
ESCRITA POR NANA RICHARDSON
Capítulo 5
Matt dirigiu-se à cidade vizinha, encontrou, logo na entrada um posto de gasolina. A primeira casa que viu estava, de fato a uns 50 metros. Resolveu entrar, para ver se era a casa de um dos amigos do assassino. Bateu na porta, como quem não queria nada. Escutou um barulho de TV, que em seguida foi desligada. Ninguém foi atender.
-Tem alguém aí? É o carteiro! – gritou, preparando a arma. Ninguém respondeu. – É uma correspondência muito urgente. Maria Manuela pediu para entregar ao senhor Leandro aqui, em mãos. Disse que é muito importante. Tem alguém aí?
Abriu-se a porta.
-Leandro não está, acabou de ir para a rodoviária, vai viajar. Pode me entregar a correspondência?
-Não. Recebi ordens de entregar à ele em mãos. Será que ainda posso alcança-lo? -Talvez. Mas, que roupa é essa? Carteiro, que eu saiba, usa uma roupa amarela. Ou mudaram?
-Na verdade não sou carteiro, só ajudante, mas a Maria me pediu pra entregar essa carta o mais rápido possível. Vou tentar alcança-lo. Obrigado.
-De nada.
Matt entrou no carro rapidamente e acelerou, teria que alcançar Leandro. Depois cuidaria dos amigos que o ajudaram no crime.
Na casa dos amigos de Leandro, eles comentavam:
-O que será que a Maria Manuela queria com Leandro? Será que ela ia denuncia-lo?
Em seguida, olharam para a tv e viram o noticiário, com a notícia da prisão de Manuela e do assassinato de seu Tomás.
-Não acredito. Ela matou o bêbado! Que esperta!
-Que tonta! Como foi descoberta? Só uma mulher mesmo.
-Deixa pra lá. Falando em mulher, vocês viram que bonitinha aquela garota que veio aqui agora a pouco, dizendo ser prima do Leandro?
-Vi sim, bonita mesmo! O compadre Leandro nunca me disse que tinha uma priminha tão lindinha...- disse um deles, com uma cara de tarado – depois ele nos apresenta, hehe.
E voltaram a assistir tv, bebendo cerveja.
Matt chegou à rodoviária, correndo. Se alguém o visse correndo com o carro daquele jeito, levaria com certeza, várias multas. Comprou uma passagem, só para poder chegar ao ônibus.
O ônibus ainda não tinha saído. As pessoas subiam, tranqüilamente. Correu até o veículo, entrando no meio de todos, a procura de Leandro. Foi quando uma lembrança lhe ocorreu, não sabia quem era o Leandro, Maria Manuela mencionara que ele era bonito, mas Matt, com certeza não acharia o mesmo.
Já dentro do ônibus, ligou discretamente para Rubens do celular.
-Pergunte à Maria quais as características do Leandro – sussurrou. – Não tenho a mínima idéia de quem seja, Rubens.
-Maria disse que ele é ruivo, baixo, mais ou menos 1,69... A forçamos a falar. Seu nome é José Leandro do Valle.
-José Leandro? Que horror! – disse Matt, esquecendo-se de baixar o tom de voz. – Opa, quer dizer, obrigado Rubens, estamos perto de pegá-lo.
-Tchau, Matthew.
-Ruivo... Não vai ser difícil achar... – disse, olhando para o único ruivo dentro do ônibus. Dirigiu-se a ele:
-Fim da linha, José Leandro. Você tá preso.
O rapaz ruivo, com óculos fundos de garrafa, tremia.
-Meu...Meu nome é Mário. Por que quer me prender?
-Não tente me enganar - respondeu, e logo em seguida escutou-se um grito:
-Acorda, Leandro, e corre que você tá frito!
Matt virou-se e viu outro cara ruivo levantando-se do banco em que estava deitado. Ao ver o detetive, o verdadeiro Leandro, saiu correndo, junto com o amigo que gritara.
Matt saiu correndo atrás deles, antes disse ao outro ruivo:
-Foi mal, amigo... – e voou para alcançá-los.
Desceu do ônibus, e deu de cara com a moça da casa do Leandro. Não deu tempo de trocarem os palavrões que tinham vontade de dizer um ao outro. Saíram disparados atrás dos criminosos. Corriam na mesma velocidade, um tentando passar na frente do outro para agarrá-los primeiro.
Leandro tirou uma arma do bolso e começou atirar para trás, sem parar de correr. Os dois desviavam dos tiros, que não passavam nem perto deles. De repente, o assassino parou rapidamente e mirou na moça, atirou e voltou a correr. Matt empurrou-a, para impedir de ser atingida.
-Obrigada! Isso foi muito... Muito bom da sua parte - disse atordoada, voltando a correr.
-Está me devendo uma! – falou Matt, correndo o máximo que podia. Tirou a arma e começou a atirar para cima, assustando os fugitivos. O amigo de Leandro tropeçou, e este continuou correndo, sem olhar para trás. Matt e a garota não se importaram com ele. O mais importante agora era alcançar Leandro.
-Atira nele! – gritou a moça!
-Não quero matar ninguém! – respondeu Matt, correndo o máximo que podia.
Havia uma cerca, Leandro, tentava subir, desesperado. A moça tirou a arma das mãos de Matt, e atirou a poucos centímetros da mão de Leandro, que se agarrava à cerca. Soltou as mãos, assustado e caiu no chão. Matt aproveitou, e o alcançou. Leandro tentou reagir, mas a garota, um pouco mais de longe, jogou a arma para Matt, que agarrou e apontou-a para o fugitivo. Com o fôlego que ainda lhe restava, disse:
-Você tá preso, Leandro...José...Leandro!
O criminoso fez cara de desânimo:
-Dois contra um é sujeira...- e desmaiou, morto de cansaço.
Matt olhou para a moça, não disseram uma palavra. Nem se conheciam e tinham conseguido pegar o assassino, juntos.
-Como eu disse, você está me devendo uma...Uma apresentação! Quem é você?
SERÁ QUE ELA SE APRESENTARIA A MATT? QUEM SERIA ELA? NÃO PERCA O PRÓXIMO CAPÍTULO DE “SPY”!