Centro Espiritualista Miguel Arcanjo e Tenda Espírita MamãeOxum
OS EXÚS
Este
artigo é apenas um pequeno ensaio, onde as informações foram colhidas de vários
livros, artigos, e-mails e experiências.
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Quem são os Exus ?
Ao
contrário do que se pensa, os exus não são os diabos e espíritos malignos ou
imundos que algumas religiões pregam, tampouco são espíritos endurecidos ou
obsessores que um grande numero de espíritas crêem.
Os
"diabos" ou demônios são seres mitológicos, já
"desvendados" pela doutrina espírita, portanto, não existem.
Espíritos
trevosos ou obsessores são espíritos que se encontram desajustados perante à
Lei. Provocam os mais variados distúrbios morais e mentais nas pessoas, desde
pequenas confusões, até as mais duras e tristes obsessões. São espíritos
que se comprazem na pratica do mal, apenas por sentirem prazer ou por vinganças,
calcadas no ódio doentio.
Aguardam,
enfim, que a Lei os "recupere" da melhor maneira possível (voluntária
ou involuntariamente).
São
conhecidos, pelos umbandistas, kimbandistas, etc., como kiumbas ou quiumbas.
Vivem no baixo astral, onde as vibrações energéticas são densas.
Este
baixo astral é uma enorme "egrégora" formada pelos maus pensamentos
e atitudes dos espíritos encarnados ou desencarnados. Sentimentos baixos, vãs
paixões, ódios, rancores, raivas, vinganças, sensualidade desenfreada, vícios
de toda estirpe, alimentam esta faixa vibracional e os kiumbas se comprazem
nisso, já que sentem-se mais fortalecidos.
O
baixo astral, mesmo num imenso caos, tem diversas organizações, fortemente
esquematizadas e hierarquizadas. Planos bem elaborados, mentes prodigiosas, táticas
de guerrilhas, precisões cirúrgicas, exércitos bem aparelhados e treinados,
compõe o quadro destas organizações.
Muito
delas, agem na plena certeza de cumprirem os desígnios da Lei Divina, onde
confundem a Lei da Ação e Reação com o "olho por olho, dente por
dente". Vingam-se pensando que fazem a coisa certa.
Algumas
agem no mal, mesmo sabendo que estão contra a Lei, mas enquanto a vingança não
se consumar, não haverá trégua para os seus "inimigos". Acham que não
plantam o mal, nem que a Reação se voltará mais cedo ou mais tarde.
Cada
mal praticado por um espírito, o leva a cada vez mais para "baixo".
As quedas são freqüentes e provocam mais e mais revoltas.
Alguns
espíritos caem tanto que perdem a consciência humana, transformando-se (ou
plasmando) os seus corpos astrais (perispíritos) em verdadeiras feras, animais,
bestas e assim são usados por outros espíritos como tais. Alguns
transformam-se em lobos, cães, cobras, lagartos, aves, etc.
Outros
espíritos chegam ao cúmulo da queda que perdem as características humanas,
transformando os seus perispíritos em ovóides. Esta queda, provoca além da
perda de energias, a perda da consciência.
Ficam
também subjugados por outros espíritos.
Apesar
de todo este quadro, pouco esperançoso, das trevas. Mesmo sabendo que no nosso
orbe o mal prevalece sobre o bem, há também
o lado da Luz, da Lei, do Bem. E este lado é tão e mais organizado que as
organizações das trevas.
Existem,
também, diversas organizações, com variados trabalhos e ações, mas com um
único objetivo de resgatar das trevas e do mal, os espíritos "caídos".
Vemos
colônias espirituais, hospitais no astral, postos avançados da Luz nos
Umbrais, caravanas de tarefeiros, correntes de cura, socorristas, etc., afeitos
e afinizados aos trabalhos dos centros espíritas.
Vemos
também, outros trabalhadores espirituais, ligados aos cultos afros.
Seja
na Umbanda, Candomblé, Kimbanda, etc.
Especificamente,
na Umbanda, vemos através das Sete Linhas, vários Orixás hierarquizados.
