Centro Espiritualista Miguel Arcanjo
e
Tenda Espírita Mamãe Oxum
BIOGRAFIAS
Irmã Scheilla
ENCARNAÇÕES ANTERIORES
Temos notícias apenas de duas encarnações de Scheilla, segundo informações
do Médium Chico Xavier/Vivaldo da Cunha: uma na França, no século XVI, e
outra na Alemanha.
Na existência francesa, chamou-se Joana Francisca Frémiot, nascida em Dijon a
28/01/1572 e desencarnou em Moulins a 13/12/1641. Entrou na historia como Santa
Joana de Chantal (canonizada em 1767) ou Baronesa de Chantal. Casou aos 20 anos
com o barão de Chantal. Tendo muito cedo perdido seu marido, abandonou o mundo
com seus 4 filhos, partilhando seu tempo entre as orações, obras piedosas e
seus deveres de mãe. Em 1604, juntamente com o bispo de Genebra, S. Francisco
de Salles, fundaram em Annecy a congregação da Visitação de Maria, que
dirigiu como superiora, a casa que havia fundado em Paris, no Bairro de Santo
Antônio. Em Paris, passaram por grandes dificuldades e em 1619, Santa Joana de
Chantal deixou o cargo de superiora da Ordem de Visitação e voltou a Annecy,
onde ficava a casa-mãe da Ordem.
A 13 de dezembro de 1641 ela veio a falecer.
A outra encarnação conhecida de Scheilla verificou-se na Alemanha. Corriam os
anos, e as guerras, os conflitos, eram vividos por todos os povos.Aflições e
angústias assolavam a cidade de Berlim na Alemanha, onde Scheilla já atuava
como enfermeira, socorrendo onde fosse chamada. Seu estilo simples, sua meiguice
espontânea, muito ajudavam em sua profissão. Bonita, tez clara, cabelo muito
louro, dava-lhe um ar de graça muito suave e mostrava nos olhos
azuis-esverdeados um brilho intenso refletindo a grandeza de seu Espírito.
Estatura mediana, sempre com seu avental branco, lá estava Scheilla, preocupada
em ajudar sempre e sempre. Esquecia-se de si mesma, pensava somente na sua
responsabilidade; via primeiro a dor, depois a criatura... Essa moça não ouvia
as terríveis explosões partidas das armas destruidoras, porque o que Scheilla
ouvia era a voz de alguém que gemia de frio e de dor. Por esta razão, numa
tarde onde os soldados se misturavam ao ódio, gerado por almas sedentas de
batalha, eis que tomba no solo de sua pátria, a jovem enfermeira, que através
de sua coragem atravessava os campos perigosos de batalha, para socorrer, sanar
os gritos que lhe vinham de encontro. Pelo toque triste de um clarim, muitos
viram cair junto aos sofridos soldados na Primeira Grande Guerra Mundial, o
corpo da enfermeira fiel, destemida e amiga. Morria nos campos de luta, Scheilla,
aos 28 anos de idade, para depois de muitos anos, surgir nas esferas superiores
com o seu mesmo estilo, seu mais ainda aprimorado carinho e dedicação.
Scheilla a Enfermeira do Alto, descendo agora em outra condição.
TRABALHO ESPIRITUAL NO BRASIL
Tudo indica que Scheilla vinculou-se, algum tempo após a sua desencarnação em
terras alemãs, às falanges espirituais que atuam em nome do Cristo, no Brasil.
Atualmente nossa querida Mentora trabalha na Espiritualidade juntamente com
Cairbar Schutel, Coordenador Geral da Colônia Espiritual Alvorada Nova.
Scheilla ,"desenvolve um trabalho forte e muito amplo com dedicação ímpar,
coordenando quatorze equipes cujos coordenadores formam com ela o Conselho da
Casa de Repouso, o qual se reúne periodicamente, decidindo às questões
pertinentes à Casa.
Conta-nos R. A. Ranieri que, numa das primeiras
reuniões de materialização, realizada pelo médium “Peixotinho”,
iniciadas em 1948, já surgiu a figura caridosa de Scheilla. “(...) em Belo
Horizonte, marcou-se uma pequena reunião que seria realizada com a finalidade
de se submeter a tratamento dona Ló de Barros Soares, esposa de Jair Soares.
