Diogo Nunes Menezes
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Sua Breve História
No dia 15/05/78, DEUS me
presenteou com o maior Tesouro que um homem pode receber: um filho, (o 2º seria
sua irmã, Sabrina.
DIOGO NUNES MENEZES, foi o nome
escolhido com todo o carinho por mim e por sua querida mãe Sílvia.
Durante os primeiros anos de sua
vida, tivemos várias surpresas, devido o seu comportamento de querer aprender
tudo muito rápido.
Sua curiosidade era
impressionante e suas habilidades que foram por mim sempre incentivadas, uma vez
que NUNCA desenvolveu nada que viesse a prejudicar alguém.
Cresceu, e neste tipo de
ambiente, mostrou-se o filho obediente, prestativo, carinhoso, o irmão querido
e dedicado a todas as atividades em que se envolvia.
Por eu ter tido algumas carências
na adolescência, Diogo para mim era o irmão, companheiro, o que sabia ouvir
minhas reclamações sem se deixar abalar, enfim, tudo aquilo que se possa
esperar de uma pessoa que nos inspira total confiança.
No colégio, do Jardim de Infância
à Faculdade, nunca se envolveu em brigas, e sempre foi muito querido pelos
colegas pela sua alegria. Após completar os seus 15 anos, Diogo passou a não
gostar de comemorar seus aniversários, embora se divertisse muito nos dos
outros. Era arredio a multidões, nos grupos de amizades se ligava no máximo a
4 ou 5 pessoas.
Embora fosse um pouco fechado,
uma vez quebrada a "casca" e ele tomasse confiança na pessoa, ficava
horas conversando sobre os mais diversos assuntos: música, carros, barcos,
computadores, e pescaria - Diogo gostava muito de pescar, pretendia fazer um
curso de mergulho nas férias. Adorava um churrasco.
Em alguns momentos, gostava de
ficar sozinho, apenas ouvindo música, do Funk à Música Clássica, mas tinha
pequena preferência pelo Pagode e Grupos de Aché Music.
Nestes momentos eu me assustava,
pois não conseguia entender porque um rapaz na idade dele, não se ligava
afetivamente a ninguém, a não ser a família. As namoradas que teve foram
apenas passageiras, sem nenhum envolvimento mais profundo. A apenas uma, ele
dedicou mais os seus sentimentos, mas por ironia do destino, esta pessoa também
foi vítima de uma fatalidade na família. (Perdeu os pais e a irmã aos 16
anos, num acidente rodoviário.) Os dois eram grandes amigos, mas ela ficava com
medo do namoro não dar certo, e alem de perder o namorado ficar sem o amigo.
Às vezes ficava horas no carro
sozinho, apenas ouvindo música e pensando em não sei o que. Perguntava o que
estava havendo, e ele apenas dizia: "Não estou pensando em nada, Pai, só
ouvindo música, não se preocupe comigo, eu estou bem."
A sua preocupação comigo e com
sua mãe era tanta, que; se nós nos atrasássemos por mais de ½ hora na
chegada do trabalho, ficava logo aflito, tentando um meio de saber o que estava
acontecendo. Companheiro inseparável de sua irmã Sabrina, que estudaram sempre
juntos, só se separando na Universidade. Ele foi estudar Informática e ela,
Matemática.
Gostava de desafios, nunca ficou
sem dar uma solução para qualquer tarefa a que lhe fosse atribuída. Costumava
falar: "Pai, ainda não peguei um computador que eu não pudesse consertar,
posso demorar um pouco, mas ele vai funcionar".E ele sempre conseguiu!
Agora estou compreendendo que
DEUS não havia me dado um Tesouro, mas sim emprestado por 22 anos, um mês e 26
dias, e que estava precisando dele de volta, pois sua missão já havia sido
cumprida com êxito.
Ficaram a saudade e esperança
de um dia nos encontrarmos novamente.
Receba um abraço de seu pai, Vicente, sua mãe, Sílvia e sua irmã, Sabrina
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