Fanfics
Uma �ltima Lenda
FanFic: Uma �ltima Lenda                                  por: Raul Athayde
Apresenta��o

Antes de mais nada, quero inicialmente deixar claro meus prop�sitos em escrever est� Fic, e como ela ser� daqui em diante... mas se preferir ir direto � ela, e s� seguir at� o pr�ximo post, "Dados sobre a Fic", na qual eu darei uma breve descri��o de como ela se iniciar�.
Faz mais de um ano que eu venho escrevendo uma Fic na qual eu batizei de "Uma �ltima Lenda". Mas eu n�o a terminei - o local na qual eu a postava, acabou apagando-a sem dizer o porqu�. - Eu tive de parar de escrev�-la pelo motivo de que eu acabei a perdendo. Eu prescisei formatar meu Pc na mesma �poca na qual a apagaram. Eu desanimei, mas decidi refaz�-la... os antigos leitores ir�o perceber que a base de minha FanFic ser� a mesma, com algumas modifica��es necess�rias.
Eu tentarei errar o m�nimo poss�vel em ortografia durante ela, mas ocorrer� algumas vezes. J� pe�o desculpas adiantado... bem, por enquanto � apenas isso. Qualquer curiosidade ou d�vida relacionadas a Fic dever�o ser feita �nica e exclusivamente aqui. Se for algo mais pessoal voc�s ser�o bem-vindo em minha p�gina... Agora - neste pr�ximo post - vou coloca-los diretamente na linha dela.
Dados sobre a Fic
Primeiramente, � necess�rio que saibam que minha Fic ir� ocorrer ap�s a Guerra contra Hades, ignorando o Pr�logo do C�u. Quem leu o mang� ir� perceber que ela come�ar� no mesmo ponto em que este terminou. Seiya ferido, Hades derrotado e o Inferno e os Campos El�seos se desmoronando.
� s� isso, o resto a Fic se explicar� por s� s�. Inicialmente ela vai conter uma narrativa lenta, mas apenas para os encaixa-los melhor na est�ria.
Um detalhe � que a Fic se passar� em v�rios locais ao mesmo tempo, e para n�o ficar confuso eu saltarei um Post e mudarei a cor do texto. N�o se preocupem, voc�s n�o ficar�o perdidos.
Introdu��o
Campos El�sios

Uma explos�o de estrondos inimagin�veis ecoava neste local outrora sagrado, e com ele toda uma arquitetura de incont�veis anos se perdia para sempre...

Fato Hist�rico

A Guerra contra Hades fora ferrenha, tendo iniciado-se significativamente ap�s a divis�o da Terra por Zeus a seus filhos (considerada por Poseidon e Hades injusta).
Acontece que Zeus contia um carinho especial por sua filha Atena, e tendo enjoado basicamente de sua vida ou seu controle na Terra, decidiu passar suas fun��es a seus filhos e netos. Mas ele nunca se importou com o que seus filhos pensariam, e de forma revoltante sua divis�o fora feita.
Escolhendo a Deusa Atena para vigiar a plan�cie terrestre, dotada de maior vida e capacidade de evoluir, Zeus criara o princ�pio de uma batalha sem fim.
Ora, os outros Deuses n�o poderiam se conformar... liderados por Hades, encarregado do submundo e tamb�m de julgar os mortos, e tamb�m Poseidon, o Grande Rei dos Mares, uma revolta em breve come�aria.
A divis�o tamb�m ocorrera a terras sem vida fora do planeta, como Apolo, Deus do Sol. Al�m disso, sentimentos humanos aflorados em todo cora��o vivo tamb�m possu�ria divindades, como �ris, Deusa da Disc�rdia.
Por�m... nem mesmo a Grande Deusa Atena poderia resistir a tanta for�a junta, e Zeus recorreu a uma decis�o s�bia e perigosa:
Dentro de uma longa cachoeira na �sia ele escondeu um artefato que agiria como uma bomba, aquele que tamb�m era o caminho em que Terra, Mar e Submundo se encontrariam eternamente. Ele pr�prio a batizou de "A Profecia".
"Apenas nela minhas palavras anteriores poder�o ser desfeitas e o cen�rio do mundo se desviar para uma nova era."
Zeus ordenou que o desejo dos Deuses se tornasse inevit�vel quando o trio Atena-Hades-Poseidon se odiassem e temessem acima das for�as da Profecia, rompendo seu poder e abrindo as portas do mundo para um novo tempo.