(...) No silêncio e na escuridão surgiu a figura luminosa de mulher, vestida
de tecidos de luz e ostentando duas belas tranças. Era Scheilla, entidade que
na última encarnação animou a de uma moça alemã. Nas mãos trazia um
aparelho semelhante a uma pedra verde-clara e ao qual se referiu dizendo que era
um aparelho ainda desconhecido na Terra, emissor de radioatividade. (...) Fez
aplicações com o aparelho em dona Ló. (...) A simplicidade e a beleza do espírito
nos falava das regiões benditas da perfeição. (...) Depois de alguns minutos,
levantou-se da cadeira e fez uma belíssima pregação evangélica com sotaque
alemão e voz de mulher.”
Em vários grupos espíritas brasileiros, além de sua atuação na assistência
à saúde humana, ela sempre se caracterizou em trazer às reuniões certos
objetos (fenômeno de transporte) e distribuir no recinto éter ou perfume. É
por isso que fica no ambiente um encantador perfume de flores.
Conta-nos Chico Xavier, que em um depoimento de Joaquim Alves (Jô), com a
presença de Scheilla: “Chico aplicava passes. Ao nosso lado, ocorreu um ruído,
qual se algum objeto de pequeno porte tivesse sido arremessado, sem muita violências.
(-Jô - disse um médium - Scheilla deu-lhe um presente). Logo mais, procuramos
ao nosso derredor e vimos um caramujo grande e adoravelmente belo, estriado em
deliciosas cores. Apanhamo-lo, incontinenti, e verificamos nele água marítima,
salgada e gelada, com restos de uma areia fresca. Scheilla o transportara para nós.
Estávamos a centenas de quilômetros de uma nesga de mar, em manhã de sol
abrasador que crestava a vegetação e, em nossas mãos, o caramujo que o Espírito
nos ofertara.”
“Scheilla estava triste. Viera da Alemanha, onde visitara sua família.
Notara-lhes os grandes problemas, e entregues ao materialismo. Recompôs-se,
falando sobre o Natal. Estava presente um cientista suíço, materialista, que
ali viera ter por insistência de seus familiares, e Scheilla, em sotaque alemão,
anunciou: -Para nosso irmão que está ali - indicava o suíço -, vou dar o
perfume que a sua mãezinha usava, quando na Terra. Despertou-lhe um soluço
comovido, pela lembrança que se lhe aflorou à memória, recordando a figura da
mãezinha ausente.”
“(...) vivemos, algum tempo depois, outro raro instante.
Bissoli, Gonçalves, Isaura, entre outros, compunham a equipe de beneficiados,
agrupando-se numa das salas da casa de André, tendo Chico se retirado para o
dormitório do casal. Uma onda de perfume. Corporifica-se Scheilla, loira e
jovial, falando com seu forte sotaque alemão. Bissoli estabeleceu o diálogo.
-Eu me sinto mal-diz Bissoli. -Você - informou Scheilla - come muita manteiga.
Vou tirar uma radiografia de seu estômago. A pedido, nosso companheiro levantou
a camisa. O espírito corporificado aproxima-se e entrecorre, num sentido
horizontal, os seus dedos semi-abertos sobre a região do estômago de nosso
amigo. E tal se lhe incrustasse uma tela de vidro no abdômen, podíamos ver as
vísceras em funcionamento. - Pronto! - diz Scheilla, apagando o fenômeno. -
Agora levarei a radiografia ao Plano Espiritual para que a estudem e lhe dêem
um remédio.”
Ao término destes singelos apontamentos biográficos, com muito respeito por
esse Espírito Missionário, de tanta dedicação e amor em nome de Jesus, só
nos resta agradecer a assistência e amor doados por ela.
“ABENÇOA SEMPRE... Abençoa a Terra, por onde passes, e a Terra abençoará a
tua passagem para sempre.”
Scheilla
André Luiz
"QUANTAS EXISTÊNCIAS,
QUANTOS CORPOS, QUANTOS SÉCULOS, QUANTOS SERVIÇOS, QUANTOS TRIUNFOS, QUANTAS
MORTES NECESSITAMOS AINDA?"
ANDRÉ LUIZ
(NOSSO LAR)
O
ano de 1944 marca a estréia de André Luiz no mercado editorial espírita
brasileiro, revolucionando, de certo modo, a concepção geral acerca da vida pós-túmulo.
"Nosso Lar" descreve as atividades de uma cidade espiritual próxima
à Terra, e transforma-se em objeto de estudo, discussão e deslumbramento nos círculos
espíritas do país. Portas até então cerradas se abrem de par em par,
revelando vida e trabalho, continuidade e justiça onde imperavam dúvidas e
suposições.
Todos querem saber mais sobre o autor.
André Luiz não é o seu verdadeiro nome.