Existem vários níveis na hierarquia dos Orixás. Começando pelos mais altos
espíritos, que estão próximos do Criador, até os Orixás Menores ou Planetários
(aqueles que são ligados e responsáveis por cada orbe, pela sua evolução).
Temos
como exemplo de Orixá Menor, o próprio Mestre Jesus, que está na linha de
Oxalá e é considerado Oxalá, mas como Orixá Menor.
Mesmo
sendo Orixás Menores, este espíritos são de alta escol.
Abaixo
destes Orixás, estão os chefes de legiões e suas hierarquias, Estes espíritos
"chefes" usam as três roupagens básicas : Caboclos, Pretos-Velhos e
Crianças.
Apenas
na linha de Yorimá ou Obaluaie manifestam os pretos-velhos.
Na
linha de Yori ou Ibeji as crianças.
Nas
demais linhas (Oxalá, Oxossi, Ogum, Xangô e Yemanjá) manifestam-se os
Caboclos.
Outras
entidades tais como : baianos, boiadeiros, marinheiros, ondinas, sereias, iaras,
etc., são espíritos que compõe as sub-linhas afeitas e subordinadas à sete
linhas e aos chefes de legiões.
Alguns
caboclos, crianças ou pretos-velhos, às vezes, usam algumas destas roupagens
para determinados trabalhos ou missões.
Como
em nosso Universo (Astral) as manifestações se dividem em duas e manifestam-se
como pares : positivo-negativo, ativo-passivo, masculino-feminino, etc.
A
Umbanda que é paralela ativa, tem como par passivo a Kimbanda (não confundir
com a kiumbanda, que é a manifestação das trevas).
A
Kimbanda, que é a força paralela passiva da Umbanda, força equilibradora da
Umbanda. A Kimbanda - São os Sete Planos Opostos da Lei, é o conjunto oposto
da Lei. Quando falo em "oposto" à Lei, não quero dizer aquilo que
está em desacordo à Lei, mas a maneira oposta de como a Lei é aplicada. Na
Kimbanda que os Exus se manifestam, a Kimbanda, portanto é o "reino"
dos Exus.
Os
Exus são os "mensageiros" dos Orixás aqui na Terra. Através deles,
os Orixás podem manifestarem-se nas trevas. Então, para cada chefe de falange,
sub-chefe, etc., na Umbanda, temos uma entidade correspondente (ou par) na
Kimbanda.
Os exus, são considerados como "policiais", que agem pela Lei, no sub-mundo do "crime" organizado. As "equipes" de Exus sempre estão nestas zonas infernais, mas, não vivem nela. Passam, a maior parte do tempo nela, mas, não fazem parte dela. Devido a esta característica, os Exus, são confundidos com os kiumbas. Videntes os vêem nestes lugares e erroneamente dizem que eles são de lá.
Os
Exus, estão também, divididos em hierarquias. Onde temos Exus muito ligados
aos Orixás Menores até aqueles Exus ligados aos trabalhos mais próximos às
trevas.
Os
exus dividem-se hierarquicamente, em três planos ou três ciclos e em sete
graus.
A
divisão está formada "de cima para baixo" :
-
TERCEIRO CICLO
Contém
o Sétimo, Sexto e Quinto graus
Neste
Ciclo, encontramos os
Exus
Coroados : são aqueles que tem grande evolução, já estão nas funções de
mando. São os chefes das falanges. Recebem as ordens diretas dos chefes de legiões
da Umbanda. Pouco são aqueles que se manifestam em algum médium. Apenas alguns
médiuns, bem preparados, com enorme missão aqui na Terra, tem um Exu Coroado
como o seu guardião pessoal. São
os guardiães chefes de terreiro. Não mais reencarnam, já esgotaram há tempos
os seus karmas.
Sétimo
Grau - Estão os Exus Chefe de Legião e para cada Linha da Umbanda, temos Um
Exu no Sétimo Grau, portanto, temos Sete Exus Chefes de Legião
Sexto
Grau - Estão os Exus Chefes de Falange. São Sete Exus Chefes de Falange
subordinados a cada Exu Chefe de Legião, portanto, temos 49 Exus Chefes de
Falange.