O grande Deus criou uma prote��o na Terra que impedia que os demais Deuses pudessem afrontar Atena com toda sua for�a enquanto durasse a Profecia, mas os deu permiss�o para ressucitar de vez em quando para pequenas a��es de �dio contra a Terra.
Por�m a exist�ncia da Profecia vazou, por uma fonte at� hoje desconhecida, e Atena soubera do risco que corria. Ela apenas n�o sabia da localiza��o dela, e nem como ela se romperia.
Ela apenas pode deduzir com toda a sua sabedoria que era algo grandioso e que envolveria a auto-destrui��o da Terra, e que ela dificilmente poderia sobreviver ao impacto da "Guerra dos Deuses". Atena s� confidenciou esses fatos ao seu ent�o Grande Mestre, e ordenou que isso fosse passado de gera��o em gera��o at� momento final.
"Eu n�o sou eterna, portanto como qualquer humano ei de morrer e renascer... mas meus Cavaleiros n�o morrem, e haver� momentos em que prescisar�o proteger a paz sem minha ajuda"
Ora, com o passar do tempo a Profecia virou mito, e de mito virou lenda ignorada at� pelos fi�is Cavaleiros de Atena.

Campos El�sios

Dentro de toda aquela devasta��o, uma figura de uma linda donzela dourada resistia a prote��o com uma esp�cie de um c�rculo protetor, que mantia-se intoc�vel perante toda a destrui��o.
Ainda ali, no meio do globo da energia da Deusa, repousava-se cinco jovens Cavaleiros garotos, mas um deles parecia estar inconsciente, com um profundo ferimento pr�ximo ao peito.
- Temos de sair logo daqui! - Gritou a jovem garota que bravamente resistia a queda dos Campos - Sen�o Seiya ir�...
N�o ousou terminar, dizer isso poderia fazer o peso da queda do Cavaleiro aumentar ainda mais.
- Posso sair daqui sozinha - Pensou ela desesperadamente - Mas se isso acontecer, meus Cavaleiros...
Sua for�a finalmente estava esva�ndo, a Guerra contra Hades fora ferrenha. Finalmente ela n�o p�de ficar mais de p�, caiu de joelhos.
Foi quando uma Corrente de Bronze envolveu o globo de energia, numa tentativa de somar suas for�as a Deusa. Mas a for�a era demais para ela, em poucos segundos ela se reduzira a p�.
- Shun... - Suspirou a garota se sentindo mais encorajada e se for�ando a ficar de p�.
Um leve sorriso de paz passou em seus l�bios quando ela ergueu os dois bra�os.
- Eu n�o sou mais necess�ria... - Sorriu ela virando-se para os Cavaleiros - V�o e vivam em paz!
Num �ltimo ato, uma fenda brilhante surgiu de seus bra�os, e os cinco jovens se sentiram imediatamente tragados por ela.
- N�o! - Gritavam os jovens desesperados, percebendo o sacrif�cio que a garota fazia ao abrir um portal para a Terra.
E, antes que pudessem reagir, uma nova luz brilhou. Era a Armadura de Atena, que a jovem acabava de renunciar, e de seu corpo o traje se retirou para se tornar uma pequena estatueta. Ela partiu para as m�os do Cavaleiro inconsciente, e ent�o todos se foram, a deixando sozinha.
Acabou. Ela agora ficar� sozinha e desprotegida, e logo suas for�as finalmente se esgotaram.
Mas pela terceira vez uma luz brilhou, os c�us se abriram e a jovem misteriosamente seguiu seus Cavaleiros.
Dados Remotos
Foi com espanto e felicidade que os jovens Cavaleiros receberam sua Deusa perante ao Templo de Atena, com ainda um deles imensamente ferido. Por�m restava a d�vida de quem salvara Atena da destrui��o dos Campos El�seos. Inicialmente pensaram que isso fora obra de Poseidon, que j� os havia ajudado na batalha contra o Deus Thanatos, mas ent�o decidiram crer que Poseidon n�o era um Deus maior que Atena portanto n�o poderia ter tirado a Deusa de l� mesmo de quisesse.
Seria Zeus?
O Deus h� muito havia sumido nos c�us, n�o haveria motivo para ajudar sua filha agora que o pr�prio renunciara a tudo. Mas n�o obtiveram resposta melhor.