Dele sabe-se apenas que foi médico sanitarista, no século iniciante, e que
exerceu sua profissão no Rio de Janeiro, Brasil. Segundo suas próprias
palavras, optou pelo anonimato, quando da decisão de enviar notícias do além-túmulo,
por compreender que "a existência humana apresenta grande maioria de vasos
frágeis, que não podem conter ainda toda a verdade".
Declara Emmanuel, no prefácio de "Nosso Lar", que ele, "por
trazer valiosas impressões aos companheiros do mundo, necessitou despojar-se de
todas as convenções, inclusive a do próprio nome, para não ferir corações
amados, envolvidos ainda nos velhos mantos da ilusão."
Imensa curiosidade cerca o benfeitor e aventam-se hipóteses sobre sua
verdadeira personalidade.
O nome do médico e cientista Oswaldo Cruz parece o mais lógico, embora
ainda uma hipótese.
André Luiz, no entanto, fiel ao desejo de servir sem láureas, e atento ao
compromisso com a verdade, prossegue derramando bençãos em forma de livros,
sem curvar-se à curiosidade geral.
Importa o que tem a dizer, de espírito à espírito.
A vaidade do nome ou sagrações passadas já não encontram eco em seu coração
lúcido e enobrecido.
Por
mais de quatro décadas, André Luiz trabalhou ativamente junto a Seara Espírita,
lhe exornando a excelência e clarificando caminhos.
Chico Xavier, o médium que serviu de "ponte", hoje velho e adoentado,
não pode mais oferecer mão segura à transmissão de seus ensinamentos
luminosos.
Não sabemos se André Luiz retornará pela mão de outro médium.
Deste modo, resta apenas, aos espíritas e admiradores, o estudo de sua obra
magnífica, calando interrogações para ater-se às lições ministradas, de
mente despojada e coração agradecido.
Como ele, certamente, aguarda seja feito.
De sua vasta obra, destacamos: Nosso Lar, Os Mensageiros, Missionários da Luz, Obreiros da Vida Eterna, No Mundo Maior, Agenda Cristã, Libertação, Entre a Terra e o Céu, Nos Domínios da Mediunidade, Mecanismos da Mediunidade, Evolução em Dois Mundos, Conduta Espírita, Sexo e Destino, Desobsessão, E a Vida Continua, Sol Nas Almas, Conduta Espírita, Sinal Verde, Endereços de Paz, Opinião Espírita, e Estude e Viva (estes dois últimos com Emmanuel), além de centenas de mensagens distribuídas nos inúmeros livros de Francisco Cândido Xavier.
Emmanuel
"O episódio a que estávamos
presentes ocorreu no começo da década de 50.
O conhecido médium Peixotinho, de Macaé, Rio de Janeiro,
estivera em Belo Horizonte e noutras cidades mineiras para realizar, com
objetivo curativo, magníficas sessões de materialização.
Chico Xavier e outros companheiros animaram-se frente ao
maravilhoso fenômeno e, utilizando suas próprias faculdades de efeitos físicos,
promoveram algumas sessões.
Espíritos altamente iluminados, e alguns menos,
materializaram-se, conversaram conosco. O entusiasmo, embora comedido, nos
dominava, sobremaneira.
A imortalidade da alma ali estava demonstrada, patente,
indiscutível! Emocionada, u'a mãe reviu e falou com a filha envolta em
roupagem de luz.
Já era bem tarde, Chico ainda estava na cabine, quando
materializou-se uma entidade, cujo porte e luminosidade demonstraram-nos grande
superioridade. A porta por onde adentrou o recinto evidenciou-lhe a estatura
elevada.
Profundo silêncio se fez, embora sussuros fizessem-se ouvir:
- Emmanuel?!?"
Quem é Emmanuel?

- Se alguém , algum dia, fizer esta pergunta, nesta página encontrará singela resposta.
Há 2.000 anos atrás, Emmanuel foi Públio Lentulos, um orgulhoso senador romano, um patrício de alma indiferente e ingrata que vivera tão somente para César e para as falsas glórias do mundo. Viera a compreender e aceitar o Evangelho de Jesus nos derradeiros tempos de sua romagem terrestre. Após anos de cegueira, Públio Lentulos, desencarna na pavorosa erupção do Vesúvio, em agosto do ano 79, entre gêiseres de pedra e chuvas de cinza, explosões ensurdecedoras, relâmpagos ondas de lama, num espetáculo de horror... Mas "50 anos depois das ruínas de pompéia, vamos encontrá-lo sob a veste humilde dos escravos, que o seu orgulhoso coração havia espezinhado outrora". Nestório, escravo judeu de Éfeso, estava o Senador de volta para o resgate de suas faltas e em busca da evolução. Foi na personalidade de Nestório, o judeu grego da Ásia Menor, o cristão humilde das catacumbas de Roma, que Emmanuel iniciou sua tarefa de Obreiro do Evangelho.
