Centro Espiritualista Miguel Arcanjo e Tenda Espírita Mamãe Oxum

Data festiva: 25 de dezembro
É o símbolo da pureza e do amor; orixá da criação; Senhor Supremo que vibra sobre todos os filhos da Terra. Seu dia é o domingo. Sua morada são as praias e as colinas desertas. Suas cores são: branco e dourado. Sua imantação é a canjica branca com mel. É o senhor do ouro, do aloés e do cristal de rocha. Não tem qualidades, e é sincretizado em Jesus Cristo.
No Brasil, Oxalá adquire maior abrangência, especialmente na Umbanda, onde é sincretizado como Nosso Senhor Jesus Cristo ou Zambi - entidade suprema para os bantos, a qual por sua vez, é comparável ao Deus católico e ao Olorum iorubá. Na Nigéria, Oxalá é um dos três avatares de Obatalá, ao lado de Oxalufã e Oxaguiã, que, a princípio, seriam duas entidades independentes, e não apenas "qualidades" de Oxalá como no Brasil. Aqui, Oxalá foi elevado ao mesmo nível hierárquico de Obatalá, que na África, era seu superior. O Obatalá dos nigerianos é uma entidade tão sublime que não costuma se incorporar para se comunicar com os humanos. Nos altares de Umbanda é comum vermos a figura tranquilizadora do Cristo de braços abertos e não numa cruz, oferecendo seu amor e caridade indistintamente a todos. Sua cabeça aureolada emite a luz do conhecimento espiritual que esclarece questões e apazigua conflitos, abrandando o ardor dos espíritos inflamados. Paz na Terra às pessoas de boa vontade.
Oxalá como a autoridade Suprema na Umbanda. Ele é quem dá as ordens a todos os orixás para virem até a Terra ajudar seus filhos. Sua imagem é qualquer representação de Jesus Cristo, normalmente sem a Cruz.
Não há incorporação de Oxalá na Umbanda.

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Oxalá
é o Orixá maior de Umbanda. Dessa vibração suprema se originam todas
as outras e ela está presente em todos nós e em todas as vibrações.
Está sincretizada em Jesus Cristo, o homem que por sua perfeição e
conduta conseguiu alcançá-la e sintonizá-la, porque foi educado e
preparado para isso. As escrituras relatam o já conhecido nascimento de
Jesus na Palestina. Ele foi instruído no conhecimento das escrituras
hebraicas e seu fervor religioso e sua espiritualidade natural o levaram
a consagrar-se à vida religiosa e ascética. Depois de uma permanência
em Jerusalém - onde revelou extraordinária inteligência e ardor em se
instruir - foi enviado ao deserto da Judéia para aí ser educado numa
comunidade essênia. |

Oxalá
é o Trono Natural da Fé e seu campo de atuação preferencial é a
religiosidade dos seres, aos quais ele envia o tempo todo suas vibrações
estimuladoras da fé individual e suas irradiações geradoras de sentimentos de
religiosidade.
Fé!
Eis o que melhor define o Orixá Oxalá.
Sim,
amamos irmãos na fé em Oxalá. O nosso amado Pai da Umbanda é o Orixá
irradiador da fé em nível planetário e multidimensional.
Oxalá
é sinônimo de fé. Ele é o Trono da Fé que, assentado na Coroa Divina,
irradia a fé em todos os sentidos e a todos os seres.
Comentar
Oxalá é desnecessário porque ele é a própria Umbanda. Logo, vamos nos
afixar nas suas qualidades, atributos e atribuições.
QUALIDADES:
As
qualidades de Oxalá são, todas elas, mistérios da Fé, pois ele é o Trono
Divino irradiador da Fé. Nada ou ninguém deixa de ser alcançado por suas
irradiações estimuladoras da fé e da religiosidade.
Seu
alcance ultrapassa o culto dos Orixás, pois a religiosidade é comum a todos os
seres pensantes.
Jesus
Cristo é um Trono da Fé de nível intermediário dentro da hierarquia de Oxalá.
E o mesmo acontece com Buda e outras divindades manifestadoras da fé, pois
muitos Tronos Intermediários já se humanizaram para falar aos homens como
homens e , assim, melhor estimularem a fé em Deus.
Todas
as divindades irradiam a fé. Mas os Tronos da hierarquia de Oxalá são mistérios
da Fé e irradiam-na o tempo todo.
ATRIBUTOS:
Os
atributos de Oxalá são cristalinos, pois é através da essência cristalina
que suas irradiações nos chegam, imantando-nos e despertando em nosso íntimo
os virtuosos sentimentos de fé.
