
ESCRITA POR NANA CAMARGOS
Episódio 34
-Seu Arthur? Você já está aqui?
-Sim, meus filhos – era assim que seu Arthur estava chamando a equipe – Quis fazer essa reunião com vocês o mais rápido possível. Fiquei sabendo de... Ué – parou de repente – Cadê a Angélica?
-É uma longa história, seu Arthur. – falou John.
Nem tiveram tempo de chegar direito, sentaram-se na sala com seu Arthur, para a reunião. Contaram toda a história e o seu Arthur não ficou muito surpreso:
-Quando disse ao Matt que não confiava muito nela, não estava enganado. Aquele jeito dela era falso demais. Como se quisesse ser boazinha o tempo todo.
Amanda estava louca para dizer ‘Eu também já sabia’, mas preferiu não opinar, e deixou seu Arthur continuar:
-Olha, Matt. Você não precisa ficar triste. Tenho certeza de que Angélica não merece que você sofra por causa dela. Gostaria de conversar com você em particular depois, garoto.
-Tudo bem.
-Bem, pelo que parece, teremos que mudar o esquema de segurança da equipe. Agora a Mega-CEBR já sabe onde nos encontrar – disse Arthur – Teremos que mudar o jeito da entrada, como por exemplo, cartões.
-Cartões?
-Cada um terá seu cartão, passam em uma máquina escondida, e a porta se abre.
-É uma boa.
-Bem, o motivo pelo qual me reuni com vocês, na verdade, é outro. – interrompeu seu Arthur – Fiquei sabendo de desentendimentos entre vocês. Por exemplo, fiquei sabendo da briga de Matt com Scott. Ou a implicância da Amanda com os outros.
-E é claro que você ficou sabendo disso pela Katie. –disse Amanda, olhando torto para Katie.
-Não importa por quem eu fiquei sabendo. O importante é que gostaria de esclarecer uma coisa. Uma equipe é feita para ser unida, e não para haver brigas. É horrível trabalhar com alguém com quem você não se entende. Se um não gosta do outro, fica na dele, não precisa provocar ou brigar. – disse Arthur. Matt olhou para Amanda, os dois se fuzilavam com os olhos. – Não quero mais saber de brigas, entenderam? Mudando de assunto, queria saber o que acharam do caso. Valeu a pena?
Todos falaram ao mesmo tempo. Uns discordavam e outros aprovavam.
-É claro que eu sei que estão um pouco desapontados, mas eu precisava fazer isso. A equipe trabalhou unida? – perguntou o velho.
-Sim – respondeu Katie – Nos dividimos e cada um procurou em um lugar. Até que deu certo, sem contar com os acontecimentos inesperados.
-Que bom. Acabei de receber um telefonema de Belém, era do Yuri. Como já falei, ele assume os casos que vocês resolvem, leva o mérito. Ele é um ótimo detetive em sua cidade. Parece que agora ele precisa de ajuda. Não vai conseguir resolver sozinho.
-Como se alguma vez ele já tivesse resolvido... – comentou John, debochando.
-John, não fale assim. Ele resolve muitos casos em Belém e na região norte. – disse seu Arthur – Mas parece que tem algo realmente assustando a cidade.
-O que é? – perguntou Katie.
-Há um grupo de assassinos que recebem dinheiro para matar. Esse grupo nunca é descoberto. Recebem os pedidos, matam e deixam a marca deles. Há um grande chefe por trás disso. Ele recebe os pedidos e manda os empregados matarem a pessoa escolhida. Não há a menor pista sobre eles. Por enquanto eles agem apenas no Pará, mas dizem que pretendem arrastar pelo Brasil e quem sabe pelo mundo inteiro. Isso está lhes rendendo muito dinheiro – Arthur começou a explicar. Todos pareciam bastante interessados, menos Matt e Scott, que pensavam em algo, ou melhor, alguém. E quem mais seria a não ser...Angélica. – Vou dar um tempo para vocês descansarem, mas não podemos demorar muito – continuou – Os assassinatos estão acontecendo freqüentemente. Vou conseguir mais detalhes e depois providenciarei a ida de vocês. – seu Arthur levantou-se e chamou: - Matt, venha comigo, queria falar com você.