Quinto
Grau - Estão os Exus Chefes de Sub-Falange. São Sete Exus Chefes de
Sub-Falange subordinados a cada Exu Chefe de Falange, portanto, são 343 Exus
Chefes de Sub-Falange.
-SEGUNDO
CICLO
Contém
o Quarto Grau
Exus
Cruzados ou Batizados : são subordinados dos Exus Coroados. Já tem a noção
do bem e do mal. São os exus mais
comuns que se manifestam nos terreiros. Também, tem funções de sub-chefes.
Fazem parte da segurança de um terreiro. O campo de atuação destes exus está
nas sombras (entre a Luz e as Trevas). Estão ainda nos ciclos de reencarnações.
Quarto
Grau - Estão os Exus Chefes de Agrupamento. São Sete Exus Chefes de
Agrupamento e estão subordinado a cada Exu Chefe de Sub-Falange, portanto, são
2401 Exus Chefes de Agrupamento.
-
PRIMEIRO CICLO
Contém
o Terceiro, Segundo e Primeiro Graus
Temos
dois tipos de Exus neste ciclo :
Exus
Espadados - São subordinados do Exus Cruzados. O seu campo de atuação
encontra-se entre as sombras e as trevas.
Exus
Pagãos - São subordinados aos exus de nível acima. São aqueles que não tem
distinção exata entre o bem e o mal. São conhecidos, também como
"rabos-de-encruza". Aceitam qualquer tipo de trabalho, desde que se
pague bem. Não são confiáveis, por isso.
São
comandados de maneira intensiva pelos
Exus de hierarquias superiores. Quando fazem algo errado, são castigados pelos
seus chefes, e querem vingarem-se de quem os mandou fazer a coisa errada.
São
ex-kiumbas, capturados e depois adaptados aos trabalhos dos Exus.
O
campo de atuação dos Exus Pagãos, é as trevas. Conseguem se infiltrar
facilmente nas organizações das trevas.
São
muito usados pelos Exus dos níveis acima, devido esta facilidade de penetração
nas trevas.
Terceiro
Grau - Estão os Exus Chefes de Coluna. São Sete Exus Chefes de Coluna e estão
subordinados a cada Exus Chefes de Agrupamento, portanto, são 16807 Exus Chefes
de Coluna.
Segundo
Grau - Estão os Exus Chefes de Sub-Coluna. São Sete Exus Chefes de Sub-Coluna
e estão subordinados a cada Exu Chefe de Coluna, portanto, são 117649 Exus
Chefes de Sub-Coluna.
Primeiro
Grau - Estão os Exus Integrantes de Sub-Colunas e são milhares de espíritos
nesta função.
Os
Exus, em geral, sob a nossa ótica, não são bons nem ruins, são apenas
executores da Lei. Ogum, responsável
pela execução da Lei, determina as execuções aos Exus.
A
maneira dos Exus atuarem, às vezes nos chocam, pois achamos que eles devem ser
caridosos, benevolentes, etc. Mas, como podemos tratar mentes transviadas
no mal ? Os exus usam as ferramentas que sabem usar : a força, o medo, as
magias, as capturas, etc. Os métodos podem parecer, para nós, um pouco sem
"amor", mas eles, sabem como agir quando necessitam que a Lei chegue
nas trevas.
Eles
ajudam aqueles que querem retornar à Luz, mas não auxiliam aqueles que querem
"cair" nas trevas.
Quando
a Lei deve ser executada, Eles a executam da melhor maneira possível doa a quem
doer.
Há
um ditado muito providencial que diz :
"Cuidado
com o que se pede a um Exu, pois poderá ser atendido."
Ou
seja, se um Exu se manifestar e pedirmos que ele faça o mal, ele poderá
faze-lo, mas ou porque ele sabe que esse mal retornará a quem o pediu ou porque
não tem noção do que está fazendo (um exu pagão).
