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Como preparar uma boa palestra

Este é um site de informática, é para ajudar com o PowerPoint. Mas de que adianta a pessoa preparar uma super-palestra no PowerPoint se ela não apresentar bem o seu tema? Quando me perguntam se falar bem é um dom que nasce com algumas pessoas, noto que, mais do que uma pergunta para esclarecer a dúvida, o objetivo é buscar uma resposta afirmativa que os tranqüilize. Ao discutir esse tema, as pessoas procuram uma espécie de desculpa para suas deficiências de comunicação, pois, se apenas alguns poucos privilegiados nasceram dotados para falar bem, elas, as excluídas por natureza, estão a salvo das possíveis críticas, e tranqüilas com sua consciência - afinal, nada poderiam fazer para mudar seu destino. Acredito que em nossa vida, devemos estar sempre buscando melhorias e nunca acomodarmos em nossas deficiências. No fundo, elas já sabem a resposta, mas como a esperança é a última a ser sepultada, torcem para estar enganadas.

A mudança é sofrível, seja no que for, mas quando conseguida o prêmio é valoroso. Acreditem, eu tenho mais facilidade em ministrar minhas aulas do que conversar individualmente com alguém desconhecido, porque sou uma pessoa extremamente tímida, mas faço de tudo para mudar isto e sinto que quando se está deteminado à mudar você consegue. Tantas pessoas que conseguem até se recuperar de paralisias com a força de vontade, como pode você dizer que não pode conseguir falar em público?

Alguns, desde jovens, aproveitam as oportunidades e desenvolvem sua comunicação. Por tentativas, errando e acertando, aprendem a fazer apresentações eficientes. Outros, no entanto, na grande maioria dos casos, ou não encontraram circunstâncias favoráveis para se desenvolver, ou preferem se resguardar e não utilizam as chances que surgem. Acontece que errar enquanto se é jovem talvez não traga conseqüências para a imagem do orador aprendiz, mas após subir os primeiros degraus na hierarquia um erro pode ser fatal e comprometer as posições duramente conquistadas, ou interromper uma trajetória em ascensão. Nesse caso, como a posição não permite erros elementares de comunicação, passamos a recusar convites para falar e a fugir de situações que nos exponham, e deixamos de aprender.

Tive um aluno que em sua apresentação na primeira aula disse que passara a vida inteira fugindo e dando desculpas para não ter de falar em público. Só que as pessoas já não estavam mais acreditando nas suas histórias, e teve que buscar desculpas mais eficientes. Nas situações em que, pela posição ocupada, os erros de comunicação não podem ser cometidos, a solução é buscar ajuda profissional e se aprimorar sem o risco de prejudicar-se com os deslizes comuns ocorridos na fase do aprendizado. Também o jovem que prefere preservar-se, ou não encontra oportunidades para se desenvolver, pode garantir e abreviar seu aprendizado procurando orientação especializada (a luta pelos espaços profissionais começa cada vez mais cedo, e a comunicação é um dos principais ingredientes para ser bem-sucedido).

Você já observou como o aprendizado da fala é natural? Algumas crianças começam um pouco mais cedo, outras com idade mais avançada, mas todas, desde que não tenham problemas sérios que impeçam seu desenvolvimento, aprendem a falar. Só que esse aprendizado quase sempre é interrompido nos primeiros estágios. Depois que a criança, com a ajuda dos pais, aprende a identificar os objetos mais importantes e a construir frases que traduzam o que pensa, costuma ser deixada por sua própria conta. Se esse aprendizado continuasse um pouco mais, com prática de leitura em voz alta, apresentações de improviso sobre diferentes temas, exposições planejadas de assuntos debatidos na imprensa ou de matérias escolares, todas, sem exceção, desenvolveriam sua habilidade para falar em público. E ninguém mais poderia dizer que falar bem é um dom natural em apenas alguns. Nunca é tarde para continuar e o fato de o aprendizado ter sido interrompido não significa que não possa mais ser retomado. A qualquer época, independentemente da idade, todas as pessoas podem continuar seu desenvolvimento e aprender a falar melhor.