Matt acompanhou seu Arthur até o escritório. Era um pequeno quarto que quase nunca era utilizado.
-Matt, estou notando que você está bastante triste. E me chateia muito vê-lo assim... Você é parte fundamental da equipe, devia dar força aos outros...Devia ser forte...
-Será que tenho que ser forte o tempo todo, seu Arthur? Tenho que fingir que estou bem, quando na verdade estou péssimo? – perguntou o rapaz, desanimado.
Seu Arthur percebeu que não tinha dito a coisa certa. Matt tinha razão. Não tinha que ser forte o tempo todo.
-Ah, me desculpe, Matt. Tem razão. É porque gosto tanto de você, e não gosto de vê-lo assim. Queria fazer algo para você sentir-se melhor, mas parece que não há nada a fazer. –disse o velho.
-Obrigado por se preocupar, mas acho que só o tempo vai me fazer sentir melhor.
-Eu sei. Mas conte comigo para qualquer coisa, meu garoto. Sabe que estou pronto a ajudar.
-Eu sei...
Seu Arthur, apesar de muito mais velho, era um grande amigo de Matt. O conhecia desde criança e se preocupava com ele como se fosse seu filho. Saíram do escritório e Matt foi para o quarto. Seu Arthur esbarrou com Amanda e aproveitou para conversar com a garota. Foram para um cantinho da sala e ela perguntou:
-O que houve?
-Amanda, queria saber por que você arruma tanta confusão com os outros. Não está gostando da equipe?
-Estou sim. Não sou eu que arrumo confusão. Que culpa eu tenho se não gostam de mim?
-Não é verdade. Você é uma moça bonita, inteligente. Aposto que se você confiasse mais nos seus colegas, teria uma ótima relação com eles.
-Não é bem assim. – disse Amanda, um pouco irritada.
-Quer uma dica? A Katie está precisando de uma boa amiga. Tenho certeza de que vocês podem se entender. Ela é uma boa pessoa. Você vai ver.
-Ela é uma chata.
-Aposto que não a conhece direito, tente conversar com ela, Mandy. – disse seu Arthur. Amanda olhou para ele, estranhando. – O que foi? – perguntou Arthur.
-Você me chamou de Mandy.
-E daí?
-Meu avô é que me chama assim. É um jeito carinhoso dele me chamar.
-Ah, eu tinha uma amiga que se chamava Amanda. Todos a chamavam de Mandy. Nunca achei que tinha algo a ver, mas é bonitinho. – disse o velho, dando um risinho.
-Faz tempo que eu não vejo meu avô. Só nos falamos pelo telefone. – disse Amanda
-Você gosta muito dele?
-Muito. É como se ele fosse meu segundo pai. – disse Amanda, que em seguida parou. Não gostava de contar de sua vida aos outros. Olhou para seu Arthur.
-Então você agora tem três pais. – disse seu Arthur. – Considero todos vocês como meus filhos.
Amanda sorriu. Mais tarde, seu Arthur foi embora. Queria falar com Scott, mas o rapaz estava trancado no quarto. Deixou para outro dia. Scott, deitado na cama, pensava: “Por que estão todos mentindo? Angélica não nos traiu. Ela não. Não posso deixar que a acusem desse jeito”.Scott estava cego de amor. Não enxergava a realidade, ou pelo menos, fingia não enxergar. “Eu tenho que ir atrás dela, eu tenho...”.
SCOTT IRIA ATRÁS DE ANGÉLICA? O QUE ENCONTRARIA? NÃO PERCA NO PRÓXIMO CAPÍTULO: COMO A EQUIPE REAGE COM A FALTA DE ANGÉLICA.