
Em alumínio - como a carroceria - um outro grande motor de 16 cilindros porém com 4 linhas de cilindro ao invés de 3 do anterior, resultado da tecnologia hoje empregada no Passat W8, que utiliza dois blocos VR a um ângulo de 90 graus. Grande apenas em potência e número de cilindros, já que o espaço ocupado pelo propulsor é bastante reduzido, principalmente se pensarmos que se trata de um 16 cilindros e 64 válvulas, com 630 cavalos. E foi com este motor e o novo design que o carro foi reapresentado ao mundo, no Salão de Paris 2000, agora sob o nome de EB 16/4 Veyron.As letras "E" e "B" vem de Ettore Bugatti, a proporção 16/4 resultou do número de cilindros e da quantidade de linhas de cilindros respectivamente e Veyron foi uma homenagem ao piloto francês Pierre Veyron que entre tantas vitórias e recordes, venceu as 24 Horas de Le Mans em 1939 a bordo de um Bugatti 51A.
Para ultrapassar a barreira dos 1000 cavalos foram adotados quatro turbos, sendo um para cada linha de cilindros e mais dois intercoolers para cada dois turbos. O resultado não apareceu apenas na potência quase inacreditável, mas também no torque igualmente incrível de 127.5 kgfm. Para transmitir às rodas a potência assombrosa do carro, o motor recebeu uma transmissão de sete velocidades incorporada ao bloco e tração integral controlada eletronicamente e permanente nas quatro rodas, que são calçadas com pneus 265/30 R 20 a frente e 335/30 R 20 atrás.
O gerenciamento de todas as funções deste motor 16 cilindros é feito por dois módulos eletrônicos, sendo um para cada semi-bloco e cada módulo por sua vez é gerenciado por um computador central. Esta usina de potência fica assentada em um chassis extremamente rígido contruído em fibra de carbono, e coberto por uma carroceria inteiramente moldada em chapas de alumínio. Como resultado alguns outros números quase mentirosos: 406 km/h de velocidade máxima e 0 a 300 km/h em pouco menos de 14 segundos!