Bugatti EB 16-4 "Veyron"

Visto de frente, logo se percebe a grade em formato de ferradura, um dos ícones que identificam a marca. Na carroceria, a cor azul (outra característica dos carros Bugatti) cedeu espaço ao prateado que parte dos pára-lamas dianteiros e se estende até um pouco além da metade das laterais. Atrás, os dutos do coletor de admissão do motor V16 ficam expostos, e as formas arredondadas predominam, em harmonia com o desenho nostálgico das lanternas. Também se destacam as rodas cromadas de aro 20, montadas em pneus 265/30R 20 na frente e 335/30R 20 atrás.

No interior, o ambiente sugere esportividade e requinte. O acabamento combina revestimentos de couro e de alumínio polido, este último presente no console, nos puxadores das portas, no centro do volante e nos detalhes da alavanca de câmbio, da instrumentação e dos bancos. Os instrumentos de formato circular relembram o estilo dos que foram usados nos antigos carros de competição da marca. Há espaço apenas para duas pessoas, separadas pelo console central que fica integrado ao túnel da estrutura do monobloco.

Já o motor 8.0 de 16 cilindros em V (inclinados em 72º) é feito de liga leve e conta com quatro comandos de válvulas variáveis, o que contribui com a disponibilidade de 85% do torque máximo a partir de 1.500 rpm. Nos dois cabeçotes estão distribuídas as 64 válvulas responsáveis pela troca de gases de admissão e exaustão. Toda essa sofisticação se traduz em 630 cavalos de potência a 6.000 rpm, com um torque monumental de 77,5 kgfm atingidos a 4.000 rpm. O desempenho ainda não foi divulgado pela Bugatti, mas certamente vai superar o do modelo EB 110, lançado há dez anos, e que é capaz de atingir 352 km/h.