo (o selo templ�rio) a cruz floreada, o v�u de Ver�nica (uma
alus�o ao Santo Sud�rio) e muito mais.
A constru��o dessa capela, ficou por conta das corpora��es de art�fices
nas quais os St Clairs eram senhores a s�culos. Sob a orienta��o dos Sinclairs,
os membros escolhiam os candidatos adequados para as guildas e receber suas
instru��es ligadas constru��o e geometria sagrada. Temas como geometria, hist�ria,
filosofia, etc.
O Conde Henry tinha nas m�os, pedreiros muito bem treinados e familiarizados
com conhecimentos cient�ficos, filos�ficos, esot�ricos, etc. A Capela de Rosslyn,
foi um grande marco para as corpora��es de of�cios da �poca.
Essa nova irmandade de pedreiros-livres, criou uma institui��o de caridade
para apoiar os membros mais pobres da sociedade, e suas respectivas guildas
tamb�m separavam verba para os desafortunados. Segundo o Pr�ncipe Miguel de
Albany, essas foras as primeiras institui��es de caridade estabelecidas na
Gr�-Bretanha fora do controle direto ou instiga��o da Igreja.
Essas corpora��es de of�cios eram comuns na Europa, reuniam-se em empreiteiras
chamadas guildas. Essas guildas faziam reuni�es em bares. Para se adentrar
nessas reuni�es fechadas, somente atrav�s de senhas e palavras de passe secretas.
Essas guildas eram muito poderosas, com muita for�a pol�tica. Pois os canteiros
de obras, esquentavam a economia local e seus trabalhos eram bem vistos pela
nobreza e o clero.
Nascia assim, o primeiro modelo de Ma�onaria. Pedreiros e n�o pedreiros,
versados em altos conhecimentos, que se reuniam em uma confraria e faziam
caridade.
Os Stuarts levam o cenceito
para a França
1601 - O Rei James VI, da Esc�cia (e mais tarde, tamb�m, James I, da Inglaterra),
foi o �nico filho de Mary, rainha da Esc�cia, e o primeiro rei a reinar sobre
a Inglaterra e a Esc�cia. Foi, ainda, o primeiro rei nomeadamente ma�om segundo
o Livro do Ano, de 1995, da Grande Loja de Ma�ons Antigos, Livres e Aceitos
da Esc�cia; iniciado em 1601 na Loja de Perth e Scone.
Neste mesmo ano, Os Sinclair se tornam gr�os-mestres heredit�rios das corpora��es
de of�cios.
Aos 37 anos, dois anos ap�s sua inicia��o ma��nica, James se tornou o primeiro
rei brit�nico stuartista, dedicando seu tempo, em grande parte, � Inglaterra.
Em 1715, os Stuarts foram exilados em Bar-le-Duc, sob a prote��o de Duque
de Lairraine. O ent�o o descendente de James I, James III com a ajuda de Charles
Radclyffe (ambos filhos bastardos de Charles II) participaram da rebeli�o
escocesa daquele ano. Ambos foram capturados e James executado. Charles conseguiu
fugir gra�as a ajuda de Conde Lichfield da pris�o Newgate encontrando refugio
nos batalh�es jacobinos na Fran�a. E passou a ser secret�rio do pretendente
leg�timo dos Stuarts, Bonnie Charlie.
Radclyffe, em 1725, funda a primeira loja ma��nica no continente e em menos
de um ano, se torna gr�o-mestre das lojas da Fran�a, e ainda citado como tal
uma d�cada depois, em 1736. A dissemina��o da ma�onaria do s�culo XVIII, se
deve a ele.
Mesmo no ex�lio, a Casa dos Stuarts, n�o se dava por vencida, e em 1745,
Bonnie Charlie desembarcou na Esc�cia em uma tentativa quixotesca de restaurar
a dinastia Stuart no trono Brit�nco. Radclyffe o seguiu mas foi capturado.
Um ano mais tarde o pr�ncipe Bonnie foi vencido na batalha de Cullodon Moor
e poucos meses depois Radclyffe morreu sob o machado na torre de Londres.
Radclyffe mantinha relacionamento com homens importantes, tanto na nobreza
quanto na Ma�onaria. Mas um desses indiv�duos iria revolucionar o conceito
de ma�onaria da �poca. Seu nome era Andrew Michael Ramsay.
