
ESCRITA POR NANA CAMARGOS
Episódio 56
-Não!
-Mas, Matt...Pense bem. Eles podem nos ajudar...
-Não, John. Eles não prestam! Você não viu o Charles? O macacão é um assassino.
-Era. – disse Amanda, que acabara de chegar, junto com Katie e Scott.
Estavam todos reunidos no hotel, na rápida reunião que marcaram. John tentava convencer Matt a pedir ajuda aos antigos amigos, os companheiros de Charles.
-Era? Como assim? – perguntou John – Não vá me dizer que ele...
-Morreu. – completou Katie.
-Mas...Como? Meu amigo...Meu melhor amigo... – repetia John, meio fora de si, fazendo Matt fechar a cara.
-Melhor amigo? Aquele assassino?
-Não...Quero dizer, ele já foi um dos meus melhores amigos. – explicou John.
Amanda estava calada, com um leve sentimento de culpa. Katie percebendo, disse:
-Ele tentou nos matar. Tivemos que nos defender...
-John, ele é inimigo também...Quer dizer...Era. Que o capeta o tenha. – disse Matt, olhando para baixo, imaginando o inferno bem abaixo de seus pés.
-Não brinque com isso! Deixa de ser tolo. Não é assim que devia ser...Eu ainda gostava dele. – falou John.
-Tudo bem, John. Mas quem é seu amigão agora, hein? – perguntou Matt, dando tapinhas nas costas de John, sorrindo.
John afastou-se de Matt. Sentou em uma cadeira, e ficou olhando para baixo. Matt fez uma expressão triste.
-Não liga, Matt – disse Katie ao rapaz – Ele só está um pouco abalado. Mas você é sim o melhor amigo dele.
Matt deu um leve sorriso.
Amanda estava se sentindo péssima. Evitava olhar para John e não sabia se contava que fora ela quem matou Charles.
Katie cortou o silêncio:
-Vamos deixar para pensar nisso depois. O Yuri corre perigo.
-É... – disse John, finalmente voltando ao normal – Estava falando com o Matt, podemos pedir ajuda à minha antiga turma. Talvez apenas Charles era assassino.
-Será que são confiáveis? – perguntou Scott, que estava calado até o momento, colocando gelo na testa.
-Não sei. Mas creio que sim. – falou John – Quando eu andava com eles, apesar de serem barra pesada, todos eram boa gente.
-Inclusive o Charles? – perguntou Matt, com ironia na voz.
-O Charles era mais fechado. Era mais autoritário, mas eu o considerava uma boa pessoa.
-Podemos arriscar. – palpitou Katie – Precisaremos de ajuda, com certeza.
-Ok! – aceitou Matt, por fim – Mas como entraremos no prédio? Estão na portaria...A senha eu sei, mas não podemos entrar mascarados. Com certeza irão sem máscara, dessa vez.
-Se já entramos lá uma vez, entraremos outra. – falou Amanda.
-Ok. Então se preparem. – disse John – Vou ligar para os caras.
-Ainda bem que toparam. – comemorou John.
-Johnatas...Cara! Eu nem imaginava que o Charles era um desses. – disse Dante.
-Pois é. Mas...Estão mesmo dispostos a nos ajudar? Pode ser perigoso. – disse John, sem contar que Charles estava morto.
-Ah, sai dessa, John – disse outro homem – Não temos medo.
-Que bom. Que saudades de vocês, amigos! – falou John.
-Toca aqui! – disse um deles – Também sentimos sua falta.
-Vamos. O pessoal está nos esperando.
John e mais oito amigos foram andando até a parte de trás do Atalanta, onde a equipe esperava. Teriam de escalar o muro, novamente. Matt, John e Scott subiram, carregando Katie. Os outros foram em seguida. Não foi nada fácil, mas, enfim, estavam do outro lado do muro, onde ninguém os avistava.
Não podiam encontrar com nenhum assassino. Andavam lentamente, evitando fazer barulho. Chegaram à escada. Subiram, todos juntos. Já mais perto do último andar, John comandou:
-Tentem desarmar a todos. Atirem na em locais estratégicos, onde poderemos imobiliza-los. Eliminem o máximo possível. Os coletes estão bem ajustados?
-Sim!
-Esperem! – falou Scott – Se capturaram o Yuri é porque querem bolar uma estratégia para nos pegar. Não podemos entrar, desprevenidos.
-Não se esqueça de que agimos mais rápido, Sushi – disse Matt – Eles ainda não sabem que sabemos que o Yuri está com eles.
-Ainda não pediram nenhum resgate, ou algo assim. – completou Katie.
-Tem razão.
Continuaram subindo. Chegaram na cobertura. Abriram a porta que dava para o corredor dos apartamentos. Não havia ninguém. Uma das portas estava aberta. Um apartamento, com a porta arrombada.
Entraram armados, preparados. Todos em fila, com John na frente. Era um apartamento comum, igual aos outros, com exceção à escada que dava para a parte de cima, onde devia haver uma piscina, uma salinha...algo assim.
