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Assim como muitas empresas nascem da noite para o dia, vários
empresários vêem os seus planos de abandonar a carteira assinada
fazerem água em pouco tempo. Cerca de 50% dos negócios no
país fecham suas portas antes de completar um ano de vida. "As
pessoas têm muita vontade de viver sem patrão, mas cometem
erros primários na hora em que são obrigadas a tomar decisões
empresariais", afirma Vinícius Lemmertz, diretor técnico
do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas,
o Sebrae (www.sebrae.com.br), que oferece apoio técnico para quem
deseja abrir um negócio. A realidade fica muito mais cruel cinco
anos depois. Passado esse período, só 3% das empresas continuam
de pé, funcionando e pagando os salários dos funcionários
em dia.
Segundo uma pesquisa feita pela entidade, em Minas Gerais, 27% dos negócios
que faliram naquele estado tinham como pontos fracos a excessiva concorrência,
a escassez de capital de giro (dinheiro para pagar funcionários
e contas da empresa), a falta de clientes e erros na montagem do negócio,
como a escolha de um bom ponto.
Importante é a persistência
De acordo com o estudo da FGV, aqueles que tinham boas idéias
e foram atrás de financiá-las se deram melhor do que os
que tinham dinheiro e pararam para pensar no que fariam. Outra descoberta:
saíram na frente os microempresários que se cercaram de
informações antes de abrir um negócio.
Um dos papas da administração nos Estados Unidos, Peter
Drucker, mostrou que não existe um modelo ou um perfil de empresário
fadado ao sucesso. Apenas algumas pessoas têm um perfil mais próximo
ao de um empreendedor, mas de qualquer forma, segundo ele, o que importa
mesmo é a persistência.
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