Analu Menezes
Insensatez Sou o lume de cada risco que corta o deserto silencioso no c�u, a mais pura e natural rebeldia que se afugentou da mesmice humana. Por algum motivo aleat�rio a minha vontade, n�o estou presente em sua mem�ria. Finquei-me nos odores corporais que exalam de sua pele, no aroma quente que sopra de suas narinas num desritmo pueril. Fa�o vida em sua ere��o, na selvageria de seu desejo, sou a thel�mica verdade em sintonia com o amor - noventa e tr�s � o n�mero. Sou nereida a servi�o de Pan, tua adaga, a g�rgona que te arrasta aos infernos: bruxa, cigana, serpente, alqu�mica figura metamorfoseada.
Com o leve toque do mouse em sua janela virtual provoco pequenas fagulhas incandescentes, e ao menor esbarr�o desencadeio os sonhos retesados que existem a� dentro.
Sou sua parte viva, o pulsar ardente, o fogo, brasa imersa na constela��o cibern�tica. Defloro seu corpo, consumo o calor de seus l�quidos - fel e melado - nada mais importa nessa hora: penetrando minhas carnes, o resto � insensatez.
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