Saibam
que a essência cristalina irradiada pelo Divino Trono Essencial da Fé é
neutra quando irradiada. Mas como tudo se polariza em dois tipos de magnetismos,
então o pólo positivo e irradiante é Oxalá e o pólo negativo e absorvente
é Oiá.
Oxalá
irradia fé o tempo todo e Oiá absorve as irradiações religiosas desordenadas
vibradas pelos religiosos deseiquilibrados. Ela se contrapõe a ele porque a
atuação dela é no sentido de absorver os excessos religiosos vibrados pelos
seres que se excedem nos domínios da fé. Já Oxalá irradia fé e estimula a
religiosidade o tempo todo, a todos.
ATRIBUIÇÕES:
As
atribuições de Oxalá são as de não deixar um só ser sem o amparo religioso
dos mistérios da Fé. Mas nem sempre o ser absorve suas irradiações quando
está com a mente voltada para o materialismo desenfreado dos espíritos
encarnados.
É
uma pena que seja assim, porque os próprios seres se afastam da luminosa e
cristalina irradiação do divino Oxalá... e entram nos gélidos domínios da
divina Oiá, a Senhora do Tempo e dos eguns negativados nos aspectos da fé.
OFERENDAS:
Oxalá
é oferendado com velas brancas, frutas, côco verde, mel e flôres. Os locais
para oferendá-lo são aqueles que mais puros se mostram, tais como: bosques,
campinas, praias limpas, jardins floridos, etc.
Já
os regentes dos pólos negativos da linha da Fé não se abrem ao plano material
e não são invocados ou oferendados.

OXALA O DEUS DA CRIAÇÃO - O branco - símbolo tradicional da pureza - é a cor de tudo que esteja ligado a Oxalá, o responsável, segundo a mitologia iorubana, pela criação e administração do mundo. Sincretizado com o Senhor do Bonfím, é o orixá mais querido e respeitado do panteão afro-brasileiro, pois rege os demais orixás e, por conseguinte, os homens. Como conseqüência disso, mostra-se paternal, calmo nos momentos mais difíceis; uma dignidade distante e certa tendência à centralização também fazem parte de sua imagem típica. Se a cor branca em geral é associada ao candomblé, entre os orixás ela pertence mais especificamente a Oxalá. Essa apropriação do branco por parte do culto, porém, não é um acontecimento aleatório. Pelo contrário, há uma razão muito clara: o branco é identificado com todos os praticantes, porque todos rendem homenagens a Oxalá. Existe o costume, inclusive, de se usar roupa branca nas sextas-feiras em homenagem a ele, o deus africano mais respeitado e amado pelos filhos de qualquer orixá. Isso acontece porque, hierarquicamente falando, o papel de Oxalá é único. Segundo a maior parte das lendas, ele é pai de todos os Orixás. Filho direto de Olorum ou Olodumarê, o deus supremo da mitologia afro-brasileira, Oxalá representaria o céu, princípio de tudo que, ao tocar o mar, na representação simbólica de um ato sexual, teria criado todos os outros orixás para que cuidassem dos seres da Terra, os homens, cercados pelos céus e pelo mar de todos os fados. Há, porém, lendas mais elaboradas, que envolvem a participação de Odudua, um orixá bastante controvertido. Em alguns trabalhos, é feminilizado para assumir o papel de companheira de Oxalá, mas essa versão, segundo Pierre Verger, não passa de uma mistificação, um produto da pesquisa mal feita. Verger, ao contrário, afirma ser Odudua uma figura masculina, de caráter mais histórico do que mítico. Em seu livro Orixás, traça um interessante paralelo entre fatos coligados a partir da historiografia africana e lendas recolhidas junto aos condomblés africanos. De acordo com seu estudo, há um lenda que atribui a Oxalá o trabalho de criar o mundo, delegado por Olodumaré-Olorum, o deus supremo. Para isso, ele foi brindado com um sacola, fechada, onde existiriam forças misteriosas que, quando libertadas, dariam a tudo o que existia um sentido absolutamente diferente. Vários nomes são ligados a Oxalá. Na Nigéria, prevalece o nome Obatalá. Em Oko, Orixaakô; em Ejigbo, recebe o nome de Oguinhã. Em todos esses locais, porém, é inquestionável seu posto de supremacia, o que fica evidenciado nas cerimônias de candomblé no Brasil, Já que em nosso pais, ao contrário da África, o culto de cada terreiro não se restringe a apenas um orixá, mas sim celebra diversos deuses numa mesma festa (o que seria segundo Bastide, uma tentativa de recriação em solo estrangeiro da totalidade mítica da pátria distante), Oxalá sempre é o último dos orixás a surgir "em desfile". Existem diversos