**************WEBQUEST LUZ  E COR***************

 

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Uma webquest para alunos da 8ª série A da Escola Estadual Adventor Divino de Almeida, Campo Grande, MS.

 Elaborada por    

Sandra Maria Fachini Cayres     

[email protected]

 

 

 

 

 Introdução | Tarefa | Processo | Avaliação | Conclusão | Créditos Página do Professor 

Introdução 

O arco-íris é um dos fenômenos mais belos da natureza, inexplicável para quem não entende a natureza da luz.Para muitas civilizações o arco-íris está relacionado a mitos ou crendices.Também conhecido como arco, arco celeste, arco-da-chuva, olho de boi, arco-da-velha, o arco-íris não é muito amigo dos agricultores porque ele bebe a água dos rios, dos açudes, das lagoas. Para acabar com o arco-íris costumam fazer filas de pedrinhas, de gravetos, pauzinhos e ele vai embora porque não gosta de linhas retas.

O fenômeno do arco-íris foi explicado por Isaac Newton, um dos físicos mais famosos de todos os tempos, que viveu na Inglaterra de 1642 a 1727. Ele lançou as bases da mecânica clássica, também chamada newtoniana, que explica o movimento dos corpos. Introduziu a noção de gravitação universal e calculou a aceleração da gravidade terrestre. . Também estudou a luz e tratou-a como onda, introduzindo o conceito de freqüência.

     Através desta aventura na Web, vocês poderão descobrir a importância que este simples fato teve na evolução das teorias propostas para a explicação da natureza da luz, explicar a cor das coisas e reconhecer que essas mesmas cores, se relacionam com a estrutura das suas substâncias constituintes.

 

 

 

A Tarefa

Nossa tarefa é pesquisar sobre luz e cor para isso cada grupo da STE ficou responsável por um tema da pesquisa. Lembrem-se que cada um de vocês é responsável por sua parte e dela depende o sucesso de nosso projeto.

                                                                                     

 

O Processo 

Cada grupo de 3 alunos irá pesquisar um tema diferente relacionado à Teoria da Luz.

grupo 1- Realizará  o trabalho de pesquisa bibliográfica sobre a vida e obra de Newton,elaborando um cartaz devidamente ilustrado para ser exposto para a turma.

http://astro.if.ufrgs.br/bib/newton.htm

http://www.arzy.kit.net/newton.htm

grupo 2- Pesquisará sobre a experiência da decomposição da luz branca, realizando o experimento em sala de aula.Demonstrar utilizando o disco de Newton.

http://www.ajc.pt/cienciaj/n20/marada.php

http://www.tvcultura.com.br/aloescola/ciencias/olhandoparaoceu/opceu1.htm

grupo 3- A utilização da luz como terapia.Elaborar um cartaz para expor para a sala.

http://www.anclivepa-sp.org.br/rev-34-05.htm

http://www.dermatologia.net/neo/base/artigos/terapia_fotodinamica.htm

Grupo 4- O que é luz? Raios e sombras? Elaborar cartaz e demonstrar experimentalmente em sala.

http://omnis.if.ufrj.br/~coelho/DI/texto.html

Grupo 5- O que é cor? Cores primárias, secundárias,terciárias, dimensão da cor, tonalidade, relatividade e dimensão da cor. Cartazes demonstrando e também experimentos.

http://www.cadernofeminino.com.br/andrea/cor_e_luz.htm

http://www.arq.ufsc.br/~labcon/arq5661/trabalhos_2001-2/iluminacao/cores.htm

http://educar.sc.usp.br/licenciatura/2001/cores/pagina2/class.html

grupo 6- Pesquisar sobre  câmara escura e construir um modelo.

http://www.eba.ufmg.br/cfalieri/intro.html

http://geocities.yahoo.com.br/saladefisica10/experimentos/e36.htm

Grupo 7- O que são ilusões de ótica?Elaborar cartazes para demonstração.

http://www.feiradeciencias.com.br/sala09/09_01.asp#Visão%20espacial%20ou%20estereoscópica

http://ilusaodeotica.com/

Grupo 8 - Por que o céu é azul? Demonstrar através de experimentos em sala de aula.

http://www.feiradeciencias.com.br/sala09/09_03.asp

http://www.feiradeciencias.com.br/sala09/09_04.asp

Grupo 9 -O que é a reflexão da luz?

http://geocities.yahoo.com.br/saladefisica8/optica/reflexao.htm

http://www.conviteafisica.com.br/home_fisica/improviso_sala_de_aula/luz/ref_raio_luz.htm

http://educar.sc.usp.br/licenciatura/2001/fibraoptica/interest.htm

Grupo 10 - O que é a refração da luz?

http://geocities.yahoo.com.br/saladefisica3/laboratorio/refracao/refracao.htm

http://www.conviteafisica.com.br/home_fisica/improviso_sala_de_aula/luz/refracao_luz.htm

Grupo 11- O que é fibra ótica? Como funciona?

http://educar.sc.usp.br/licenciatura/2001/fibraoptica/interest.htm

http://www.rossetti.eti.br/dicuser/detalhe.asp?vini=6&vfim=6&vcodigo=221

http://www.terra.com.br/reporterterra/fibra/materia1.htm

animação -

http://www.terra.com.br/reporterterra/fibra/flash01.htm

Grupo 12- Uso da fibra ótica na tele medicina

http://www.terra.com.br/reporterterra/fibra/materia2.htm

Grupo 13: Por que o arco-íris é um arco?