Morreu na arena entre milhares de cristãos: crianças, jovens e velhos, servindo de espetáculo para a platéia.
Vários séculos se passou, Emmanuel, antes de reencarnar-se na vila portuguesa de Sanfins, em Entre-Douro-e-Minho a 18 de outubro de 1517, aquele que iria chamar-se Padre Manoel da Nóbrega, visitou em espírito, o Brasil recém-descoberto; contemplou as florestas, apiedou-se dos indígenas e amou a Terra de Santa Cruz.
Prepara-se para a grande missão que Deus lhe reservava.
Em 1549, já reencarnado, vem com Tomé de Souza para o Brasil.
Aqui viveu 21 anos de dedicações silenciosas e enormes sacrifícios.
Colaborou na fundação de Salvador e Rio de Janeiro.
Fundou São Paulo em 1554.
Foi conselheiro dos governantes e protetor dos humildes, pai carinhos dos curumins e enfermeiro dos abandonados, foi professor, pregador, médico, mentor esclarecido, político honesto, servidor de todos.
"O Primeiro Apóstolo do Brasil".
Em homenagem ao convertido de Damasco, "Paulo de Tarso", chega a adiar a inauguração do Colégio de Piratininga, a que dá o nome de São Paulo, para o dia da conversão do apóstolo, que a Igreja comemora a 25 de Janeiro, devido à fortes ligações entre eles...
Ao completar 53 anos, no dia 18 de Outubro de 1570, após vários anos colocando sangue pela boca, desencarna Manuel da Nóbrega no Colégio do Rio de Janeiro, no antigo Morro do Castelo.
Cinqüenta anos depois renasce Manuel da Nóbrega em terra espanhola, onde prossegue em sua missão. É o Padre Damiano, sacerdote esclarecido e dedicado, vigário da igreja de São Vicente, em Ávila, a gloriosa cidade de Santa Teresa de Jesus.
Damiano luta, dentro de seu invariável padrão de nobreza e equilíbrio, contra os cruéis mercadores de escravos, com a mesma coragem com que, na personalidade de Nóbrega, no Brasil, defendia os direitos e a liberdade dos indígenas.
Sempre a mesma dedicação ao próximo, sereno, mas enérgico, destemido e corajoso.
Contraindo implacável moléstia dos pulmões, o velho sacerdote veio a desencarnar em Paris, França.
A nobreza de caráter de Públio Lentulos, embora seus defeitos humanos, continua em Nestório, mas já iluminada e aperfeiçoada pela experiência da fé cristã.
Acentua-se, permeando séculos e reencarnações, na alma abnegada de Nóbrega, o benemérito missionário. Acrisola-se, nessa continuidade psicológica, espiritual, na vida humilde do Padre Damiano, tanto quanto resplende, hoje, no Espírito de Emmanuel, como testemunham, suas realizações de amor em prol dos que sofrem, seus livros mediúnicos, monumentos de sabedoria e espiritualidade, seu pensamento lúcido e sincero.
Eurípedes Barsanulfo
Nascido Eurípedes Barsanulfo, à 1 de maio de 1880 na cidade mineira de Sacramento, filho de Hermógenes Ernesto de Araújo e de Dona Jerônima Pereira de Almeida, também conhecida por Dona Meca, teve uma infância pobre, já que seu pai era um simples empregado em uma casa comercial, e o único a zelar por uma familia numerosa.
Menino muito inteligente e aluno destacado, Eurípedes Barsanulfo encontrava dificuldade em adquirir os livros que tantoamava. Por isso passou a executar pequenos serviços que pudessem render algum dinheiro para compra-los. Todo esse esforço chamou a atenção do seu mestre escola, que o incubiu de dar aulas aos seus próprios companheiros.
Essa dedicação aos estudos forjou o seu caráter. O jovem Eurípedes Barsanulfo não tinha tempo para as diversões tão comuns a sua idade já que passara a ajudar o pai, que progredira muito, tornando-se proprietário de um armazém.
Aos 22 anos de idade fundou o Liceu Sacramentano aonde seus alunos fundaram um serviço de assistência aos necessitados, a Sociedade dos Amiguinhos dos Pobres. Ele próprio tambem se preocupava com a dor do próximo, pois estudara a fundo a medicina homeopática e criara uma uma farmácia que seguia os postulados homeopáticos, visando o atendimento dos pobres e necessitados.
