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| Ad�lia Prado Com licen�a po�tica Quando nasci um anjo esbelto, desses que tocam trombeta, anunciou: vai carregar bandeira. Cargo muito pesado pra mulher, esta esp�cie ainda envergonhada. Aceito os subterf�gios que me cabem, sem precisar mentir. N�o sou t�o feia que n�o possa casar, acho o Rio de Janeiro uma beleza e ora sim, ora n�o, creio em parto sem dor. Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina. Inauguro linhagens, fundo reinos - dor n�o � amargura. Minha tristeza n�o tem pedigree, j� a minha vontade da alegria, sua raiz vai ao meu mil av�. Vai ser coxo na vida � maldi��o pra homem. Mulher � desdobr�vel. Eu sou Agostina Akemi Sasaoka MARCAS Pela pele tola o rastro impuro de minha presen�a amb�gua. Sob os c�lios imundos, os sil�ncios parcos de meu corpo desfeito. Entre as pernas suplicantes, �midos vest�gios do beijo incontido. M�os adentro, meu cio irrefletido estupra a solid�o de seu afago. |
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