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         Economia:

Ciência social que estuda os processos de produção, distribuição, comercialização e consumo de bens e serviços. Os economistas estudam a forma dos indivíduos, os diferentes colectivos, as empresas de negócios e os governos alcançarem seus objectivos no campo económico. Seu estudo pode ser dividido em dois grandes campos: a macroeconomia, teoria dos preços, e a macroeconomia.

2 HISTÓRIA DO PENSAMENTO ECONÔMICO

Escola clássica de economia Thomas Malthus, David Ricardo e John Stuart Mill formam, ao lado de Adam Smith, a denominada escola clássica de economia. Os quatro acreditavam na propriedade privada, no livre mercado e na livre concorrência. Malthus, Ricardo e Mill, entretanto, encorajavam a regulamentação governamental da economia em certos casos. Thomas Malthus Malthus defendeu uma teoria pessimista da economia, centrada na escassez de recursos e no crescimento da população. Malthus acreditava que a população humana cresce em progressão geométrica (1,2,4,8,...) enquanto os recursos, sobretudo os agrícolas, crescem somente em progressão aritmética (1,2,3,4,...); portanto, com o passar do tempo, a escassez de alimentos levará a maioria da população à fome. Defendeu uma limitação moral, sugerindo que as pessoas se casassem tarde e formassem famílias pequenas. Malthus também reconheceu o papel das pragas, guerras e epidemias na contenção da superpopulação. Devido a essas idéias, a economia adquiriu o nome de "a ciência lúgubre".


John Stuart Mill Em seu ensaio de 1859 intitulado Sobre a liberdade, o economista e filósofo inglês John Stuart Mill afirmava que todos os membros da sociedade devem ter liberdade, sobretudo a liberdade para expressar suas opiniões. Mill defendia a intervenção do Governo nos negócios para proteger as crianças e os trabalhadores, com a cobrança de impostos sobre heranças para assegurar o bem-estar dos membros menos afortunados da sociedade.Rex Features, Ltd.

As questões econômicas têm preocupado muitos intelectuais ao longo dos séculos. Na antiga Grécia, Aristóteles e Platão dissertaram sobre os problemas relativos à riqueza, à propriedade e ao comércio. Durante a Idade Média, predominaram as idéias da Igreja Católica Apostólica Romana e foi imposto o direito canônico, que condenava a usura (contrato de empréstimo com pagamento de juros) e considerava o comércio uma atividade inferior à agricultura.

… A oferta cria sua própria demanda, limitada pela quantidade de mão de obra…

Como ciência moderna independente da filosofia e da política, destaca-se a publicação da obra An Inquiry into the Nature and Causes of the Wealth of Nations (1776; Uma investigação sobre a natureza e as causas da riqueza das nações), do filósofo e economista escocês Adam Smith. O mercantilismo e as especulações dos fisiocratas precederam a economia clássica. Essa parte dos escritos de Smith é desenvolvida na obra dos economistas do século XIX, como Thomas Robert Malthus e David Ricardo, e culmina com a síntese de John Stuart Mill. Estes aceitaram a lei de Say sobre os mercados, fundada pelo economista Jean Baptiste Say. Nela, o autor sustenta que o risco de um desemprego maciço em uma economia competitiva é desprezível, porque a oferta cria sua própria demanda, limitada pela quantidade de mão-de-obra e os recursos naturais disponíveis para produzir, não podendo, portanto, haver nem superprodução nem desemprego. Cada aumento da produção aumenta os salários e as demais receitas necessárias para a compra dessa quantidade adicional produzida.

A oposição à escola do pensamento clássico veio dos primeiros autores socialistas do século XIX, como Claude Henri de Rouvroy, conde de Saint-Simon, e do utópico Robert Owen. Porém, foi Karl Marx o autor das teorias econômicas socialistas mais importantes.

Na década de 1870, aparece a escola neoclássica, que introduz na teoria clássica as novas produções do pensamento econômico, principalmente os marginalistas, como William Stanley Jevons, Léon Walras e Karl Menger. O economista Alfred Marshall, em sua obra-prima, Principles of Economics (1890; Princípios de economia), explicava a demanda a partir do princípio da utilidade marginal e a oferta, a partir do custo marginal (custo de produção da última unidade).

John Maynard Keynes, defensor da economia neoclássica até a década de 1930, analisou a Grande Depressão em sua obra The General Theory of Employment, Interest and Money (1936; Teoria geral do emprego, do juro e da moeda), em que formulou as bases da teoria que, mais tarde, seria chamada de keynesiana ou keynesianismo.

Tanto a teoria neoclássica dos preços como a teoria keynesiana da receita têm sido desenvolvidas de forma analítica por matemáticos, utilizando técnicas de cálculo, álgebra linear e outras sofisticadas técnicas da análise quantitativa. Na especialidade denominada econometria, a ciência econômica se une com a matemática e a estatística.

3 SISTEMAS ECONÔMICOS

Em toda comunidade organizada, mesclam-se, em maior ou menor medida, os mercados e a actividade dos governos. O grau de concorrência dos mercados é variado, indo do monopólio, em que apenas uma empresa opera, à economia de livre mercado, que apresenta uma verdadeira concorrência, com várias empresas operando. O mesmo ocorre quanto à intervenção pública, que engloba desde uma intervenção mínima em impostos, crédito, contratos e subsídios até o controle dos salários e os preços dos sistemas de economia centralizada que imperam nos países comunistas. Entretanto, em ambos os sistemas ocorrem divergências: no primeiro, existem somente monopólios estatais, sobretudo nas linhas aéreas e na malha ferroviária; no segundo, somente concessões à empresa privada.

As principais diferenças entre a organização económica centralizada e a capitalista reside em quem é o proprietário das fábricas, fazendas e outras empresas, assim como os diferentes pontos de vista sobre a distribuição da renda ou a forma de estabelecer os preços. Em quase todos os países capitalistas, uma parte importante do produto nacional bruto (PNB) é produzida pelas empresas privadas, pelos agricultores e pelas instituições não governamentais, como universidades e hospitais particulares, cooperativas e fundações. Os problemas mais importantes enfrentados pelo capitalismo são o desemprego, a inflação e as injustas desigualdades económicas. Os problemas mais graves das economias centralizadas são o subemprego, o maciço emprego informal, o racionamento, a burocracia e a escassez de bens de consumo.

Em uma situação intermediária entre a economia centralizada e a economia de livre mercado, encontram-se os países social-democratas ou liberal-socialistas. A actividade económica recai, em sua maior parte, sobre o sector privado, mas o sector público regula essa actividade, intervindo para proteger os trabalhadores e redistribuir a renda. É a chamada economia mista.

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