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         Ciências:

Termo que, em seu sentido mais amplo, é empregado para referir-se ao conhecimento sistematizado em qualquer campo, mas que costuma ser aplicado sobretudo à organização da experiência sensorial objectivamente verificável. A busca do conhecimento nesse contexto é conhecida como “ciência pura”, para distingui-la da “ciência aplicada” — a busca de usos práticos do conhecimento científico — e da tecnologia, por meio da qual se levam a cabo as aplicações.

Essencialmente, os métodos e os resultados científicos modernos apareceram no século XVII. Aos métodos antigos de indução e dedução, Galileu reuniu a verificação sistemática, por meio de experimentos planejados, nos quais empregou instrumentos científicos de invenção então recente, como o telescópio, o microscópio e o termómetro.

2 CAMPOS DA CIÊNCIA

Originalmente, o conhecimento da natureza era, em grande medida, a observação e a inter-relação de todas as experiências, sem estabelecer divisões. Os eruditos pitagóricos só distinguiam quatro ciências: aritmética, geometria, música e astronomia. Na época de Aristóteles, porém, já se reconheciam outros campos: mecânica, óptica, física, meteorologia, zoologia e botânica. A química permaneceu fora da corrente principal da ciência até a época de Robert Boyle, no século XVII, e a geologia só alcançou a categoria de ciência no século XVIII. Então, o estudo do calor, do magnetismo e da electricidade tinha se convertido numa parte da física. Durante o século XIX, os cientistas reconheceram que as matemáticas puras se distinguiam das outras ciências por serem uma lógica de relações cuja estrutura não depende das leis da natureza. No entanto, sua aplicação à elaboração de teorias científicas tem feito com que se siga classificando-as como ciência.

As ciências naturais puras costumam ser divididas em ciências físicas e químicas, ciências da vida e da Terra. Os principais ramos do primeiro grupo são a física, a astronomia e a química, que, por sua vez, podem ser subdivididas em campos como a mecânica ou a cosmologia. Entre as ciências da vida, encontram-se a botânica e a zoologia; algumas subdivisões dessas ciências são a fisiologia, a anatomia e a microbiologia. A geologia é um ramo das ciências da Terra.

Contudo, todas as classificações das ciências puras são arbitrárias. Nas formulações de leis científicas gerais, reconhecem-se vínculos que relacionam as ciências entre si. Assim, têm surgido várias ciências interdisciplinares, como a bioquímica, a biofísica, as biomatemáticas e a bioengenharia, nas quais se explicam os processos vitais a partir de princípios físico-químicos.

As ciências aplicadas incluem campos como a aeronáutica, a electrónica, a engenharia e a metalurgia — ciências físicas aplicadas — ou a agronomia e a medicina — ciências biológicas aplicadas. Também neste caso, existe uma superposição entre os ramos. Este tipo de avanço costuma dever-se às investigações de especialistas procedentes de diversas ciências, tanto puras como aplicadas. A relação entre teoria e prática é tão importante para o avanço da ciência em nossos dias como na época de Galileu.

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