De formação católica, teve o primeiro contato com a Doutrina Espírita em 1903, quando o seu tio Mariano da Cunha, também conhecido como Sinhô, após tentar explicar os pontos básicos da doutrina o empresta o livro "Depois da Morte" de Léon Denis. O livro foi lido de um só folêgo por Eurípedes Barsanulfo e mudou completamente a sua vida. Mudou-se da casa de seus pais e fundou o Grupo Espírita Esperança e Caridade em 1905 em sua nova residência aonde além de realizar reuniôes mediúnicas e doutrinárias, também prestava auxílio aos mais necessitados.Porém essa conversâo custou a incompreensâo de toda a cidade, chegando mesmo a ser processado em 1917, processo esse, que felizmente foi arquivado por falta de pronunciamento competente.
Mesmo com todas essas dificuldades, Eurípedes Barsanulfo, executou um trabalho de fé e caridade gigantesco em Sacramento. As farmácias, o Colégio Alan Kardec e o Grupo Esperança e Caridade foram apenas algumas obras deste homem, que foi chamado de "O Apóstolo do Triângulo Mineiro".
Falece em 1 de novembro de 1918 em Sacramento, vitimado pela "gripe espanhola", porém a sua obra continua viva até hoje, não só em Sacramento, mas bem como em todas as Casas Espíritas guiadas pelo seu nome.
Divaldo Pereira
Franco
- O Educador, Orador e Médium -
Nasceu em cinco de maio de mil novecentos e vinte sete, em Feira de Santana, Bahia, onde cursou a Escola Normal Rural, sem passar pelo ginásio. Trabalhou como escriturário no IPASE, em Salvador. Seu curriculum vitae é fundamental, pois revela que ele é um educador com mais de 600 filhos e 200 netos, atendendo atualmente 3.000 crianças carentes por dia; um orador com mais de 7.500 conferências, em mais de 1.100 entrevistas de rádio e TV, em mais de 450 Emissoras e recebeu mais de 400 homenagens, de Instituições culturais, sociais, religiosas e políticas; como médium, publicou mais de 141 obras, com cerca de 4 milhões de exemplares. Já foi traduzido para mais de 14 idiomas. Sem dúvida, trata-se de um homem que tem passado a vida trabalhando para a educação integral da humanidade.
O EDUCADOR
Desde jovem, teve vontade de cuidar de crianças. Em 1952 fundou a Mansão do Caminho, Instituição destinada a acolher órfãos, sob o regime familiar. Em 1956 iniciou a construção de Casas-Lares para dar início ao método pioneiro no Brasil dos Lares Substitutos. Em 25 Casas-Lares educou mais de 600 filhos, hoje emancipados, a maioria com família constituída e a própria profissão, no magistério, contabilidade, serviços administrativos e até na medicina, tem 200 netos.
Na década de 60 iniciou a construção de Escolas, oficinas profissionalizantes e atendimento médico. Hoje a Mansão do Caminho é um admirável complexo educacional que atende 3.000 crianças e jovens carentes, à Rua Jayme Vieira Lima, 01- Pau da Lima, um dos bairros periféricos mais carentes de Salvador; tem 83.000 m2 e 43 edificações.
SEQÜÊNCIA EDUCACIONAL
Atendimento às gestantes com doação de 850 enxovais/ano, creche com 150 bebês, jardim da infância com 350 crianças, três Escolas de 1º grau com 1.400 jovens, e atendimento de 50 meninos que viviam na rua, oficinas e cursos profissionalizantes (sapataria, gráfica, padaria, artesanato, tapeçaria, datilografia, mecânica e auxiliar de enfermagem).Como infra-estrutura há um posto Médico-Odontológico que atende 30 mil pacientes por ano, um Laboratório de Análises Clínicas, 3 Bibliotecas e um museu. A obra basicamente é mantida com a venda de livros mediúnicos e das fitas gravadas nas palestras.
O ORADOR
Começou a realizar palestras no dia 27 de março de 1947, difundindo a Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec e hoje apresenta uma histórica e recordista trajetória de orador no Brasil e no Exterior, sempre atraindo multidões, com sua palavra inspirada e esclarecedora, acerca de diferentes temas sobre os problemas humanos e Espiritualidade. Há vários anos, viaja em média 230 dias por ano, realizando palestras e também seminários no Brasil e no Mundo. Em levantamento preliminar, sua atuação é a seguinte:
Brasil - Já esteve em mais de 800 cidades, onde realizou mais de 5.500 palestras, concedeu mais de 970 entrevistas de rádio e TV, em cerca de 300 emissoras e retransmissoras, tendo recebido cerca de 200 homenagens da maioria dos Estados do país, possuindo 68 títulos de cidadania honorária de vários estados e municípios brasileiros, concedidos por unanimidade de votos. Já falou em Várias Universidades e nos principais teatros e auditórios do país.