tipos de Oxalá. como acontece com todos os deuses africanos, mas neste caso há um certo destaque para duas de suas formas, justamente o Oxalá mais novo e o Oxalá mais velho: Oxaguiã e Oxalufã. Verger chega a estabelecer distinções (se bem que não muito fortes) entre os arquétipos para cada um deles. Mas, na verdade, o que existe é um só tipo com manifestações fortes corno conseqüência da própria força do orixá. As diferenças seriam as comuns numa mesma pessoa quando jovem e quando bem mais velha. Assim, Oxaguiã seria mais ousado, brincalhão e sensual do que o reservado e paternal tipo respeitoso e sereno de Oxalufã. É mais atirado e chega a ter alguns rompantes de idealismo, enquanto que Oxalufã, com toda a sua experiência, seria menos empolgado, conhecedor do fato de que nem tudo é tão bom ou tão mau. Essas características seriam basicamente as encontradas nos arquétipos ocidentais em relação à Figura paterna. Oxalá é o pai dos orixás e, por extensão, de toda a humanidade. Estabelece, pois, entre si e os outros, uma aura de respeito, mas nunca de temeridade, de vez que não é inseguro, não precisa de artifícios para estabelecer qualquer coisa. Consegue tudo naturalmente. Os filhos de Oxalá, portanto, são pessoas tranqüilas, com tendência à calma mesmo nos momentos mais difíceis; conseguem o respeito mesmo sem que se esforcem para obtê-lo. São amáveis e prestativos, mas nunca de uma maneira subserviente. Em alguns casos, podem ser autoritários, mas a cristalização dessa possibilidade depende muito do ajuntó que atua sobre a pessoa. Sabem argumentar com certa facilidade, com uma grande queda para a organização e a centralização em torno de si próprios da atividade de um grupo. Apesar de todo esse caráter aparentemente acessível, no fundo são indivíduos reservados, pois sempre ficará, no inconsciente de seus filhos, a marca da separação, de que Oxalá não está no mesmo nível dos outros orixás; isso não se manifesta em orgulho, mas apenas numa dignidade distante. O defeito mais claro que pode haver nos filhos de Oxalá é a teimosia, quando a certeza de suas convicções se torna muito clara. Nesses casos, será difícil convencê-los de que estão errados ou de que existem outros caminhos para a resolução de qualquer problema. No Oxalá mais velho, isso se traduziria em ranzinzice, enquanto que Oxaguiã demonstraria certo furor pelo debate. Não há, porém, uma tendência para a agressividade, como em Ogum (um obstinado quando quer alguma coisa). Para Oxalá, a idéia é mais importante que a ação. Fisicamente, os filhos de Oxalá apresentam um porte majestoso, que está mais na maneira de andar do que na constituição física, onde costuma ser bem menos compacto do que o tipo ligado a Xangô. Uma amostra da popularidade de Oxalá no Brasil está na sua presença numa das festas mais famosas da Bahia, a lavagem das escadarias da igreja do Senhor do Bonfim, com ele sincretizado na região. Essa festa (utilizada inclusive com muita eficiência pelos políticos em busca de votos na comunidade ligada aos cultos afro-brasileiros) é, na verdade, urna variação da cerimônia "Águas de Oxalá", realizada em alguns terreiros baianos. Consiste num ritual onde os Filhos-de-santo recolhem água de um rio para "lavar" os axés de Oxalá, reproduzindo a peregrinação mítica dos súditos de Xangô. A esse respeito, contam as lendas que o reino do senhor da pedra passava por muitas privações. Consultados, os feiticeiros disseram que tudo consistia num castigo enviado pelos deuses para uma injustiça. Anos atrás, Oxalá, em viagem para o reino, havia se aproximado de um cavalo e lhe dado água. Fora preso no mesmo instante, confundido com um reles ladrão. Quando Xangô foi avisado da injustiça, libertou Oxalá e promoveu para ele a primeira festa das águas, ordenando que seus súditos buscassem água do rio e lavassem-no, para assim desfazer o engano e reafirmar o respeito que se teve ele.









OXALÁ
DIA
DA SEMANA
sexta-feira
CORES
branco
SÍMBOLOS
cajado (opaxorô), pilão (eninodô),caramujo, dente de elefante
ELEMENTO
ar
PLANTAS
boldo, saião, inhame, malva
ANIMAIS
caramujo
METAL
estanho, prata
COMIDA
acaçá, inhame, arroz, cuscuz, canjica
BEBIDA
água
SINCRETISMO
Menino Jesus (Oxaguiã, Oxalá jovem
25.12) e Senhor do Bonfim (Oxalufã, Oxalá velho
segundo domingo depois do Dia de Reis, em janeiro)
DOMÍNIO
céu
O
QUE FAZ
dá felicidade, progresso, saúde.