http://pt.wikipedia.org/wiki/Arco-%C3%ADris

http://geocities.yahoo.com.br/saladefisica5/leituras/arcoiris.htm

Grupo 14- O que é o espectro eletromagnético ultravioleta?Montar painel demonstrando.

http://nautilus.fis.uc.pt/wwwfi/hipertextos/espectro/hiper_espectro_uv.html

http://www.micronal.com.br/artigostecnicos/someluz.htm

Grupo 15- O que é o espectro eletromagnético visível?Montar painel demonstrando.

http://nautilus.fis.uc.pt/wwwfi/hipertextos/espectro/hiper_espectro_vis.html

                            

Avaliação 

Vocês serão avaliados segundo os seguintes critérios:

Etapas Nível Iniciante
1 ponto
Nível Aprendiz
2 pontos
Nível Profissional
3 pontos
Nível Mestre
4 pontos
Pontos
a)pesquisa

b)elaboração dos trabalhos experimentais, cartazes

c)apresentação

 

 

Pouco interesse; pouca participação nas discussões) Interesse superficial; alguma participação nas discussões) Bom nível de interesse; boa participação nas discussões.) Profundo interesse; excelente participação nas discussões.)  

 

Conclusão 

Esta foi uma nova experiência para vocês, através da webquest conseguiram realizar tarefas utilizando a Internet. Espero que tenham aproveitado bem a experiência, o que pesquisaram e realizaram envolvendo o tema luz. Lanço agora um novo desafio a todos: Já ouviram falar em energia escura?

Não? Então vamos pesquisar!!

 

 

Créditos & Referências 

 Gettyimages.com

 

 

Last updated on August 15, 1999. Based on a template from The WebQuest Page

 

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Isaac Newton nasceu em dezembro de 1642 na cidade de Woolsthorpe

///////// projeto LUZ E COR////////

                                                                                            

 

                                          

     

 Isaac Newton nasceu em dezembro de 1642 na cidade de Woolsthorpe, e foi o grande expoente da Física, continuando a obra de Galileu, mas não foi Newton quem descobriu as leis do movimento dos astros.

Em 1661, entrou na Trinity College de Cambridge, na condição de “subserver” (estudante pobre e obrigado a tarefas humildes). Logo foi promovido a “scholar” (assistente) e foi então que sua carreira decolou.

Em 1665 consegue o titulo de  bacharel mas tem que se esconder no campo, devido a uma epidemia que mata mais de 30.000 pessoas em Londres. É no campo que começam suas descobertas, entre elas o fenômeno de dispersão da luz, a lei da gravitação universal e formula as primeiras leis do cálculo infinitesimal e diferencial.

Corria o ano de 1669, e Newton já havia chegado ao posto mais alto da Trinity. Foi então que algo inesperado aconteceu: o professor Barrow – catedrático de renome – cede sua cátedra a Newton, afirmando publicamente que o fazia por reconhecer sua superioridade. Se por um lado isso foi bom para Newton, por outro despertou a inveja e a rivalidade de outros cientistas da época, entre eles o célebre astrônomo Halley, os cientistas Linus e Lucas, o grande Huyghens e Leibniz, que reivindicou para si a descoberta do cálculo diferencial. Depois de um tempo foi oferecido a Newton o cargo de diretor da Trinity, que recusou por não ser Eclesiástico, mergulhando novamente nos estudos.

Finalmente em 1686, apareceu o fruto de 9anos de estudo: Foi entregue a Royal Society o manuscrito de sua principal obra: “Philosophiae Naturalis Principia Mathematica”, numa tradução livre, “Princípios Matemáticos da Filosofia Natural”.

Foi nomeado deputado da Convenção Nacional nos anos de 1689-1690, em 1701 foi reeleito e transferiu-se para Londres, onde veio a exercer o magistério ate a morte.

Um dia, Newton acordou bem cedo e voltou a trabalhar. Porém, por causa de um descuido, deixou uma vela acesa e o incêndio destruiu todas as anotações sobre luz e cores. Começou a apresentar um comportamento estranho depois disso, alguns achavam que es‹a`a louco. Mas ‰ogo se recuperou e escreveu tudo de novo.

Só veio a abandonar a Trinity quando percebeu ser um péssimo professor (inclusive, numa certa oportunidade, todos os alunos faltaram à sua aula).

Foi inspetor e diretor da Casa da Moeda por algum tempo, em 1703 foi nomeado diretor da Royal Society.

Publica seus estudos sobre luz e cores em 1704 e em 1705 a Rainha da Inglaterra o confere o título de “sir”.

Durante os dez últimos anos de sua vida, Newton se aposentou e começou a mudar de casa em casa, à procura de paz e tranqüilidade. Seus trabalhos, à partir daí, foram todos voltados para provar a existência de Deus.

Certa vez, com 81anos de idade disse com a modéstia dos sábios: “Não sei o que o mundo dirá de minha obra. A mim, parece que nunca acabei de ser criança. Uma criança que brincou na praia, que encontrou uma pedra bem polida, uma concha multicolorida, enquanto o grande oceano da verdade continua a se estender, ainda inexplorado, diante de meus olhos”.

Isaac Newton morreu em 1727 e foi sepultado na Abadia de Westminster.  

