| Vampira Num gesto atrevido coloco meu corpo em seu corpo e esbarro em sua boca. Do outro lado do abraço, escondo meu medo entre suas pernas, mas esqueço o motivo. Embaixo da cama: abandono o sexo ainda virgem - embora úmido - Com os dentes em seu pescoço, mutilo para sempre a inocência. No fim da madrugada nada resta do corpo ou do sonho: só o sangue do vôo do mamífero de mim. |
| Vampira - Adélia Prado |
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