CENTRO ESPIRITUALISTA MIGUEL ARCANJO E TENDA ESPÍRITA MAMÃE OXUM

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  MENSAGENS DE ANDRE LUIZ   

 

    

 




Lembre-se de que os outros são pessoas que você pode auxiliar, ainda hoje, e das quais talvez amanhã mesmo você precisará de auxílio.
Todo solo responde não somente conforme a plantação, mas também segundo os cuidados que recebe.
Aqueles que renteiam conosco nas mesmas trilhas evolutivas assemelham-se a nós, carregando qualidades adquiridas e deficiências que estão buscando liquidar e esquecer.
Reflita nos arranhões mentais que você experimenta quando alguém se reporta irrefletidamente aos seus problemas e aprenda a respeitar os problemas alheios.
Pensemos no bem e falemos no bem, destacando o lado bom de acontecimentos, pessoas e coisas.
Toda a vez que agimos contra o bem, criamos oportunidades para a influência do mal.
Mostremos o melhor sorriso - o sorriso que nos nasça do coração - sempre que entrarmos em contato com os outros.
Ninguém estima transitar sobre tapetes de espinhos.
Evitemos discussões.
Diálogo, na essência, é intercâmbio.
Se você tem algo de bom a realizar, não se atrase nisso.
Hoje é o tempo de fazer o melhor.
Estime a tarefa dos outros, prestigiando-a com o seu entusiamo e louvor na construção do bem.
Criar alegria e segurança nos outros é aumentar o nosso rendimento de paz e felicidade.
Não contrarie os pontos de vista dos seus interlocutores.
Podemos ter luz em casa sem apagar a lâmpada dos vizinhos.
Você é uma instituição com objetivos próprios, dentro da Vida, a Grande Instituição de Deus.
Os amigos são seus clientes e se você procura ajudá-los, eles igualmente ajudarão você.
Se você sofreu derrotas e contratempos, apenas se deterá nisso se quiser.
A Divina Providência jamais nos cerra as portas do trabalho e, se passamos ontem por fracassos e dificuldades em nossas realizações, o Sol a cada novo dia nos convida a recomeçar.
("Na Era do Espírito", 26, GEEM)




Súplica

"Pai, acende a tua divina luz em torno de todos aqueles que olvidaram a bênção nas sombras da caminhada terrestre.
Ampara aos que esqueceram de repartir o pão que lhes sobra na mesa farta.
Auxilia aos que não se envergonham de ostentar felicidade ao lado da penúria e do infortúnio.
Socorre aos que não se lembram de agradecer aos benfeitores que lhes apóiam a vida.
Compadece-te daqueles que dormiram nos pesadelos da delinqüência, transmitindo herança dolorosa aos que iniciam a jornada humana.
Levanta os que olvidaram a abnegação no serviço ao próximo.
Apieda-te do sábio que ocultou a inteligência entre as quatro paredes do paraíso doméstico.
Desperta os que sonham com o domínio do mundo, desconhecendo que a existência no corpo físico é simples minuto entre o berço e o túmulo, à frente da imortalidade.
Ergue os que caíram vencidos pelo excesso de conforto material.
Corrige os que espalham a tristeza e o pessimismo.
Perdoa aos que recusaram a oportunidade de pacificação e marcham disseminando a revolta e a indisciplina.
Intervém a favor de todos os que se acreditam detentores de fantasioso poder e supõe loucamente absorver os juízos, condenando os próprios irmãos.
Acorda as almas distraídas que envenenam o caminho alheio, com a agressão espiritual dos gestos intempestivos.
Estende paternas mãos a todos os que olvidaram a sentença da morte renovadora da vida que a tua lei lhes gravou no corpo precário.
Esclarece aos que se perderam nas sombras do ódio e da vingança, da ambição desregrada e da impiedade fria, que se acreditam poderosos e livres quando não passam de escravos dignos de compaixão diante de teus desígnios.
Eles todos, Pai, qual já sucedeu a tantos de nós, são delinqüentes que escapam aos tribunais da Terra, mas estão assinalados por tua justiça soberana e perfeita, por atos lamentáveis de deserção e indiferença, perante o Infinito Bem.
Assim Seja."
ANDRÉ LUIZ
(Apostilas da Vida, Chico Xavier/André Luiz/IDE)



