ESCRITA POR NANA CAMARGOS

Episódio 52

Onze e meia da noite, a hora do encontro se aproximava e já estava tudo pronto. Katie já voltara do hospital e agora estava no quarto do hotel, com os aparelhos arrumados: câmeras minúsculas estavam presas nas vestes de John, Matt e Scott, e a transmissão das filmagens chegaria ao computador da garota. Fones nos ouvidos de todos, uns ligados aos outros, para que se comunicassem.

            Os três rapazes vestiam roupas e máscaras iguais às dos assassinos, e tinham suas armas bem guardadas.

            Amanda usava um disfarce de mendiga, bem convincente. Estava armada também.

            -Vamos. Acho que já é hora! – disse Matt.

            Saíram, Katie desejou boa sorte a todos. Um tempo depois, o telefone da garota tocou.

            -Alô?

            -Alô? Quem fala?

            -Katie.

            -Katie, é o Yuri. Sabe onde está a Brena? Estou tentando falar com ela e não consigo...

            -Oi, Yuri. Não sei onde ela está não. Conosco ela não está, pois os outros acabaram de ir para o Teatro da Paz para... – Katie parou. Não sabia se devia dizer o que estavam fazendo.

            -O que? O que foram fazer lá? – estranhou Yuri – O que vocês descobriram que eu não sei?

            -Várias coisas, Yuri...Mas, olha, temos motivos para não termos lhe contado. Ainda mais agora que você está com raiva da equipe.

            -Eu não estou com raiva da equipe. – disse Yuri – Estou com raiva é do Matt. E tenho meus motivos. Katie...Escuta, você tem que me contar o que eles foram fazer lá. Eu não quero ficar por fora.

            -Eles foram investigar. Hoje à noite sabemos que haverá uma reunião dos assassinos. – disse Katie. A garota não queria contar, mas não se conteve. Contou tudo nos mínimos detalhes a Yuri.

           

 

            Daniella voltava para casa, após ir à padaria. A rua tinha poucas pessoas e pouca luz. Nem percebeu quando alguém chegou por trás colocou um punhal em seu pescoço. Ela parou. Tremeu.

            -Você vem comigo... Precisaremos de você essa noite. – falou o mascarado com o punhal.

 

 

            -Yuri! Alô? Alô? – chamava Katie. O detetive desligara o telefone quando ela terminou de contar tudo. Certamente iria ao Teatro da Paz, ajudar nas investigações. – Ai, meia noite. Hora de ligar os fones e os aparelhos de filmagens... – disse, olhando no relógio e ligando todos os aparelhos.

            Agora toda a equipe podia se comunicar. Katie aproveitou e contou aos colegas o que fizera, quando contou tudo a Yuri. Eles, que estavam a caminho do teatro, acabaram entendendo e Scott disse:

            -Ok, Katie. Amanda vai ficar do lado de fora e impedi-lo de entrar.

            -Tudo bem. Onde vocês estão?

            Cada um passara por um caminho diferente e estavam chegando ao teatro. John estava mais à frente.

            -Estou na Praça da República, prima. – disse ele.

            -Eu estou quase chegando. – disse Matt.

            -Eu também. – disse Scott – Amanda está próxima de mim.

            -Ok. E como estão? Bem? – perguntou Katie, preocupada.

            -Sim, já vi alguns outros mascarados se aproximando do teatro. – disse John.

            -Nos confirme se eles passarão pela porta escondida atrás do cartaz. – recomendou Matt.

            -Ok. – disse John, e ao constatar que eles realmente passaram por lá, avisou aos colegas – Positivo. Passaram pela porta escondida. – confirmou, e logo depois entrou no teatro, pelo mesmo lugar – Estou entrando! – avisou.

            John já entrara, quando alguém o barrou.

            -Senha! – pediu uma voz, que foi ouvida por todos os espiões. Todos, na mesma hora, sussurraram para John: “CAT”, “Tente CAT”.

            -CAT. – disse John, um pouco nervoso.

            -Pode passar.

            Matt chegou logo depois, e assim como John, disse a senha. O próximo foi Scott, que, antes de entrar, avisou a Katie:

            -Katie, não fale muito conosco. Só o necessário, pois estaremos no meio de assassinos e não podemos ser descobertos.

            -Ok.

            Amanda instalara-se próximo ao portão do teatro, e via diversos mascarados chegando. Eram muitos, mais do que imaginava.

            -Mais um chegou. – avisou a garota, e todos os colegas ouviram pelo fone.

            Scott sentara-se em uma cadeira mais atrás, junto a outros mascarados. Matt estava mais à frente e John sentara-se a duas cadeiras de distância do amigo. Lá dentro, todas as luzes estavam apagadas, exceto as do palco, ao fundo do teatro, onde uma única pessoa estava de pé. Quando ela se aproximou mais, puderam perceber que era uma mulher, e usava uma máscara.

            -Estão todos aqui? – perguntou ela – Podemos começar a reunião, então...Hoje, será uma reunião especial. Muitos de vocês que nunca viram meu rosto poderão vê-lo hoje à noite. A maioria, como sei, já sabe quem sou e com o que trabalho. Mas...Há alguns que só me conhecem como CAT.

Os detetives ficaram surpresos. Então, CAT era uma mulher, a líder do grupo. Por que então, pensaram que CAT significava Condomínio Atalanta? Teria sido coincidência?

-Decidi revelar várias coisas hoje, pois assim, creio que haverá mais segurança para mim e mal-entendidos como o que houve mês passado, em que um de vocês tentou me matar, acabarão.

            Ouviu-se murmúrios por todo o local. Alguém, sentado ao lado de John, soltava fortes grunhidos de excitação.

            -Começarei dizendo o por que do codinome CAT...

            Katie estava no hotel, e acompanhava tudo pelas filmagens realizadas pelas câmeras dos rapazes. Cada uma de um ângulo diferente. Estava bastante curiosa também.

            -Esse codinome é, na verdade, um apelido que eu mesmo me dei. CAT significa “gato” em inglês. Eu me acho realmente uma gata. – falou a mulher, rindo.

            Alguns espectadores riram. Matt, Scott e John forçaram risadas.

            -Levante a mão quem aqui trabalha no salão. – continuou a mulher.

            Algumas pessoas levantaram as mãos. Poucas pessoas.

            -Vocês me conhecem como a dona do salão. Nunca viram meu rosto também, não é? Devem se perguntar porque eu fundei o CAT’s Look... Simples. Sempre adorei beleza, por isso fundei o salão, e tive sorte de poder usa-lo como disfarce para alguns assassinos, que trabalhavam como cabeleireiros. – explicou ela – Mas, voltando ao assunto, o motivo dessa reunião, não é apenas mostrar meu rosto. É também matar alguém que nos incomoda muito...Vamos matar aqui, hoje, o detetive Yuri.

            A platéia exclamou. Muitos bateram palmas.

            -Arranjamos um modo de traze-lo aqui, mas, antes de tudo, quero mostrar meu rosto a todos vocês. – disse a mulher. Lentamente, ela tirou a máscara. Scott, Matt e John, assim como o resto do público, puderam ver quem era a moça. Muitos a reconheceram, inclusive os espiões:

            -Brena? – exclamou Scott, bem baixinho.

 

BRENA ERA CAT? POR QUE TRABALHAVA COM YURI, ENTÃO? COMO ELA PRETENDIA MATÁ-LO? USANDO DANI? NÃO PERCA POR NADA O PRÓXIMO CAPÍTULO!

 

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