O que terá de aprender é a usar a palavra em situações que talvez não esteja tão acostumado, como na frente de uma platéia. Para ter sucesso nessa empreitada, procure comportar-se diante do público da mesma maneira como age no dia-a-dia. Aí reside o grande erro da maioria das pessoas. Quando usam a palavra em público, começam a agir de forma diferente: a postura fica enrijecida, os gestos são executados de forma mecânica, os olhos mostram um brilho de distanciamento, a voz adquire tom solene, o vocabulário é contaminado por expressões que até então só haviam sido encontradas no dicionário, mas nunca usadas para falar. Como é que alguém pode pretender se sair bem em uma apresentação se assume postura e atitudes distintas das que está acostumado? O resultado soa artificial, transmite insegurança. E depois a pessoa se lamenta de não ter o dom para falar bem...O recado é: encare o público e procure se comportar como se estivesse diante de um grupo de amigos. Quanto mais você puder agir da maneira como se expressa quando está diante de pessoas do seu relacionamento, mais seguro e confiante se sentirá - e muito melhor será a qualidade da sua exposição. As palavras conhecidas, usadas nas suas conversas cotidianas, fluirão espontaneamente, a postura será correta, sem rigidez, os gestos identificarão e enfatizarão as informações importantes e estarão prontos para esclarecer as mensagens que foram apenas subentendidas, e, se olhar para os ouvintes como olha para os seus amigos, dificilmente você se mostrará distante. Faça pequenas adaptações, falar em público nada mais é do que uma conversa animada. Para que a fala tenha essa característica e seja própria para uma apresentação de trabalho, ponha um pouco mais de energia em tudo que fizer. A primeira sugestão é: aumente um pouco o tom de voz, para demonstrar seu envolvimento e interesse pelo assunto. Como você falará mais alto, os gestos e a fisionomia precisarão ser mais expressivos, para que exista harmonia entre os diversos aspectos da comunicação. As pausa ouvintes percebam melhor a importância das informações, tenham condições de refletir sobre elas e aumentem a expectativa sobre o que virá na seqüência.Quanto maior é a platéia, mais energia e disposição você deve usar. Leve tudo para a frente do público - sua presença de espírito, seu bom humor, seu estilo pessoal. Se souber fazer imitações, use essa habilidade de vez em quando; da mesma maneira, se souber cantar, dançar, contar piadas, histórias, casos interessantes, aproveite e explore suas habilidades para surpreender o público e criar empatia. O que estou dizendo não é literatura só para motivar. Faço esse trabalho há mais de 25 anos e me emociono ao constatar que pessoas que chegaram inibidas, desconfiando da própria competência para falar em público, depois de poucas horas, ao aprender a usar o que já possuíam de melhor na sua comunicação, tornaram-se confiantes. Sem mudar, apenas aproveitando o que já haviam desenvolvido durante a vida, superaram suas dificuldades e passaram a ser pessoas mais felizes.Seja você mesmo, use o dom natural que recebeu e tenha muito sucesso (depois me escreva para contar sua experiência)

No começo de minha carreira, ainda como estagiário, dando aulas de graça, tive um instrutor que era uma verdadeira loteria para os alunos. No dia da sua matéria os colegas da turma apostavam uma Coca-Cola e ganhava quem se aproximasse mais do número de nés pronunciados pelo mestre.

Nos dias em que ele estava mais atacado chegava ao exagero de dizer um né a cada frase ou duas. Não é preciso dizer que os alunos concentrados nos nés do professor tinham dificuldade para prestar atenção na matéria. Chegávamos a sair da sala sem ter entendido ao menos o que ele pretendera dizer. Era preciso fazer em casa, depois, uma espécie de curso autodidata lendo livros, como se o assunto fosse inédito.

Citei esse exemplo porque dos primeiros nés não se esquece. Depois encontrei outros “nezistas” contumazes que poderiam se transformar em verdadeiros cassinos para aquela nossa turma de estudantes. E o né, embora seja a maior estrela, é só um dos componentes de uma extensa prole em que se incluem os também conhecidos tá, ok, percebe, entendeu, tá certo e tantos outros. Assim vamos nos ater ao né, mas sabendo que os comentários valem para todos eles. O mais curioso é que a maioria dos que usam o né não tem consciência do que faz.

Estou falando disso, mas sei que não sou perfeito e também cometo meus erros, portanto não queiram de cara já serem pefeitos palestrantes, mas se esforçe para ser cada vez melhor em tudo o que faz. Seguem abaixo algumas dicas para ser um palestrante de sucesso.

Ter consciência é o primeiro passo

Ter consciência de que faz uso do né é o primeiro passo para eliminá-lo. É bom para ficar consciente de tudo se puder gravar sua aula ou palestra e depois assistir ou escutar. Depois de assistir no vídeo uma apresentação de apenas dois minutos a pessoa constatar que pronunciou mais de 10 ou 15 nés, de maneira geral, irá se sentir tão desconfortável com o vício, até então desconhecido para ela, que tenderá a iniciar imediatamente o processo de correção. Em um primeiro momento, como o né é inconsciente, a pessoa sente certa dificuldade em evitá-lo, e fica mesmo revoltada por usá-lo nas suas frases. Com o tempo, entretanto, passa a reduzir a incidência até chegar a um número tolerável de dois ou três em uma apresentação, o que até faz parte da forma natural de se expressar.

Você poderá verificar com facilidade se usa ou não o né na sua comunicação. Quando estiver falando ao telefone use um gravador de áudio comum para gravar sua conversa. Deixe-o ligado o tempo todo para que possa falar com naturalidade, sem se incomodar com ele. Talvez se surpreenda com o resultado e seja um dos candidatos a trabalhar para afastar o né da comunicação.

