Centro Espiritualista Miguel Arcanjo e Tenda Espírita Mamãe Oxum

Deusa do rio
Ogum que cruza Abeokutá, no Novo Mundo tomou o lugar de Olocum (o orixá do mar
na África) e ficou sendo a dona dos mares e oceanos. O nome Iemanjá vem da
tradução do iorubá "Mãe cujos filhos são peixes".
Rainha do Mar, é um do orixás mais conhecidos do Brasil. Senhora das águas, não
há filho que não faça sua reverência ao por seus pés no mar. Iemanjá é
Nossa Senhora da Imaculada Conceição, na Umbanda. Iemanjá é conhecida nos
terreiros pelo seu canto longo (outros dizem que é uma espécie de choro), suas
mãos fazem movimentos para frente e para cima como se fossem ondas do mar.
Iemanjá não tem uma falange especifica, porém em sua linha há as sereias e
princesas do mar, conhecida por Janaína. Sua imagem é representada por uma
mulher de cabelos compridos e negros, com um vestido azul comprido de mangas
largas sobre as águas e com flores a sua volta, de suas mãos saem gotas de águas
que mais se parecem com moedas (a riqueza do mar), na cabeça uma coroa que pode
ter uma estrela no centro.
É considerada a mãe dos orixás (embora se trate de mito de criação recente)
e com certeza é o orixá mais festejado no Brasil, especialmente por sua importância
no calendário ritual da umbanda.
Iemanjá é, por excelência, um arquétipo da maternidade - generosa, vasta e
poderosa como as águas oceânicas que cobrem a maior parte da superfície da
Terra.
Seu sincretismo com Nossa Senhora, a Virgem-mãe de Jesus Cristo, sugere a
supremacia da função materna da mulher. Como Maria, o principal atributo de
Iemanjá parece ser a compaixão. Seu reino espiritual é transbordante de perdão
e amor incondicional, mesmos sentimentos que marcaram os sermões e curas
milagrosas de Jesus nos primórdios da Era. Ela sempre tem ouvidos para escutar
seus filhos que vem a Ela, ao qual sempre oferece seu colo para aconchego e
consolo. Quando invocada, Iemanjá ajuda os fiéis levando embora seus
sofrimentos emocionais para as ondas do mar sagrado.
Tal qual Maria, ela é bendita entre as mulheres por ter-se dedicado de corpo e
alma à sagrada função da maternidade. Fechando seus olhos para as nossas
faltas, ela roga (e chora) a Deus por todos e cada um de nós pelo nosso bem.
No Brasil, adorada com igual fervor por fiéis de Umbanda e Candomblé, ela foi
alçada à posição de principal figura materna no panteão patriarcal iorubá,
aquela que, de cuja união com Oxalá, gerou todos os outros orixás, tendo
inclusive, perfilhado Omulu e Oxumaré, adotados da tradição Gegê.
Dizem as
lendas do Candomblé que Iemanjá uniu-se a Oxalá, a criação, e com ele teve
os filhos Ogum, Exu e Oxóssi e Xangô.
Como seus filhos se afastaram dela, Iemanjá foi aos poucos se sentindo mais e
mais sozinha e resolveu correr o mundo, até chegar a Okerê, onde foi adorada
por sua beleza, inteligência e meiguice. Lá, o rei se apaixonou por ela,
desejando que se tornasse sua mulher. Iemanjá então fugiu, mas o Alafin
colocou seus exércitos para persegui-la. Durante sua fuga, foi encurralada por
Oke (as montanhas) e caiu, cortando seus enormes seios, de onde nasceram os
rios. Assim, ela é também a mãe de Oxum, Obá e Iansã (em alguns mitos).
Conta-se que a beleza de Iemanjá é tamanha que seu filho Xangô não resistiu
a ela e passou a persegui-la, com o desejo incestuoso de possuí-la. Na fuga,
Iemanjá cai e corta os seios, dando origem às águas do mundo e aos Ibejis,
filhos de Xangô com Iemanjá. Outro mito ainda, narra a sedução em sentido
contrário. É Iemanjá quem persegue seu filho Aganju (a terra firme) e este é
quem foge.
Representando o inconsciente, Iemanjá é considerada também a "dona das
cabeças", no sentido de ser ela quem dá o equilíbrio necessário aos
indivíduos para lidar com suas emoções e desejos inconscientes.
Seus instrumentos de culto são o abebé e a espada. Suas qualidades no Candoblé
são Yemoja Ogunte (esposa de Ogum Alagbedé), Yemoja Saba (fiadeira de algodão,
foi esposa de Orunmilá), Yemoja Sesu/Susure (voluntariosa e respeitável,
mensageira de olokun), Yemoja Tuman/Aynu/Iewa, Yemoja Ataramogba/Iyáku (vive na
espuma da ressaca da maré), Iya Masemale/Iamasse (mãe de Xangô) e Awoyó/Iemowo
(a mais velha de todas, esposa de Oxalá).
ESPECIFICAÇÕES
DE IEMANJÁ

