<%@ Language=VBScript %> Experiência de vida - no mundo da fantasia

 

 

 

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luta pela reabilitação

 

 

Mundo dos sonhos

 

 

 

          Teve sonhos estranhos nos 27 dias que passou no hospital. Monótonos por conta de sua  repetição. Alguns pesadelos. Contar só os principais e menos incômodos. É o que se vai fazer aqui. Aos sonhos, pois:

 

Cidade excêntrica

 

                 Sentia-se voando num veículo rápido a poucos metros do solo sobre uma cidade incrível pela sua vastidão e extrema organização. A princípio, a coisa lhe parecia bonita, mas virava cansativa em face de sua grandeza e uniformidade. Porém, alguém lhe dizia: 
           
-- Você acha isso no começo! Depois, se acostuma!...
            O estranho transporte e o lugar eram dirigidos por computadores. Apertava um botão num painel, e era conduzido de volta a seu leito de enfermo.  Talvez o fato de trabalhar em computador nos últimos anos explique a coisa.

 

Peça

 

            O hospital era uma complexa engrenagem, da qual ele era simples peça a não funcionar bem, afetando o sistema. Muitos médicos e enfermeiros em seu redor buscavam, ansiosos e em vão, achar seu defeito. Sentia o corpo aberto, tomado por fios e instrumentos vários. Mas, quando despertava, via só a instalação do soro e sentia as dores naturais no caso. 

Lições

 

            Este é o a da ida a imponente edifício. Muita gente numa espécie de salão de festas. Em posição elevada, a visão era muito bonita. Talvez isso tenha sido reflexo de visita feita, antes do acidente, a um prédio em fase construção, para compra do apartamento onde hoje reside. Mas, na vida real, do térreo não passou, não realizando o negócio por temores exagerados em relação ao futuro. Com certeza, não havia aprendido lições do Sermão da Montanha: “.... Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia amanhã  terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta seu cuidado. O mal sofrido desfez esse tipo de inquietação, e ele veio a adquirir, com alegria, o citado imóvel.

Cena grega

 

            Acordado ou não, tinha, muitas vezes, a sensação de sentir as coxas largas em demasia, com um metro ou mais de diâmetro.
            De outra vez, a visita de um seu ex-colega de trabalho levou-o a quimera curiosa. Há tempos, costumava brincar com ele, referindo-se à viagem feita pelo colega à Grécia.  Depois dessa visita, teve uma visão muito clara. Um quadro bonito e colorido, espécie de cerimonial desenhou-se a seus olhos. Ficou-lhe a impressão de estar entre adormecido e acordado. Nunca esteve na Grécia nem jamais leu a respeito dela, senão em livros escolares. Porém, tinha certeza de ver cenas no melhor estilo grego. Alguma relação com a brincadeira? Essa fantasia não mais se repetiu.


Sonhos - Sonhos em geral, embora possam parecer absurdos, têm certa lógica e alguma dose, maior ou menor, de fantasia. Os que autor teve no hospital caprichavam na fantasia. Mas tinham certa lógica, com início, meio e fim. Tanto se repetiam,  do mesmo jeito, que ficavam monótonos. Alguns eram pesadelos repetidos.

   Já em casa, o autor viveu um bom período de sonhos totalmente malucos, sem lógica nenhuma. Depois, voltaram até hoje os sonhos normais de todo mundo, com alguma lógica e algum absurdo por vezes. Esta anotação é feita a pedido do autor, para registrar o que talvez possa ser útil a estudiosos do assunto.

Sermão da Montanha - Evangelho segundo São Mateus 6, 24-34.

 

Revisada em 12/06/2004 .

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