LIGIER SPORT

Entrada na F1: 1976 Projetor do carro:
Saída da F1: 1996 Dono: Guy Ligier
Anos de F1: 20  
Últimos pilotos: Olivier Panis Pedro Paulo Diniz
1976 1981 1988

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Criada em 1976 pelo ex-piloto Guy Ligier, a equipe estreou na Fórmula 1 no GP do Brasil daquele ano, alinhando um único carro, guiado por Jacques Laffite. Com um desenho bastante peculiar de suas tomadas de ar, o JS5 ficou popularmente conhecido como "bule de chá". Seus motores eram os V12 fornecidos pela Matra, e a equipe obteve ótimos resultados logo no ano de estréia, com Laffite conquistando três pódios, sendo um deles em segundo lugar. A primeira vitória veio no ano seguinte, o GP da Suécia, e o time parecia fadado ao sucesso. Mas tudo ficou apenas na aparência. Apesar das altas verbas recebidas do governos francês, os resultados nunca vieram com certa continuidadade. Tendo trocado os propulsores Matra pelos Ford, a equipe viveu seus melhores dias entre 1979 e 1981, período no qual somou sete vitórias e se manteve sempre entre as quatro primeiras no mundial de construtores, chegando ao vice-campeonato em 1980.

A partir daí, no entanto, a equipe entrou num longo e melancólico declínio. O retorno da Matra, em 1982, foi um desastre, e desde então o time não mais se encontrou. O fundo do poço parecia ter chegado em 1987, quando a Ligier não pôde começar a temporada por não ter fornecedor de motores. Logo na segunda prova a BMW-Megatron acertou a cessão de seus turbos, mas nas quatro temporadas seguintes a equipe ainda enfrentaria mais três trocas de motor. Entre 1988 e 1990 o poço se revelou ainda mais fundo, com o time chegando a não se classificar para algumas provas, e em 1991 precisando entrar na justiça contra a Larrousse para não ser obrigado a disputar a pré-classificação. No ano seguinte o governo francês aumentou o apoio à equipe de Guy Ligier, utilizando suas influências políticas para que a Renault passasse a ser sua fornecedora de motores. Contando com um propulsor de primeira linha depois de desastradas trocas por anos consecutivos, a Ligier voltou a crescer lentamente, passando a ocupar um lugar de destaque entre as equipes médias. Mas à essa altura, endividado, Guy Ligier já havia passado o time adiante e o novo dono, Cyril de Rouvre, acabou preso por causa de problemas com o fisco. No final de 1994, numa jogada astuta, Flavio Briatore comprou a Ligier, a fim de passar o contrato da Renault para a sua Benetton. Feita a transação, Tom Walkinshaw assumiu brevemente a equipe, que agora era impulsionada pela Mugen-Honda e conquistou uma vitória ocasional no GP de Mônaco de 1996, ainda com ares de "Benetton Junior".

1992 1995

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Danilo Cardoso© 2003

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