Os
exus, como executores da Lei e do Karma, esgotam os vícios humanos, de maneira
intensiva. Às vezes, um veneno é combatido com o próprio veneno, da mesma
maneira que a picada de uma cobra venenosa. Assim, muitos vícios e desvios, são
combatidos com eles mesmos. Um exemplo, para ilustrar :
Uma
pessoa quando está desequilibrada no campo da fé, precisa de um tratamento de
choque. Normalmente ela, após muitas quedas, recorre a uma religião e torna-se
fanática, ou seja, ela esgota o seu desequilíbrio, com outro desequilíbrio :
a falta de fé com o fanatismo. Parece um paradoxo ? Sim, parece, mas é
extremamente necessário.
Outro
exemplo é o vicio às drogas, onde é preciso de algo maior para esgotar este
vicio : ou a prisão, a morte, uma doença, etc.
A
Lei é sempre justa, às vezes somente um tratamento de choque remove um espírito
do mal caminho. E são os exus que aplicam o antídoto para os diversos venenos.
Os
Exus, estão, ligados de maneira intensiva, com os assuntos terra-a-terra
(dinheiro, disputas, sexo, etc.). Quando a Lei permite, Eles executam aos
diversos pedidos materiais dos encarnados.
Os
Exus tem sob o domínio todas as energias livres, contidas em :
sangue,
cadáveres, esperma, etc.
Por
isso, seus campos de atuação são : cemitérios, matadouros, prostíbulos,
boates, necrotérios, etc. Eles lá
estão, porque frenam (bloqueiam) as investidas dos kiumbas e espíritos
endurecidos que se comprazem nos vícios e na matéria.
O
kiumbas, seres astutos, conseguem se manifestar como um exu, num terreiro muito
preso às magias negras e assuntos que nada trazem elevação espiritual. Ao se
manifestarem, pedem inúmeras oferendas, trabalhos, despachos, em troca destes
favores fúteis. Normalmente eles pedem muito sangue, bebidas alcóolicas e
fumo. Chegam a enganar tanto (ou fascinar) que fazem as mulheres que procuram
estes "terreiros", pagarem as suas "contas" fazendo sexo com
o médium "deles". Ou seja, eles vampirizam o casal, quando o ato
sexual se efetua.
Mas,
e os verdadeiros exus deixam ?
É
uma pergunta que comumente fazemos, quando estes disparates ocorrem.
Os
exus, permitem isso, para darem lição nestes falsos chefes de terreiros ou médiuns.
Como disse, os métodos dos exus, para fazer com que a Lei se cumpra, são
variados.
Muitas
vezes, também, a obsessão é tão grande e profunda que os exus, não podem
separar de uma só vez obsedado e obsessor, pois isso causaria a ambos um prejuízo
enorme.
Outras
vezes, os exus, deixam que isso aconteça, para criar "armadilhas"
contra os kiumbas, que uma vez instalados nos terreiros, são facilmente
capturados e assim, após um interrogatório, podem revelar segredos de suas
organizações, que logo em seguida, são desmanteladas. Alguns terreiros,
depois disso, são também desmantelados pelas ações dos exus, causando doenças
que afastam os médiuns, as pessoas, etc.
"Ai
daquele que provoca um escândalo, mas o escândalo é necessário"
A
roupagem fluídica dos Exus, variam de acordo com o seu grau evolutivo, função,
missão e localização. Normalmente, em campos de batalhas, eles usam o
uniforme adequado. Seu aspecto tem sempre a função de amedrontar e
intimidar. Suas emanações vibratórias são pesadas, perturbadoras.
Suas irradiações magnéticas causam sensações mórbidas e de pavor.
É
claro que em determinados lugares, eles se apresentarão de maneira diversa. Em
centros espíritas, podem aparecer com "guardas". Em caravanas
espirituais, como lanceiros. Já foi verificado que alguns se apresentam de
maneira fina : com ternos, chapéus, etc.
Eles
tem grande capacidade de mudar a aparência, podem surgir como seres horrendos,
animais grotescos, etc.
Devemos
oferendar aos exus ?
Os
exus, como já foi dito, atuam intensamente no sub-mundo astral. Grandes
batalhas são travadas entre o bem e o mal. Muita energia é despendida nestas
investidas e os exus, por atuarem assim, acabam gastando enormemente as suas
reservas energéticas.