Américas - Esteve em 18 países, em mais de 110 cidades, onde realizou mais de 800 palestras, concedeu mais de 180 entrevistas de rádio e TV para cerca de 113 emissoras, inclusive por 3 vezes na Voz da América, a maior cadeia de rádio do continente. Recebeu cerca de 50 homenagens de vários países, destacando-se o título Doutor Honoris Causa, em Humanidades, da Universidade de Concórdia, Montreal, no Canadá em 1991. Por 3 vezes fez palestras na ONU, no departamento de Washington, e fez conferências em mais de 12 Universidades do Continente.
Europa - Esteve em mais de 20 países, em mais de 86 cidades, onde realizou mais de 400 palestras, concedeu mais de 60 entrevistas de rádio e TV para cerca de 40 emissoras, tendo recebido homenagens de vários países; fez conferências em cerca de 10 Universidades européias e, por duas vezes, na ONU, departamento de Viena.
África - Esteve em mais de 5 países, em 25 cidades, realizando mais de 150 palestras, concedeu mais de 12 entrevistas de rádio e TV, em 11 emissoras; recebeu 4 homenagens.
Ásia - Já visitou mais de 5 países, em 10 cidades, realizando mais de 12 palestras.
O MÉDIUM
Desde de jovem apresentou diversas faculdades mediúnicas, de efeitos físicos e intelectuais. Destaca-se a psicografia, que representa um fenômeno editorial pois em mais de 30 anos psicografando já publicou mais de 125 títulos, com mais de 3,5 milhões de exemplares, onde se apresentaram mais de 211 Autores Espirituais, muitos deles ocupando lugar de destaque na literatura, no pensamento e na religiosidade universal; dessas obras, houve mais de 84 versões para mais de 14 idiomas ( alemão, espanhol, esperanto, francês, inglês, italiano, polonês, theco, Braile, húngaro, albanês, turco português (original em espanhol), sueco, dinamarguês). Os livros possuem uma grande variedade de estilos literários, como: prosas, crônicas, contos, ensaios, romances, narrações etc., abrangendo temas filosóficos, doutrinários, históricos, infantis, sociológicos psicológicos e psiquiátricos.
Esse homem é um ser integral, de convivência singular, de conversa agradável, simples e alegre. Sempre de bom humor e com palavras confortadoras.
JOANNA DE ANGELIS

São bem escassaz as informações sobre a situação atual de Joanna de Ângelis na espiritualidade. Sabemos que trata-se de um Espírito de elevadíssimas aquisições espirituais e que possui profundas raízes literárias e poéticas, como podemos perceber em encarnações anteriores e através de seus livros.
Poucas pessoas sabem, mas Joanna de Ângelis integrou a equipe do Espírito de Verdade quando do trabalho de implantação da Doutrina Consoladora em nosso plano. No livro "Após a Tempestade", em sua última mensagem, Joanna faz uma referência a esta tarefa nos seguintes termos:
"Quando se preparavam os dias da Codificação Espírita, quando se convocavam trabalhadores dispostos à luta, quando se anunciavam as horas preditas, quando se arregimentavam seareiros para Terra, escutamos o convite celeste e nos apressamos a oferecer nossas parcas forças, quanto nós mesmos, a fim de servir, na ínfima condição de sulcadores do solo onde deveriam cair as sementes de luz do Evangelho do Reino."
Após a compilação e organização magistralmente elaborada por Allan Kardec, chegaram à edição final de O Evangelho Segundo o Espiritismo duas mensagens de Joanna de Ângelis, modestamente assinadas como "Um Espírito Amigo":
Quanto às suas encarnações passadas, as informações que a espiritualidade e o próprio Espírito nos permitem tomar conhecimento ainda são um pouco vagas. Dentre todas as encarnações de Joanna de Ângelis, foram permitidas a divulgação aqui em nosso plano de apenas quatro, todas marcadas pelo seu exemplo de pungente de humildade e heroísmo:
JOANA DE CUSA
Joana era esposa de Cusa, procurador de Herodes Ântipas, o Tetrarca, governador da Galiléia nos tempos de Jesus. Seu esposo não compartilhava de sua fé naquele Homem especial, e portanto, tornou-se fonte de infortúnios e sofrimentos para Joana.
Buscou no Mestre orientações de como proceder frente a seu embate doméstico, ao que ouviu que, ao invés de segui-lO, deverira servi-lO dentro do próprio lar, tornando-se um exemplo de vivência cristã, no atendimento àquele a quem a Providência Divina lhe concedeu a oportunidade de compartilhar a existência terrena: seu esposo.
