
Templ�rios e sua arquitetura.
André Ranulfo
1 - A influ�ncia do Templo de Salom�o
O
templo
Foi constru�do entre o 4o e 11o ano do reinado do Rei Salom�o. Foi constru�do no lugar determinado pelo Rei Davi. (seu pai) Usando madeira e pedreiros fen�cios.
As escrituras sagradas, dizem que o Rei Salom�o, pediu ajuda ao Rei Hiram de Tiro. que por sua vez, incumbiu o mestre de obras Hiram-Abif tamanha empreitada.
Milhares de trabalhadores participaram no projeto. A estrutura central do templo era de 70 c�bitos de extens�o, e 20 c�bitos de largura.
Havia uma sala principal chamada o Santu�rio. Achavam-se os candelabros, a mesa dos p�es e o altar de ouro para os perfumes.
Numa �rea atr�s do altar principal ficava a sala denominada "Sagrado dos
Sagrados". Era Iluminada por apenas uma luz que provinha da porta de entrada. E tendo instaladas duas enormes figuras de querubins na porta. Dentro desta sala continha alguns elementos do Tabern�culo. Dentre elas a Arca da Alian�a, que foi perdida no segundo templo.
O templo servia de centro nacional, especialmente para as peregrina��es para as festividades a cada 3 anos, e a resid�ncia de uma divina presen�a, o Shekhinah, exaltado por todos os profetas.
Foi destru�do em 586 a.C. Pelos Babil�nicos.
As caracter�sticas
Na
entrada, antes do portal, duas enormes pilastras, uma com a letra B
e outra com a letra J. Representavam as palavras Boaz
& Jaquim. Na liturgia hebraica, representavam a dualidade
do universo. Onde uma coisa s� existe em fun��o de outra. Seria algo como: noite
e dia, homem e mulher,
bem e mal, certo e errado, etc... Ao cruzar as portas, uma ante sala, denominada
Lugar Sagrado, com 2 fileiras paralelas, com 5 candelabros
cada.
Ao centro, um altar
para o incenso. Atr�s, uma porta feita de madeira de oliva, e uma escada, que
dava para uma sala especi
al,
chamada "Sagrado dos Sagrados".
Nesta sala, estava a Arca da Alian�a. E o templo era voltado para o Oriente.
Os Rei Baldu�noII cedeu o espa�o na mesquita de Al-Aqsa. Acreditasse que essa mesquita foi erigida no exato local do templo do Rei Salom�o. (da� o nome Cavaleiros Templ�rios)
Oficialmente, os Templ�rios foram formados para defender os peregrinos que iam visitar a Terra-Santa. Mas alguns historiadores acreditam que a verdadeira finalidade dos Pobres Cavaleiros de Cristo, era na verdade a busca de rel�quias sagradas, como por exemplo a Arca da Aliança.
Se encontraram ou n�o a Arca da Alian�a, n�o se sabe, mas com certeza encontraram algo muito mais valioso. Uma forma de construir, seguindo uma simbologia altamente esot�rica. Era a Santa-Geometria. Cheia de simbolismo cab�lico, alqu�mico e lit�rgico.
Seja
l� o que realmente encontraram, Fez com que o Vaticano os recebessem com toda
as honras e gl�rias, proporcionando-os in�meras concess�es.
N�o podemos nunca descartar o relacionamento familiar de Hughes de Payens e São Bernard de Clairveaux. (primeiro patrocinador dos Templários, redator das Regras do templo e um dos mais influentes clérigos de sua época) Logo ap�s os primeiros anos da Ordem do Templo, as grandes catedrais foram constru�das, seguindo as idéias de São Bernard.
J� em 1134, (16 anos ap�s a funda��o da Ordem) St Bernard contribui a olhos vistos a arquitetura G�tica. Por exemplo, na torre norte de Chartres os princ�pios da sacra-geometria foram postas em pr�tica (Essa torre tamb�m � chamada de a Torre dos Iniciados). Anos antes da constru��o, Bernard fica amigo do Bispo de Chartres. Inspirando-o em f�rmulas G�ticas e negociando diariamente com os construtores.
São Bernard estava tão crente de suas idéias ligadas a matemática e a religião, que quando o indagavam quem � Deus, ele dizia: � o comprimento, a largura, a altura e a profundidade. De uma retórica inigualável, suas idéias e textos muito parecem com a filosofia dos Pitagóreos (ordem secreta criada por Pitágoras) que dizia que Deus era o GEOMETRA da Terra. Seus testos muito mais parecem como se fossem extraídas de um livro do Stephen Hawkings. Eis outros palavras de São Bernard.