 Principais realizações de Isaac Newton:

·        Descreveu o fenômeno de dispersão da luz;

·        Descobriu a lei da gravidade;

·        Formulou as primeiras leis do cálculo infinitesimal e diferencial;

·        Foi o primeiro a dividir a luz branca em várias cores, a partir de um prisma, no seu estudo das cores e da luz.

·        Descreveu, a partir de sua obra principal, as três primeiras leis do movimento:

1.     A inércia

2.     F=m.a

3.     A lei de ação e reação.

 

        

   A luz branca é constituída por várias cores.

  Quem conseguiu fundamentar uma explicação para essa característica foi o físico Isaac Newton.

  Na experiência feita por Newton utilizou-se um feixe de luz branca e um prisma óptico. Ele fez incidir o feixe de luz sobre o prisma, conseguindo assim visualizar a decomposição da luz branca nas sete cores do arco-íris.

  Essa decomposição ocorre porque a luz ao atravessar a superfície que separa o ar e o vidro  sofre uma refração, e além disso as diferentes cores que a  constitui têm diferentes velocidades de propagação e diferentes ângulos de refração ao atravessar o vidro do prisma. Ao sair há uma nova refração, surgindo assim as diversas cores.

  Newton utilizou um outro instrumento que permitiu mostrar que a luz branca era como a soma de diferentes cores. Este instrumento foi denominado disco de Newton. Este disco consiste em um círculo de cartolina onde são pintadas ou as sete cores do arco-íris ou apenas as cores primárias relativas à luz, repetidamente em cada ¼ do disco. Depois se girá-lo intensamente observará uma cor branca (ou quase branca, dependendo da utilização das cores. Quanto mais próxima da original for a cor, mais branco ficará o disco ao ser girado).

CÂMERA ESCURA

Ela se baseia em um fenômeno da luz descoberto pelo filósofo grego Aristóteles (384-322 AEC) e foi utilizada pelo famoso cientista e pintor italiano Leonardo da Vinci (1452-1519) para pintar alguns de seus quadros, dando os primeiros passos na produção de imagens com o auxílio de um mecanismo ótico. A câmera escura consiste em um compartimento fechado (como uma caixa ou mesmo um quarto) com apenas um pequeno orifício em um de seus lados; quando os raios de luz entram por este pequeno orifício eles são ordenados, gerando no lado oposto ao furo uma projeção invertida da imagem exterior. Nos dias de hoje alguns fotógrafos gostam de construir câmeras escuras simples, com latas ou caixas de sapatos (chamadas pin hole), colocando filme ou papel fotográfico em seu interior de modo a produzir imagens sem a ajuda de lentes, obtendo ângulos e perspectivas muito diferentes esteticamente da fotografia convencional. E, de fato, desde as pequenas máquinas amadoras ou fabricadas artesanalmente até os mais modernos e sofisticados equipamentos digitais da atualidade, todos são formados por câmeras escuras, com os mesmos princípios básicos descobertos por Aristóteles há mais de 32 séculos.O Pin Hole ou Câmara Obscura é uma modalidade de fotografia artesanal na qual não são utilizados nenhum tipo de aparato fotográfico, como câmeras, filmes e lentes. Para se fazer o pin hole é necessário apenas uma caixa vedada à luz e papel fotográfico preto e branco.As imagens são normalmente feitas à luz do dia -facilitando a fotossensibilização do papeel. O papel deve ser fixado dentro da câmera numa sala escura e a câmera deve ser levada para a luz do dia e colocada sobre uma superfície estável por alguns segundos. O tempo de exposição à luz varia conforme o tamanho do furo (forjado com um alfinete) e conforme a luminosidade do dia e do local escolhido.

Características das fotos tiradas pelo pinhole:

As imagens do pinhole são mais macias - mais menos afiado - do que os retratos feitos com uma lente. As imagens têm a profundidade de campo quase infinita. As imagens largas do ângulo remanescem absolutamente linear. Na outra mão, as imagens do pinhole sofrem de uma aberração cromática maior do que os retratos feitos com uma lente simples, e toleram pouca ampliação.

As exposições são longas, variando da metade um de um segundo a diversas horas. As imagens são expostas na película ou no papel - negativo ou positivo; preto e branco, ou cor.

 

Câmeras do pinhole da lata ou da caixa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 O que é Refração da Luz?

Quando um feixe de luz incide sobre a superfície de um tanque de água, verticalmente, parte da luz entra na água e propaga-se para baixo ao longo da mesma direção. Se a luz incidir sobre a água obliquamente, o feixe terá sua direção inclinada para baixo. Esta mudança de direção de propagação da luz, ao passar de uma substância para outra, chamamos refração. O ângulo entre o raio retratado e a normal á superfície é o ângulo de refração.

 Experiência da Refração da Luz:

 Objetivos: Ilustrar o fenômeno da refração da luz.

 Material Utilizado: Uma caneta ou lápis, um copo de vidro transparente com água.

 Procedimentos: Coloque água dentro do copo e em seguida mergulhe a caneta. POR QUE A CANETA PARECE QUEBRADA  DENTRO D’ÁGUA QUANDO OLHAMOS PARA ELA?