Mas outro detalhe antes despercebido agora passava pelos olhos de todos os presentes, eram as Kamuis, que inexplicavelmente haviam sumido ou sido destru�das ap�s a fuga dos Campos. Mas a resposta fora um pouco mais f�cil, a teoria era de que esses trajes n�o poderiam ser usados na Terra, e quando perguntaram se Atena poderia regenera-las com seu sangue obtiveram um n�o:
"Isso est� al�m de meus poderes permitidos por meu pai, o m�ximo que poderia fazer � regredi-las ao seu estado antes de se tornarem Kamuis"
Assim foi feito, logo que o Cavaleiro ferido fora curado (embora tenha ficado com uma cicatriz negra no local em que levara o golpe), todas as Armaduras de Bronze retornaram, mas n�o puderam resgatar as Armaduras de Ouro destru�das por Thanatos n�o haver nenhum rest�gio dela nos corpos dos jovens.
Dessa forma o Santu�rio pode ser reestruturado a muitas custas, pois os Cavaleiros eram poucos, e a derrota de Poseidon e Hades n�o seria eterna, embora o Deus do Inferno tivesse seu corpo e moradia perdidos para sempre...
Cap�tulo 1: O garoto Ayde e a Pra�a Congelada
Brasil - Alguma cidade pr�xima � Floresta Amaz�nica

Anoiteceu. Aquele ar g�lido noturno soprava balan�ando levemente os cabelos de dois jovens que estavam sentados juntos em um banco de uma pra�a. O mais velho, que n�o deveria ter mais de dezesseis anos observava o c�u estrelado com interesse. O outro, dois anos mais jovem, parecia estar levemente entediado enquanto fitava os pr�prios p�s.
- Que saco! - Exclamou ele virando-se para o primo - N�s temos que ficar aqui a noite toda!?
O garoto mais velho virou-se levemente para o outro, como se houvesse acabado de perceber que ele estava aqui.
- E o que voc� quer fazer? - Perguntou ele.
- Alguma coisa �til. - Respondeu o mais jovem em tom ofendido.
- Como o qu�? - Comentou o outro sarc�sticamente - Jogar video-game?
O garoto deu um muxoxo de impaci�ncia e se levantou repentinamente. Podia-se observar que ele era um jovem na estatura m�dia da idade, de uns um metro e cinq�enta e cinco. Possu�a cabelos castanhos escuros que estavam cuidadosamente penteados para cima numa posi��o fixa, estando sob efeito de algo que andava na moda atualmente, o gel. Seus olhos eram da mesma cor, e ele era levemente "bombado" para a idade.
- Eu vou para minha casa. - Falou ele com rispidez esperando que o outro disesse alguma coisa.
- Certo. - Respondeu o outro parecendo indiferente - At� amanh� ent�o, Nandes.
- N�o sei se vou aparecer amanh�. - Rebateu o outro com irrita��o virando as costas e indo em dire��o oposta.
O garoto mais velho, que se chamava Ayde apenas observou Nandes sumir a dist�ncia. J� estava realmente acostumado com as atitudes impulsivas do primo para se importar.
Nandes era daquele tipos de garotos que possu�am um ar infantil de superioridade, mas que era facilmente intimidado. Poderia ser aquele que falaria mais alto em uma discuss�o em grupo, esbo�ando algum talento para lideran�a. O seu problema era sua impulsividade, o tornando f�cil de se manipular.
J� Ayde era bastante diferente do primo, tanto fisicamente quando em personalidade. Enquanto Nandes se preocupava em ter uma boa apar�ncia, Ayde era mais "largado", andando com seus cabelos naturalmente lisos e pretos sempre despenteados, geralmente vestindo a primeira roupa que encontrasse no guarda-roupa totalmente bagun�ado, o que fazia com que suas roupas ficassem sempre amarrotadas.
Ele n�o fazia um tipo muito soci�vel, embora tivesse poucos, mas fi�is, amigos.
- Arrr...
O garoto suspirou levemente. Arrependera-se de ter sido rude com o primo, agora que estava sozinho, ele desejava ter algu�m por perto. Ele se colocou de p� pensando em ir para casa, teria col�gio no outro dia de manh�.
O caminho para casa n�o levava mais de vinte minutos, ele gostava muito de ir para esta pra�a de vez em quando para esfriar a cabe�a, pelo simples motivo dela estar quase sempre deserta e ficar a dois quil�metros da cidade. Caminhou tranq�ilamente o percusso todo pela estrada, nas laterais dela vinham uma seq�encia de �rvores que bloqueavam o c�u.
