Dia 6 - Apartaderos - Tabay:
Dados: 124 Km
Apartaderos - Laguna Mucubají - Pico El Aguila - Apartaderos - Mucuchíes - Tabay - Mérida - Tabay
Cabañas Mucuratay - muito bom "cabaña" estilo chalet (cabem 8) aprox. USD 20
Como de praxe, o dia só começa após um bom café da manhã numa Panaderia. Aqui, falando com os locais, descubrimos que vale a pena retornar à Laguna Mucubají, pois explicaram que as nuvens costumam dar uma folga aos turistas pela manhã, antes de terem subido dos vales. Para nossa alegria, descobrimos ser verdade. Dessa vez dá para ver o lago, e apreciar a natureza ao redor. Impressionante foram os "Frailejón", que estavam tristes e cinzentos ontem à tarde, mas com o sol da manhã, todos se abriram, para dar à paisagem um toque mais alegre: a maioria dos Frailejón estavam cobertas de flores amarelas. Após revisitar a Laguna, seguimos para subir ao Pico El Aguila: segundo os locais, a mais alta rodovia asfaltada do mundo, passando um pouco dos 4.000m de altitude. Durante a subida, paramos e nos divertimos com algumas crianças que vendiam "arepas", e acabamos dando doces e refrescos para eles. Após receber uma bronca da avó deles, que pirou ao ver as cranças "falando com estranhos", seguimos adiante. Muitas vezes, atravessamos as nuvens, e outras, acabamos estando acima delas. Até chegarmos no topo da montanha, Amarildo e Ivone não se dão bem com a elevada altitude: dor de cabeça e tontura, combinado com um mal estar generalizado. Zé e Ramesh sobem até à capela, e tentam enxergar o vale abaixo, mas estamos sempre dentro ou acima das nuvens densas. A temperatura, por volta dos +4C também não anima. As moças que vendem "Fresa con Crema" são muito simpaticas, e Ramesh compra souvenirs, incluindo geléia de Amora - aliás, Amoras parecem ser muito popular com as pewssoas de Mérida. Depois, baixamos de volta para o Parque El Condor, administrado pelo INPARQUES, onde pode ser visto o maior de todos os passaros: o Condor. Amarildo e Ivone ainda não estão se sentindo melhor, e mudamos nossos planos, decidindo por retornar para altitudes mais baixas e seguir direto para a cidade de Mérida, ao invés de seguir para Timotes e Valera. Na descida, após Apartaderos, Amarildo tem que parar, e passa mal, decorando a sarjeta. Em San Rafael de Mucuchies, abaixo de 3.000m alt., paramos em um pequeno café/lojinha de artesanato. O proprietário é muito humilde, mas extremamente gentil, e nos faz um "chazinho especial" - ele informa que estamos sofrendo do "Mal do Páramo", devido à altitude. Por incrível que pareça, tão logo tomam o chá, Amarildo e Ivone se sentem melhor. É melhor nem saber quais os ingredientes! Decidimos encontrar um lugar para repousar, e encontramos o lugar perfeito proximo a Tabay, a aproximadamente meia hora do centro da capital do estado, com o mesmo nome - Mérida. São 16:00h, e aqui encontramos as "Cabañas Mucurutay" - cabañas fantasticas, no estilo de chalés, e somos muito bem recebidos pelos proprietários. Certamente vale a pena se hospedar aqui: em cima do morro, cercado das maiores montanhas da Venezuela, e pode-se ver um pouquinho da capital no vale. A vantagem de estar no campo, mas não distante de Mérida, por estarmos de carro. Amarildo e Ivone descansam, e Zé e Ramesh fazem uma rápida excursão a Mérida, para reconhecer o terreno, e param em San Rafael de Tabay e Tabay no caminho. O jantar é no restaurante do Mucuratay, e é de fazer água na boca - a comida é excellente.
Eventos:
| Amarildo e Ivone sofrem o "Mal do Páramo" - o apelido que os locais dão aos males oriundos da altitude. Como conseqüência, mudamos os planos de viagem: estamos de férias, e não em competição - e portanto abortamos outras aventuras acima dos 3.000m, seguindo para Mérida. |
Imagens: