As Escadas do Prédio



Tenho uma profissão que por vezes me obriga a chegar tarde a casa, quando quase toda a gente do pacato edifício já está a dormir. E como moro no segundo andar, raramente ando de elevador, dado que é mais rápido subir as escadas para chegar a minha casa. Não conheço, por isso, praticamente nenhum dos meus vizinhos, e verdade se diga, nem sequer faço questão. Uma destas sextas-feiras, subia lentamente as escadas e ouvi ruídos estranhos. As luzes estavam acesas e, num dos lances da garagem para a entrada, um casal brincava, animado e descansado pelo avançado da hora. Quando subi os degraus que faltavam para chegar junto aos ruídos, deparei-me com uma rapariga, nova e perfeita, de joelhos com a cabeça no colo de um rapaz que já tinha visto jogar à bola no campo perto do prédio. Animada, sem se preocupar com quem podia aparecer, a piquena beijava-lhe o sexo, como se estivesse mais do que habituada a praticar tal actividade. O meu membro, deu logo um salto dentro das calças, e em vez deles pararem sem jeito, o rapaz em silêncio chamou-me para me sentar do seu lado. Ela, ao ver-me, apenas sorriu e sem deixar de fazer o que fazia, abriu-me as calças e tirou o meu membro para fora. Não sei dizer quanto tempo demorou, mas em segundos, ela já alternava entre mim e o namorado. Satisfeita com o nosso prazer, que lhe demos quase em simultâneo, ela pediu para eu me levantar e esperar um segundo. Sentou-se sobre o namorado com alguma violência e, acto continuo, puxou de novo o meu membro em direcção ao seu rosto. Ali ficamos, minutos seguidos em completo sincronismo, sem grandes palavras à mistura, até que chegou a hora de mudarmos de posição. Com a boca, colocou-me um preservativo e pediu-me que a satisfizesse por trás. O namorado, nem se mexeu e foi então a vez de ser ele a receber os seus lábios enquanto eu a segurava e puxava pelas ancas contra o meu corpo. Gozamos de novo intensamente. Depois, completamente esgotados, ficamos os três na escada sentados e fomos cada um à nossa vida. Claro que lhes dei o número do meu andar e os convidei a aparecerem, coisa que têm feito com regularidade, mas o que temos feito, fica para uma próxima oportunidade.


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