Mas Ayde parou repentinamente: a temperatura parecia ter ca�do v�rios graus de uma s� vez. Uma densa neblina estava sendo formada na frente dele, fazendo com que as luzes da cidade perdessem levemente o foco. Tremendo de frio, ele tentou correr... mas parou ao ouvir duas vozes discutindo � alguns metros atr�s dele, na dire��o da pra�a que acabara de se retirar.
- Quem � voc�!? - Gritava uma voz m�scula parecendo irritada - Como ousas me interromper?
Ayde ouviu uma risada arrogante como resposta.
- Voc� � um dos Cavaleiros de Atena? - Continuou a mesma voz.
- E se for? - Respondeu a outra com um tom claro de provoca��o. Pela voz n�o parecia ser algu�m mais velho do que Ayde, mas ele n�o p�de v�-lo nitidamente a essa dist�ncia.
Ayde n�o soube o que fazer imediatamente, deveria se aproximar mais? O frio repentino deixara seu corpo praticamente im�vel, mas ele optou por se aproximar vagarosamente dos homens que discutiam na pra�a.
- Se for... - Continuou a primeira v�z m�scula - Eu te matarei aqui e agora!
- Eu quero ver voc� tentar. - Respondeu o outro com o mesmo tom de provoca��o.
- Heh, primeiro vamos ver o que voc� acha disso! - Gritou o homem.
Ayde percebeu que o homem estava olhando para ele amea�adoramente. Tratava-se de algo que ele nunca vira antes, era um homem alto e forte, mas o que chamava mais a aten��o n�o era o seu f�sico. Ele estava vestindo uma esp�cie de Armadura vermelha em tom de sangue, envolto em espinhos que escorriam um l�quido da mesma cor...
O garoto n�o teve tempo de fazer nada quando a criatura o alcan�ou em menos de dois segundos, o erguendo pelos ombros como se este fosse papel.
- Solte-o! - Gritou a voz do outro garoto, parecendo pela primeira vez amendrontada - Seu covarde! Venha e lute comigo!
Agora foi a vez do grand�o rir.
- Solta-lo!? - Riu ele - E porque eu faria isso? S� porque voc� quer?
O estranho arremessou o corpo do Ayde pelos ares h� uns dez metros do ch�o. Algo parecido com uma esfera negra se envoltou nele, fazendo com que ele n�o ca�sse.
Imediatamente Ayde sentiu-se tonto, e perdeu a consci�ncia.
Gr�cia - Santu�rio -Templo de Atena

A sala da Deusa Atena sempre fora o mais simples poss�vel. Embora fosse grande e espa�osa, n�o havia nada que se destacasse naquele local. S� havia uma pesada porta que dava acesso a seu templo, nele vinha um longo tapete vermelho que andava uns trinta metros at� chegar em uma poltrona roxa, na qual alguma garota de jovem apar�ncia estava sentada fitando um garoto ajoelhado na sua frente.
- Atena... - Disse o garoto com uma voz suave a preocupada - Eu fiz como a Senhorita me pediu, pedi para que ele fosse imediatamente ao Brasil.
O menino ergueu os olhos. Havia acabado de completar quinze anos, dois anos j� havia se passado desde a Guerra contra Hades. Ainda contia os mesmos tra�os de pouco tempo atr�s, seus cabelos castanhos claros esvoa�avam para tr�s com leveza.
Ele vestia uma das Armaduras que simbolizavam os Cavaleiros de Atena. No caso, uma Armadura rosa que lembrava o corpo de uma mulher. Mas o que chamava a aten��o eram suas correntes, que partiam de seus bra�os formando um c�rculo em zigue-zague que ocupava parte do piso pr�ximo.
- Muito bom, Shun. - Disse Atena com um sorriso - Eu sei que voc� n�o est� entendendo nada, mas eu pretendo explicar em breve o motivo de minha preocupa��o.
Shun de Andr�meda n�o se moveu, como se esperasse por algo. Mas como nenhum sinal n�o veio, ele se levantou timidamente e (n�o recebendo obje��o) virou as costas. Quando finalmente estava perante ao pesado port�o do Templo, ele falou em uma voz amargurada:
- Atena... - Come�ou ele - Faz dois anos que eu n�o tenho nenhum sinal de meu irm�o Ikki...
- Voc� quer saber onde ele est�? - Interrompeu Atena carinhosamente.