Brilhe Vossa Luz

"Corre, incessantemente, o caudaloso rio da vida...
Iniciam-se viagens longas, embarca-se e desembarca-se, entre esperanças renovadas e prantos de despedida.
Viajantes partem, viajantes tornam.
Como é difícil atingir o porto da renovação!
Quase sempre, a imprevidência e a inquietude precipitam-se nas profundezas sombrias!...
Para vencer a jornada laboriosa, é preciso aprender com Alguém que foi o Caminho, a Verdade e a Vida.
Ele não era conquistador e fundou o maior de todos os domínios, não era geógrafo e descortinou os sublimes continentes da imortalidade, não era legislador e iluminou os códigos do mundo, não era filósofo e resolveu os enigmas da alma, não era juiz e ensinou a justiça com misericórdia, não era teólogo e revelou a fé viva, não era diplomata e trouxe a fórmula da paz, não era médico e limpou leprosos, restaurou a visão dos cegos e levantou paralíticos do corpo e do espírito, não era cirurgião e extirpou a chaga da animalidade primitiva, não era sociólogo e estabeleceu a solidariedade humana, não era cientista e foi o sábio dos sábios, não era escritor e deixou ao Planeta o maior dos livros, não era advogado e defendeu a causa da Humanidade inteira, não era engenheiro e traçou caminhos imperecíveis, não era economista e ensinou a distribuição dos bens da vida a cada um por suas obras, não era guerreiro e continua conquistando as almas há vinte séculos, não era químico e transformou a lama das paixões em ouro da espiritualidade superior, não era físico e edificou o equilíbrio na Terra, não era astrônomo e desvendou os mundos novos da imensidade, enriquecendo de luz o porvir humano, não era escultor e modelou corações, convertendo-os em poemas vivos de bondade e esperança...
Ele foi o Mestre, o Salvador, o Companheiro, o Amigo Certo, humilde na manjedoura, devotado no amor aos infelizes, sublime em todas as lições, forte, otimista e fiel ao Supremo Senhor até a cruz.
Bem aventurados os seus discípulos sinceros, que se transformam em servidores do mundo por amor ao seu amor!
Valiosa é a experiência do homem, bela é a ciência da Terra, nobre é a filosofia religiosa que ilumina os conhecimentos terrestres, admirável é a indústria das nações, vigorosa é a inteligência das criaturas, maravilhosos são os sistemas políticos dos povos mais cultos, entretanto, sem Cristo, a grandeza humana pode não passar de relâmpago, dentro da noite espessa.
"Brilhe a vossa luz", disse o Mestre Inesquecível.
Acenda cada aprendiz do Evangelho a lâmpada do coração.
Não importa seja essa lâmpada pequenina.
A humilde chama da vela distante é irmã da claridade radiosa da estrela.
É indispensável, porém, que toda a luz do Senhor permaneça brilhando em nossa jornada sobre abismos, até a vitória final no porto da grande libertação." (Apostilas da Vida, 1, DE)

 

 Ambiente Caseiro


A casa não é apenas um refúgio de madeira ou alvenaria, o lar é onde a união e o companheirismo se desenvolvem.
A paisagem social da Terra se transformaria imediatamente para melhor se todos nós, quando na condição de espíritos encarnados, nos tratássemos, dentro de casa, pelo menos com a cortesia que dispensamos aos nossos amigos.
Respeite a higiene, mas não transfigure a limpeza em assunto de obsessão.
Enfeite o seu lar com os recursos da gentileza e do bom humor.
Colabore no trabalho caseiro, tanto quanto possível.
Sem organização de horário e previsão de tarefas, é impossível conservar a ordem e a tranqüilidade dentro de casa.
Recorde que você precisa tanto de seus parentes quanto seus parentes precisam de você.
Os pequeninos sacrifícios em família formam a base da felicidade no lar.



Casamento


Prossiga amando e respeitando os pais, depois da formação da própria casa, compreendendo, porém, que isso traz novas responsabilidades para o exercício das quais é imperioso cultivar independência, mas, a pretexto de liberdade, não relegar os pais ao abandono.
Não deprecie os ideais e preocupações do outro.
Selecione as relações.
Respeite as amizades do companheiro ou da companheira.
É preciso reconhecer a diversidade dos gostos e vocações daquele ou daquela que se toma para compartilhar-nos a vida.
Antes de observar os possíveis erros ou defeitos do outro, vale mais procurar-lhe as qualidades e dotes superiores para estimulá-los ao desenvolvimento justo.
Jamais desprezar a importância das relações sexuais com o respeito à fidelidade nos compromissos assumidos.
Não sacrifique a paz do lar com discussões e conflitos, a pretexto de honorificar essa ou aquela causa da Humanidade, porque a dignidade de qualquer causa da Humanidade começa no reduto doméstico.
Não deixe de estudar e aprimorar-se constantemente, sob a desculpa de haver deixado a condição de solteiro ou solteira.
Sempre necessário compreender que a comunhão afetiva no lar deve recomeçar, todos os dias, a fim de consolidar-se em clima de harmonia e segurança.


CALMA


Se você está a ponto de estourar mentalmente, silencie alguns instantes para pensar. Se o motivo é moléstia no próprio corpo, a intranquilidade traz o pior. Se a razão é enfermidade em pessoa querida, o seu desajuste é fator agravante. Se você sofreu prejuízos materiais, a reclamação é bomba atrasada, lançando caso novo. Se perdeu alguma afeição, a queixa tornará você uma pessoa menos simpática, junto de outros amigos. Se deixou alguma oportunidade valiosa para trás, a inquietação é desperdício de tempo. Se contrariedades aparecem, o ato de esbravejar afastará de você o concurso espontâneo. Se você praticou um erro, o desespero é porta aberta a faltas maiores. Se você não atingiu o que desejavas, a impaciência fará mais larga distância entre você e o objetivo a alcançar. Seja qual for a dificuldade, conserve a calma, trabalhando, porque, em todo problema, a serenidade é o teto da alma, pedindo o serviço por solução.
ANDRÉ LUIZ / Psicografia de Francisco Cândido Xavier



ANOTE SEMPRE

A pretexto de subir ao Céu, não abandone a Terra.
Por desejar você o melhor, não negue socorro ao companheiro que ainda se encontra em pior posição.
Buscando a luz, não amaldiçoe a sombra.
Consolidando o progresso do espírito, não desampare o seu corpo.
A estrada que Jesus trilhou para a glória da ressurreição começava na poeira de Jerusalém.
E o lírio que floresce no lodo é uma estrela de Deus que, brilhando no charco, jamais se contamina.

André Luiz / Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Extraído do Livro "Aulas da Vida" .




NOS INSTANTES DIFÍCEIS

Nas dificuldades do dia-a-dia, esqueça os contratempos e siga em frente, recordando que Deus esculpiu em cada um de nós a faculdade de resolver os nossos próprios problemas.
A vida é aquilo que você deseja diariamente.
A renovação autêntica tem de começar em nós mesmos.
Você prepara o caminho de quaisquer ocorrências pensando em torno delas.
A palavra é porta de entrada para as suas realizações.
Carregar ressentimentos será bloquear os seus próprios recursos.
Encolerizar-se é dinamitar o seu próprio trabalho.
Não sofra hoje pela neurose que talvez lhe venha comprovar a compreensão e a resistência, em futuro remoto.
Os problemas existirão sempre ao redor de nós e apesar de nós.
Olvide ofensas e desgosto, tribulações e sombras e continue trabalhando quanto puder no bem de todos, recordando que o tópico mais importante do seu caminho será sempre servir.
ANDRÉ LUIZ/ Psicografia de Francisco Cândido Xavier




RESPOSTA DA CONSTRUÇÃO

Não permita que a ansiedade lhe desgaste as forças, ante os problemas da vida.
Numa simples construção, a serenidade e a disciplina nos fornecem diretrizes de atitude e proveito.
*
A pedra submeteu-se ao martelo e fez-se alicerce.
A madeira agüentou o serrote e converteu-se em utilidade do piso ao teto.
O barro suportou o fogo e ergueu-se em alvenaria.
O minério passou pelo calor de tensão alta e produziu o aço que estrutura a segurança.
O fio deixou-se prender e transformou-se em condutor de energia.
Agentes diversos da natureza se conjugaram e compõem a lâmpada para o serviço da luz.
*
Tudo na construção atende a planos de orientação e trabalho, obediência e equilíbrio.
*
Observemos a lição e analisemos o que estamos fazendo de nós na edificação do Eterno Bem.
ANDRÉ LUIZ / Psicografia de Francisco Cândido Xavier


Inferno

Quase todas as escolas religiosas
falam do inferno de penas angustiosas
e horríveis, onde os condenados
experimentam torturas eternas.
São raras, todavia, as que ensinam a
verdade da queda consciencial dentro
de nós mesmos, esclarecendo que o
plano infernal e a expressão diabólica
encotram início na esfera interior de
nossas próprias almas.
André Luiz / Fco. Cândido Xavier. in: "Escultores de Almas"- CEU.

 

 

Na Exaltação do Amor
 
A folha ressequida que cai, anônima, do pedúnculo em que nasceu, é bem o símbolo do poder oculto de Deus em a Natureza.
Poder que é força, vida e amor...
Quem a recolheu?
O Sol? Não. O Vento? Não. O Homem? Não.
A folha desceu por si mesma, segundo os ditames preestabelecidos pelas leis gerais do Universo, para o seio fecundante da Terra que a transforma em novo elemento no laboratório da incessante renovação.
Assim também se movem as criaturas e os destinos.
A folha cai... Os mundos caminham... O homem evolve...
Brilha o Sol, naturalmente, mantendo a Família Planetária nos domínios da Casa Cósmica. Avança o Vento, sem esforço, nutrindo a euforia das plantas.
Em princípios de soberana espontaneidade, constrói o Homem a própria existência.
Saber não é tudo.
Só o amor consegue totalizar a glória da vida. Quem vive respira. Quem trabalha progride. Quem sabe percebe.
Quem ama respira, progride, percebe, compreende, serve e sublima, espalhando a felicidade.
Siga, pois, seu roteiro, louvando o bem, esquecendo o mal e edificando sem repouso.
Se o caminho é áspero e sombrio, prossiga com destemor.
Lembre-se que na vanguarda há mais amplo local para a sua esperança.
Busque ouvir a mensagem do amor, onde passe.
Estude amando.
Responda aos imperativos da evolução, amando onde esteja.
Atenda ao semelhante, amando com alegria.
Satisfará, em tudo, a você mesmo, amando sempre.
Na marcha ascendente para o Reino Divino, o Amor é a Estrada Real. As outras vias chamam-se experiências que a Eterna Sabedoria, ainda por amor, traçou à grande viagem das almas para que o espírito humano não se perca.
Antes de você, o amor já era.
Depois de você, o amor será.
Isso, porque o Amor é Deus em tudo.
Viva, assim, a vida, amando-a para entendê-la.
Viver e amar...
Amar e compreender...
Compreender e viver abundantemente...
Ângulos de uma verdade só - A Vida Eterna.
No entanto, viver sem amar é respirar sem trabalho digno; querer com exclusivismo entontecente é contemplar situações e circunstâncias com apriorismos que geram a enfermidade e a morte.
Se você sabe, portanto, o que é viver, por que não vive?
Só vive realmente quem ama.
Só ama efetivamente quem age para o bem de todos.
Só age, sem dúvida, para o bem de todos, quem compreende que o amor é a base da própria vida.
Fora dessa verdade, há também movimento e ação de sombra que tornará fatalmente à luz em ciclos determinados de choro, provação e martírio.
Nada novo, sempre a Lei, que funciona compassiva, mas inexorável, restituindo a cada sementeira a colheita certa.
Comande a embarcação de seu destino e não atribua a outrem os erros que as suas mãos venham a cometer.
De você mesmo depende a própria viagem.
Instrua a você, sem procurar encobrir, ante a própria consciência, as faltas que lhe arrojam a alma ao desencanto ou ao agravo das próprias necessidades do espírito.
Ainda que a noite lhe envolva o passo, alente, no imo do ser, o dia eterno da fé.
Não se confie ao sabor da invigilância, para que a invigilância não lhe arraste a existência ao sabor do sofrimento.
Antes de nós, o Universo era o Santuário da Glória Divina.
Lembremo-nos, pois, de que Deus nos criou para acrescentar-Lhe a grandeza.
Não Lhe diminuamos o esplendor, cultivando a treva...
Enganaremos a forma.
Jamais enganaremos a vida que palpita, triunfante, em nós mesmos.
Aprenda a buscar aquilo de que você carece no próprio aperfeiçoamento, antes que alguém lhe ensine a preço de aflição.
Busque o roteiro exato, antes que outros se lhe ofereçam, no dia de sua perturbação, para guias de sua dor.
Força é poder. Idéia é força.
Mas só o amor condiciona o poder para a vitória da luz.
Ame o caminho. Caminhe e vença.
Anote hoje os seus movimentos, no ritmo do trabalho e da oração, e o amanhã surgirá com brilho sempre novo.
Sorria para os lances mais difíceis da estrada e os panoramas próximos e remotos descerrar-se-ão sorrindo à sua alma.
Não pare senão para refazer o fôlego atormentado.
Mais além, é a estrada de destino.
Não escute o murmúrio das sombras senão para socorrer as vítimas do mal, a fim de que os gemidos enganadores do nevoeiro não lhe anestesiem o impulso de elevação.
A fraternidade ser-lhe-á anjo sentinela entre os pântanos da amargura.
Cante o poema da caridade, seja onde for, e as criaturas irmãs, ainda mesmo quando algemadas ao crime, responder-lhe-ão com estribilhos de amor.
Guarde compaixão e a paz ser-lhe-á doce prêmio.
Exemplifique a fé que lhe honra a inteligência e o mundo abençoar-lhe-á todas as palavras.
Amanheça todo dia no serviço que lhe compete e o dever retamente cumprido manterá você, invariavelmente, na manhã luminosa da vida. Antes de amparar a você, ampare aqueles que, desde muito, suspiram pela migalha de seu amparo.
Antes de nossa vontade, a vontade do Senhor.
Antes do bem para nós, o bem necessário aos outros.
Seja para você a justiça que observa e corrige e seja para o irmão de jornada a bondade que ajuda e absolve sempre.
Sobretudo, guarde a certeza de que o amor se emoldura na humildade que nunca fere.
Coloque você em último lugar e a vida encarregar-se-á de sua própria defesa em qualquer parte.
Ainda mesmo com sacrifício, sob chuvas de fel e gritos de calúnia, renda diariamente seu culto ao amor e o amor na própria vida brilhará em sua alma, convertendo-a em estrela para a Glória Sem-Fim.
ANDRÉ LUIZ
(O Espírito da Verdade, cap. 78)

 

 

ESPIRITISMO E VOCÊ

Recentemente você teve os primeiros contatos com a Doutrina Espírita e agora se deslumbra com as novas perspectivas espirituais da existência.
Ideais redentores,
Conversações edificantes,
Leitura nobre.
Promissores ensejos de servir à fraternidade.
Recorde, no entanto, os imperativos da disciplina, em todos os empreendimentos, para que a afoiteza não lhe crie frustrações.
Tornar-se espírita não é santificar-se automaticamente, não significa privilégio e nem expressa cárcere interior.
É oportunidade de libertação da alma, com responsabilidades maiores ante as Leis da Criação.
É reencarnar-se moralmente, de novo, dentro da própria vida humana.
Convicção espírita é galardão abençoado no aprendizado multimilenar da evolução.
Desse modo, nem prevenção nem invigilância constituem caminhos para semelhante conquista.
Urge sustentar perseverança e paciência na execução justa de todos os deveres.
Evite arrancar abruptamente as raízes defeituosas, mas profundas, de suas atividades; empreenda qualquer renovação pouco a pouco.
Contenha oos ímpetos de defesa intempestiva das suas idéias novas; sedimente primeiro os próprios conhecimentos.
Espiritismo é Claridade Eterna.
Gradue a intensidade da luz que você vislumbrar para que seus olhos não sejam acometidos pela cegueira do fanatismo.
Muitos irmãos nossos ainda se debatem nas lutas de subnivel, porque não se dispuseram a aceitar a realidade que você está aceitando, mas também, outros muitos palmilharam o lance da experiência que hoje você palmilha e nem por isso alcançaram êxitos maiores na batalha íntima e intransferível que travamos conosco, em vista da negligência a que ainda se afazem.
Crença não nos exime da consciência.
Acertar ou cair são problemas pessoais.
Tudo depende de você.
Quem persiste na ilusão, abraça a teimosia.
Quanto mais se edifica a inteligência, mais se lhe acentua o prazer de servir.
Obedeça, pois, ao chamamento do Senhor, emprestando boa-vontade ao engrandecimentos da redenção humana, através do trabalho ativo e incessante nos diversos setores em que se possa desenvolver a colaboração.
Conserve-se encorajado e confiante,
Alegria serena, em marcha uniforme, é a norma ideal para atingir-se a meta colimada.
Eleve anseios e esperanças, tentando sublimar emoções e cometimentos.
Acima de tudo, consolide no coração a certeza de que a revelação maior é aquela que preceitua o dever de procurar com Jesus a nossa libertação do mal e, em nosso próprio benefício, compreendamos a real posição do Mestre como Excelso Condutor de nosso mundo, em cujo infinito amor estamos construíndo o Reino de Deus em nós.