O Cavaleiro Ramsay e
Rito Escocês Antigo e Aceito
Ramsey foi sagrado cavaleiro na ordem Chevalier de Saint Lazare (Cavaleiro
de S�o L�zaro). Foi recebido em Oxford, mantinha la�os estreitos de amizades
com pensadores como Desaguliers, Alexander Pope e Isaac Newton, Fez parte
da Royal Society e iniciado ma�on em 10 de mar�o de 1730, na Loja Horn, no
Pal�cio Hard de Westminster. E jurara obedi�ncia a causa dos Stuarts de reaver
o trono Ingl�s.
Paralelamente, no final do s�culo XVIII, quando ocorreu um grande inc�ndio
em Londres, a cidade ficou parcialmente destru�da. Foi a� que os pedreiros-livres
da Europa, fundamentalmente os de Estrasburgo, acudiram Londres para reconstru�-la.
Com o in�cio da renascen�a, o estilo g�tico foi decaindo e assim as guildas.
Para manter o seu status, foi necess�rio abrir as suas portas para pessoas
n�o ligadas a atividade de construir. Esses n�o-pedreiros eram aceitos pela
guilda. Nascendo assim o termo: Ma�on livre e aceito.
A palavra ma�on � de origem inglesa. oriunda de "Stonemasson" - (pedreiro)
- Em franc�s � "ma�on". Em portugu�s o certo � "ma��o" (sin�nimo de pedreiro)
Mas j� que a maior influ�ncia ma��nica que existe nos pa�ses de l�ngua portuguesa
� da Fran�a, dizemos ma�ons.
Ainda em Londres, foi nessa �poca que se construiu a Catedral de S�o Paulo
e quase toda a cidade. Em 1717, quatro Lojas da cidade de Londres se juntaram.
Eram elas a Goose and Gridiron (O ganso e a gralha); Crown (Coroa); Apple
Tree (Macieira) e Rummer and Grapes (Ta�a e uvas) formando a Great Lodge of
.London (Grande Loja de Londres) Isto, no dia 24 de junho, dia de S�o Jo�o.
Nesse per�odo as lojas ma��nicas se reuniam em uma cerim�nia chamada "Emulation"
origin�ria da cidade de York. Hoje esse rito � conhecido como Rito de York.
Em 1738, o Cavaleiro Ramsay proferiu um discurso, explicando que a Ma�onaria
n�o era apenas oriunda de corpora��es de pedreiros. E sim da �poca das cruzadas.
N�o cita os Templ�rios, mas sim os Cavaleiros de S�o Jo�o.
Esse termo Cavaleiros de S�o Jo�o, muitos entendem como os Cavaleiros do
Hospital de S�o Jo�o. - ou Hospital�rios - Mas S�o Jo�o tamb�m � o patrono
das antigas corpora��es de of�cios de pedreiros livres.
Depois desse discurso, Ramsay introduziu um novo rito. O Rito Escoc�s Antigo
e Aceito. Com os tr�s graus originais: Aprendiz, Companheiro e Mestre; acrescentando
mais 30 somando de 33 graus. Em 1736, dezenove anos depois do renascimento
ou da transforma��o realizada no seio da Grande Loja de Londres, foi quando
os ma�ons escoceses trataram de construir uma Grande Loja na Esc�cia.
Em 30 de novembro daquele ano, reunidos todos os ma�ons escoceses em assembl�ia
constitu�ram , na Capela de Santa Maria de Edimburgo, tendo-se em conta a
ren�ncia que fazia o chefe da fam�lia Rosilin, William de Saint-Clair, do
patronato vinculado � mesma. Assim aceita esta renuncia, seguidamente foi
aclamado por unanimidade Gr�o Mestre da nova Grande Loja, e em 24 de junho
de 1837 (dia de S�o Jo�o), esta decidiu que se revisassem e renovassem os
t�tulos de todas as lojas escocesas.
Fonte de pesquisa
Este material faz parte
do livro: Cavaleiros do Templo - Os segredos dos Templ�rios - Andr� Ranulfo
(autor desse site) que ser�; publicado no pr�ximo ano.