 Explicação: Sempre que a luz passa de um meio para o outro, por exemplo, do ar para a água, com índices de refração diferentes, ela sofre um desvio de sua trajetória inicial. Quando a luz percorre o caminho inverso, da água para o ar, o desvio sofrido acontece da mesma forma que no primeiro, mas com as setas apontando na direção oposta. Quando vemos a imagem de um objeto dentro d’água o que estamos vendo realmente são os prolongamentos dos raios de luz emitidos por ele, ou seja, nós vemos o objeto numa posição aparente. Por isso a caneta parece quebrada.

 POR QUE A PROFUNDIDADE DE UMA PISCINA QUANDO VISTA DA BORDA PARECE MAIS RASA?

R; Por causa da refração da luz. E também porque a refração sempre ocorre com refração da luz.

 POR QUE A CANETA APARECE QUEBRADA PARA BAIXO E NÃO PARA CIMA?

R; A causa desse fenômeno está em que as velocidades de propagação da luz nos dois meios (água e ar) não são iguais. Na água a luz caminha muito mais lentamente que no ar; dizemos que a água é “mais refringente” que o ar. O fenômeno resultante dessa diferença de velocidade, corresponde a um desvio dos raios luminosos ao atingirem a superfície de separação entre os dois meios e recebe o nome de “refração”.

  Para estudar as leis da refração, seja E a superfície de separação de dois meios (menos refringente) e (mais refringente).

  Seja AB um raio de luz incidente que se propaga no meio e atinge E em B; seja C a normal a E no ponto B e seja BA a raio que se propaga no meio 2, em continuação á luz que formava o raio AB.

                  

 Conceito     

  Quem quiser entender o universo precisa entender,primeiramente,a dinâmica da luz.Não é necessário ser um grande matemático,apenas ter bom senso para não ser iludido pela magia da natureza.O criador é um grande ilusionista e,para complicar,cria ilusões verdadeiras.

  Luz incidente

     Se a fonte de luz se situar muito distante,como se estivesse no infinito,prova-se que estes raios de luz propagam-se de forma paralela.

     Vamos considerar uma superfície plana e regular,onde um raio de luz irá incidir sobre a mesma.Este raio será denominado:luz incidente.

     Esta luz incidente pode ter polarização,com componentes paralelos e,também perpendiculares a esta superfície.  

Reflexão da luz   

      Quando um raio de luz incidente atinge uma superfície,este raio poderá sofrer um desvio.

      Este fenômeno é denominado de REFLEXÃO e,é ilustrado na figura abaixo,onde se nota um raio de luz que está como se saísse da superfície.

O pigmento é o que dá cor a tudo o que é material. As folhas da plantas são verdes por terem clorofila; a terra tem cores diferentes em cada região por apresentar composição mineral diferente, e cada mineral tem um pigmento com sua cor própria: o óxido de ferro pode ser amarelo ou vermelho; o de cobre é verde; o de manganês é marrom; o de cobalto é azul; etc... Até a nossa pele tem pigmentos, como a melanina que dá a cor da pele de cada um de nós.

Os índios brasileiros usam semente de urucum para colorir o corpo, cabelos e outros artefatos de vermelho; do jenipapo, que é um fruto, extraem o azul; também usam carvão e terra para pintar de preto, branco e amarelo.

Assim como as crianças, os homens primitivos descobriam as cores pela experiência. Encontramos seus registros nas paredes das cavernas. Essas pinturas rupestres eram feitas com os mais variados tipos de pigmentos naturais: plantas, terra, carvão, e até o sangue dos animais que caçavam.

Desenhar, pintar, colorir são formas de expressão, de comunicação que é natural do ser humano. Com o tempo o homem percebeu que podia extrair os pigmentos da natureza e utilizá-los em forma de tinta misturando com resina das árvores, com a clara e a gema de ovos e diferentes tipos de óleo para conservar, transportar e fixar as cores. Pintou sobre pedra, peles de animais e madeira e desenvolveu suportes próprios para a pintura: preparou as paredes com massas especiais, os afrescos; modelou cerâmica e fez azulejos decorados; fez mosaicos com vidros coloridos; telas com tecidos para pintar usando pincéis... e continua gostando de pintar as paredes e muros das cidades com a mesma necessidade de se expressar que os homens das cavernas.

As técnicas de pintura se desenvolveram, se industrializaram e a tecnologia criou os pigmentos sintéticos. Cores "artificiais", feitas em laboratório, mas tão intensas e belas como as cores naturais que tentam imitar. Muitas tintas industrializadas ainda são feitas com pigmentos naturais, mas já existem pigmentos sintéticos de todas as cores. Os corantes também são pigmentos. Você já percebeu quantos corantes consumimos em nossas refeições? É por que a cor dos alimentos também é um atrativo para aguçar o paladar: a gente também come "com os olhos".

As crianças adoram brincar com as cores. Experimentando misturar as tintas logo descobrem que podem formar novas cores. Esticam o plástico rosa e transparente do bombom e descobrem que "tudo ficou rosa"... Na verdade, ao olharmos através do plástico colorido e transparente estamos misturando as cores do mesmo modo que fazemos com as tintas. Essa mistura de pigmentos altera a quantidade de luz absorvida e refletida pelos objetos. O pigmento branco não absorve, mas reflete todas as cores. Estamos falando da COR-LUZ que é refletida pelos objetos quando iluminados pela luz branca, que é a soma de todas as cores. Quando misturamos um pigmento preto a uma tinta branca, aos poucos vamos obtendo diferentes tons de cinza. Quanto mais pigmento preto, mais escuro é o tom de cinza que obtemos até chegar ao preto. O que acontece é que o pigmento preto, ao contrário do branco, absorve todas as cores. Já vimos antes que o preto é a ausência de luz. O pigmento preto "esconde" todas as cores e, por isso, o preto que vemos é o "escuro", é a ausência de luz refletida.