Não pergunte quando desejar afirmar

A insegurança talvez seja um dos motivos mais fortes para a presença do né. Quando uma pessoa está insegura, imaginando que os ouvintes estão desinteressados, ou não estão valorizando sua mensagem, passam a necessitar de um retorno positivo da platéia, e fala como se estivesse perguntando:

- Estou sendo claro, né?

- Estou falando bem, né?

- Vocês estão entendendo, né?

Ao falar, mesmo que se sinta inseguro, não revele essa fragilidade aos ouvintes. Fale sempre como se estivesse convicto da sua mensagem e se expresse afirmando e não perguntando.
Fique atento, e se perceber que o tom e inflexão da voz no final das frases são de quem faz uma pergunta, mude a maneira de falar e conclua a informação como se estivesse afirmando. A não ser, evidentemente, que o seu objetivo seja mesmo o de perguntar.

Combata esse vício

Empenhe-se no combate a esse vício e fique sempre vigilante, pois se negligenciar, nos momentos em que se sentir mais inseguro e vulnerável o antigo inimigo poderá retornar. O uso de né com freqüência constitui-se em um grave “ruído” na comunicação oral e pode desviar a atenção da mensagem e comprometer seu entendimento. Além desse evidente prejuízo, pode também passar ao ouvinte a imagem de alguém sem convicção e de personalidade frágil.
Portanto, não é só o uso do né em si, mas todo subtexto que ele pode expressar como formação, educação, liderança, domínio da mensagem e outras interpretações feitas até inconscientemente pelos ouvintes.

Para eliminar o vício do né fique atento aos seguintes procedimentos:

Grave sua conversa ao telefone para verificar se utiliza excesso de nés

Procure eliminar o vício gradativamente. Não desanime no princípio, pois como o uso é inconsciente levará um bom tempo até ter domínio e afastá-lo da sua comunicação.

Fique preparado, porque nos primeiros tempos quando pronunciar o né? sentirá certa contrariedade por utilizá-lo sem desejar. Em seguida verificará que o número será reduzido e que seu esforço valerá a pena.

Toda vez que pronunciar o né, se perceber que concluiu a frase como se estivesse perguntando por insegurança, se a circunstância permitir, repita a frase usando o tom e a inflexão de voz de quem afirma.

Lembre-se também de que o né pode ser adequado em certos momentos da comunicação, quando desejamos conscientemente verificar se a mensagem está sendo bem recebida. (Se tiver interesse nesse tema sugiro a leitura da obra “Lingüística e comunicação”, de Roman Jakobson, que discute esse assunto ao tratar da função fática como uma das funções da linguagem).

Ordenar raciocínios

Como é difícil prestar atenção em pessoas que falam sem ordenar o pensamento de maneira correta. Alguns fazem das suas apresentações um verdadeiro samba do crioulo doido. Quando você pensa que vão entrar no assunto, dão marcha à ré, viram os olhos para cima, com aquela expressão de quem está longe no tempo e começam a contar histórias da infância (não da infância deles, mas sim da do avô, quando morava na Itália); mais à frente quando chega a hora de encerrar, desfiam o novelo e voltam a falar o que já haviam transmitido no assunto central, repetindo com detalhes a mesma linha de argumentação, como se fosse a maior novidade do mundo; e, surpresa! - no momento em que seria necessário esclarecer aspectos importantes do assunto, encerram de forma abrupta, dando a impressão de que novos capítulos ainda precisariam ser contados.
 
De maneira geral, as apresentações não possuem seqüência lógica e bem ordenada por falta de planejamento eficiente. E o que é mais interessante nessa história toda é que a ordem usada para planejar uma apresentação deve ser diferente da seqüência da exposição. Não é nada muito complicado e você verá que tudo segue uma lógica fácil de ser percebida.
 
Vamos observar algumas regrinhas que ajudam a planejar bem qualquer tipo de apresentação, desde uma simples conversa até a mais importante conferência.
 
Não comece planejando pelo começo - Muitas vezes quando se desobedece essa regra, a pessoa fica olhando para o monitor, ou uma folha em branca um tempão, sem saber o que escrever, mas isso é normal. Reflita comigo: como é que você poderá saber o que deverá dizer no início se ainda não tem idéia do assunto que irá abordar e dos objetivos que pretende atingir? Na verdade, a introdução deverá ser planejada em último lugar, depois mesmo da conclusão, quando já tiver noção do rumo que a sua mensagem tomará e dos obstáculos e dificuldades que precisará superar durante a exposição. Você só estará em condições de preparar a introdução de maneira apropriada depois que souber quem serão os ouvintes, que conhecimento possuem sobre o tema e se poderão ou não estar resistentes com relação a você ou ao assunto que será tratado.
Portanto, ao planejar a seqüência da sua apresentação concentre-se no tema que irá expor, deixe a introdução e a conclusão para o final.
 
