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Do mesmo autor de Simpsons, Matt Groening, Futurama é um novo seriado de meia-hora. Mas, nós
não estamos mais em Springfield. Estamos na Terra, mil anos depois, e é um futuro que ninguém
nunca imaginou. "Um mundo confuso, cheio de corporações, dominado por elas"
Futurama satiriza o futuro do capitalismo e da própria ficção científica. Mostra, por exemplo,
que a Nova York do ano 3000 vai continuar cumprindo sua função de vitrine viva, tão profana e
consumista como antes. A publicidade, avassaladora, terá se instalado até dentro dos
travesseiros, de onde anúncios sairão diretamente para os sonhos dos consumidores. Espalhadas
pelas esquinas das grandes cidades, as máquinas de vender refrigerantes estarão dispostas ao
lado de outras bem menos ingênuas, como as de suicídio.
A animação de Futurama compõe um capítulo à parte. Em cada episódio, cujo custo médio é de
1 milhão de dólares, trabalham cerca de 400 animadores - 100 nos Estados Unidos e 300 na Coréia
do Sul. O uso de computação é maciço, mas nem sempre isso será notado, pois, como revela o
produtor David Cohen, no processo de finalização são usados programas que "pioram"
o desenho. Ou seja, tornam-no mais próximo de algo feito a mão.
Para solucionar o problema do stress, a população conta com o apoio do governo que mantém
cabines de suicídio em cada esquina e que são mais baratas do que uma cabine telefônica.
A única decisão necessária é " Rápido, sem dor ? ou Lento, doloroso".
Fry quer aproveitar essa chance para recomeçar sua vida mas recebe uma dose de realidade quando
um teste do governo revela que o seu lugar na sociedade é de entregador. Antes que o chip de
carreira (implante que determina a profissão) fosse implantado em sua mão, Fry consegue escapar...
Para recuperar o tempo perdido, Fry contará com a ajuda de mais três personagens, por sinal bem
estranhos: uma extraterrestre caolha, Leela; Bender, um robô deprimido e o professor
Farnsworth, um cientista meio maluco, dono de uma empresa, a Planet Express.
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