ANDRÉ LUIZ
(O Espírito da Verdade, 92, Chico Xavier, Waldo Vieira, FEB)

 

 

INTROSPEÇÃO E REENCARNAÇÃO

 

"O estudo da reencarnação não interessa unicamente ao exame do passado, às demonstrações do renascimento da alma na ascenção evolutiva; fala, mais profundamente, ao reequilíbrio de nós mesmos.
Não precisamos exumar personalidades que já desapareceram na ronda inflexível do tempo, a fim de nos certificarmos quanto à realidade dos princípios reencarnacionistas.
Recorramos à introspecção.
Pausemos na atividade cotidiana de quando em quando para observar-nos, no âmago do ser, e constataremos a expressão multiface de nosso espírito.
Aí, na solidão do plano íntimo, em análise correta e desapaixonada, surpreenderemo-nos tais quais somos e, confrontando os impulsos que nos caracterizam a índole com os conhecimentos superiores que vamos adquirindo, esbarramos, de chofre, com as individualidades que temos vivido em muitas existências.
Depois de semelhante auto-auscultação, vejamos o próprio comportamento na vida exterior.
Encontraremos, então, o traço dominante de nossa natureza múltipla no trato com pessoas e situações pelas reações que elas nos causam.
O que mais nos assombra é o desnível de nosso senso de amor e justiça, de vez que há circunstâncias em que pleiteamos tolerância e desculpa, quando por dentro estamos plenamente convencidos de que somos responsáveis e puníveis por faltas graves e, há criaturas que nos merecem o máximo apreço, sem que sintamos por elas nada mais que aversão e vice-versa.
Determinemos, por nós mesmos, as oportunidades que falamos disso ou daquilo, escondendo cautelosamente a opinião verdadeira que alimentamos no assunto, atendemos à nossa arte de despistar quando os nossos interesses estejam em jogo e verificaremos que a cortesia, em certas ocasiões, não passa de capa atraente que nos guarnece a astúcia, no encalço de certos fins.
Não nos propomos ao comentário no intuito de arrasar-nos ou deprimir-mos. Longe disso, sugerimos o tema com o objetivo de fomentar a pesquisa clara e benéfica da reencarnação, em nós mesmos, sem necessidade de quaisquer recursos à revelações outras, ao modo de pessoa que acende um luz para conhecer os escaninhos da própria casa.
Estudemos a lei dos renascimentos na vida física, dentro de nós.
Não nos poupemos, diante da verdade, para que a verdade nos corrija.
"Não basta que o discípulo tenha um mestre digno para senhorear disciplina determinada. É necessário que ele se informe quanto às lições e se aplique a elas."

ANDRÉ LUIZ
(Sol nas Almas, 50, CEC)

 

FORÇA MARAVILHOSA

Vive conosco qual divindade num castelo...

Sem qualquer medida para a beleza, impele-nos a sonhar com mundos novos e troféus ideais.

Arrebata-nos a visões gloriosas em que nos pressentimos, de inesperado, no limiar de eras e esferas ditosas, com a inocência de quem tomou passaportes no rumo de paraísos ignorados.

Às vezes, adquire as propriedades do estimulante que carrega a pessoa para os derradeiros pesadelos da audácia, compelindo-a a mentalizar realizações impraticáveis e, noutras ocasiões, assemelha-se a entorpecente empolgante engodando a alma com a exposição de cenários deleitosos, nos quais se sente chamada a usufruir uma felicidade imposs
ível.

Sem ela, raciocínio e sentimento vagueariam, transviados, por falta de alimento adequado, porém, se age sozinha, atira a razão 
para o cálculo desproporcionado e arrasta o coração às zonas abismais do descalabro emotivo, de onde a mente se transfere com facilidade para a queda em obscuros compromissos para repetidas reencarnações de sofrimento e resgate.

Em nós outros, os cultivadores da Doutrina Espírita, encarnados e desencarnados, semelhante deidade acende cartazes luminosos, anunciando reinos encantados de ventura fictícia, habitualmente colocando metas e vitórias antes de esforço e luta.

Lidando, acima de tudo, com esboços e projetos, aliás indispensáveis a qualquer edificação nobre, costuma embriagar-nos com perspectiva de conquista sem labor e ascensões sem transposições de obstáculos.

Nesse aspecto usa as belas palavras como sendo cores hipnóticas e as grande emoções por pincéis fantásticos, imobilizando-nos em epopéias de ilusão, dentro das quais acordamos, comumente desalentados, quando não temos suficiente juízo para guardar-nos em responsabilidade e serviço.