Shun concordou com a cabe�a, mas a Deusa fez um sinal de nega��o com a cabe�a.
- Eu tamb�m n�o fa�o id�ia de onde ele se encontra. - Disse ela - Mas tenho certeza que ele est� bem. E tenho igual certeza que se prescisarmos ele vir� em nosso socorro.
Shun percebeu a voz de Atena tremer enquanto falava - e uma nova preocupa��o tomou seu cora��o - estaria ela esperando por algo?

Brasil

Em meio � uma antiga pra�a que se situava entre dois vilarejos n�o t�o distantes, duas pessoas se observavam de forma cautelosa e amea�adora.
Era uma pra�a circular, com uma enorme �rvore no centro envolta por v�rios banquinhos de madeira. Ao lado esquerdo, havia um parque infantil com todos os brinquedos semi-destru�dos. No direito, um gramado descuidado mostrava o que deveria ter sido h� algum tempo um velho campo de futebol.
Mas as duas pessoas n�o se preocupavam a m�nima se a pra�a prescisava de reformas. Uma delas, uma figura alta e amea�adora pisava no gramado descuidado deixando a marca dos pr�prios p�s como se ele n�o passasse de areia fofa.
- Voc� ainda n�o respondeu... - Dissera ele, com uma voz grossa e intimidadora - Porqu� eu deveria solta-lo?
A outra pessoa, que possu�a um corpo de algu�m no final da adolesc�ncia, n�o respondeu. Tratava-se de um rapaz loiro e de olhos azuis, vestindo uma Armadura branco-azulada que lembrava um Cisne. Seu corpo emitia um frio intenso e uma aura branca... seu nome era Hyoga, e assim como Shun, ele era um dos Cavaleiros de Atena.
- Eu n�o sei ao certo o que eu estou fazendo aqui. - Comentou Hyoga baixinho - Mas aparentemente Atena queria que eu o vigiasse. Quem � voc�? E o que faz aqui?
O homem alto deu uma gargalhada aud�vel.
- Atena n�o te disse nem ao menos o que voc� teria de fazer aqui! - Exclamou ele parecendo surpreso - Vai ver ela n�o confia em voc�!
Mas ele se calou de repente, ficando repentinamente em um tom mais s�rio.
- Infelizmente eu n�o direi a voc� o que eu fa�o aqui. - Falou ele caminhando em passos lentos em dire��o a Hyoga - Mas posso dizer quem eu sou: Meu nome � Griffies de Prego, sou leal ao grandioso Deus da Forja Hefesto!
O Cavaleiro de Cisne observou ent�o em detalhes o formato da Armadura de Griffies: Ela mostrava-se parecida com a Armadura de um Cavaleiro de Bronze que tamb�m era irm�o de Hyoga, Ich� de Hidra. A diferen�a � que ela era vermelha e protegia o corpo inteiro, e ao inv�s de garras, ele contia pregos afiad�ssimos em ambos os punhos.
Hyoga finalmente percebeu que n�o havia alternativa sen�o lutar, quando percebeu o grande homem correndo em sua dire��o.
- Pode vir! - Gritou o Cavaleiro entrando em posi��o defensiva - Eu n�o presciso saber de nada!
Griffies avan�ou ferozmente com os dois punhos mirando o peito de Hyoga, que n�o esbo�ou qualquer rea��o inicial.
- Suma da minha frente! - Urrou Griffies e Hyoga voltou a sorrir com provoca��o.
S� ent�o todo o gramado adquiriu um tom incolor e gelado. O Cisne congelara a pra�a inteira, transformando-a num imenso tapete de gelo.
Griffies se viu perdendo o controle do pr�prio peso enquanto deslizava no gelo rec�m-formado.
- Isso � o que voc� merece. - Disse Hyoga.
O ar frio de Hyoga fez com que Griffies girasse no ar e com a for�a do pr�prio peso fosse lan�ado com for�a contra a �rvore agora tamb�m congelada. Ele bateu com um ru�do seco nela e tombou de frente, se levantando em seguida com facilidade com a ajuda dos bra�os.
- � s� isso que tem a me mostrar? - Perguntou Griffies com o mesmo tom de vigor, embora parecesse um pouco irritado.
- � claro que n�o. - Respondeu Hyoga na mesma hora - Podemos chamar isso de uma "introdu��o".
