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Platéias atentas a novos conhecimentos nos cursos sobre vinhos ministrados pelos enólogos das vinícolas

A hora e a vez dos tintos jovens 

Universo dos Vinhos – Bourbon Shopping Country
Por Antonio Barañano / TeleNews Shopping

Agora, todos os anos no mês de Julho e princípio de Agosto, os apreciadores de vinhos têm um encontro marcado com um dos mais interessantes eventos do setor que se realiza no Bourbon Shopping Country. A realização da segunda edição do Universo dos Vinhos reafirma uma realidade: o gaúcho é o povo que mais toma vinhos no Brasil.

Nesta segunda edição do Universo dos Vinhos, os tintos chamaram a atenção pela sua jovialidade. Enquanto os brancos devem ser consumidos o mais cedo possível (não devendo exceder aos três anos de sua fabricação), tradicionalmente os tintos devem ser consumidos, em média, a partir dos quatro anos.

Então, como explicar o consumo de vinhos tintos feitos na safra anterior? Clóvis Boscato, enólogo e um dos diretores da Vinícola Boscato, de Flores da Cunha, diz que o elevado custo financeiro da manutenção de estoques por muito tempo, levou a indústria a encontrar uma solução tecnológica.

"Desde que as uvas estejam em condições de uso, ou seja, amadurecidas, é possível se fazer um bom tinto para consumo imediato". Através de moderna tecnologia é feita a micro-oxigenação do vinho e a polimerização dos taninos, obtendo-se o amaciamento deles. Esses métodos acontecem naturalmente quando o vinho é depositado em barris de carvalho, mas o processo é demorado.


Andrés Toscanini

O enólogo Andrés Toscanini, que também defende a produção de tintos jovens, disse que originalmente o vinho não era armazenado em barris na França. Foi quando Napoleão ordenou carregamentos de vinho para suas tropas, que se percebeu que a bebida transportada em barris de madeira melhorava de qualidade.

Mas, só recentemente os pesquisadores descobriram que o barril de carvalho tem microporos que absorvem oxigênio, sem oxidar o vinho, melhorando suas condições.

A Toscanini é uma das mais tradicionais vinícolas do Uruguai, – foi fundada em 1908 – e chega a Porto Alegre vendendo com exclusividade na rede Zaffari/Bourbon.

Andrés comparou os produtores uruguaios aos produtores franceses. "Pois são todos pequenos produtores que primam pela qualidade". Fez uma comparação com a Argentina onde a produção é muito maior em volume de forma que apenas duas vinícolas argentinas produzem mais do que toda a produção uruguaia.

Ressaltou que as regiões de clima quente o ano inteiro não produzem bons vinhos. "O frio se faz necessário para a revitalização dos parreirais. No inverno a videira adormece, as folhas murcham e devolvem ao caule o que sobrou de seiva. Quando chega a primavera, com a floração, as folhas reaproveitam aquela reserva de nutrientes juntamente com a nova seiva, originando uvas ideais para vinhos".

A Vinícola Salton compareceu ao Universo dos Vinhos expondo orgulhosamente "Salton Séries" uma coleção de quatro vinhos tintos: Malbec, Teroldego (de mudas importadas da Itália); Cabernet Franc e Carmeneli (uva que todos já davam como extinta na Itália e que foi redescoberta depois de 35 anos no Chile de onde foi trazida para Bento Gonçalves).

Mas seu grande carro-chefe do momento é, sem dúvida, o Talento que nos dois últimos anos foi apontado pelos principais sommeliers como o melhor vinho brasileiro, concorrendo com similares que custavam entre R$ 200,00 e R$ 300,00 a garrafa ( o Talento custa apenas R$ 67,00). Segundo Marcelo Salton, da área de vendas para Porto Alegre, os jurados além de estarem com os olhos vendados, provam o vinho sem saber a marca que estão tomando. Ao participar de um concurso internacional, o mesmo vinho ficou entre os 12 principais vinhos da América Latina. A respeitada sommelier inglesa Jahsen Robson não poupou elogios ao Talento e disse que ele "é um vinho com grande futuro".

Para fazer companhia ao Talento, a Salton lançará até o final do ano o vinho Desejo, que já está sendo chamado de super Merlot. Desde que decidiu entrar no segmento de vinhos a Salton só tem feito lançar um sucesso atrás do outro. Além de plantar uvas em Bento Gonçalves, a empresa também desenvolve o plantio de vinhedos na região de Bagé através de parcerias com as cooperativas produtoras de frutas da região.