O mesmo acontece com os pigmentos coloridos. Cada um reflete somente a cor que não é absorvida. Por exemplo: o pigmento amarelo absorve da luz branca as cores azul violeta, azul cian, verde, vermelho alaranjado e vermelho magenta, e reflete somente a luz amarela, que é a cor que podemos ver.

 


Seguindo os estudos de NEWTON, podemos classificar as cores pigmento inversamente a cor-luz, pois é assim que nossos olhos podem ver, perceber e misturar as tintas. Essa mistura de cor-pigmento é chamada de mistura subtrativa, por ser oposta a mistura aditiva que acontece com a cor-luz. Na mistura subtrativa (mistura de pigmentos, tintas, etc...) as cores primárias são o azul ciano , o amarelo limão e o vermelho magenta.

Note que aqui ao misturarmos o vermelho magenta com o amarelo limão temos o vermelho alaranjado; o azul cian com o amarelo limão, temos o verde; e o azul cian com o vermelho magenta, temos o azul violeta. Misturando as três em proporções iguais temos o preto cromático. Cian, magenta, yellow e black ou CMYK). O sistema CMYK é usado nas gráficas para impressão por fotolitos, nos jornais, revistas, livros, cartões e tudo o que é impresso, pois a impressão é obtida por pintura de superfície, assim como a impressora do micro computador, que tem os três cartuchos de tinta com as cores pigmento primárias e outro cartucho preto.

 

USO DA COR COMO TERAPIA


É importante compreender a relação entre cor, comprimento de onda, calor e ionização porque dependendo dessas variáveis uma cor irá exercer efeitos físicos diferentes. Ondas longas possuem menos energia, portanto, penetram menos nos tecidos do que as ondas curtas e produzem mais calor local. Isso explica, por exemplo, o nível de profundidade diferente em que um organismo pode ser lesado pela exposição excessiva ao calor ou aos raios X. Uma cor da faixa do vermelho (maior comprimento de onda) vai ser acompanhada por uma produção de calor bem maior do que as cores da faixa do violeta, mas estas cores da faixa do violeta já terão misturado algumas radiações ionizantes, capaz de alterar os tecidos.

Portanto, o que determina o modo de atuação física da luz no organismo é a quantidade de energia gerada por sua fonte, a qual determinará a cor produzida, que nada mais é do que um indicador externo, fácil de ver, do tipo e da quantidade de energia que estamos usando. Desta forma, apesar das aparências contrarias (por causa da sensação de calor e frio), as luzes na faixa do azul violeta contêm mais energia do que as da faixa do vermelho- amarelo, justamente porque não dispersam quase nada de calor. As luzes da faixa do vermelho são menos penetrantes que as da faixa do violeta. O verde que se encontra no centro do espectro se equilibra entre os dois extremos.

VERMELHO – A luz vermelha é a de maior comprimento de onda (7600 Å), é a que penetra menos nos tecidos produz mais calor. Desta forma há a estimulação da circulação, vasodilatação e aumento da freqüência cardíaca, o que resulta em maior aporte sangüíneo, maior aporte de nutrientes de células de defesa, acelerando o combate às infecções e a recuperação dos tecidos lesados. Acelera também remoção de detritos, toxinas e células mortas. Estimula, ainda as terminações nervosas e aumenta a sensibilidade.


FIG.03 - APLICAÇÃO DE LUZ VERMELHA PARA TRATAMENTO DE PROCESSO INFLAMATÓRIO EM URETRA E VESÍCULA URINÁRIA.

A luz vermelha é indicada na insuficiência cardíaca e aporte insuficiente de sangue, feridas não supuradas, inflamações, tosse crônica, asma, laringites, anemias, paralisias e doenças musculares atróficas.

Contra indicações – febre, hipertensão e neurite.

LARANJA – Não se distingue nitidamente das cores que a formam (vermelho e amarelo), sendo a diferença entre elas apenas de intensidade. Sua função básica é auxiliar o órgão ou célula a selecionar o que lhe é benéfico e eliminar o que lhe é inútil ou nocivo. È propicia para a digestão e metabolismo alimentar, função renal, cálculos renais e biliares.

È indicada para todos os tipos de esclerose, anemia, asma, bronquite, como antiespamódico, aumenta a pulsação sem aumentar a pressão, aumenta o apetite, estimula a digestão, aumenta fertilidade e fecundidade.

Contra indicações – febre, hipertensão e neurite.

AMARELO – Tem a metade da força estimulante do vermelho e metade da capacidade reparadora do verde. É quente, mas não tanto quanto o vermelho. È vasodilatadora e estimula a atividade celular, facilitando a regeneração de tecidos desvitalizados. È utilizada para promover a cura e a cicatrização de lesões diversas especialmente em órgão e tecidos sensíveis, onde o vermelho poderia ser prejudicial.

É indicada nas deficiências do estomago, fígado, pâncreas e vesícula biliar, ativa a digestão, fortifica o sistema endócrino e agudiza processos crônicos.

