SCUDERIA FERRARI

ANOS DE F1: 53 PROJETOR DO CARRO: Rory Byrne
COMEÇO NA F1: 1950 DONO:
PILOTOS ATUAIS Michael Shumacher Rubens Barrichello

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1970 1975 1992 1997

 

Enzo Ferrari fundou a Scuderia Ferrari em 1929 e em 1940 fundou a Auto Avio Construzioni Ferrari em sua anterior sede central da Scuderia Ferrari, para a fabricação de peças (ferramentas), daí o nome passou a se chamar Ferrari e desde então, passou a se dedicar na fabricação de carros. Ferrari obteu 12 títulos de pilotos e 17 títulos mundiais nos construtores.

Mais do que uma simples equipe de Fórmula 1, a Ferrari é uma verdadeira religião. Idolatrada em todo o mundo, seus torcedores (principalmente os italianos) são verdadeiros apaixonados e cada vitória da escuderia torna-se uma grande festa, onde quer que ela ocorra. A mítica rossa surgiu do trabalho do Comendador Enzo Ferrari, um ex-piloto que passou a administrador da Alfa Romeo. Em 1939, no entanto, o Comendador foi obrigado a deixar a fábrica depois que entrou em conflito com a direção da empresa por não concordar com as idéias do regime fascista.
Em 1950, no primeiro mundial de Fórmula 1, lá estava a Ferrari competindo contra sua irmã Alfa Rome. A partir de então, a escuderia viveu diversas glórias os anos 50 e 60, conquistando neste período seis títulos de pilotos e dois de construtores. Mas quando as equipes de Fórmula 1 passaram a evoluir trabalhando em soluções aerodinâmicas, em meados dos anos 60, a escuderia ingressou num período de estagnação graças à filosofia de Enzo Ferrari, que insistia a importância do motor, tratando a construção do carro como uma preocupação secundária. A equipe vinha muito mal durante o começo dos anos 70 e o Comendador ameaçou fechar suas portas, até que a Fiat a adquiriu no final de 1973. Juntamente com a Fiat chegou o jovem Luca di Montezemolo, escalado como diretor esportivo, mas Enzo Ferrari permaneceu como presidente.
Assim, a Ferrari renasceu. A equipe permaneceu forte até 1979, quando conquistou seu último título de pilotos, mas de lá pra cá, o que se vê são altos e baixos, muitas tentativas frustradas e alguns títulos perdidos no detalhe. Em 1982, a equipe construiu o melhor carro da temporada e poderia ter facilmente monopolizado o campeonato, não fossem duas fatalidades. Nos treinos para o GP da Bélgica, faleceu Gilles Villeneuve. Três meses depois, seu companheiro, Didier Pironi, líder do campeonato, fraturou as pernas nos treinos para o GP da Alemanha e nunca mais voltou a correr, restando como único consolo o seu sétimo campeonato de construtores, título que se repetiria ainda no ano seguinte. Daí para frente, mais uma crise técnica e alguns anos sem vitórias, até que a contratação de John Barnard, o projetista responsável pelos grandes McLaren campeões com Alain Prost e Niki Lauda, foi chamado para resolver o problema. Bons carros foram construídos e Gerhard Berger recolocou a equipe entre as vitoriosas em 1987. Em 1989, a Ferrari cria o câmbio semi-automático e contrata Alain Prost no final da temporada, pensando em finalmente reconquistar o título mundial em 1990.
Mas nem tudo sai como previsto. Apesar da excelente dupla de pilotos, Alain Prost e Nigel Mansell, problemas de comando perturbaram o ambiente no time italiano. Prost forçava um tratamento de primeiro piloto, Mansell não aceitava e Cesare Fiorio, diretor esportivo, não se decidia. Os pilotos passaram a se tratar mal e o inglês decidiu atrapalhar deliberadamente seu companheiro na largada do GP de Portugal, prensando-o contra o muro. Mais crise técnica se seguiu nesse período, até que Luca di Montezemolo foi chamado de volta em 1992, desta vez assumindo a presidência da escuderia. Uma reestuturação teve início em 1993, com a contratação do diretor esportivo Jean Todt, campeão de marcas com a Peugeot. Em 1994, Gerhard Berger encerrou um período de três anos sem vitórias com um grande desempenho no GP da Alemanha, e desde então o crescimento da equipe tem sido constante.
Em 1996, o alemão Michael Schumacher foi recrutado para trazer de volta o título de pilotos, apesar de ter chegado bem perto. chegou a decidir os títulos de 1997 e 1998 na última corrida, mas saiu derrotado por falhas pessoais. Em 1999, fraturou a perna direita num acidente no GP da Inglaterra e ficou de fora da luta pelo título, tarefa que recaiu sobre o segundo piloto, Eddie Irvine. O irlandês chegou brigando com Hakkinen até a última corrida, mas também falhou. Novamente, assim como em 1982, o consolo foi o título de construtores. Desgastado com a equipe, Irvine deixou a Ferrari em 2000 e foi substituído pelo brasileiro Rubens Barrichello, que agora juntamente com Schumacher trouxe finalmente o título de piloto para a Scuderia.

Desde então, Shumacher e Ferrari, fizeram uma dupla 100% vitoriosa, conquistando tetra e o penta em 2001 e 2002 e Ferrari ganhou mais 2 títulos de construtores.

1987 2000 1998 2002

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Danilo Cardoso© 2003

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