Identifique o assunto - O primeiro passo para planejar bem uma apresentação é identificar qual o assunto que pretende desenvolver. Por incrível que pareça, muitas pessoas apresentam-se diante do público sem saber de forma clara qual o assunto que irão expor. Por exemplo, poderão estar certas de que falarão sobre taxas de juros ou variações cambiais, quando na realidade esses itens eram apenas partes de um tema mais amplo - tendências da economia. Identificado o assunto, organize os argumentos que pretende utilizar - estatísticas, pesquisas, estudos técnicos e científicos, teses, exemplos, comparações, testemunhos. Dica especial - comece a organizar os argumentos selecionando para o início um que seja bom, e na seqüência vá pela ordem crescente, desde o mais frágil até chegar àquele que considere irrefutável. Ponha-se agora no lugar dos ouvintes e procure descobrir que resistências eles poderiam levantar contra os argumentos e prepare-se para defendê-los.
 
Descubra os objetivos - Lembre-se de que você ainda está no assunto central, no primeiro passo do planejamento. Depois de ter identificado o assunto, descubra qual é o objetivo da sua exposição. É dar a solução para um problema? Ou transmitir uma informação atual?
Descobriu? Pronto, você já está em condições de planejar o segundo passo da sua apresentação.
 
Facilite o entendimento dos ouvintes - Não é porque você já sabe qual é a mensagem que irá transmitir que poderá supor que os ouvintes também já saibam. Não só não sabem como de maneira geral precisam ser bem orientados, para que possam compreender o assunto que irão ouvir. Para facilitar o entendimento dos ouvintes conte a eles sobre o que vai falar e esclareça qual o problema que precisa ser solucionado Se for um assunto novo, sobre o qual eles tenham poucas informações, faça um histórico mostrando como os fatos ocorreram ao longo do tempo até chegar ao momento atual. Observe que essas informações só serão possíveis depois de você ter cumprido o primeiro passo do planejamento.
 
Prepare a conclusão e a introdução - Agora sim você poderá planejar como fará a conclusão, levando os ouvintes a refletir ou agir de acordo com a sua mensagem. E finalmente poderá preparar a introdução. Só que já sabendo o caminho que será percorrido e os obstáculos que deverá superar, estará em condições de iniciar a apresentação afastando desde o princípio as resistências dos ouvintes e conquistando a atenção e a simpatia de todos. Pronto, com esse planejamento simples você irá organizar melhor o seu pensamento e ajudará o ouvinte a acompanhar sem esforço o seu raciocínio.
 
Resumo geral para o planejamento de uma apresentação
 
1. Identifique o assunto e os seus objetivos.
 
2. Facilite o entendimento dos ouvintes, contando qual é o assunto que irá expor, o problema que precisa ser solucionado, ou fazendo um retrospecto das informações até chegar ao momento presente.
 
3. Prepare a conclusão.
 
4. Decida-se pela introdução mais apropriada.
 
Depois é só ir para frente da platéia e começar a falar pelo começo. Bom esta é a maneira que tenho mais facilidade, tem gente que planeja de outras maneiras.

Você fala muito rápido?

Sim? Então já deve ter ouvido muita gente aconselhando - Hei, fale mais devagar, para que tanta pressa? Parece que vai tirar o pai da forca! E quem disse que a solução para o seu caso é essa, falar mais devagar? Verifique se você irá se sentir confortável falando mais devagar. Pode ser que falar depressa o ajude a dar fluência ao pensamento e a se expressar de forma mais envolvente, demonstrando interesse pelo que está dizendo.
Se concluir que obtém essas vantagens falando mais depressa, nada de começar a pisar no freio de maneira precipitada, só porque disseram que deveria agir assim. Você precisará apenas se empenhar para tornar essa característica um estilo positivo de comunicação. Veja o que pode ser feito para melhorar e continuar na sua:

Melhore a dicção - A primeira regrinha para quem fala rápido é aprimorar cada vez mais a dicção. Pronunciando bem as palavras, mesmo falando mais rápido, as pessoas compreenderão sua mensagem. Para pronunciar melhor as palavras faça leitura de textos de jornais e revistas em voz alta, com algum obstáculo na boca, como o dedo indicador (a mesma atitude de alguém que morde o dedo quando está com raiva, só que sem a mesma força, de leve), ou um pedaço de rolha. Cinco minutinhos por dia serão suficientes. Você exercitará os músculos labiais, aprenderá a ouvir o som da própria voz e desenvolverá o reflexo condicionado para pronunciar bem as palavras naturalmente, sem precisar prestar atenção em como está produzindo o som. Se julgar que seu problema de dicção é mais grave, procure um fonoaudiólogo para que ele faça uma avaliação e o oriente sobre o procedimento mais adequado.