Contra indicações – febre, hipertensão, inflamação aguda e diarréia.

VERDE – Ocupa exatamente o centro do espectro eqüidistante dos dois pólos, vermelho e violeta. Todas as suas características físicas o colocam como a cor mais semelhante ao branco. É usado em ferimentos, inflamações e processos degenerativos. Impulsiona a atividade celular favorecendo a cicatrização, sem excitar como o vermelho. Acelera o processo de cura estimulando a proliferação celular e substituição dos tecidos degenerados. Por ter comprimento de onda intermediário (5200 Å), penetra mais nos tecidos que o vermelho e reduz a reação inflamatória nos órgãos.

FIG.04 - APLICAÇÃO DE LUZ VERDE EM UM FELINO COM QUADRO DE CISTITE COM INTUITO DE ESTIMULAR ATIVIDADE CELULAR, FAVORECENDO A CICATRIZAÇÃO E ELIMINAÇÃO DOS TECIDOS DEGENERADOS.

A luz verde é indicada nas tosses, tumores, inflamações articulares, cistos, dilatações brônquicas e doenças oculares.

Contra indicações – hipertensão, paralisia, contrações musculares e reumatismo.

AZUL – Luz fria, com efeito relaxante e analgésico. Aumenta o metabolismo, tem efeito descongestionante e promove o crescimento. Tem propriedade anti-séptica e promove a contração de artérias e veias.

Indicada nas supurações, febre, congestão, dor, hipertensão, taquicardia, hemorragia, lesões de ligamentos e regula a contração muscular.

Contra indicações – hipotensão, paralisia e contrações musculares.

ÍNDIGO – É uma luz elétrica, fria e adstringente, controla todos os sentidos, induz a produção de fagócitos, é depressor respiratório, tônico muscular e anestésico.

É indicada nas alterações dos órgãos do sentido, nas alterações neurológicas com convulsões, hemorragias e patologias de garganta.

Contra indicações – hipotensão, paralisia e contrações musculares.

VIOLETA – Ocupa o extremo frio do espectro de cores, é a luz visível de menor comprimento de onda (4000 Å) e, portanto, a mais penetrante, podendo atingir estruturas orgânicas em maior profundidade que as outras cores. Estimula a circulação periférica e o sistema imunológico, tem efeito bactericida e elimina toxinas e detritos resultantes da infecção.

É indicada no controle de infecções, na cicatrização de feridas e no alívio da dor. Estimula o sistema linfático, a produção óssea e a regeneração dos tecidos.

Contra indicações – hipotensão, paralisia e contrações musculares.

CROMOPUNTURA

A cromopuntura consiste na aplicação de luz colorida em pontos de acupuntura para o tratamento de doenças ou alterações fisiológicas. Para isso utilizamos um aparelho elétrico, denominado bastão cromático, composto por uma fonte de luz branca uma fenda onde é colocado o filtro de luz desejado, e um cristal de quartzo branco por onde a luz é projetada.


FIG.05 - BASTÃO CROMÁTICO: APARELHO UTILIZADO PARA SELEÇÃO E APLICAÇÃO DE LUZ COLORIDA.

Quando usamos a cromopuntura, alem da estimulação dos pontos de acupuntura estamos utilizando também os efeitos da cromoterapia nos tecidos onde o foco de luz incide, o que permite uma potencialização dos dois tipos de terapias. Com esse recurso temos obtido muito sucesso na desobstrução uretral de gatos com DTUIF idiopática, nos processos de coluna, nas faringites e traqueites, nas doenças articulares, ou seja, em todos os casos de doenças inflamatórias, agudas ou crônicas.

As aplicações podem ser feitas em pontos de acupuntura específicos para as varias patologias, e diretamente sobre os tecidos e órgãos afetados. A escolha da cor se faz de acordo com as características de cada uma delas e da doença a ser tratada e o tempo de exposição à luz vai de 30 segundos a 4 minutos de acordo com a intensidade dos sintomas.

REFERENCES
Amber, R. (1983) – Cromoterapia: Acura através das cores, Cultrix, São Paulo.

                                  

A forma de energia que ilumina o mundo é chamada luz. Ela e outras radiações eletromagnéticas são emitidas por objetos energéticos ou quentes. A luz é o único componente do espectro eletromagnético (que inclui as microondas, os raios ultravioletas e os raios X) que pode ser detectado pelo olho humano. Vemos os objetos quando eles refletem a luz em direção a nossos olhos. No vácuo a luz se move a 300.000Km por segundo, e nada pode ser mais rápido. A luz consiste em "pacotes" de energia chamados quanta. Os quanta individuais também podem ser representados por ondas.

Raios e sombrasA passagem da luz é freqüentemente descrita em termos de raios que se propaga e linha reta. Caso haja um objeto na trajetória de alguns desses raios, sua passagem será bloqueada; como a luz não pode se dobrar em trono do obstáculo, isso cria uma área sem luz que chamamos de sombra. As dimensões da sombra de um objeto dependem de dois fatores: o tamanho da fonte de luz e a distância entre ela, o objeto e a sombra.

Silhueta – O artista francês Étienne de Silhouette deu seu nome para os desenhos em sombra que criou.