Depois
de vários "dias" trabalhando, eles se recolhem em seus "quartéis"
e repõem parte destas energias e aproveitam e estudam, discutem novas táticas,
etc.
Quando
fazemos alguma oferenda para os Exus, eles "capturam" as energias dos
elementos oferendados, ou a parte etérica e "recarregam as suas
baterias".
Mas
(podemos perguntar), se o exu é um espírito, porque ele precisa de oferendas
materiais ?
Como
eles estão ligados ao terra-a-terra e ao sub-mundo astral que é muito denso,
os exus precisam retirar dos elementos materiais a energia que gastaram em seus
trabalhos.
Quais
elementos podemos oferendar ?
Devemos tomar muito cuidado com o que oferendamos, pois, os elementos mais densos (sangue, carne, cadáveres, ossos), são atratores de espíritos endurecidos, que sentem necessidade de elementos materiais. Portanto, é melhor manipular elementos suits nas oferendas (frutas, incensos, ervas, etc.)
Posso então um animal sacrificado para um exu ?
Sim,
em teoria pode. Mas pensemos bem, um animal inocente, tem que pagar, com a vida
para que possamos reabilitar a nossa ligação com um exu ?
Creio
que não devemos destruir uma vida por isso. Para harmonizar algo devemos
desarmonizar outro ? Não há muita
lógica nisso.
Mas,
o sangue, por ter um alto teor energético, com certeza restauraria rapidamente
as "baterias" de um exu.
Mas,
além deste aspecto pouco prático que é o sacrifício de um pobre animal,
devemos considerar mais duas coisas :
-
Os inimigos da Umbanda, sempre se apegam a este tipo de oferenda para dizer que
é uma religião demoníaca. Quando uma pessoa passa em frente a um despacho
numa encruzilhada, aquela cena causa-lhe desagradáveis sensações e os seus
pensamentos negativos vão se juntar à egrégora negativa já criada com um
despacho.
-
Oferendas com sangue ou carne, atraem muitos kiumbas, às vezes, impedindo que o
próprio exu se aproxime, portanto, estaremos alimentando os vícios destes espíritos.
Resumindo,
é melhor não utilizar e manipular este tipo de elemento em oferendas, ebós,
sacudimentos, etc., pois os resultados podem ser negativos e prejudiciais. Alem
disso, a verdadeira oferenda tem a principal função de reenergizar ou sublimar
o próprio médium. Então, o melhor é oferendar elementos não densos, tais
como frutas, ervas, velas, incensos, etc.
Além
destes aspectos já abordados, vale à pena mencionar os diversos níveis
vibracionais, onde os espíritos ligados à Terra, habitam.
Estes
níveis são e foram criados de acordo com cada grau evolutivo. Os níveis estão
mais relacionados com o mundo da consciência do que com o mundo físico, ou
seja, são mais estados de consciência do que um lugar fisicamente localizado.
Como
são níveis gerados por espíritos ligados de alguma forma com a evolução da
Terra, estes níveis estão vinculados ao próprio planeta. Portanto, quando
vemos descrições de camadas umbralinas localizadas em abismo sob a crosta
terrestre, devemos entender que embora elas estejam localizadas com estes espaços
físicos, elas estão no lado espiritual deste plano físico.
Temos então, Sete Camadas Concêntricas Superiores e Sete Camadas
Concêntricas
Inferiores.
A
divisão está sempre formada "de cima para baixo" :
-
CAMADAS CONCÊNTRICAS SUPERIORES
Sétima,
Sexta e Quinta Camadas - Zonas Luminosas
Seres
iluminados, isentos das reencarnações. Cumprem missões no planeta. Estão se
libertando deste planeta, muitos já estagiam em outros mundos superiores.
Quarta
Camada - Zona de Transição
Espíritos
elevados, que colaboram com a evolução dos irmãos menores.
Terceira,
Segunda e Primeira Camadas - Zonas Fracamente Iluminadas
A
maioria dos espíritos que desencarnam, estão nestas camadas. Estão em reparações
e aprendizados para novas reencarnações.
