DIAGNÓSTICO FINANCEIRO

Análise de Balanço

 

Bloco 7

 

 (complementos)

 

 

Procedimentos do analista, de acordo com regras da análise:

  • Visitar a entidade para melhor conhecer as contas..

  • Comprovar a propriedade de imóveis e avaliar seus valores.

  • Testar a validade de direitos a receber mais expressivos.

  • Deixar o disponível dentro de limites aceitáveis.

  • O que for de difícil conversão em espécie excluir do ativo real.

  • Deduzir do ativo real todas as provisões feitas em valores e/ou em percentuais  (o maior, em valor absoluto).

  • Deixar as deduções em grupo à parte para, no final, somar com os novos totais e conferir com os de origem.

  • Os valores passivos, em princípio, serão aceitos, podendo aumentar. Na dúvida (se um valor é exigível ou não), deixar no exigível.

  • Aplicar critérios semelhantes às contas de resultado. Do lado da receita só aceitar o que, de fato, for receita. O que não for, excluir. Para as despesas, admitir, em princípio, os valores citados, que podem aumentar, se necessário. Deduzir do resultado as contrapartidas da correção monetária.

  • Esclarecer qualquer outro ponto em dúvida.

  • Fazer a classificação correta das contas.

Nota: o modelo de análise pode variar em função de detalhes.

A esclarecer

 

Caixa – deixar o saldo dentro do limite fixado.

Bancos – conferir os saldos com os dos extratos.

Títulos a receber – total até 180 dias.

Contas a receber – idem, idem.

Diversas – decomposição da conta.

Ações – a que tipo de empresa se referem.

Duplicatas a pagar – total até 180 dias.

Títulos a pagar – idem, idem.

Contas a pagar – idem, idem.

Financiamentos – idem, idem.

As demais contas e as de resultado dispensam outros esclarecimentos.

 

DIAGNÓSTICO FINANCEIRO

Análise de Balanço

(conclusões)  

 

 

           A empresa está, cada vez mais, a perder recursos próprios. Já depende em mais 80% de capitais de terceiros (exigível). O patrimônio líquido real é menos de 50% do valor aparente (não exigível), divulgado em seus balanços. Contribuíram para isso sucessivos prejuízos, alto volume de cheques sem fundo recebidos e o acúmulo de sucatas no ativo.  

          Sua situação financeira é de muita apertura, pois a liquidez corrente (curto prazo) foi de 0,79 em 2001, ou seja, para cada um real de dívidas a pagar a empresa tinha apenas 79 centavos. A crise tende a se aprofundar porque a liquidez geral (curto e longo prazo), decrescente, foi pior: 0,28.

          As garantias reais dadas pela empresa devem superar em muito seu patrimônio líquido, fato evidenciado pelo alto valor da conta Compensação. Garantiu o que não possuía, com certeza. Foi fundo demais. Pode afogar-se.

           As receitas financeiras mostram que a empresa deve estar se desviando muito de suas atividades operacionais, com prejuízos para estas. As despesas financeiras, em muito superiores a essas receitas, são outro indício forte de que a firma está muito vinculada ao mundo da agiotagem, oficial ou não.

           Como atua em ramo de alta rotatividade, sua rotação de estoques está muito baixa. Aí deve estar a causa básica de seu problema. Talvez tenha imobilizado muito também em instalações suntuosas.

            Não parece estar a empresa em condições de receber empréstimo usual, sob pena de mergulhar mais na crise, desta vez sem volta. Em matéria de receber mais dinheiro pelo preço normal de mercado, deve equiparar-se hoje a um saco sem fundo. Precisa, sim, de um financiamento privilegiado (bota privilégio nisso!) para que possa sanear seu passivo e tentar sair da crise.

           Tivesse havido lucro líquido nos três anos, os resultados seriam outros, de acordo com a tabela hipotética abaixo, por exemplo. 

