A história dos números

Há 6000 anos, as sociedades primitivas egípcia e suméria viram a necessidade de represetar, com desenhos ou símbolos, mecanismos de troca, aferição de colheitas, divisão de terras, etc. Essa é a origem longínqua dos números que utilizamos até hoje.

Como os egípcios contavam
Com as primeiras cidades sumerias e do Egito (4000 a.C.), desenvolveram-se s praticas de troca, a agricultura e a necessidade de simboliza-las. Por volta de 1650 a.C., o egípcio Aahmesu escreveu o Papiro Ahmes, um manual de matemática contendo 90 problemas do dia-a-dia, como preço de pão, a alimentação do gado, etc. Todos resolvidos. Ele é a base para os cientistas compreenderem o sistema numeração egípcio, que se baseava em 7 símbolos para representar 7 números-chave.

O sistema romano
Para formar seu sistema de numeração, os romanos adotaram, no século III a.C., os símbolos numéricos correspondentes às letras do alfabeto. O número 44, por exemplo, é escrito como XLIV (corresponde a 50 – 10 + 5 – 1). Para escrever 4000 ou números maiores, os romanos usavam um traço horizontal sobre as letras. Assim não ficavam muito extensos. Um traço multiplicava o número representado abaixo dele por 1000.

Nossos números
No século VI, alguns centros de cultura grega foram fundados na Síria. Ao participar de uma conferencia num desses clubes, em 662, o bispo local Severus Sebokt, irritado com o fato de as pessoas elogiarem qualquer coisa vinda dos gregos, explodiu: “Existem outros povos que também sabem alguma coisa! Os hindus, por exemplo, têm valiosos métodos de cálculo. São métodos fantásticos! E imaginem que os cálculos são feitos por apenas 9 sinais!” A referência a 9 símbolos significa que, na Índia, havia sido inventado no século VI, também, um símbolo para a posição vazio: o zero, que era representado na forma de um ovo de ganso. Pronto, estava completo o sistema de numeração dos algarismos “indo-arábicos”.
No século VIII, Harum al-Raschid(califa de Bagdá entre 786 e 809) tentou transformar a cidade no maior centro cientifico do mundo, contratando grandes sábios mulçumanos da época – entre eles, o matemático árabe Mohammed Ibn-Musa al-Khowarizmi. Ao traduzir livros de matemática indianos para a língua árabe, al-Khowarizmi surpreendeu-se com estranhos símbolos, como o do ovo de ganso. Ao ver que, com aquele sistema de numeração, todos os cálculos seriam feitos de um modo mais rápido e seguro, decidiu contar ao mundo as boas novas, no livro Sobre a Arte Hindu de Calcular. Por ter sido criado pelos hindus e divulgado pelos árabes é que o sistema é chamado de “indo-arábico” – apesar de completo, só no século XVI seria aceito na Europa.


O matemático
al-Khowarizmi

Por que os símbolos 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7,  8, 9 são chamados de algarismos?
Porque derivam do nome do matemático al-Khowarizmi, que originou-se o termo latino algorismus.


O uso regular do sinal da adição apareceu no livro Mercantile Arithmetic, do matemático alemão Johann Widmann d’Eger, publicado em Leipzig, em 1489. Uma das versões para a origem do símbolo vem da letra “t”, da conjunção latina et (significa “e”). Isso se deve ao fato que, alguns manuscritos, aparece, por exemplo, 5 et 7 para indicar 5 + 7. Mas há quem afirme que o sinal se origina da palavra latina plus, que foi simplificada para “p~”. Com os
escribas tinham um traçado muito rápido, o símbolo acabava saindo como uma cruz.


O mais antigo tratado de álgebra, The Whetstone of Witte, publicado em 1557, por Robert Record, cita pela primeira vez o símbolo de igual, só que com traços maiores. Segundo Record, a escolha foi feita porque ele simplesmente não conhecia duas coisas tão iguais quantos dois pares de retas paralelas. O uso universal desse símbolo ocorreu somente a partir do século XVIII.


Ele seria o resultado da redução de “m”, que era usado pelos matemáticos italianos de Renascença para abreviar minus (em latim, “menos”). Alguns autores afirmam que o traço que representa a subtração é a forma limite da letra “m”, quando escrita rapidamente. O matemático Rafael Bombeli, também italiano, em 1579, insistia em indicar a adição pela letra p (inicial da palavra più=mais) e a subtração com a letra m (inicial da palavra minus). Outra hipótese atribui o sinal de menos também a Johann Widman.


O sinal “x”, que usamos para a multiplicação, foi citado pela primeira vez pelo matemático inglês William Oughtred em 1631. Nesse mesmo ano, Thomas Harriot usou um ponto entre os fatores para demonstrar o produto.


A forma a/b, que indica a divisão de a por b, é atribuída aos árabes. O inglês William Oughtred colocou, em 1631, um ponto entre o dividendo e o divisor. A razão entre duas quantidades quaisquer é indicada pelo sinal “:”, que surgiu em 1657 numa obra de Oughtred. Segundo o matemático Rouse Ball, o sinal de “ ”, acabou surgindo pela combinação de “-” com o “:”.


William Oughtred

 
Robert Record

Para Pitágoras, o pai da matemática (aproximadamente 580 – 500 a.C.), os números eram a origem de todas as coisas. A ele e seus seguidores é atribuída a descoberta da tabuada.
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