 

ESPECTRO  ULTRAVIOLETA


A luz do Sol contém raios ultravioleta (UV). Pequenas quantidades de raios UV são boas para o ser humano, mas quantidades maiores podem prejudicar os olhos e causar câncer de pele. São essas ondas que bronzeiam e queimam peles delicadas

A radiação ultravioleta acelera o bronzeamento. Quando em excesso pode provocar o câncer..O olho humano não consegue ver facilmente no ultravioleta porque a córnea absorve-o particularmente para pequenos comprimentos de onda, enquanto que o cristalino absorve mais fortemente para comprimentos de onda maiores. Alguns animais, como por exemplo as abelhas e os pombos, reagem aos ultravioletas

Ilusões sensoriais
A ilustração abaixo reproduz a espantosa espiral de Fraser (fig. 7). Este desenho constitui já uma ilusão óptica, pois não se trata, de modo algum, de uma espiral, mas de uma sucessão de pequenos círculos concêntricos que se vão tornando progressivamente maiores.

As ilusões sensoriais verificam-se quando a percepção não se conjuga com a realidade. As ilusões sensoriais normais  ¾ conseqüentemente não provocadas por estados doentios  ¾ são, na estrutura e no modo de funcionamento dos respectivos órgãos, fundamentadas, do mesmo modo que nos processos psicológicos, através de impressões sensoriais associadas apenas a percepções. São, pois, fenômenos concomitantes regulares e não interrompidos de percepções sensoriais.

Na maioria das ilusões ópticas não se verificam ilusões reais dos sentidos, mas ilusões que surgem da interpretação habitual de um objeto  ¾ uma interpretação que, contudo, não é exata para o caso em questão e, conseqüentemente, é falsa. Neste caso, a impressão do sentido da visão, isto é, o registro óptico, é inteiramente correta, verificando-se a ilusão apenas no cérebro.
Falemos de imperfeições oculares. Ocorrem, por exemplo, erros de imagens geométricas que são percebidas nos olhos como pontos (objetivos) ou estrelas (subjetivos), devido a imperfeições do cristalino

                                                 

                  

FIBRA ÓTICA

 

Fibra óptica   é um filamento, de vidro ou de materiais poliméricos, com capacidade de transmitir luz. Estes filamentos têm diâmetros variáveis, dependendo da aplicação, indo desde diâmetros ínfimos, da ordem de micra (mais finos que um fio de cabelo) até vários milímetros. A transmissão da luz pela fibra segue um mesmo princípio, independentemente do material usado ou da aplicação: é lançado um feixe de luz em uma extremidade da fibra, e pelas características ópticas do meio (fibra), esse feixe percorre a fibra através de consecutivas reflexões. A fibra possui no mínimo duas camadas: O núcleo e o revestimento. No núcleo ocorre a transmissão da luz propriamente dita, embora o revestimento não seja menos importante. A transmissão da luz dentro da fibra é possível graças a uma diferença de índice de refração entre o revestimento e o núcleo, sendo que o núcleo possui sempre um índice de refração mais elevado, característica que aliada ao ângulo de incidência  do feixe de luz, possibilita o fenômeno da reflexão total.A fibra óptica foi inventada pelo físico indiano Narinder Singh Kanpany. Há vários métodos de fabricação de fibra óptica, sendo os métodos MCVD, VAD e OVD os mais conhecidos.As fibras ópticas são utilizadas como meio de transmissão de ondas electromagnéticas (como a luz) uma vez que são transparentes e podem ser agrupadas em cabos. Estas fibras são feitas de plástico ou de vidro. O vidro é mais utilizado porque absorve menos as ondas electromagnéticas. As ondas electromagnéticas mais utilizadas são as correspondentes à gama da luz infravermelha

 

USO DA FIBRA ÓTICA NA TELEMEDICINA

    O uso de fibras ópticas em aplicações médicas tem evoluído bastante desde as aplicações pioneiras do Fibersocope, onde um feixe de fibras de vidro servia basicamente para iluminar e observar órgão no interior do corpo humano. Hoje, em dia, tem-se uma variedade de aplicações de sistemas sensores com fibras ópticas em diagnostico e cirurgia. Inseridos através de cateteres ou subcutaneamente, sensores de fibras ópticas miniaturizados permitem monitorar funções biológicas internas dos pacientes. Estes sensores, que podem permanecer aplicados no paciente durante um longo tempo, permitem testar e acompanhar processos biológicos em tempo real, de vital importância, por exemplo, em cirurgias. Dentre os sistemas sensores com fibras ópticas em aplicações medicas podem ser destacados os seguintes:

 1.     Sensores de temperatura: têm sido utilizados, por exemplo, em terapia hipertérmica radiológica de tumores cancerígenos, onde as qualidades de imunidade eletromagnética das fibras ópticas são únicas, face à radiação de microondas da fonte de calor utilizada. A faixa de atuação típica dos sensores de temperatura para aplicações médicas é de 0 a 100º C e com precisão de 0,01º C;

2.     Sensores de pressão: utilizados para monitorar a pressão intracraniana, cardiovascular, uretral ou retal. A faixa de atuação é de 0 a 300mm de mercúrio com precisão de 0,5%;

 3.     Sensores magnéticos: permitem obter o mapeamento dos campos magnéticos gerados pelo cérebro, útil no tratamento de ataques de epilepsia;

 4.     Sensores de pH: utilizados para monitorar o nível de oxigênio do sangue, permitindo, por exemplo, acompanhar o comportamento de feto numa cirurgia cesariana. Atua tipicamente numa faixa de pH entre 7 e 7, 4 com precisão de 0,0001, sendo que o nível de asfixia é indicado por pH 7,2. a figura ilustra este tipo de sensor. 

Sensor de pH com fibras ópticas pra monitoração de nível de oxigênio sangue.

Sensores de vazão: utilizados para monitorar a vazão sanguínea em aspersões para diagnósticos em cirurgias vasculares ou plásticas, para monitorar o sistema de circulação ou pra avaliar grau de queimaduras com precisão e presteza.Além dos sensores acima descritos, as fibras ópticas têm sido utilizadas como instrumentos cirúrgicos (cateteres), por exemplo, monitorando e controlando com precisão da limpeza de artérias cardiovasculares ou a destruição de tumores.

 

   POR QUE O CÉU É AZUL?                                        

Constatação
Desde que o céu não fique completamente encoberto por nuvens, poderemos ver que ele é azul. Ao nascer do sol e, pelo fim da tarde, quando ele se põe no horizonte, o céu exibe uma coloração um tanto vermelha. Essas duas observações estão relacionadas e poderão ser postas em destaque pelo experimento que detalharemos.

Material
Uma boa lanterna (as de três ou quatro pilhas com feixe estreito são as melhores), um aquário para 10 ou 15 litros com vidros bem limpos, 250 mililitros (1 xícara) de leite e uma colher de madeira de cabo longo.

Procedimento
Coloque o aquário sobre uma mesa (pequena) no centro da sala, de modo que você possa vê-lo de todos os lados. Preencha-o com água até 3/4 do seu nível total. Acenda a lanterna e mantenha-a encostada numa das paredes do aquário, ao longo de seu comprimento. Pode ser previsto um suporte para manter a lanterna assim.

Tente observar o feixe de luz que se propaga pela água. Difícil, não é? Talvez você possa ver algumas partículas de pó em suspensão na água; elas aparecem brancas. De qualquer modo que você olhe é, todavia, bastante difícil ver exatamente onde o feixe de luz atravessa a água.

Acrescente aproximadamente 60 mililitros (1/4 de xícara) de leite na água e misture com a colher de madeira.

Segure a lanterna contra a lateral do aquário, como foi feito antes. Repare que o feixe de luz agora é fácil de ser visto ao atravessar a água. Observe o feixe de luz olhando pelas outras laterais e pela face oposta a da lanterna, por onde a luz escapa do recipiente. Repare que, de lado, o feixe é visto ligeiramente azul e na extremidade oposta, aparece um pouco amarelado.

Acrescente outro 1/4 de xícara de leite na água e mexa. Agora o feixe de luz apresenta-se mais azulado quando visto de lado, e com um amarelo mais intenso olhando-se pela face oposta à entrada da luz; até mesmo um tom alaranjado pode ser observado.

Acrescente o restante do leite na água e mexa a mistura. Agora, visto de lado, o feixe de luz mostra-se bem azul e bastante laranja visto pela face oposta à da entrada da luz. Além disso, você poderá observar que o feixe de luz aparece mais espalhado do que nas primeiras observações; não é visto agora tão estreito como antes.

O que será que faz o feixe de luz da lanterna aparecer azul, quando visto de lado, e laranja quando visto de frente?

A luz normalmente propaga-se em linha reta, a menos que encontre as bordas de algum material pelo meio do caminho. Quando o feixe de luz de uma lanterna propaga-se no ar, não vemos o feixe, observando-o de lado, porque o ar é bastante uniforme (homogêneo e transparente); a luz nele propaga-se em linha reta. O mesmo é verdadeiro quando o feixe de luz caminha pela água, como nesta experiência. A água é uniforme, e o feixe a percorre em uma linha reta. Porém, se houver algumas partículas de pó no ar ou na água, poderemos observar um vislumbre do feixe porque a luz é difundida (ver nota no final do projeto) (decomposta) ao encontrar as bordas das partículas de pó.

Quando você acrescentou leite na água, você acrescentou nela muitas partículas minúsculas. Leite contém muitas partículas minúsculas de proteína e gordura que ficam em suspensão na água. Estas partículas difundem a luz e fazem o feixe da lanterna tornar-se visível quando visto de lado. Cores diferentes de luz são separadas, nesse espalhamento, em ângulos diferentes. Luz azul é desviada da direção original muito mais que a laranja ou a luz vermelha. Como nós vemos a luz difundida na direção perpendicular ao feixe, e como a luz azul é a que se difunde mais (sofre maior desvio), o feixe aparece azul. Uma vez que o laranja e o vermelho são menos difundidos, essas cores caminham em linha reta seguindo mais de perto o feixe inicial de luz branca. Por isso, quando você olha diretamente no feixe de luz da lanterna (de frente), aparece laranja ou vermelho, ou seja, o que resta da luz branca.


                                              

GALERIA DE FOTOS

Trabalho realizado pelos alunos da 8ª série A da Escola Estadual Adventor Divino de Almeida

na disciplina de Ciências,

http://www.geocities.com/tana_fachini/

professora regente-Sandra Maria Fachini Cayres

[email protected]

Campo Grande-Mato Grosso do Sul

agradecimento especial- profª STE Vanja Marina Prates de Abreu                             

créditos- Gettyimages.com

                                                     

     

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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