Rentabilidade (suposição)

 Resultados

1999

2000

2001

Lucro líquido(em R$)

8.500

7.200

6.560

Do patrimônio líquido (lucro líquido/patrimônio líquido)

6,08% 

5,29%

5,65%

Do ativo real (lucro líquido/ativo real)

1,13%

0,94%

0,78%

 

(muitas outras conclusões poderiam ser extraídas da análise)

Conclusões codificadas

 Códigos

02

baixa participação de capitais de terceiros

03

forte participação de capitais de terceiros

04

média participação de capitais de terceiros

05

situação financeira em desequilíbrio no curto prazo

06

regular situação financeira no curto prazo

07 

situação financeira ruim no curto prazo

08

equilíbrio financeiro estável ou crescente no curto prazo

09

desequilíbrio financeiro crescente no curto prazo

10

equilíbrio financeiro no longo prazo

11

desequilíbrio financeiro crescente no longo prazo

12

patrimônio líquido crescente

13

patrimônio líquido decrescente

14

lucros sucessivos

15

prejuízos sucessivos

16

regular ou alta rotação de estoques

17

baixa ou decrescente rotação de estoques

18

boa produtividade do real

19 

baixa produtividade do ativo real

20

baixa participação de despesas financeiras

21 

alta participação de despesas financeiras

         

Nota: por convenção, números pares representam aspectos bons ou regulares; ímpares, aspectos ruins. Outros códigos poderiam ser criados.

 conclusões

03 - 05 - 09 - 11 - 13 - 15 - 17 - 19 - 21

Nota: só números ímpares. Está frita...

 

 


Outro assunto

Gráfico da escrituração simplificada

 Os registros podem ter diferentes hipóteses em cada caso, nem sempre seguem uma ordem cronológica nem se relacionam com outros desta apostila.

clique nos números abaixo à direita, para ver as contas usadas

empresa comercial

  DEBITAR   

  CREDITAR   

Operações principais

número das contas número das contas
1.Registro ou aumento do capital social

100  101  110  212  

211

2. Compra de mercadorias à vista

110

100  101

3. Compra de móveis e utensílios

121

100  101  201

4.Despesas à vista e a prazo

150

100  101  201

5. Venda à vista e a prazo

100  101  111

110

6. Compra à vista e a prazo

110

100  101  200

7.Depósito em conta corrente bancária

101

100

8.Venda à vista com desconto

100  101  150

110

9. Compra à vista com desconto

110

100  101  240

10. Registro da folha salarial

150

202  201

11. Pagamento da folha salarial 201  202

100  101

12. Recebimento de duplicatas 100  101 112
13. Pagamento de duplicatas 203 100  101
14. Aceite de duplicata  200  201 203  
15. Encerramento de receitas  240 350
16. Encerramento de despesas  350 150
17. Registro do lucro de mercadorias 110 350
18. Registro do prejuízo de mercadorias 350 110
19. Constituição de fundos ou provisões 350   213
20 - Destinação do lucro 350 201  212
21 - Levantamento de empréstimos 101 201
22 - Pagamento de empréstimos 201 100  101
23 - Pagamento de juros 150 100  101
24 - Registro de despesas antecipadas 130 100  101  201
25 - Apropriação de gastos antecipados 150 130
26. Registros de compensação 140 230
27. Baixa de bens do ativo por furto 150 121
28. Correção monetária do ativo fixo 120  121  122 240
29. Correção do patrimônio líquido 150 211  212  213
30. Baixa de marcas por venda 100  101 122
31. De passivo pendente para receita 220  221 240  
32. Estorno de uma venda 110 100  101  111
33. Estorno de uma compra 100  101  201 110
34. Estorno de uma despesa 100  101  201 150
35. Estorno de uma receita 240 100  101  111
36. Receita auferida a receber 111  112 240
37. Prejuízo amortizado 350 132
38. Depreciação direta 150 120  121  122
39. Despesa realizada a pagar 150 201  203
40. Distribuição de lucro 221 201  212  132  

 

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