"Ao crescer, a alma eleva-se até o estado de homem perfeito e até a medida do Cristo na plenitude da idade. A dimensão de cada alma é julgada, portanto pela medida de sua caridade". (O grifo é nosso)
"Deus é eternidade, assim como é caridade. ele é comprimento sem tensão, largura sem extensão. Numa e outra dimensão, ele excede igualmente os estreitos limites do espaço e do tempo, mas pela liberdade de sua natureza, não pela enormidade de sua substância. Assim, é desmedido aquele que fez toda a medida. Porém , por mais desmedido que seja, Ele permanece sendo a medida da própria imensidão". (O grifo é meu)
Essas obras eram feitas pelos pedreiros e arquitetos das antigas Corporações de Ofício, a guilda chmada Os Filhos de Salomão. Que posteriormente deram origem a Ma�onaria.
O Mestre Robert de Craons obt�m do Papa Inocâncio II no dia 29 mar�o 1134. a Bula "Omne datum optimum" que concedia privil�gios a Ordem.
Foram isentos de d�zimos ou taxas. Podiam receber donativos, A mais importante era que os Templ�rios eram isentos da jurisdi��o episcopal. Podendo ter at� mesmo seus pr�prios padres e capel�es, n�o dependendo do bispo local, e somente obedecendo ao Papa. E tinham o privil�gio de construir orat�rios, capelas e igrejas, e cemit�rios onde podiam ser enterrados
Basicamente, os Templ�rios usavam tipos de constru��es:
Comendadorias ou granjas;
Militares;
Religiosas;
1- Comendadorias ou granjas.
Eram
mais de 9.000 comendadorias no Ocidente. Eram um aglomerados de constru��es
agr�colas onde se preparava as provis�es para serem mandadas para a Terra-Santa
(Tamb�m chamado de Outremer ou Reinos
Latinos Crist�os.) Essas terras eram concedidas por donativos concedidos
a ordem.
Na maioria dos casos, eram semelhantes a ordem cirtecense. A mesma Ordem de St. Bernard de Clairvaux.
Tinham o aspecto pac�fico da vida rural. L� se plantava-se e criava-se animais para o abate e montarias para s frentes de batalha.
CARACTER�STICAS

Capelas Religiosas
Esse tipo de constru��es eram freq�entes nos s�culos XII e XIII.
CARACTER�STICAS
3- Militares
Eram
verdadeiras fortalezas auto suficientes, podendo seus ocupantes permanecerem
cercados de inimigos por meses. A mais famosa foi o inexpugnável Castelo
dos Peregrinos em Athlit. Construído em 1218. Ficava estrategicamente
cercado por 3 lados pelo mar, onde podiam receber reforços de navio,
assim como dificultava o ascesso de inimigos. Seu único acesse por terra
era protegido por um fosse e uma muralha de mais de 4 metros de expessura.
Podia acomodar mais de 4000 pessoas, Com pastagens, lagoas de pesca, minas de sal e nascentes de água doce, pomares e hortas. Havia também um portonatural, um estaleiro naval. havia uma Igreja Redonda (veremso mais a seguir).
Até hoje está de pé.
4-
Igrejas redondas
Essas constru��es � o centro das discuss�es. Muitos acreditam (sem provas, somente especulações) que foram inspiradas pelo modelo do Templo do Rei Salom�o. Uma outra opção mais plausível poderia ter sido a forma octagonal da Igreja do Santo Sepulcro.
Outro erro também é acreditar que todas as igrejas dos templários eram redondas. Essas igrejas eram na verdade minoria.
Muito tamb�m se especula que a forma arredondada foi causada pela influ�ncia das tradi��es celtas. Onde eram comun os círculos megalíticos, ou dólmens, que são círculos de pedra, onde o mais famoso é o Stonehenge.
Especialmente encontradas em Londres e Paris, foram uma revolu��o na arquitetura da �poca e a consolida��o do G�tico como estilo.
Gótico, significa a "arte dos godos" Os godos se autoproclamavam de origem divina, através do termo Gutans, que significa "Filhos de Wotan" Deus supremo do panteão germânico, que derivou a palavra Gott e à inglesa God. Que significa Deus. Então Arte gótica seria a arte de Deus.O adepto Fullcanelli, tem uma visão mais mística. Ele diz que a palavra G�tico, deriva-se da palavra grega GO�ZIA. (magia) E tamb�m de ARG�TICO derivada do navio m�stico ARGOS (da mitologia grega). Onde teria surgido a l�ngua arg�tica, isto �, secreta. para iniciados.
CARACTER�STICAS
- Planta circular;
- Uma c�pula central apoiada a 6 colunatas formando cogumelos agrupados;
- Um deambulat�rio de 12 v�os
Fonte de pesquisa:
Este material faz parte do livro: Cavaleiros do Templo - Os segredos dos Templ�rios - Andr� Ranulfo (autor desse site) que ser�; publicado no pr�ximo ano.