Cor: Azul
ou Azul e Branco;
Vestes: Vestido ou roupa azul, coroa azul e branca;
Local: Mar e Oceanos;
Habitat: Mar ou calunga grande;
Libação: Leite de côco, champagne, suco de uvas brancas;
Ervas: Araçá da praia, flor de laranjeira, golfo de flor branca, guabiraba,
jasmim (flor e folhas), jasmim de cabo, jequitibá rosa, malva branca,
marianinha (trapoeraba azul), musgo marinho (musgo encontrado nas pedras
marinhas), nenúfar, olhos de santa luzia, rosa branca;
Flores: Rosas brancas, palmas brancas, angélicas, orquídeas, crisântemos
brancos, monsenhor branco e monsenhor azul;
Essências: Jasmim, nardo, rosa branca, flor de laranjeira, orquídea, crisântemo;
Fitas: Azul e branca;
Pedras: Pérola, água marinha, lápis-lazúli, calcedônia, turquesa;
Metal: Prata;
Dia da semana: Sexta-feira, ou sábado;
Dia da Lua: Segundo dia do Quarto crescente;
Guias: Para quem é filho de Iemanjá: 115 contas, sendo 58 brancas e 57 azuis.
Firma azul com pintas brancas. Enfiar 1 branca, 1 azul, etc.
Para quem tem a proteção de Iemanjá: 120 contas, sendo 60 brancas e 60 azuis.
Enfiar 3 brancas, 3 azuis, etc. Firma azul com pintas brancas;
Saudação: Odô Iá! (Salve a mãe do rio) Yadociaba!

A FESTA DA PASSAGEM DO ANO
Iemanjá é a mais prestigiada entidade feminina do Candomblé, Umbanda e
Macumba.
O culto a Iemanjá é um dos ritos que estão tomando conta do povo carioca.
A festa se repete todos os anos, na noite de 31 de dezembro para 1.0 de janeiro.
Nesse dia os devotos da Macumba e da Umbanda vão prestar sua homenagem.
A
ENTREGA DOS PRESENTES
Quando a noite vem chegando, milhares de fiéis dirigem-se para a praia.
Esperam a chegada do ano. E todos festejam a Rainha do Mar, protetora das
viagens marítimas e de todos os orixás.
As pessoas levam presentes para o mar. Flores, comidas e bebidas. Principalmente
flores azuis e brancas.
A
FESTA DE IEMANJÁ A RAINHA DO MAR
No triste tempo da escravidão, quando os senhores de engenho impunham a religião
católica aos escravos, eles em espírito cultuavam os seus deuses africanos e,
dos lábios para fora, invocavam os nomes dos santos dos seus donos.
Assim, Santa Bárbara católica é a mesma lansã africana. Oxalá é o Senhor
do Bonfim...
DONA
JANAINA - RAINHA DO MAR
A Sereia do Mar, Rainha do Mar, a princesa do Mar, Princesa de Aiucá, Iemanjá
é amada e cultuada pelos baianos. Iemanjá, Mãe das Águas, de origem
africana, iorubana.
Nessa divindade iorubana - Mãe d'água dividem o sentimento humano que se tem
com a mulher em três orixás (divindades): mãe, esposa, namorada.
A Mãe é Nanãburucu ou simplesmente Naná, relacionada com Sant'Ana, a boa e
complacente avó de Jesus.
A esposa, a mulher, é Iemanjá, a mãe de todos. Relacionada com Maria.
A mais nova é Oxum, a vaidosa, gosta de presentinhos de namorada.
OS
PRESENTES DF IEMANJÁ
A maior festa de Iemanjá, na Bahia, é no dia 2 de fevereiro no Rio Vermelho.
Todas as pessoas que tem "obrigação" com a Rainha do Mar se dirigem
para a praia. Reúnem-se todos os candomblés da Bahia. Levam flores e
presentes:
espelhos, jóias, pentes, perfumes.
Passam os andores cheios de oferendas. O povo entra nos saveiros, que balançam
sobre o colo encantado do Reino de Iemanjá.
Foguetes explodem no ar. Velas brancas se enchem de vento. Os presentes são lançados
em alto mar. Se Iemanjá á gostar dos presentes eles ficarão no fundo do mar.
Se não gostar eles voltarão para a praia, para a tristeza do povo.
E lá na igreja da Conceição da Praia as velas estão acesas desde 8 de
dezembro, para Nossa Senhora, pelos devotos de Iemanjá.

ALGUNS
PONTOS CANTADOS DE IEMANJÁ
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