SUPERFICIE
- Espíritos encarnados
-
CAMADAS CONCÊNTRICAS INFERIORES
Sétima
Camada - Zona Sub-Crostal Superior
Sexta,
Quinta e Quarta Camadas - Zona das Sombras
Zona
Purgatoriais ou de Regeneração
Quarta
Camada - Zona de Transição
Entre
as sombras e as trevas. Zona de seres revoltados e dementados.
Terceira,
Segunda e Primeira Camadas - Zona das Trevas -
Zona
Sub-Crostal Inferior
Os
seres estão em estágio de insubmissos, renitentes e ostensivos às Leis
Divinas. Não reconhecem Deus como o Ser mais superior.
A
atuação dos Exus, está praticamente em todas as camadas inferiores, com exceção
das Terceira, Segunda e Primeira Camadas, que eventualmente eles
"descem" para missões especiais ou mandam os rabos-de-encruza, pois
estão mais "ambientados" com as baixas e perniciosas vibrações. não
que os Exus não podem "descer" até lá, mas porque é desnecessário
criar uma guerra com os seres infernais, apenas porque se invadiu aquelas zonas.
A
maioria dos livros espíritas, que tratam do assunto dos níveis vibracionais, não
chega sequer a mencionar algo além das camadas intermediárias ou médio e alto
umbral. Descrevem na maioria das vezes as camadas que ficam as sombras e não as
trevas, pois os espíritos que fazem tais incursões não podem ou não devem
“baixar” mais, pois somente cabe aos exus, espíritos especializados
“descer” tanto.
As
Pombas-Giras
O
termo Pomba-Gira é corruptela do termo "Bombogira" que significa em
Nagô, Exu.
A
origem do termo Pomba-Gira, também é encontrado na história.
No
passado, ocorreu uma luta entre a ordem dórica e a ordem ionica. A
primeira
guardava a tradição e seus puros conhecimentos. Já a ionica
tinha-os
totalmente deturpados. O símbolo desta ordem era uma
pomba-vermelha,
a pomba de Yona. Como estes contribuiram para a deturpação
da
tradição e foi uma ordem formada pela maioria por mulheres tinham que
saldar
suas dívidaas. Atualmente elas vem pela Lei de Umbanda como
Pomba-giras
para ensinar, e fazer seu resgate do passado.
Se
Exu já é mal interpretado, confundindo-o com o Diabo, quem dirá a Pomba-Gira?
Dizem que Pomba-Gira é uma mulher da rua, uma prostituta. Que Pomba-Gira é
mulher de Sete Exus ! As distorções e preconceitos são características dos
seres humanos, quando eles não entendem corretamente algo, querendo trazer ou
materializar conceitos abstratos, distorcendo-os.
Pomba-Gira
é um Exu Feminino, não são prostitutas. Na verdade, dos Sete Exus Chefes de
Legião - do Sétimo Grau, apenas um Exu é feminino, ou seja, ocorreu uma
inversão destes conceitos, dizendo que a Pomba-Gira é mulher de Sete Exus.
Dentro
da hierarquia do Exu Feminino (Pomba-Gira), estão divididas em níveis diversas
outras pombas-giras, da mesma forma que as demais falanges. É claro que em
alguns casos, podem ocorrer que uma delas, em alguma encarnação tivesse sido
uma prostituta, mas, isso não significa que as pombas-giras tenham sido todas
prostitutas e que assim agem.
A
função das pombas-giras, está relacionada à sensualidade. Elas frenam os
desvios sexuais dos seres humanos, direcionam as energias sexuais para a construção
e evitam as destruições.
A
sensualidade desenfreada é um dos "sete pecados capitais" que
destroem o homem : a volúpia. Este vicio é alimentado tanto pelos encarnados,
quanto pelos desencarnados, criando um ciclo ininterrupto, caso as pombas-giras
não atuassem neste campo emocional.
As
pombas-giras são grande magas e conhecedoras das fraquezas humanas. São, como
qualquer exu, executoras da Lei e do Karma.