Mais tarde, tornou-se mãe. Com o passar do tempo, as atribuições foram se avolumando. O esposo, após uma vida tumultuada e inditosa, faleceu, deixando Joana sem recursos e com o filho para criar. Corajosa, buscou trabalhar.
Esquecendo o conforto da nobreza material, dedicou-se aos filhos de outras mães, ocupou-se com os mais subalternos afazeres domésticos, para que seu filhinho tivesse pão. Trabalhou até a velhice. Já idosa, com os cabelos embranquecidos, foi levada ao circo dos martírios, juntamente com o filho moço, para testemunhar o amor por Jesus, o Mestre que havia iluminado a sua vida acenando-lhe com esperanças de um amanhã feliz.
Foi imolada em Roma, no Coliseu, a 27 de Agosto do ano de 68, por não renunciar à sua fé em Jesus, sendo então sacrificada numa fogueira junto a seu filho.
Temos conhecimento, até o presente momento, de três referências literárias existentes sobre Joana de Cusa: duas do evangelista Lucas, e uma do autor espiritual Humberto de Campos, em sua obra Boa Nova.
UMA DISCÍPULA DE FRANCISCO DE ASSIS
Francisco de Assis é um dos temas preferidos por Joanna de Ângelis, muitas vezes citado em suas obras, sendo inclusive tema frequente de palestras, seminários e workshops de Divaldo Franco. Podemos abstrair daí que existe, no mínimo, uma admiraçao muito grande de Joanna de Ângelis pela filosofia e obra deste espírito tão único e amoroso que é Francisco de Assis.
Existem informações de que Joanna teria vivido na época de Francisco (1182-1226), sendo possível que tenha sido uma das seguidoras de Clara de Assis (1193-1252), fundadora da Ordem das Clarissas. Contudo, todas as informações referentes a esta encarnação em específico são muito vagas, o que já denota uma certa intenção de não revelar muitos detalhes pela própria Joanna ou pela Espiritualidade.
A sensível admiração de Joanna pelo missionário de Assis nos demonstra que talvez haja uma ligação maior do que nos é permitido tomar conhecimento. Mas com relação a isso, tudo o que se disser a respeito será mera especulação, pois aquilo que servir para nosso crescimento e aproveitamento moral nos será revelado no momento certo, caso contrário, dificilmente tomaremos conhecimento.
SÓROR JUANA INÉS DE LA CRUZ
Joanna renasce em 1651 na pequenina San Miguel Nepantla, a uns oitenta quilômetros da cidade do México, com o nome de Juana de Asbaje Y Ramirez de Santillana, filha de pai basco e mãe indígena. Após 3 anos de idade, fascinada pelas letras, ao ver sua irmã aprender a ler e escrever, engana a professora e diz-lhe que sua mãe mandara pedir-lhe que a alfabetizasse. A mestra, acostumada com a precocidade da criança, que já respondia às perguntas que a irmã ignorava, passa a ensinar-lhe as primeiras letras.
Começou a fazer versos aos 5 anos. Aos 6 anos, Juana dominava perfeitamente o idioma pátrio, além de possuir habilidades para costura e outros afazeres comuns às mulheres da época. Soube que existia no México uma Universidade e empolgou-se com a idéia de no futuro, poder aprender mais e mais entre os doutores. Em conversa com o pai, confidenciou suas perspectivas para o futuro. Dom Manuel, como um bom espanhol, riu-se e disse gracejando: - "Só se você se vestir de homem, porque lá só os rapazes ricos podem estudar." Juana ficou surpresa com a novidade, e logo correu à sua mãe solicitando insistentemente que a vestisse de homem desde já, pois não queria, em hipótese alguma, ficar fora da Universidade.
Na Capital, aos 12 anos, Juana aprendeu latim em 20 aulas, e português, sozinha. Além disso, falava nahuatl, uma língua indígena. O Marquês de Mancera, querendo criar uma corte brilhante, na tradição européia, convidou a menina-prodígio de 13 anos para dama de companhia de sua mulher. Na Corte encantou a todos com sua beleza, inteligência e graciosidade, tornando-se conhecida e admirada pelas suas poesias, seus ensaios e peças bem-humoradas. Um dia, o Vice-rei resolveu testar os conhecimentos da vivaz menina e reuniu 40 especialistas da Universidade do México para interrogá-la sobre os mais diversos assuntos. A platéia assistiu, pasmada, àquela jovem de 15 anos responder, durante horas, ao bombardeio das perguntas dos professores. E tanto a platéia como os próprios especialistas aplaudiram-na, ao final, ficando satisfeito o Vice-rei. Mas, a sua sede de saber era mais forte que a ilusão de prosseguir brilhando na Corte.