Faça pausas - Outro cuidado que alguém que fala rápido precisa ter é o de fazer pausa ao concluir uma frase, ou informação importante. Embora o recurso da pausa deva ser usado por todas as pessoas, independentemente da sua característica, no caso de quem fala rápido o cuidado precisa ser redobrado, pois além de valorizar a mensagem que acabou de transmitir, estará dando oportunidade para que os ouvintes reflitam sobre ela. E mais, a pausa usada de maneira apropriada ajuda a criar maior expectativa sobre as informações que virão a seguir.

Repita as informações importantes - Quem fala depressa corre o risco de jogar tudo dentro do mesmo saco, impedindo que os ouvintes, em meio àquele turbilhão, percebam quais as informações importantes. Desenvolva o hábito de repetir as informações importantes para dar mais uma chance de as pessoas entenderem o que foi transmitido. Procure fazer a repetição com palavras diferentes para que a exposição não se torne desinteressante.

Você já percebeu que não precisará mudar. Poderá continuar falando rápido e com esses recursos estará transformando sua característica em um estilo agradável e eficiente.

Você fala muito devagar?

Sim? Então também não foi poupado pelas críticas - e aí vagareza, vai continuar nessa marcha lenta? Fale mais depressa.E quem foi o gênio que afirmou que essa mudança o beneficiaria? Se falar devagar o ajuda a esquematizar melhor o pensamento, a planejar de forma mais apropriada a seqüência da fala e a considerar com mais precisão a maneira de refutar as possíveis objeções que encontrará pela frente, fique na sua, não mude. Apenas aprenda a usar os recursos mais eficientes para tornar a fala mais lenta em um estilo positivo e passar a explorá-lo a seu favor. Aqui vão algumas dicas para atingir esse objetivo:

Continue olhando para os ouvintes - Durante as pausas procure continuar olhando para os ouvintes, para não deixar que se rompa aquele fio invisível que prende você a eles. Mantenha o contato visual com todas as pessoas para que possa analisar a reação que estão tendo diante das suas mensagens e se sintam prestigiadas e interessadas em seguir seu raciocínio.

Volte a falar com ênfase - Após os momentos de pausas mais prolongadas inicie a frase seguinte falando com mais ênfase, energia e disposição, demonstrando por esse comportamento que nos instantes de silêncio estava fazendo opção pelas melhores idéias, e que não deixou de usar palavras porque tivessem desaparecido da mente.

Fique em silêncio, mesmo - Quem fala mais devagar acaba desenvolvendo o hábito de preencher as pausas com os irritantes hããã, ééé, iii. O problema surge porque mesmo falando mais devagar não significa que o pensamento seja lento também, ao contrário, em pessoas com essa característica o raciocínio está sempre muito à frente na exposição, planejando o que dizer na seqüência. Por ser o pensamento rápido e as palavras não aparecerem com a mesma velocidade os ruídos funcionam como espécie de aviso aos ouvintes de que já sabe o que vai dizer, mas que as palavras ainda não surgiram. Tenha paciência, aguarde a palavra com calma e fique em silêncio absoluto nas pausas - o resultado será muito mais positivo.

Alterne o volume da voz e, se for possível, de vez em quando a velocidade - A tendência de quem fala mais devagar é tornar a exposição monótona. E é por esse motivo que geralmente a maneira lenta de falar é criticada. Por isso, procure alternar o volume da voz, falando às vezes mais alto e em outros momentos mais baixo. Se for possível, sem que esse esforço o pressione de alguma maneira, alterne de vez em quando também a velocidade, isto é, você continua falando devagar, mas em determinados momentos dá uma aceleradinha, para produzir assim um ritmo mais agradável à exposição.

A naturalidade - a melhor regra da boa comunicação

Se você cometer alguns erros técnicos durante uma apresentação em público, mas comportar-se de maneira natural e espontânea, tenha certeza de que os ouvintes ainda poderão acreditar nas suas palavras e aceitar bem a mensagem.

Se usar técnicas de comunicação, mas apresentar-se de forma artificial, a platéia poderá duvidar das suas intenções.

A técnica será útil quando preservar suas características e respeitar seu estilo de comunicação.

Apresentando-se com naturalidade, irá se sentir seguro e e confiante, e suas apresentações serão mais eficientes.

Não confie sempre na memória - leve um roteiro como apoio

Algumas pessoas memorizam suas apresentações palavra por palavra, imaginando que assim se sentirão mais confiantes. A experiência demonstra que, de maneira geral, o resultado acaba sendo muito diferente. Se você se esquecer de uma palavra importante na ligação de duas idéias, talvez se sinta desestabilizado e inseguro para continuar. O pior é que, ao decorar uma apresentação, você poderá não se preparar psicologicamente para falar de improviso e, ao não encontrar a informação de que necessita, ficará sem saber como contornar o problema.