Clareando o plano íntimo, preservamo-nos contra essas miragens que esbarram em sombra e vazio, porque essa força maravilhosa é a nossa própria imaginação.

Precisamos dela e nada faremos de proveitoso sem ela, contudo, disciplinemo-la sobre os trilhos do discernimento e da lógica, porque imaginação sem obrigação será sempre um espetáculo fascinante na platéia dos sonhos a exibir-se no palco do tempo perdido.

ANDRÉ LUIZ
(Sol nas Almas, 65, CEC)

 

 

A alma também

Casas de saúde espalham-se em todas as direções com o objetivo de sanar as moléstias do corpo e não faltam enfermos que lhe ocupem as dependências.
Entretanto, as doenças da alma, não menos complexas, escapam aos exames habituais de laboratório e, por isso, ficam em nós, requisitando a medicação, aplicável apenas por nós mesmos.
Estimamos a imunização na patologia do corpo.
Será ela menos importante nos achaques do espírito?
Surpreendemos determinada verruga e recorremos, de imediato, à cirurgia plástica, frustrando calamidades orgânicas de extensão imprevisível.
Reconhecendo uma tendência menos feliz em nós próprios, é preciso ponderar igualmente que o capricho de hoje, não extirpado, será hábito vicioso amanhã e talvez criminalidade em futuro breve.
Esmeramo-nos por livrar-nos do stress capaz de esgotar-nos as forças. Tratemos também de nossa feição temperamental para que a impulsividade não nos induza à ira fulminatória.
Tonificamos o coração, corrigindo a pressão arterial ou ampliando os recursos das coronárias a fim de melhorar o padrão de longevidade. Apuremos, de igual modo, o sentimento para que as emoções desregradas não nos precipitem nos desvãos passionais em que se aniquilam tantas vidas preciosas.
Requintamo-nos, como é justo, em assistência dentária na proteção indispensável. Empenhemo-nos, de semelhante maneira, na triagem do verbo, para que a nossa palavra não se faça chibata de sombra.
Defendemos o aparelho ocular contra a catarata e o glaucoma. Purifiquemos igualmente o modo de ver.
Preservamos o engenho auditivo contra a surdez. No mesmo passo, eduquemos o ouvido para que aprendamos a escutar ajudando.
A Doutrina Espírita é instituto de redenção do ser para a vida triunfante. A morte não existe. Somos criaturas eternas. Se o corpo, em verdade, não prescinde de remédio, a alma também.

ANDRÉ LUIZ
("Entre Irmãos de Outras Terras", 15, FEB)

 

CONSEQÜÊNCIAS

A Lei de Causa e Efeito nos impele a pensar no regime de responsabilidade em que a vida nos preserva o livre-arbítrio da ação com as reações de compulsória.
Vejamos, de roldão, alguns exemplos de atitudes humanas no quadro das conseqüências:

Aborto provocado numa vida, em muitos casos, suscita mãe sem filhos na existência próxima.
 
Esposa ou esposo que abandona o lar, não raro paga tributo de viuvez na romagem seguinte.
Bailarinos transviados freqüentemente renascem na condição de epilépticos.
Timoeiros da opinião que abusam do povo, reaparecem no mundo com a mente retardada.
Delinqüentes que empregam fogo na consumação do crime, habitualmente reencarnam predispostos a dermatose de trato difícil.
Suicidas ressurgem quase sempre nas crianças menos felizes que a morte aparentemente prematura arranca do berço.

Isso, quanto a erro deliberado. Mas todo propósito certo alcança resultados sublimatórios:

Serenidade nos achaques da velhice avançada constrói a base da maturidade mental precoce no renascimento que se lhe segue.
Moléstia tolerada resignadamente dá motivo à formação de corpo harmonioso e robusto na volta da alma à esfera física.
Diligencia no estudo quando a experiência terrestre já se mostra em declínio favorece a cultura mais cedo na vida porvindoura.
Abnegação em calvários domésticos granjeia afetos mais respeitáveis e mais puros na estância futura.
Devotamento ao próximo, mesmo na fase terminal de longa marcha humana, traz o prêmio da simpatia e de vantagens inúmeras na reencarnação que se lhe sucede.

Suporta com paciência as provas do caminho.
Casa em reforma segura precisa agüentar ordens de arquitetos, martelos de pedreiros, alicates de eletricistas, vassouras de garis.
Não admitas que já passou o tempo de melhorar. Cada hora é bendita ocasião de empreender a recuperação de nós mesmos engrandecendo o porvir.

ANDRÉ LUIZ
(Sol nas Almas, 49, CEC)

 

DEFENDA-SE

Não converta seus ouvidos num paiol de boatos.
A intriga é uma víbora que se aninhará em sua alma.

Não transforme seus olhos em óculos da maledicência.
As imagens que você corromper viverão corruptas na tela de sua mente.

Não faça de suas mãos lanças para lutar sem proveito.
Use-as na sementeira do bem.

Não menospreze suas faculdades criadoras, centralizando-as nos prazeres fáceis.
Você responderá pelo que fizer delas.

Não condene sua imaginação às excitações permanentes.
Suas criações inferiores atormentarão seu mundo íntimo.

Não conduza seus sentimentos à volúpia de sofrer.
Ensine-os a gozar o prazer de servir.

