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Artigo original publicado em "www.vira-lata.org"
com o link em rodapé, confrontar com o original...
Os pintores da pré-história
inspiravam-se na caça, assim, nas paredes das cavernas foram entrados muitos
cervos, bisões, javalis e renas. Com o passar do tempo houve uma evolução na
escolha de temas e começaram a pintar o chacal e hiena. Por volta de 4.500 a.C.
o homem começou a pintar o cão, claro que em representações de caçadas. Foi
encontdo também o cabo de uma faca desta época em que se pode ver a
representação de um cão usando coleira.
Com a migração do homem, acompanhado pelo cão, e o desenvolvimento das
civilizações começam a aparecer mais imagens caninas. No surgimento de novas
raças os Fenícios devem ter contribuido muito, conhecidos como grandes
mercadores da antiguidade é difícil não acreditar que os cães não fizeram parte
de suas mercadorias.
Bronzes, afrescos, entalhes e outras formas de arte mostram o homem egípcio
com cães quase idênticos com os galgos modernos, Mostram inclusive cães em ação.
Cães mais pesados, tipo molosso, eram reproduzidos em cenas de batalhas.
Aristóteles, filósofo e zoólogo grego, enumera várias raças caninas definindo-as
com o nome do país de origem. Assim sabemos que em 300 a.C existiam cães
cirineus, indianos, egípcios, epirotas, como não foi fornecida uma descrição
precisa, não é possível indicar seus possíveis descendentes.
As placas, encontradas nas casas de Pompéia, com a inscrição cave canem
(cuidado com o cachorro) nos dizem que cães eram utilizados por aquele povo como
guardiões. Normalmente molossos de grande estatura e dentes assustadores que
ficavam confinados a uma corrente durante o dia e vagavam pela propriedade do
dono a noite.
Na Roma antiga os cães de caça eram tidos em grande consideração mas houve
cães utilizados nas arenas, lutando contra outros animais ou enfrentando os
escravos nelas lançados. Para as guerras haviam dois tipos: os cães de ataque e
defesa, molossos equipados com coleiras de ferro com lâminas eriçadas, e cães de
ligação, encarregados de levar mensagens entre tropas. Estes cães eram obrigados
a engolir tubos de cobre contendo as mensagens e, ao chegar ao destino, era
mortos para que a mensagem fosse recuperada.
Na idade média começa a primeira especialização dos cães de caça: Os Bracos,
destinados à busca da presa. Os Sabujos, destinados a descobrir os cervos. Os
Lebréus, detinados a persegui-los e os Molossos destinados ao abate de bisões e
ursos. Começa também o desenvolvimento dos primeiros terriers, ainda chamados de
cães-castores mas já com a função de introduzir-se em tocas de raposas e
coelhos.
Os cães ainda não abandonam as guerras (e jamais o farão, infelizmente) mas já
começa a haver uma melhora no tratamento dado a eles. Surgem tratados para a boa
manutenção do cão, as noções veterinárias eram ainda praticamente inexistentes e
as crendices ada falavam mais alto: Acreditava-se que o sangue de um cão branco
aplacasse a loucura e o sangue de um cão preto ajudaria uma mulher em trabalho
de parto.
Na época do renascimento os costumes se abrandam, cresce o interesse pelo
cão de companhia. Possuir um belo cão passa a ser um tipo de esnobismo. A
prática da caça continua mas já se desejavam cães de passeio ou companhia. As
mulheres passam a dedicar afeto a pequenos cães de luxo. Cresce o número de
raças em grande parte graças a realeza. Grandes pintores passam a retratar cães
em suas obras, poetas e teatrólogos também experimentam o amor aos cães.
No começo do século XX a popularidade canina cresceu ainda mais e continua
a crescer até os dias de hoje. Imagens de cães são agora encontradas em todo
lugar, camisetas, brinquedos, cartões de felicitações... passaram a fazer parte
do dia a dia humano também no cinema, tv e na publicidade em geral.
Vale a pena lembrar que desde a idade média a imagem do cão encontrou lugar
de destaque nos brazões das grandes famílias, comparecendo assim, também na
heráldica.
In: "www.vira-lata.org"
Cópia a 24/09/2006 confrontar com o original...
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