Use um roteiro com as principais etapas da exposição e frases que contenham idéias completas. Assim, diante da platéia, leia a frase e a seguir comente a informação, ampliando, criticando, comparando, discutindo, até que essa parte da mensagem se esgote. Depois, leia a próxima frase e faça outros comentários apropriados à nova informação, estabeleça outras comparações, introduza observações diferentes, até concluir essa etapa do raciocínio. Aja assim até encerrar a apresentação.

Uma grande vantagem desse recurso é que você se sentirá seguro por ter um roteiro com toda a seqüência da apresentação, ao mesmo tempo e que terá a liberdade para desenvolver o raciocínio diante do público.

Se a sua apresentação for mais simples, poderá recorrer a um cartão de notas, uma cartolina mais ou menos do tamanho da palma da mão, que deverá conter as palavras-chave, números, datas, cifras e todas as outras informações que possam mostrar a seqüência das idéias.

Com esse recurso você bate os olhos nas palavras que estão no cartão e vai se certificando de que a seqüência planejada está sendo seguida.

Use uma linguagem correta

Uma escorregadinha na gramática aqui, outra ali, talvez não chegue a prejudicar sua apresentação. Afinal, quem nunca comete erros gramaticais que atire a primeira pedra. Entretanto, alguns erros grosseiros poderão prejudicar a sua imagem e a da instituição que estiver representando.

Tenho relacionado alguns erros comuns cometidos até por aqueles que ocupam posições hierárquicas importantes e sinto que as platéias que os ouvem duvidam da formação e da competência de quem os comete. Os mais graves são: "fazem tantos anos", "menas", "a nível de", "somos em seis", "meia tola", entre outros.

Mesmo que você tenha uma boa formação intelectual, sempre valerá a pena fazer uma revisão gramatical, principalmente quanto à conjugação verbal e às concordâncias.

Saiba quem são os ouvintes

Se você fizer a mesma apresentação diante de platéias diferentes, talvez até possa ter sucesso, mas por acaso, porque a previsão é de que não atinja os objetivos pretendidos.

Cada público possui características e expectativas próprias, que precisam ser consideradas em uma apresentação.

Procure saber qual é o nível intelectual das pessoas, até que ponto conhecem o assunto e a faixa etária predominante dos ouvintes. Assim poderá se preparar de maneira mais conveniente e com maiores chances de se apresentar bem.

Tenha uma postura correta

Evite os excessos, inclusive das regras que orientam sobre postura. Alguns, com o intuito de corrigir erros, partem para os extremos e condenam até atitudes que, em determinadas circunstâncias, são naturais e corretas.

Assim, cuidado com o "não faça", "não pode", "está errado" e outras afirmações semelhantes. Prefira seguir sugestões que dizem "evite", " é desaconselhável", "não é recomendável" e outras que se pareçam com essas.

Portanto, evite apoiar-se apenas sobre uma das pernas e procure não deixá-las muito abertas ou fechadas. É importante que se movimente diante dos ouvintes para que realimentem a atenção, mas esteja certo de que o movimento tem algum objetivo, como, por exemplo, destacar uma informação, reconquistar parcela do auditório que está desatenta, etc. Caso contrário, é preferível que fique parado.

Cuidado com a falta de gestos, mas seja mais cauteloso ainda com o excesso de gesticulação.

Procure falar olhando para todas as pessoas da platéia, girando o tronco e a cabeça com calma, ora para a esquerda, ora para a direita, para valorizar e prestigiar a presença dos ouvintes, saber como se comportam diante da exposição e dar maleabilidade ao corpo, proporcionando, assim, uma postura mais natural.

O semblante é um dos aspectos mais importantes da expressão corporal, por isso dê atenção especial a ele. Verifique se ele está expressivo e coerente com o sentimento transmitido pelas palavras. Por exemplo, não demonstre tristeza quando falar em alegria.

Evite falar com as mãos nos bolsos, com os braços cruzados ou nas costas. Também não é recomendável ficar esfregando as mãos, principalmente no início, para não passar a idéia de que está inseguro ou hesitante.

Seja bem-humorado

Nenhum estudo comprovou que o bom humor consegue convencer ou persuadir os ouvintes. Se isso ocorresse, os humoristas seriam sempre irresistíveis. Entretanto, é óbvio que um orador bem-humorado e animado consegue manter a atenção dos ouvintes com mais facilidade.

Se o assunto permitir e o ambiente for favorável, use sua presença de espírito para tornar a apresentação mais leve, descontraída e interessante.

Cuidado, entretanto, para não exagerar, pois o orador que fica o tempo todo fazendo gracinhas pode perder a credibilidade.