Cabe
à elas esgotar os vícios ligados ao sexo. Quando um espírito é extremamente
viciado ao sexo, elas, às vezes, dão a ele "overdoses" de sexo, para
esgotá-lo de uma vez por todas.
Elas,
ao se manifestarem, carregam em si, grande energia sensual, não significa que
elas sejam desequilibradas, mas sim que elas recorrem a este expediente para
"descarregar" o ambiente deste tipo de energia negativa.
São
espíritos alegres e gostam de conversar sobre a vida. São astutas, pois
conhecem a maioria das más intenções. Estendem os assuntos ou alguma situação,
só para que chegue ao âmago do assunto.
As
manifestações dos exus sobre os médiuns
Através
do dom do oráculo, ou mediunidade, os espíritos conseguem manter intercâmbio
com os encarnados. O contato dá-se através das várias modalidades mediúnicas,
seja ela a vidência, clarividência, clariaudiência, psicografia, psicofonia,
etc.
No
movimento umbandista, as entidades, normalmente manifestam-se ou pela incorporação
ou pela radiação intuitiva.
A
incorporação é a modalidade mediúnica mais utilizada, por várias razões,
trazendo as comunicações da "boca" dos próprios espíritos, ou
seja, eles estão no momento da manifestação, presentes e próximos aos
encarnados. A incorporação traz como beneficio, a confiabilidade das comunicações,
já que podemos "ver" o espírito manifestado, reconhecendo-o através
de seus próprios movimentos, ações, voz, etc.
Assim,
é possível manter estreito contato entre o espírito e o consulente.
Na
incorporação, o espírito comunicante, não "entra" no corpo físico
do médium, mas apenas toma as "rédeas" da situação, controlando o
corpo físico com ou sem a intervenção do médium. O espírito, assim, apenas
se aproxima do corpo físico, mas não o toma ou "entra" nele.
A
incorporação divide-se pela intervenção ou não do médium em :
Incorporação
Inconsciente e Incorporação Semi-consciente
Na
Inconsciente, o espírito do médium se afasta e deixa que o espírito
comunicante "assuma" o seu corpo. Assim, o espírito do médium, não
interfere na comunicação, mesmo estando consciente no plano astral
Na
semi-consciente, o espírito do médium se afasta um pouco do corpo, mas mantém
ligação consciente com ele, enquanto que o espírito comunicante assume
algumas funções motoras do corpo físico. A semi-inconsciência pode variar de
intensidade, ou seja, o médium pode ter desde um grande grau de consciência até
um grau de quase total inconsciência. O médium, tem, enquanto dura a manifestação,
alguns lampejos de consciência, vendo a manifestação como se estivesse
distante ou alheio. A noção de tempo, também, é diferente, pois mesmo depois
de algumas horas de incorporação, o médium tem a noção de que se passou
apenas alguns minutos.
Estas
ligações mediúnicas, através da incorporação, são efetuadas pelos espíritos,
através do corpo astral do médium. Os espíritos comunicantes, usam, assim, os
chacras do médium correspondentes à sua linha de atuação.
É
claro que os demais chacras são utilizados, mas há sempre o chacra principal
de ponto de contato e manipulação.
Quando
a entidade "incorpora" ou nos momentos pré-incorporativos, um médium,
pode sentir a diferença vibracional. Assim, um médium experimentado, consegue
distinguir uma entidade da outra, pois as vibrações energéticas de cada
entidade são diferentes umas das outras.
Um
erê (criança) se manifesta utilizando o chacra laríngeo (localizado na
garganta ou laringe), por isso que o corpo do médium fala com uma voz mais
afinada, do tipo criança.
Os
exus por sua vez, também, usam os chacras correspondentes, mas como estão
muito ligados ao terra-a-terra, usam bastante o chacra básico ou genésico.
As
pombas-giras, como são exus, usam muito o chacra genésico (glândulas sexuais)
para se manifestarem. Por dominarem e controlarem as energias relacionadas ao
sexo, elas "carregam" este tipo de vibração.