Não procure o caminho do paraíso, indicando aos outros a estrada para o inferno. A senda para o Céu será construída dentro de você mesmo.

ANDRÉ LUIZ
(Agenda Cristã, 41)

 

Tentação, a palavra temível...

Quase sempre intentamos fugir dela para simplesmente desertar do trabalho e, por conseqüência, da escola que o trabalho representa.
E caímos no logro.
Largamos o poço da dificuldade construtiva para arrojarmo-nos no abismo da inércia onde arrasamos o tempo.
Analisamos aprendizes, testamos máquinas, provamos quitutes caseiros.
Tentação é o recurso que a sabedoria da vida emprega para dar-nos o conhecimento de nós próprios.
Se o dinheiro não nos sugere a busca de prazeres desmesurados para os sentidos e se não lhe opomos o freio do discernimento, como poderemos saber que ele deve ser utilizado para a criação das alegrias nobres que nos enriquecem a alma?
Se o mal não convida algum dia a cultuar-lhe os desequilíbrios e se não lhe resistimos aos impulsos, de que maneira aprenderemos que o bem deve ser incorporado em definitivo ao nosso campo espiritual para ser usado naturalmente por nós como o ar que se respira?
Além disso, entendamos que a tentação é o agente que nos pesquisa a reabilitação, diante das leis divinas.
Se estamos na bengala dos cegos ou no catre dos paralíticos - conquanto a alusão não signifique qualquer desrespeito a eles, - já vivemos sob regime de bloqueio transitório entre as forças da vida e ninguém pode reconhecer, de imediato, o que faríamos da luz ou do movimento, se os tivéssemos ao dispor.
Assim é que ninguém se faz claramente conhecido, enquanto se encontra sob o guante da expiação ou da prova.
Estudemos a tentação, quando chegue. Pelo modo que surge ou pelas gratificações que proponha, sabemos o que somos  e o que nos cabe fazer.
Achamo-nos todos em evolução e, concomitantemente, em tentações que chegam por tabela. Cada uma em hora determinada e em problema certo. Saibamos superá-las para crescer e elevar-nos.
Sem tentação, impossível a tarefa da perfeição.
Recordemos o barco e as ondas que procuram submergi-lo. Sem elas jamais chegaria ao porto mas é preciso vará-las sem permitir que entrem nele.

ANDRÉ LUIZ
("Sol nas Almas", 48, CEC)

 

NORMA DE OURO

Ama o próximo como a ti mesmo.
A regra áurea reconhece o amor a nós próprios, justificando a necessidade do auto-apreço, para que não estejamos pregando estima aos outros, a chafurdar-nos em desmazelo.
Muito naturalmente aspiramos ao respeito pelos direitos que a vida nos atribui.
Almejamos a cooperação de muitos para que os nossos deveres se façam bem cumpridos.
Nas horas do erro, agradecemos a caridade dos que nos propiciem o reconforto da tolerância.
Nos momentos de acerto, sentimos noivo impulso ao serviço ante os estímulos da amizade.
Acicatados pela necessidade, queremos que os outros nos auxiliem.
Doentes, não duvidamos de que o próximo tem a obrigação de amparar-nos.
Diante daqueles que amamos exigimos a consideração dos que se aproximam.
Nas tarefas que impelidos a realizar aguardamos a avaliação afetiva dos que andam conosco.
Forçoso observar que os outros esperam também tudo isso.
A incompreensão aborrece-nos, o sarcasmo que se nos atira mais se assemelha a esbraseado estilete com que se nos revolve os tecidos da alma. Acontece o mesmo na sensibilidade de quantos nos cercam.
Por outro lado, não nos seria lícito receitar educação para os semelhantes sem sermos educados, e nem apelar para o caráter alheio se nos amodorramos no charco da incúria.
"Ama o próximo como a ti mesmo", diz a norma de ouro.
Nada de endeusar-nos, nem aparentar valor que não temos, mas respeitar-nos, garantindo ao nosso espírito o dom de aprender, servir e melhorar-nos com tranqüilidade de consciência. Para chegarmos a isso, reconhecer que, em tudo, é preciso dar e fazer aos outros tudo aquilo que desejamos seja dado e feito a nós.

ANDRÉ LUIZ
("Sol nas Almas", 63, edição CEC)

 

 

FORÇA MARAVILHOSA

Vive conosco qual divindade num castelo...

Sem qualquer medida para a beleza, impele-nos a sonhar com mundos novos e troféus ideais.

Arrebata-nos a visões gloriosas em que nos pressentimos, de inesperado, no limiar de eras e esferas ditosas, com a inocência de quem tomou passaportes no rumo de paraísos ignorados.

Às vezes, adquire as propriedades do estimulante que carrega a pessoa para os derradeiros pesadelos da audácia, compelindo-a a mentalizar realizações impraticáveis e, noutras ocasiões, assemelha-se a entorpecente empolgante engodando a alma com a exposição de cenários deleitosos, nos quais se sente chamada a usufruir uma felicidade imposs
ível.

Sem ela, raciocínio e sentimento vagueariam, transviados, por falta de alimento adequado, porém, se age sozinha, atira a razão 
para o cálculo desproporcionado e arrasta o coração às zonas abismais do descalabro emotivo, de onde a mente se transfere com facilidade para a queda em obscuros compromissos para repetidas reencarnações de sofrimento e resgate.