Vinícolas promoveram degustação, com destaque para os vinhos jovens

O vinho limpa as nossas artérias e combate os radicais livres

"Deixa de tomar água; toma um pouco de vinho para o bem de teu estômago e de tuas enfermidades". O conselho foi dado por São Paulo aos seus seguidores. Consta que, no Brasil, Alfredo Gudin, ex-ministro da fazenda e um dos mais respeitados economistas, alcançou os 100 anos de idade só bebendo vinho – não tomava água.

Há milhares de anos bebe-se vinho, não apenas por prazer, mas também em reconhecimento às suas virtudes medicinais. Centenas de estudos científicos atestam verdades científicas, transmitidas de geração em geração.

O epidemiologista Curtis Ellinson, da Faculdade de Medicina da Universidade de Boston (EUA), comprovou através de pesquisas que o hábito de beber vinho moderadamente, um copo a cada refeição, dá uma proteção extra contra os ataques cardíacos.

Uma substância conhecida como resveratrol, encontrada na casca das uvas e em maior quantidade nos vinhos tintos, tem o efeito de diminuir as taxas do LDC, colesterol de baixa densidade, um dos responsáveis pelas placas de gorduras que aderem às artérias, obstruindo a passagem do sangue.

Pesquisadores da Universidade de Davis, Califórnia (EUA), garantem que o resveratrol também provoca um aumento de HDC, colesterol de alta densidade. O HDC é uma lipoproteína com capacidade de se unir às gorduras, carregando-as para fora das paredes dos vasos.

Essas pesquisas elucidaram um enigma que sempre intrigou os médicos americanos: como os franceses, donos de uma culinária rica em molhos à base de manteiga, queijos gordos e patês, além de tudo fumantes e pouco adeptos às atividades físicas, conseguem ter menos problemas cardíacos que os americanos?

Estudos realizados em duas regiões francesas, Toulouse e Bordeaux, revelaram que as mortes por problemas cardiovasculares têm um índice baixo, cerca de 78 para cada 100 mil pessoas, contra 183 em 100 mil casos, nos Estados Unidos. Os pesquisadores concluíram também que o vinho, tomado lentamente às refeições, tem função anticoagulante, pois diminui a atividade das plaquetas, elementos do sangue que entram na formação dos coágulos.

Foi comprovado igualmente que certas substâncias como os taninos e os flavonóides, estes últimos presentes nos pigmentos que dão cor à casca da uva, têm ação bactericida.

Mais uma: o vinho é um antioxidante de primeira, combatendo os radicais livres, graças à quercitina, substância encontrada nos vinhos tintos pelo pesquisador Terrance Leighton, da Califórnia (EUA). Radicais livres são partículas de moléculas que possuem elétrons solitários em suas órbitas, acusados como responsáveis pelo processo de envelhecimento e mais uma série de problemas, como a arteriosclerose e o câncer.

O espumante – considerado o mais sublime dos vinhos – é um excelente aperitivo. Melhor do que uma dose de uísque que tem quatro vezes mais teor alcoólico. "O álcool do espumante aumenta a produção de sucos gástricos estimulando o apetite. E o gás carbônico presente na bebida auxilia na digestão", ensina o gastroenterologista Manuel Martins das Neves, professor da Escola Paulista de Medicina.

LIMITES – Mas atenção. Nenhum tipo de bebida é bom para quem tem úlceras ou problemas no fígado ou pâncreas. Quanto maior o volume de álcool, maior a lesão.

Uma pesquisa realizada com meio copo (100 ml) de cada bebida constatou o seguinte: 34 gramas de etanol nos destilados como o uísque, gim ou aguardente; 8 a 10 gramas nos vinhos e 4 gramas na cerveja. (Revista SAÚDE)


Vinho combina com alegria e a boa música das regiões italianas de produção de uvas

 

As imagens de uma grande festa

O Universo dos Vinhos 2006 aconteceu no estacionamento coberto do Bourbon Shopping Country.

Durante quase 45 dias, vinhos da melhor qualidade jorraram das garrafas no Bourbon Shopping Country. Degustação de queijos, copas, salames, presuntos, pães, patês importados, azeitonas, sopas e sucos complementaram a festa chamada Universo dos Vinhos 2006. Em muitas ocasiões tudo isso acompanhado da melhor música dos nossos valores locais.

 

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Recorde o Universo dos Vinhos de 2005

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