De uma forma geral, nós nos sentimos frustrados no trabalho quando
não conseguimos atender as nossas próprias necessidades e exigências
ou não conquistamos aquilo que estamos buscando. “Toda pessoa deseja
realizar-se profissionalmente, ter seu talento reconhecido, ser
admirada, considerar-se capaz, ter o apoio dos colegas de escritório
e sentir-se segura no emprego”, afirma a consultora Maria Aparecida
Rhein Schirato, graduada em filosofia pura e titular de dois mestrados
em educação e filosofia da educação. Agora imagine se você estiver
no emprego errado, cercado pelas pessoas erradas e alimentando sonhos
impossíveis de ser alcançados. O resultado disso? Frustração em
estado bruto. É claro que há pessoas mais suscetíveis a esse sentimento
do que outras. Saber encarar esses problemas de forma madura é a
única maneira de impedir que sua vida vá se transformando numa coisa
amarga a cada dia. Mas isso não é nada fácil, principalmente se
levarmos em conta a competitividade existente hoje no ambiente de
trabalho e as exigências cada vez maiores das empresas em relação
ao desempenho do seu pessoal. Não é de estranhar, portanto, que
responsabilizar a empresa ou o chefe direto por algum tipo de frustração
seja a atitude mais comum por parte dos funcionários.
Um profissional que esperava assumir um determinado cargo pode
ficar frustrado ao saber que a oportunidade foi dada a outro.
Se estiver de cabeça quente, é provável que acuse a organização
de não enxergar seu verdadeiro talento ou não valorizá-lo. A primeira
reação que temos nessas horas normalmente é mais emocional do
que racional. O ideal, quando isso ocorre, é procurar manter a
calma. Você não pode deixar de responder a perguntas do tipo:
Tenho realmente as competências necessárias para assumir o cargo?
Procurei de alguma forma ampliar meus conhecimentos nos últimos
meses? Correspondi às expectativas da organização? Gerei os resultados
que esperavam de mim? Se após esses questionamentos você achar
que estava pronto para o desafio, então aí, sim, sua frustração
é mais do que justificada. Mas, se a conclusão for a oposta, então
o problema está em você.
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