Por
esta característica, um médium "sente" uma mudança significativa no
seu padrão vibracional, pois uma pomba-gira está "atirando" suas
vibrações afins. Por isso, pode-se causar um certo incomodo no médium, pois o
seu centro genésico é estimulado no lado astral e suas glândulas sexuais são
estimuladas no lado material e ele pode sentir a mesma sensação de excitação.
Na verdade é apenas uma energia se manifestando e o médium deve saber
diferenciar uma excitação normal de uma manifestação de um exu. Se o médium,
cair na tentação e deixar-se levar, ele poderá se prejudicar, gastando a sua
energia à toa.
Também,
a pomba-gira, por encontrar no médium, energia sexual saturada, esgota-a nos
momentos iniciais da incorporação.
Da
mesma maneira, a pomba-gira, esgota a energia sexual de um consulente mais
excitado. Elas, realmente se divertem com isso, mesmo estando trabalhando
seriamente neste assunto.
Também,
devemos relevar que muitos médiuns, põe para fora todo a sua libido nos
momentos de incorporação de uma pomba-gira. Claro que as pombas-giras
reconhecem isso na hora e podem até reajustar a sintonia do médium, dependendo
do seu merecimento.
Outro
fato muitíssimo importante é a manifestação de uma kiumba passando-se por
uma pomba-gira. Deve-se tomar muito cuidado, pois certamente ela estará apenas
vampirizando as emanações sensuais do médium, podendo prejudicá-lo
seriamente.
Também,
devido à classificação dos exus, pode ser que seja mesmo uma pomba-gira, mas
uma rabo-de-encruza ou uma de nível bem próximo às trevas. Como elas não tem
muito conhecimento do bem e do mal, podem também, prejudicar um médium.
Vale
lembrar que às vezes, um consulente, pode ficar fascinado ou encantado com uma
pomba-gira. Isso é perigoso para a pessoa, já que pode desequilibrar-se.
O
que fazer então ?
"Orai
e vigiai" é o lema de todo médium. Devemos estar atentos não com os vícios
alheios, mas com os nossos. Devemos direcionar as energias desequilibrantes e
transformá-las em energias salutares, em ações benéficas.
Podemos,
por imperfeição, ter os nossos vícios sexuais, mas através de um verdadeiro
exu pomba-gira, podemos nos curar com a ajuda de nossos esforços.
Quando
vemos então um médium, que manifesta uma pomba-gira, e acharmos que está
excitado, devemos mantermos vigilantes para que nós não caiamos nas vibrações
sensuais que nos prejudicarão. Na verdade o médium, como ser muito sensível,
está apenas deixando que as vibrações se manifestem por ele. Um bom exemplo
disso, quando um espírito sofredor se aproxima de um médium, este sente todas
as dores, como se fossem as suas mesmo, mas na verdade é apenas um reflexo que
o médium sente. A vibração é do espírito sofredor.
Apesar
de todos estes aspectos, devemos conhecer cada vez mais o trabalho dos guardiães,
pois eles estão do lado da Lei e não contra elas. Vamos encará-los de maneira
racional e não como bicho-papões. Eles estão sempre dispostos ao
esclarecimento. Através de uma conversa franca, honesta e respeitosa, podemos
aprender muito com eles.
Estamos
numa época que o sobrenatural, o maravilhoso e o milagroso já não existem. As
informações devem ser espalhadas e discutidas. não sejamos ingênuos
aceitando tudo como verdades absolutas, usemos a razão e o discernimento para
separar o joio do trigo. não deixemos, também, que apenas os outros saiam a
pesquisar. Empreendemos, também, a nossa viagem ao desconhecido e exploremos os
aspectos que até agora manteve-se na obscuridade.
Este
ensaio é despretencioso e não tenta encerrar o "Arcano" (segredo)
Exu, mas, apenas ajudar às pessoas a iniciarem as suas próprias explorações.
Contestar este pequeno trabalho, de maneira racional e desprovida de
preconceitos, com argumentos , é para mim um grande presente.
Junho/1999
*- Esta pequena dissertação pode ser utilizada, reproduzida, desde que não se altere o conteúdo e informem a fonte.
Eduardo Gomes ([email protected])