Iam em direção à escada, quando perceberam que Matt ia em direção à uma grande janela.
-Matt... – murmurou Katie – Aonde você vai?
-Vou subir para a área de lazer da cobertura. Vou ver se o Yuri está lá. Deve estar preso. – respondeu ele.
-Mas...Como você vai subir pela janela? – perguntou Katie.
Matt tirou as ventosas do bolso.
-Vê se toma cuidado, cara. – disse John – Vamos atacar os assassinos assim que você constatar que Yuri está salvo. Vamos esperar aqui em baixo, em silêncio.
Matt prendeu as ventosas na mão, e logo em seguida, na parede do lado de fora. Pulou a janela, ficando pendurado. Subiu um pouco pela parede, e ao ver que havia uma janela grande, com certeza de alguma sala, desceu um pouco e andou para o lado, até uma varanda. Subiu e entrou na tal varanda. De lá, podia ver que havia, de fato, uma salinha e parecia ter gente lá dentro. Porém, as cortinas tampavam.
A cobertura era grande. Havia uma pequena piscina, umas mesas de plástico, um bar e uma sauna. Matt foi até a sauna. Ela tinha uma tranca por fora. Abriu. Assim como imaginava, encontrou Yuri lá dentro, amarrado.
-Você só nos dá trabalho...- comentou Matt, desamarrando o detetive.
-Obrigado.
-Vamos. Temos que descer. – disse Matt. Foi quando ouviram um tiro.
-O que foi isso? – perguntou Yuri.
-Não sei. Vamos descer. – falou Matt.
-Os assassinos e a Brena estão naquela sala. – disse Yuri – O tiro veio lá de baixo.
Iam descer, quando Matt pisou em um piso solto, que escorregou em direção à grade da cobertura. A grade estava solta, e ao esbarrar, Matt caiu junto com ela. Por sorte estava com as ventosas e prendeu-se na parede. Caso contrário, cairia no abismo do prédio, de uma altura enorme. Yuri o ajudou a subir.
-Era uma armadilha. – constatou ele, puxando Matt.
-Foi por pouco. Obrigado.
Desceram, depois disso. Lá em baixo, Katie tinha uma arma em mãos, e tremia. Tinha uma expressão assustada.
-A esperta disparou um tiro sem querer. – falou Amanda, em tom debochado.
-Estamos esperando, para ver se os assassinos descem. – disse John.
-Não. Eles não vão descer. – disse Yuri – Devem estar com medo. Não têm muitos revólveres.
-Então vamos subir e atacar. – disse Scott.
Subiram, armados. Lá em cima, estavam Brena e todos os assassinos, com uma cara de indecisão, sem saber o que fariam. Era uma sala enorme.
Os espiões e os amigos de John, conforme o combinado, começaram a atirar nos assassinos, de modo a imobiliza-los. O número de assassinos era consideravelmente menor que antes, sendo que muitos haviam ficado pelo caminho, feridos também.
Brena rapidamente tratou de sair, pela porta de vidro. Mas Yuri a seguiu.
Os assassinos que conseguiam fugir dos tiros, tiraram suas armas e punhais. Um deles, jogou um punhal em direção a John, mas Matt o agarrou antes que atingisse o amigo. Jogou de volta, acertando no braço do assassino.
Amanda agora tinha duas armas em mãos, a dela e a de Katie, que deixara cair, de medo. Atirava sem parar, acertando muitos assassinos, na perna.
Scott além de atirar, lutava seu famoso karatê, aproveitando para exibir um pouco suas técnicas.
Katie, a mando de John, desceu para o apartamento em baixo, para fugir dos tiros. Enquanto pensava o que fazer, achou na bolsa uma bomba de fumaça. Não pensou duas vezes. Subiu e ainda da escada, soltou a fumaça. Os tiros pararam, tanto de um lado quanto do outro. Os espiões e a turma de John tinham medo de se acertar, e os assassinos também.
Todos que não estavam feridos desceram pela escada, inclusive assassinos. John trazia dois amigos feridos. Os assassinos, porém, pareciam não se importar com os colegas que haviam ficado na sala, tomada pela fumaça branca. Lá em baixo, continuavam atirando. Eram poucos assassinos que estavam intactos, mas atiravam sem parar. Um deles, aproveitando a distração de John em ajudar os amigos, atirou no peito do rapaz, na região do coração. John virou para ele, e simplesmente, deu um sorriso. Logo depois atirou no assassino.
-Droga. Furou minha blusa. – disse, ajustando o colete à prova de balas.
-Você não vai fugir, Brena. – disse Yuri, alcançando a ex-colega, perto da piscina.
-Claro que não. – disse ela tirando uma arma – Vou te matar antes.
YURI PEGARIA BRENA? A EQUIPE CONSEGUIRIA ACABAR COM TODOS ASSASSINOS? NÃO PERCA OS ÚLTIMOS CAPÍTULOS DE SPY...