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Vender
produtos por meio do marketing de rede pode ser uma boa opção.
Mas essa não é uma maneira fácil de ganhar
dinheiro. Como em toda atividade profissional, você precisa
de empenho e de habilidades especiais. Trabalhar nesse esquema
não garante salário fixo, carteira assinada nem
férias remuneradas, mas pode ser uma boa alternativa para
quem está sem emprego, quer complementar a renda mensal
ou deseja mais flexibilidade de horário.
O
marketing de rede existe há várias décadas
no mundo, mas só chegou ao Brasil em 1991 com a empresa
Amway. É uma forma de comércio baseada em vendas
em domicílio chamado de venda direta , mas tem uma diferença
fundamental em relação aos tradicionais sistemas
de oferta de produtos de porta em porta: seu objetivo é
formar grupos de pessoas que vão consumir, vender produtos
e trazer mais interessados em participar da rede. Quanto maior
o número de participantes, mais significativo é
o ganho dos envolvidos nessa teia. E quanto mais gente a pessoa
trouxer, mais ela sobe na pirâmide como é conhecida
a estrutura do marketing de rede. Como o participante faz mais
do que vender os produtos da empresa, não é chamado
de vendedor, mas de empresário. Sua remuneração
fica, em geral, entre 1 000 e 4 000 reais por mês.
Mercado
em crescimento
Já
existem sete empresas no país que operam por meio do marketing
de rede. São elas: Amway, Herbalife, Yves Rocher, Oriflame,
Mary Kay, Natures Sunshine e Contém 1g. A única
brasileira, a Contém 1g, de cosméticos, adotou esse
modelo de vendas há poucos meses. O Brasil já é
o terceiro país em negócios ligados ao marketing
de rede, só perdendo para o Japão e os Estados Unidos.
"Essas companhias estão vendo a crise como uma oportunidade
de aumentar o número de distribuidores, pois muita gente
precisa de uma fonte alternativa de renda", diz José Augusto
Rodrigues da Silva, diretor da Domus, associação
que representa as empresas de venda direta.
O
mito do enriquecimento
Antes
de se envolver nesse esquema, você precisa saber que é
possível chegar a uma boa renda, mas não enriquecer
com isso. "Sempre digo às pessoas que não venham
com essa expectativa", conta Pedro Branco, gerente de vendas da
Yves Rocher, marca francesa de cosméticos. A preocupação
dele faz sentido. Quando a Amway chegou ao Brasil, os participantes
foram levados pelo marketing da marca a acreditar no enriquecimento
rápido. A empresa também incentivava uma espécie
de fanatismo em relação ao negócio, orientando
os participantes a discorrer sobre as vantagens de entrar para
a rede em qualquer oportunidade. "Para não deixar seu nome
ir por água abaixo, a Amway começou a anunciar seus
produtos em veículos de comunicação e mudou
o enfoque, que parecia estar sobre a forma de trazer pessoas para
o sistema, para os produtos", diz Iara Hand, diretora de marketing
da Amway.
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