<%@ Language=VBScript %> Experiência de vida - novo acidente, nova vida

 

 

 

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luta pela reabilitação

 

Falando com a alma

 

 

 

 

 

             Eis que vem um ACV, desta vez sem seqüelas graves. Confinado em casa, sem o computador, ler, ouvir música e ver televisão  não lhe consumiam o tempo,  Precisava de uma ocupação mesmo. Surge, então, novo desafio:    

            -- Estou aqui a teu dispor.– parecia dizer-lhe em casa um teclado de cinco oitavas.

            Aceitou o convite.

Herança perdida

 

            Seu avô materno foi presidente e regente de banda de música no interior. Como músico e maestro, o parente foi apenas regular, mas seu amor à arte era algo profundo mesmo. Era mesmo um carregador de piano na Instituição.

           Durante o dia, o via em sua venda,  entre um freguês e outro, a copiar partituras sem fim, tocando aqui e ali solos de clarinete. À noite, regia a banda ou tomava lições de solfejo, com a mercearia virando uma escola musical. Tendo vivido assim nesse ambiente, não se sabe por qual razão não foi músico. Por pura bobagem, certamente.

 

Novo Tom

 

             A música salvou-o com a quebra do computador. Depois de muito tentar, saiu a primeira melodia a partir da parte: “Noite Feliz”. Foi um encanto – conta ele – como o da primeira namorada. Outras vieram, poucas porém. Não tinha jeito para essas coisas. Papagaio velho não aprende a falar nem a  cantar. Faltava-lhe “ouvido” e “ritmo”, o que deveria ter aprendido na juventude. A dupla Tom Jobim e Newton Mendonça compôs o “Samba de Uma Nota Só”. Talvez ele tenha sido o músico de duas ou três cantigas só.

            De qualquer forma, o acidente, entre outras alegrias, o fez encontrar-se com a Divina arte, embora como tardio aprendiz. Escrever textos pode exercitar a mente; executar uma melodia é muito mais: é falar com a alma– dizia.  

            Depois, consertado o computador, voltou a este e encostou o teclado, talvez porque tenha lhe faltado arte.

ACV - Acidente do computador e do vídeo.


Outros assuntos

HINO DE SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE

 

Letra de Temístocles de Andrade

Música do Padre Hermínio de Queirós

 

Santa Cruz, terra tão linda

Debaixo de um céu de anil

A luz do sol que te ilumina

Dá relevo ao teu perfil

 

Santa Cruz, agora és livre,

Vais cuidar de teu porvir.

Por lei, já tens, tens o direito

De crescer e progredir  (refrão)

 

Deus, ao tecer teu caminho,

Quis fazer-te singular:

Deu-te os encantos da aurora

E a majestade do mar

 

Tu foste de Ibiapina,

Do Padre Estima também,

A obra prodigiosa

Que tanto fulgor contém!

 

Santa Cruz, este teu nome

Nos traz recordação

Da tragédia do Calvário

Para nossa redenção.

 

Teu povo é um povo que sabe

Manter-se sempre de pé

Na defesa sacrossanta

Da Liberdade e da Fé.

 

Tua paisagem deslumbra

Com variado matiz.

Tu és do Capibaribe

A namorada feliz.

 

Tuas velhas gameleiras,

Que o tempo não destruiu,

São dosséis que a Natureza

Contra o grande calor construiu.

 

Depois de longos embates,

Visando o egoísmo atroz,

Teus ideais triunfaram

Numa arrancada de heróis.

 

 

Padre Zuzinha - José Pereira de Assunção (1904 - 1983) - Vigário de Santa Cruz do Capibaribe, onde viveu cerca de 40 anos. Passados 18 anos de sua morte, o povo ainda hoje rende homenagem a ele. Assim o descreve o compositor e cantor santa-cruzense José Augusto Maia  em sua melodia “Tributo ao padre Zuzinha”:

Tributo ao Padre Zuzinha

 

Num jipe velho,
numa batina surrada,
lá ia o padre
fazer confissão.

 

Não tinha dia e nem hora
que esse vigário
faltasse atenção.

 

Seu coração
do tamanho do povo,
sua alegria...
O fiel em sua porta
nunca recebe não.

 

Que saudade do
padre
Zuzinha,
acenando com a sua mão!
Ele se foi e seu povo
ainda guarda recordação!

 

Que saudade...
Cinco de outubro,
toda cidade,
rua da matriz,
sai em romaria.
No monumento,
um instante de prece,
segue o cortejo
pra ultima moradia.
Até parece que o padre
está presente naquele dia.
Tantos pedidos,
tanta oração.
A ele, a Jesus e Maria.

 

Que saudade...

 

Revisada em 12/06/2004 .

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