QUEM
É
o Grande Pai celeste, senhor das almas bem- aventuradas.
CARACTERÍSTICAS
líder, benevolente, generoso, responsável, confuso, ansioso, rígido,
hipocondríaco
QUIZÍLIA
cachaça, dendê, bichos escuros
SAUDAÇÃO
Epa Babá!
ONDE
RECEBE OFERENDAS
montes, igrejas
RISCOS
DE SAÚDE
circulação deficiente, problemas dos rins
PRESENTES
PREDILETOS
flores e velas brancas, mel, suas comidas e bebidas.
OBSERVAÇÃO
Oxalá é o Orixá dos inhames novos, unido ao Orixá da agricultura. Sua
festa ligada ao início do ano agrícola é em agosto e setembro,e inclui a
renovação da água do templo e a lavagem dos objetos de culto.
LENDAS:
(1)
Olorun criou Obatalá, Olokum, Odudua e Orumilá. Depois deu a Obatalá (o Oxalá
original) a tarefa de criar o mundo, entregando-lhe uma sacola com um pó mágico.
Mas Obatalá, instigado por Orumilá, que estava zangado por ele não ter
cumprido os rituais antes de partir, bebeu muito vinho de palma e adormeceu. Então,
seu irmão e rival Odudua roubou a sacola e usou o pó para criar o mundo antes
de Obatalá acordar. Obatalá foi castigado com a proibição de usar produtos
do dendezeiro e bebidas alcoólicas; mas, como consolação, recebeu uma argila
para modelar os humanos. Mas, como não levou a sério a proibição, continuou
bebendo e, nos dias em que se excedia, fazia as pessoas tortas ou mal cozidas.
É por isso que os deformados e os albinos são filhos de Oxalá.
(2)
Oxalufã morava com o filho Oxaguiã. Quando resolveu visitar o outro filho,
Xangô, Ifá disse que ele correria perigo na viagem; mandou levar 3 mudas de
roupa, sabão e ori (creme de dendê ); e recomendou que não brigasse com ninguém.
Na viagem, Oxalufã encontrou Exu Elepó, que o abraçou e sujou de dendê;controlando-se
para não brigar, ele se lavou, vestiu roupa limpa e despachou a suja com ori.
Isso se repetiu com Exu Eledu, que o sujou de carvão, e com Exu Aladi, que o
sujou com óleo de caroço de dendê. Adiante, encontrou um cavalo que havia
dado ao filho Xangô; quando o pegou, os criados de Xangô chegaram, pensaram
que ele estava roubando o animal e o jogaram na prisão, onde ficou por 7 anos.
Nesse tempo, o reino sofreu seca, os alimentos acabaram e as mulheres ficaram
estéreis. Ifá disse que a causa era a prisão de um inocente. Xangô mandou
revistar as prisões e reconheceu o pai. Ele mesmo o lavou e vestiu, e então o
reino voltou a ser próspero.
(3)
Iemanjá, a filha de Olokum, foi escolhida por Olorum para ser a mãe dos Orixás.
Como ela era muito bonita, todos a queriam para esposa; então, o pai foi
perguntar a Orumilá com quem ela deveria casar. Orumilá mandou que ele
entregasse um cajado de madeira a cada pretendente; depois, eles deveriam passar
a noite dormindo sobre uma pedra,segurando o cajado para que ninguém pudesse
pegá-lo. Na manhã seguinte, o homem cujo cajado estivesse florido seria o
escolhido por Orumilá para marido de Iemanjá. Os candidatos assim fizeram; no
dia seguinte, o cajado de Oxalá estava coberto de flores brancas, e assim ele
se tornou pai dos Orixás.
(4)
Certa vez, quando os Orixás estavam reunidos, Oxalá deu um tapa em Exu e o
jogou no chão todo machucado; mas no mesmo instante Exu se levantou, já
curado. Então Oxalá bateu em sua cabeça e Exu ficou anão; mas se sacudiu e
voltou ao normal. Depois Oxalá sacudiu a cabeça de Exu e ela ficou enorme; mas
Exu esfregou a cabeça com as mãos e ela ficou normal. A luta continuou, até
que Exu tirou da própria cabeça uma cabacinha; dela saiu uma fumaça branca
que tirou as cores de Oxalá. Oxalá se esfregou, como Exu fizera, mas não
voltou ao normal; então, tirou da cabeça o próprio axé e soprou-o sobre Exu,
que ficou dócil e lhe entregou a cabaça, que Oxalá usa para fazer os brancos.