Griffies voltou a disparar contra Hyoga, dessa vez saltando com os dois punhos adiantados. Hyoga desviou facilmente para a esquerda, parando em cima de um dos bancos da pra�a. Mas um raio vermelho acertou em cheio a estrutura que firmava o banco ao ch�o, que quebrou. O Cavaleiro gastou todo o seu reflexo para saltar mais uma vez, mas fora tarde demais: Griffies o segurou pelos ombros assim que ele atingiu tr�s metros de altura.
Desta vez Hyoga fora arremessado ao ch�o, ca�ndo de costas com um grito de dor abafado. Mas ele rolou pelo ch�o afim de evitar um soco que havia sido mirado em seu rosto. Griffies se virou contra ele respirado como um touro enfurecido sem perceber que havia cristais de gelo encobrindo pouco a pouco seu corpo.
- Voc� n�o pode correr para sempre! - Gritara ele voltando a disparar contra o Cavaleiro.
Mas dessa vez algo o segurou onde estava. Os cristais de gelo que o encobriam se multiplicaram, imobilizando totalmente seu corpo dos p�s a cabe�a.
- C�rculo de gelo. - Explicou Hyoga ofegando com uma risada leve - Agora nada pode tira-lo da�.
Mais cristais de gelo se formaram, dessa vez encobrindo todo o bra�o direito de Hyoga, que apontou para Griffies:
- P� DE DIAMANTE!
Os cristais avan�aram em dire��o ao inimigo em uma rajada fulminante de gelo misturado com vento. O oponente n�o teve como reagir, e sentiu seu corpo ser totalmente congelado ao mesmo tempo que mais cristais perfurantes tentavam penetrar em sua pele.
Com um grito ensurrecedor, Griffies fora levado ao ch�o destru�ndo todo o tapete de gelo que seu corpo encontrou.
- Pena que n�o descobr� quem ele era. - Disse Hyoga para s� mesmo e voltando seu olhar para o alto.
- Esse � o fim. - Ofegou Hyoga apontando novamente o bra�o para Griffies, mas o inimigo repetira o mesmo gesto do Cavaleiro.
- Ser� que seu frio � capaz de deter meu prego-canh�o em um ataque frontal? - Perguntou ele com uma risada fraca, mas exalando confian�a.
- P� DE DIAMANTE!
- PREGO-CANH�O!
Novamente o ataque de Griffies voou em dire��o ao Cavaleiro de Cisne, mas antes que o golpe o atingisse o gelo tomou conta do enorme prego, que se desintegrou na metade do caminho em pequenos flocos de gelo. O golpe do Cavaleiro fora mais eficaz, congelando mais uma vez o corpo de Griffies e o levando ao ch�o.
- Argh... - Solu�ou Griffies, cospindo sang�e no piso congelado. Aparentemente o ataque de Hyoga n�o fizera efeito, a Armadura do homem continuava intacta.
- Eu acabei com voc�. - Disse Hyoga aproximando-se cautelosamente do corpo do inimigo - Agora talvez voc� possa me dizer o que veio fazer aqui.
Griffies tentou se levantar, para s� ent�o entender o que acontecera. O frio de Hyoga chegara pr�ximo ao zero absoluto, congelando completamente a vestimenta de Griffies, que estava im�vel.
- Maldito... - Continuou ele cospindo uma nova parcela de sang�e - O seu frio fora t�o intenso que eu j� nem sinto minha perna quebrada... mas voc� acha que vai ficar assim? - Ele riu abobadamente - Vir�o mais e mais Guerreiros da Oferenda... voc� est� perdido!
Os olhos de Griffies brilharam uma �ltima vez amea�adoramente, por um momento Hyoga pensou que ele iria ataca-lo, mas ele n�o voltou a se mover.
O Cavaleiro deixou-se apagar seu Cosmo, e a temperatura pouco-a-pouco voltava ao normal naquele pa�s tropical. J� havia decidido retirar-se inst�ntaneamente, quando voltou a perceber um globo vermelho l� no alto. Um garoto o observava num misto de espanto e curiosidade.
- Eu vou tira-lo da�! - Gritou Hyoga sem saber se o garoto poderia ouvi-lo - N�o se mova!
Um novo golpe capaz de rachar montanhas destru�u facilmente o globo que levitava no alto. Aparentemente, agora que Griffies estava derrotado, as defesas que o protegiam estavam mais vulner�veis.
O garoto caiu nos bra�os de Hyoga sem danos, o Cavaleiro o colocou de p�. Sem saber o que dizer.
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