Dia 2 - Boa Vista - Upata:
Dados: 799 Km
Boa Vista - Pacaraima - Sta. Elena - Gran Sabana - Upata
Hotel Andrea (Upata) - duplo, std: aprox. USD 15
Após um bom café da manhã, e de tanque reabastecido, pegamos a estrada rumo à fronteira com Venezuela. As planícies ficam para trás, e a paisagem passa a ter muitas pedras e ficar mais ingrime: os últimos 30Km do lado Brasileiro são de subida para a Gran Sabana, e em muitos trechos sinuosos estamos apenas de 2a marcha. Às 09:40h e após 229Km, alcançamos Pacaraima, que é a cidade fronteiriça do lado Brasileiro. A burocracia de passar pelas autoridades Venezuelanas nos atrasam um pouco - não que seja dificultoso - apenas muito burocrático: retornar ao Brasil, fazer cópias, mostrar novamente, retornar outra vez para outras cópias, etc. Meio-dia finalmente passamos, e em Sta. Elena de Uairén, a 13 Km da fronteira, tomamos nosso primeiro café Venezuelano na primeira de uma infinita quantidade de paradas nas "Panaderias" que encontramos no país inteiro: vendem além de pães, doces, salgados e tortas espetaculares, além de um café que é magnífico! Aqui também cambiamos nossos Reais(R$) e alguns Dólares(US$) em Bolívar (B$) - moeda corrente na Venezuela, antes de adentrar no Parque Nacional da Gran Sabana, que é de tirar o folego por suas belezas naturais. Para quem curte a natureza, é parada obrigatória: trata-se de uma gigantesca chapada com mais de 1.000 m de altitude, sobre qual sentam um monte de outras chapadas, conhecidas por "Tepui", alcançando até 2.800m, como o Monte Roraima, na tríplice fronteira. Paramos inúmeras vezes para bater fótos, e aproveitamos o dia enquanto havia luz, chegando á "Piedra de la Vírgen" na descida da serra no outro lado da Gran Sabana ao entardecer, e seguindo depois para San Izidoro, onde conseguimos a tão necessitada gasolina a essa altura da viagem. Para os motores, foi uma bênção: a primeira experiência em suas vidas úteis de uma gasolina de excellente qualidade: a gasolina Brasileira não se compara - tem baixa octanagem, e contém no míínimo 25% de álcool, ao contrário da Venezuelana, com pureza de aprox. 98% - uma maravilha! Depois, estava ficando escuro, e enfrentamos o pior trecho de rodovias Venezuelanas da viagem inteira no escuro, e cansados. Devido à empolgação de iniciar a aventura, deu para forçar a barra, e seguir na escuridão até Upata, onde descansamos no Hotel Andrea.
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