Prepare-se para falar

Assim como você não iria para a guerra municiado apenas com balas suficientes para acertar o número exato de inimigos entrincheirados, também para falar não deverá se abastecer com conteúdo que atenda apenas ao tempo determinado para a apresentação. Saiba o máximo que puder sobre a matéria que irá expor, isto é, se tiver de falar 15 minutos, saiba o suficiente para discorrer pelo menos 30 minutos.

Não se contente apenas em se preparar sobre o conteúdo, treine também a forma de exposição. Faça exercícios falando sozinho na frente do espelho, ou se tiver condições, diante de uma câmera de vídeo. Atenção para essa dica - embora esse treinamento sugerido dê fluência e ritmo à apresentação, de maneira geral, não dá naturalidade. Para que a fala atinja bom nível de espontaneidade fale com pessoas. Reúna um grupo de amigos, familiares colegas de trabalho ou de classe, e converse bastante sobre o assunto que irá expor.

Acredite, se conseguir falar de maneira semelhante na frente da platéia, será um sucesso.

Use recursos audiovisuais

Esse estudo é impressionante - se apresentar a mensagem apenas verbalmente, depois de três dias os ouvintes irão se lembrar de 10% do que falou. Se, entretanto, expuser o assunto verbalmente, mas com auxílio de um recurso visual, depois do mesmo período, as pessoas se lembrarão de 65% do que foi transmitido. Mais uma vez, tome cuidado com os excessos. Nada de PowerPoint acompanhado de brecadinhas de carro, barulhinhos de máquina de escrever e outros ruídos que deixaram de ser novidade há muito tempo e por isso podem vulgarizar a apresentação.

Um bom visual deverá atender a três grandes objetivos: destacar as informações importantes, facilitar o acompanhamento do raciocínio e fazer com que os ouvintes se lembrem das informações por tempo mais prolongado. Portanto, não use o visual como "colinha", só porque é bonito, para impressionar, ou porque todo mundo usa. Observe sempre se o seu uso é mesmo necessário.

Faça visuais com letras de um tamanho que todos possam ler, projete apenas a essência da mensagem em poucas palavras. apresente números em forma de gráficos, Use cores contrastantes, mas sem excesso.

Posicione o aparelho de projeção e a tela em local que possibilite a visualização da platéia e facilite sua movimentação.

Evite excesso de aparelhos. Quanto mais aparelhos e mais botões, maiores as chances de aparecerem problemas.

Fale com emoção

Fale sempre com energia, entusiasmo, emoção. Se nós não demonstrarmos interesse e envolvimento pelo assunto que estamos abordando, como é que poderemos pretender que os ouvintes se interessem pela mensagem?

A emoção do orador tem influência determinante no processo de conquista dos ouvintes.

As longas conversas foram substituídas pela objetividade

2Estamos falando em maquininhas nas agências, mas, se o cliente preferir - e prefere cada vez mais -, nem precisa sair de casa para pagar contas, fazer transferências, aplicar ou desaplicar. Tudo pode ser feito em casa, pelo computador ou pelo telefone. E telefone que não será atendido por ninguém, e sim por uma gravação - se desejar saber o saldo, tecle 01; se desejar aplicar, tecle 2, e como última opção, se desejar falar com um de nossos atendentes, que, lógico, não é o gerente, tecle o trocentos.
Não é crítica não, só estou constatando uma realidade que há algum tempo estamos vivenciando. Esse fenômeno não ocorreu apenas com os bancos e seus gerentes, mas com quase todas as organizações e seus diretores, gerentes e demais funcionários. Exemplifiquei com essa atividade porque todos têm acesso a ela e puderam acompanhar.
É muito importante saber como ocorreu essa transformação nas atividades profissionais, provocada pela presença avassaladora da tecnologia, e sua conseqüência na forma de as pessoas se comunicarem, para compreendermos por que hoje devemos ser mais objetivos.
Hoje, o gerente de banco, ou o que sobrou dele, e todos os profissionais das mais diferentes atividades precisam falar com objetividade, pois são poucos aqueles que têm condições para conversar por tempo prolongado.
 
Um exemplo de outra atividade que passou a exigir fala mais objetiva
 
3Um exemplo para isto são as chatisses do político, que geralmente se julga bom comunicador, por ter postura elegante, gesticulação harmoniosa, voz bonita, semblante expressivo e credibilidade. Mas apresenta um grave defeito: não tem um pingo de objetividade. Quando fala, não consegue ir direto ao ponto. Veja debates e perceberá que na maioria das vezes é assim.
Ora, se alguém que milita na política há tantos anos e, para se preparar, como candidato a candidato à presidência da república, se submete, humildemente, a um treinamento para aprender a falar com mais objetividade, podemos deduzir como essa qualidade é importante também para todas as outras profissões.

 

O que significa e como falar com objetividade

Ao contrário do que alguns imaginam, falar com objetividade não significa apenas falar pouco. De maneira geral, quem fala com objetividade e tem capacidade de síntese, fala pouco, mas não necessariamente. O conceito de objetividade precisa ser analisado, além do tempo consumido na apresentação, também com relação ao conteúdo e à sua finalidade.
De nada adiantaria falar pouco tempo se não conseguisse passar as informações que precisa, ou sem ter ainda persuadido os ouvintes. Entretanto, falar mais, depois de ter completado a mensagem e persuadido os ouvintes, constitui erro de comunicação que precisa ser combatido.  Um exemplo de objetividade será o que farei aqui agora. Segue abaixo todo o conteúdo citado, mas de uma forma bem mais resumida e objetiva.

Síntese Geral

Seja você mesmo. Nenhuma técnica é mais importante que a sua naturalidade.

Pronuncie bem as palavras - sem exagero.

Fale com boa intensidade - nem alto nem baixo demais - sempre de acordo com o ambiente.

Fale com boa velocidade - nem rápido nem lento demais.

Fale com bom ritmo, alternando a altura e a velocidade da fala para manter aceso o interesse dos ouvintes.

Tenha um vocabulário adequado ao público.

Cuide da gramática, pois um erro nessa área poderá comprometer a apresentação.

Tenha postura física correta.

Dê à sua fala início, meio e fim.

Fale com emoção - demonstre interesse e envolvimento pelo assunto.

Se você fala rápido demais, repita as mensagens mais importantes usando outras palavras, quem não entendeu da primeira vez entenderá da segunda.

Se fala devagar, não desvie o olhar da platéia nos instantes de pausas mais prolongadas. Após o intervalo, volte a falar com mais ênfase.

Cuidado com os grunhidos "né", e "tá". Além de horríveis, demonstram insegurança.

Nunca, jamais, em hipótese alguma decore a palestra. Faça um roteiro: conte o problema, apresente a solução e, por fim, demonstre sua esperança no apoio dos diretores ao projeto.

Nada de tecnofobia. Mostre quanto você está antenado com as tecnologias e vá direto ao computador. Com o sistema datashow, você dá um clique cada vez que quer mudar a página. E se o computador pifar? Leve umas cartolinas com as principais informações da palestra.Esteja sempre pronto para enfrentar o pior.

Cuidado com a postura. Não fale com as mãos nas costas, mantenha o paletó abotoado e olhe para todas as pessoas da platéia alternadamente. Há dois erros que as pessoas costumam cometer numa apresentação: falta de gestos ou excesso de gestos. Use-os, mas com moderação.

Seja bem-humurado, mas evite as piadas ao menos que seja bom para contá-las e controlar sua platéia. O risco de ninguém achar graça é grande e aí, meu chapa, vai ser difícil segurar a apresentação numa boa. Deixe a piada para o final, se for o caso.

Saiba exatamente o que vai dizer no início, quase palavra por palavra, pois neste momento estará ocorrendo maior liberação da adrenalina.

Leve sempre um roteiro escrito com os principais passos de apresentação, mesmo que não precise dele. É só para dar mais segurança.

Se tiver que ler algum discurso ou mensagem, imprima o texto em um cartão grosso ou cole a folha de papel numa cartolina, assim, se as suas mãos tremerem um pouco o público não perceberá e você ficará mais tranqüilo.

Ao chegar diante do público não tenha pressa para começar. Respire o mais tranqüilo que puder, acerte devagar a altura do microfone (sem demonstrar que age assim de propósito), olhe para todos os lados da platéia e comece a falar mais lentamente e com volume de voz mais baixo. Assim, não demonstrará a instabilidade emocional para o público.

No início, quando o desconforto de ficar na frente do público é maior, se houver uma mesa diretora, cumprimente cada um dos componentes com calma. Desta forma, ganhará tempo para superar os momentos iniciais tão difíceis. Se entre os componentes da mesa estiver um conhecido aproveite também para fazer algum comentário pessoal.

Antes de falar, quando já estiver no ambiente, não fique pensando no que vai dizer, preste atenção no que as outras pessoas estão fazendo e tente se distrair um pouco.

Antes da apresentação evite conversar com pessoas que o aborreçam, prefira falar com gente mais simpática.

Antes de fazer sua apresentação, reuna os colegas de trabalho ou pessoas próximas e treine várias vezes. Lembre-se de exercitar respostas para possíveis perguntas ou objeções, com este cuidado não se surpreenderá diante do público.

Se der o branco, não se desespere. Repita a última frase para tentar lembrar a seqüência. Se este recurso falhar, diga aos ouvintes que mais a frente voltará ao assunto. Se ainda assim não se lembrar, provavelmente ninguém irá cobrar por isso.

Todas essas recomendações ajudam no momento de falar, mas nada substitui uma consistente preparação. Use sempre todo o tempo de que dispõe.

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Não esqueça de conferir a seção de dicas, que mostra como preparar palestras, como montar menus de DVDs entre outras coisas que geralmente não se aprende nos cursos.

 

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