A fim de se dedicar mais aos seus estudos e penetrar com profundidade no seu mundo interior, numa busca incessante de união com o divino, ansiosa por compreender Deus através de sua criação, resolveu ingressar no Convento das Carmelitas Descalças, aos 16 anos de idade. Desacostumada com a rigidez ascética, adoeceu e retornou à Corte. Seguindo orientação de seu confessor, foi para a ordem de São Jerônimo da Conceição, que possuia menos obrigações religiosas, podendo ali dedicar-se às letras e à ciência.
Nasceu ali a Sóror Juana Inés de La Cruz, nome religioso adotado pela jovem prodigiosa. Em sua confortável cela, cercada por inúmeros livros, globos terrestres, instrumentos musicais e científicos, Juana estudava, escrevia seus poemas, ensaios, dramas, peças religiosas, cantos de Natal e música sacra. Era freqüentemente visitada por intelectuais europeus e do Novo Mundo, intercambiando conhecimentos e experiências. A linda monja era conhecida e admirada por todos, sendo os seus escritos popularizados não só entre os religiosos, como também entre os estudantes e mestres das Universidades de vários lugares. Era conhecida como a "Monja da Biblioteca". Se imortalizou também por defender o direito da mulher de ser inteligente, capaz de lecionar e pregar livremente.
Em 1695 houve uma epidemia de peste na região. Juana socorreu durante o dia e a noite as suas irmãs religiosas que, juntamente com a maioria da população, estavam enfermas. Foram morrendo, aos poucos, uma a uma das suas assistidas e quando não restava mais religiosas, ela, abatida e doente, tombou vencida, aos 44 anos de idade.
SÓROR JOANA ANGÉLICA DE JESUS
Em 1761, passados então 66 anos do seu regresso à Pátria, na cidade de Salvador (Bahia), Joanna de Ângelis retorna agora como Joana Angélica, filha de uma abastada família.
Aos 21 anos de idade ingressa como franciscana no Convento da Lapa, com o nome de Sóror Joana Angélica de Jesus, fazendo profissão de Irmã das Religiosas Reformadas de Nossa Senhora da Conceição. Foi irmã, escrivã e vigária, sendo que em 1815, tornou-se Abadessa.
No dia 20 de fevereiro de 1822, defendendo corajosamente o Convento, assim como a honra das jovens que ali moravam, foi assassinada por soldados que lutavam contra a Independência do Brasil.
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Seu nome de batismo, aqui na terra, foi IRMA CASTRO. Nasceu a 22 de Outubro de 1.922, em Mateus Leme-MG. Aos 2 anos de idade sua familia transferiu-se para Itaúna-MG. Constava de pai, mãe e 4 irmãos: RUTH, CARMEN, ALAIDE e DANILO. Os pais eram ADOLFO CASTRO e MARIANA CASTRO. Com 5 anos ficou orfã de pai. MEIMEI foi desde criança diferente de
todos pela sua beleza fisica e inteligência invulgar. O convivio com ela, em familia, foi para todos uma dádiva do Céu. Cursou com facilidade o curso primário, matriculando-se, depois, na Escola Normal de Itaúna; porém, a moléstia que sempre a perseguia desde pequena – nefrite – manifestou-se mais uma vez quando cursava com brilhantismo o 2º ano Normal. Sendo a primeira aluna da classe, teve que abandonar os estudos. Mas, muito inteligente e ávida de conhecimentos, foi apurando sua cultura através da boa leitura, fonte de burilamento do seu espírito. Onde quer que aparecesse era alvo de admiração de todos. Irradiava beleza e encatamento, atraindo
a atenção de quem a conhecesse. Ela, no entanto, modesta, não se
orgulhava dos dotes que DEUS lhe dera. Profundamente caridosa,
aproximava-se dos humildes com a esmola que podia oferecer ou uma
palavra de carinho e estímulo. Pura, no seu modo simples de ser e
proceder não era dada a conquistas próprias da sua idade, apesar de
ser extremamente bela. Pertencia à digna sociedade de Itaúna. Logo depois, seu espírito já
esclarecido começou a manifestar-se através de mensagens psicografadas
por FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER, e prossegue nessa linda missão de
esclarecimento e consolo, em páginas organizadas em várias obras mediúnicas,
que têm se espalhado por todo o Brasil e até além das nossas
fronteiras. |