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Conforto
ergonômico
Local,
postura e mobiliário adequados são responsáveis
por alta produtividade, baixo índice de erros e qualidade de
vida no trabalho.
Por Margot Cardoso

Cadeira anatomicamente
perfeita -O
assento deve ser acolchoado para que possa distribuir o peso do corpo
uniformemente, aliviando os pontos de tensão e pressão.O
encosto da cadeira deve ser envolvente e acompanhar a curvatura natural
das costas e amparar totalmente a lombar. Os braços da cadeira
são fundamentais para o conforto. Além de sustentar o
peso dos braços, ajuda a posicionar os ante-braços para
uma digitação mais confortável, aliviando o estresse
nos ombros, na parte superior da coluna e na nuca.
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A
sentença bíblica "ganharás o pão com o suor
do seu rosto", ao pé da letra, cabe como luva para os trabalhadores
braçais. Já para os trabalhadores, chamados intelectuais,
a coisa aparentemente é bem diferente. Mas é só
aparentemente. No resumo da ópera, o caráter árduo
e insalubre continua o mesmo, tanto para o engravatado quanto para operário.
Dores lombares, varizes, dores de cabeça são efeitos colaterais
tanto dos trabalhos braçais quanto dos intelectuais. Mas as similaridades
param por aí. Enquanto, a repetição das tarefas
braçais esculpe músculos, a repetição das
tarefas no escritório, muitas vezes, é sinônimo
de Ler (lesões por esforço repetitivo). A nomenclatura
Ler, no passado, quase um sinônimo para tendinite, a pedido do
Instituto Nacional de Seguridade Social, mudou para Dort . Ou seja,
qualquer Distúrbio osteomuscular relacionado ao trabalho.
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Máquinas
economizam movimentos
A Ler surgiu
junto com o computador e os primeiros casos foram registrados em digitadores.
Ocorre que com o crescimento dos recursos do computador, ele passou
a ser usado em praticamente todas as profissões. Com um agravante:
o número de horas do profissional diante no computador também
aumentou porque a máquina suprimiu várias tarefas que
exigiam locomoção, como passar fax, fazer cópias
de documentos. Resultado: mais tempo na máquina e menos movimento
para corpo, mais lesões osteomusculares. Infelizmente, os problemas
não ficam apenas no nível físico. Irritabilidade,
fadiga e ansiedade costumam completar o quadro.
Estes problemas, além de contribuírem com desconforto
para o profissional, causam queda na produtividade e, já comum
no mercado, afastamento.
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As
condições ideais e seguras do conforto no trabalho estão
ligadas a todo mobiliário, postura e condições
adequadas e microclima.
A ergonomia, tecnicamente conhecida como "adequação do
posto de trabalho", é um conjunto de fatores. São o microclima
do ambiente (temperatura, umidade do ar, luminosidade, velocidade do
ar), método/organização do seu trabalho (carga,
pausa, relacionamento com a chefia, pressão), mobiliário
e acessórios (cadeira, mesa, fax, computador, telefone.) e postura
adequada do profissional.
Ruddy que está habituado a emitir laudos ergonômicos para
empresas, afirma que todos os fatores devem ser analisados. "Não
adianta você trocar a cadeira, se o problema for uma carga de
trabalho muito grande ou a dor de cabeça ser causada por excesso
ou carência de iluminação", explica.
"O ideal é contratar um especialista para avaliar a adequação
do posto de trabalho. Ver onde está o erro, se o mobiliário
é adequado, se a postura está adequada ou se é
um pouco de cada. Você só pode agir depois que souber a
causa. Se o problema for uma postura inadequada, o usuário precisa
ser treinado para assimilar a melhor postura.
Ás vezes, é necessário alterar o método
e a organização do trabalho ou inserir na rotina de tarefas,
ginástica preventiva ou pausas regulares. A legislação
brasileira é preventiva e recomenda pausas de 10 minutos a cada
hora para quem trabalha com computação (usuário
permanente), teclado móvel (a altura tem que ser variável
para cada usuário) entre outras especificações.
Vale salientar que hoje, praticamente, todos os móveis disponíveis
no mercado atendem essas especificações.
Fonte:
http://www.vencer.com.br
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