ARROWS
F1 TEAM
| ANOS DE F1: 24 | SAÍDA DA F1: 2002 |
| COMEÇO NA F1: 1978 | DONO: Tom Walkinshaw |
| ÚLTIMOS PILOTOS Heinz-Harald Frentzen | Henrique Bernold |
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| 1978 | 1981 | 1988 | 1991 |
A Conhecida pejorativamente como a maior perdedora da Fórmula 1 (em mais de 20 anos de história não obteve uma única vitória), a equipe Arrows nasceu em meados de 1977, formada por um grupo técnico dissidente da rival Shadow. O nome Arrows, inclusive, é um acrônimo envolvendo as iniciais de seus fundadores: Franco Ambrosio, Alan Rees, Jackie Oliver, Dave Wass e Tony Southgate. Antes mesmo de estrear na categoria, a nova escuderia viu-se envolvida em controvérsia quando foi levada aos tribunais pela Shadow, que a acusava de plagiar seu modelo DN8. A ação foi julgada procedente e a Arrows foi obrigada a modificar seu projeto, construindo às pressas o FA-1. O novo carro não ficou pronto a tempo da abertura do Mundial de 1978, na Argentina, mas veio a estrear no GP do Brasil. No decorrer da temporada, o bólido mostrou-se bastante competitivo, levando o novato Riccardo Patrese a um belíssimo segundo lugar no GP da Suécia, mas foi só.
No final de 1985, a Arrows inovou ao acertar uma parceria com a
financeira norte-americana USF&G. O dinheiro injetado foi
importante para uma reestruturação da equipe, que neste
período atingiu seu auge ao obter a quarta posição entre os
contrutores em 1988, empatada com a Lotus. Apesar da histórica
campanha, seus dois pilotos, Derek Warwick e Eddie Cheever,
jamais estiveram sequer perto de uma vitória, dominada que foi
esta temporada pela McLaren.
A parceria teve fim em 1989 e desta vez a associação aconteceu com o grupo japonês do ramo de transportes Footwork. A parceria acabou comprometida por causa de um mal-sucedido acordo com a Porsche em 1991, que jogou por terra qualquer chance da escuderia naquela temporada. A empresa alemã havia desenvolvido um pesado e obsoleto motor V12 que poucas vezes alinhou para o grid. O acordo foi desfeito no meio do ano, com a Arrows/Footwork arcando com o prejuízo e passando a utilizar motores Ford.
Em 1992 a Arrows
foi buscar os motores Mugen/Honda, que deram novo impulso à
equipe. Quando os resultados começaram a surgir, no entanto, a
fonte secou. Endividado, o grupo Footwork deixou a equipe e o
controle voltou a Jackie Oliver, o único fundador remanescente.
Sem gás financeiro para dar ao time a competitividade
suficiente, Oliver manteve seus carros no grid de forma modesta
por mais algumas temporadas, à exceção do ocasional terceiro
lugar de Gianni Morbidelli no GP da Austrália de 1995.
Em meados de 1996, Jackie Oliver vendeu sua equipe para o astuto
escocês Tom Walkinshaw, dono do grupo TWR (que competia no
mundial de marcas em parceria com a Jaguar) e ex-acionista de
Benetton e Ligier.
A cartada mais ousada de Walkinshaw foi contratar o então campeão do mundo Damon Hill para seu time, pagando a ele um salário milionário e atraindo diversos patrocinadores. Alegre e entusiasmado, Walkinshaw passou a pré-temporada inteira anunciando vitórias, o que acabou não ocorrendo. Damon Hill quase chegou lá, na Hungria, não fosse um defeito hidráulico em seu acelerador tê-lo jogado para o segundo lugar na última volta. Mas o pódio não deixou de ser um consolo: foi um dos únicos momentos de brilho da Arrows numa temporada próxima da mediocridade. Hill abandonou o barco no ano seguinte para juntar-se a Eddie Jordan, e a Yamaha, que fornecia seus motores, deixou a Fórmula 1. Walkinshaw então comprou de última hora a preparadora de motores de propriedade de Bryan Hart. O resultado foi outro fracasso e a equipe ficou extremamente endividada.
Em 1999, a
solução encontrada por Walkinshaw foi vender cotas de sua
equipe para um exótico príncipe nigeriano chamado Malik Ibrahim
Ado, o que também revelou-se um erro. Malik deixou o time no
final da temporada sem ter conquistado os patrocinadores que
havia prometido.
Em 2000, Tom Walkinshaw espera melhor sorte para sua equipe.
Desistiu de vez dos motores próprios e agora a Arrows será
impulsionada pela Supertec de Flavio Briatore. Não chega a ser
um grande motor, mas com certeza é mais potente que os
utilizados em 1999. O piloto espanhol Pedro de la Rosa
permanece no time depois da pouco comprometedora temporada de
1999, e para substituir o trapalhão Tora Takagi foi recrutado o
veloz holandês Jos Verstappen, que já guiou pela Arrows
em 1999.
A Arrows continuou fracassando não tanto quanto a Minardi, mas endividada até os cabelos a equipe abandonou a temporada na metade de 2002.
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| 1998 | 1999 | 2000 |
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| 1997 | 2002 |
Danilo Cardoso© 2003