| Fábio Steinberg, é um ex-executivo que ocupou cargos de comando em empresas como IBM, AT&T, Hill & Knowlton e Rede Globo de Televisão, entre outras. Ao longo de sua carreira, ele enfrentou algumas situações altamente frustrantes. Uma delas aconteceu quando recebeu a missão de tirar uma grande empresa do buraco. Durante dois anos, segundo afirma, ele dedicou-se de corpo e alma ao desafio, ajudou a sanear a companhia e acredita ter superado as expectativas.
Como prêmio, ganhou um novo chefe, que passaria a dar as cartas a partir daquele momento. Steinberg não se conformou. “Eu atravessei a tempestade, corri riscos e a recompensa foi dada a outra pessoa”, diz ele. A conseqüência disso é que a qualidade de seu trabalho decaiu. “Eu gastava 60% do meu tempo e da minha energia tentando gerenciar a situação”, afirma. “Senti que não estava produzindo tudo que podia, que estava desperdiçando meu talento. Deixei de apresentar idéias e sugestões, pois sabia que seriam desprezadas.” Foi uma fase ruim na carreira de Steinberg. Até que decidiu fazer da frustração uma mola propulsora de mudança: abriu sua própria consultoria. Mas não esqueceu as lições que aprendeu com as frustrações do passado. Em sua home page (www.steinberg.com.br) há uma seção onde ele conta, numa espécie de ficção espelhada na realidade, várias das histórias sobre frustração que ouviu, viveu ou presenciou.
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