Em nós outros, os cultivadores da Doutrina Espírita, encarnados e desencarnados, semelhante deidade acende cartazes luminosos, anunciando reinos encantados de ventura fictícia, habitualmente colocando metas e vitórias antes de esforço e luta.

Lidando, acima de tudo, com esboços e projetos, aliás indispensáveis a qualquer edificação nobre, costuma embriagar-nos com perspectiva de conquista sem labor e ascensões sem transposições de obstáculos.

Nesse aspecto usa as belas palavras como sendo cores hipnóticas e as grande emoções por pincéis fantásticos, imobilizando-nos em epopéias de ilusão, dentro das quais acordamos, comumente desalentados, quando não temos suficiente juízo para guardar-nos em responsabilidade e serviço.

Clareando o plano íntimo, preservamo-nos contra essas miragens que esbarram em sombra e vazio, porque essa força maravilhosa é a nossa própria imaginação.

Precisamos dela e nada faremos de proveitoso sem ela, contudo, disciplinemo-la sobre os trilhos do discernimento e da lógica, porque imaginação sem obrigação será sempre um espetáculo fascinante na platéia dos sonhos a exibir-se no palco do tempo perdido.

ANDRÉ LUIZ
(Sol nas Almas, 65, CEC)

 

TESTAMENTO NATURAL

   Por muito aspire o homem ao isolamento pertencerá ela à coletividade que lhe plasmou o berço, da qual recebe influência e sobre a qual exerce influência a seu modo.
   Alguém pode, sem dúvida, retirar-se da atividade cotidiana com o pretexto de garantir-se contra os erros do mundo, mas enquanto respira no mundo, ainda que não o deseje, prossegue consumindo os recursos dele para viver.
   Qualquer pessoa, dessa forma, deixa ao desencarnar, a herança que lhe é própria.
   No que se refere às posses materiais, há no mundo testamentos privados, públicos, conjuntivos, nuncupativos, entretanto, as leis divinas escrituram igualmente aqueles de que as leis humanas não cogitam, os testamentos naturais que o espírito reencarnado lega aos seus contemporâneos através dos exemplos.
   Aliás, é preciso recordar que não se sabe, a rigor, de nenhum testamento dos miliardários do passado que ficasse no respeito e na memória do povo, enquanto que determinados gestos de criaturas desconsideradas em seu tempo são religiosamente guardados na lembrança comum.
   Apesar do caráter semilendário que lhes marcam as personalidades, vale anotar que ninguém sabe para onde teriam ido os tesouros de Creso, o rei, ao passo que as fábulas de Esopo, o escravo, são relidas até hoje, com encantamento e interesse, quase trinta séculos depois de ideadas.
   A terra que mudou de dono várias vezes não é conhecida pelos inventários que lhe assinalaram a partilha e sim pelas searas que produz.
   Ninguém pode esquecer, notadamente o espírita, que, pela morte do corpo, toda criatura deixa a herança do que fez na coletividade em que viveu, herança que, em algumas circunstâncias, se expressa por amargas obsessões e débitos constringentes para o futuro.
   Viva cada uma, de tal maneira que os dias porvindouros lhe bendigam a passagem. Queira ou não queira, cada criatura reencarnada, nasceu entre dois corações que se encontram por sua vez ligados à certa família - família que é célula da comunidade. Cada um de nós responde, mecanicamente, pelo que fez à Humanidade na pessoa dos outros.
   Melhoremos tudo aquilo que possamos melhorar em nós e fora de nós. Nosso testamento fica sempre, e sempre que o mal lhe orienta os caracteres é imperioso recomeçar o trabalho a fim de corrigi-lo.
   Ninguém procure sonegar a realidade, dizendo que os homens são como as areias da praia, uniformes e impessoais, agitados pelo vento do destino.
   A comunidade existe sempre e a pessoa humana é uma consciência atuante dentro dela. Até Jesus obedeceu a semelhante dispositivo da vida. Espírito identificado com o Universo, quando no mundo, nasceu na Palestina e na Palestina teve a pátria de onde nos legou o Evangelho por Testamento Divino.

ANDRÉ LUIZ
(Do livro "Opinião Espírita", 49)

 

RESPOSTAS À PRESSA

Evite a impaciência. Você já viveu séculos incontáveis e está diante de milênios sem-fim.
Guarde a calma. Fuja, porém, à ociosidade, como quem reconhece o decisivo valor do minuto.
Semeie o amor. Pense no devotamento d'Aquele que nos ama desde o princípio.
Guarde o equilíbrio. Paixões e desejos desenfreados são forças de arrasamento na Criação Divina.
Cultive a confiança. O Sol reaparecerá amanhã, no horizonte, e a paisagem será diferente.
Intensifique o próprio esforço. Sua vida será o que você fizer dela.
Estime a solidariedade. Você não poderá viver sem os outros, embora na maioria dos casos possam os outros viver sem você.
Experimente a solidão, de quando em quando; Jesus esteve sozinho, nos momentos cruciais de sua passagem pela Terra.
Dê movimento construtivo às suas horas. Não converta, no entanto, a existência numa torre de Babel.
Renda culto fiel à paz. Não se esqueça, todavia, de que você jamais viverá tranqüilo sem dar paz aos que pisam seu caminho.

ANDRÉ LUIZ
(Agenda Cristã, 30, FEB)



 

 

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