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NATAL SEM MENINO
Deserta
na certa,
a rua
que é tua,
que é minha,
também.
Crianças
brincando,
ao longe,
cantando
bem perto
do Além.
As gentes
contentes
comendo,
bebendo,
não lembram
de alguém.
De alguém?!...
Mas quem?!...
Seu nome
tem fome,
tem sede
de amor.
Mas dele
não falam,
as bocas
se calam
sem fé,
sem calor.
Da noite
o açoite,
lamento
do vento,
são versos
sem luz.
Quem foi
o barrado,
na festa
surrado?
Foi ele,
"JESUS".
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