
Episódio 30
ESCRITA POR NANA CAMARGOS
Angélica correu o máximo que pôde. Conseguira escapar de seu Merreca e Neil. Estava à espera de Scott.
-Será que ele escapa?
Resolveu andar mais um pouco, para ver se achava o dinheiro. Achava que estava indo em direção ao rio do Salto, onde Matt estaria. Foi quando encontrou alguém:
-Vocês?
-Então... Você queria roubar a namorada do seu amigo, né espertinho?
-Ele não é meu amigo. – disse Scott, que era segurado por Neil.
-O que querem com a grana, afinal? Nós vamos destruir esse parque, vai nos render milhões, e ninguém vai nos impedir, tá entendendo? – falou seu Merreca, nervoso.
-Não podem destruir o parque! Vamos achar o dinheiro primeiro! – falou Scott.
-Quem são vocês? – perguntou Neil – O que querem com a grana?
Scott improvisou:
-Somos turistas, como já disse. Queremos o dinheiro para ficar ricos!
-Acontece, japonesinho, que esse dinheiro tem de ser nosso. E não vão ser uns jovens metidos que vão tira-lo de nós. Você vai nos ajudar a achar a grana, se quiser continuar vivo. Depois, veremos o que faremos com você e seus amiguinhos...
-E não tente nos enganar, senão será pior para você... – disse Neil, ameaçador.
-Katie! Prima!Onde você está? – gritava John, preocupado.
“Ela não pode ter saído sozinha, alguém pegou ela. Katie não iria muito longe, com aquela perna”, pensava.
John estava nervoso. Seu celular não funcionava e não tinha como falar com os outros. Tomou a direção oposta à gruta das Bromélias, sem perceber.
-Katie!
-Esse rio é longe. – reclamou Amanda.
-E o caminho cansa. Vamos parar para beber água.
O celular de Amanda tocou.
-Não sabia que celular pegava aqui. – falou Matt.
-Às vezes pega. Com licença, vou atender. – Amanda afastou-se e atendeu. Conversava baixo, de modo que Matt não pudesse ouvir.
O rapaz tentava imaginar com quem ela estaria falando e enquanto bebia água no riozinho, pensava: “Por que estou brigado com o John? Acho que falei o que não devia a ele. Como pude falar que ele era suspeito de trair a equipe? E a Katie, ela é de inteira confiança dele, não faria isso. A Angélica, eu amo ela. Ela é sincera demais. E o Scott quando entrou na equipe, já estava acontecendo isso. A Amanda... O que eu estou fazendo ao lado da Amanda?”.
Katie estava com medo, as cordas que a amarravam machucavam seu braço. Estava escuro, não conseguia enxergar direito, na gruta escura e úmida: “Esta deve ser a gruta dos Coelhos, logo na entrada. Será que me acharão aqui? O que vai acontecer?”.
-Droga! Caiu! – disse Amanda, voltando e quase brigando com o celular.
-Quem era? – perguntou Matt, firme.
-Não te interessa!
-Me interessa sim.
-Era, bem... Era o meu avô. Ele... Está sempre querendo saber como eu estou. – falou Amanda, evitando encarar Matt.
-Mentira!
-Como mentira? Eu não posso falar com meu avô?
-Você está mentindo! Estava mentindo esse tempo todo. –Matt falava, furioso.
-Do que você está falando, Matt?
Matt tirou a arma da mochila. Apontou para Amanda.
-Matt... O que você está fazendo? – perguntou a garota, nervosa.
-Por enquanto nada. Mas vou fazer se não confessar. Vamos. Confesse que você está do lado da Mega-CEBR, que está ajudando-a a acabar conosco. Você está nos traindo! Com quem você estava falando agora? Com o tal Dr. Nunez?
-Você está louco!
-Você entrou nessa equipe, fizemos um favor para você. Ou pelo menos pensávamos que estávamos fazendo. Achamos que estávamos protegendo você da sua antiga empresa que queria te matar, mas na verdade você está com eles, está querendo nos destruir também. Nem a pior das pessoas faz isso, Amanda. Isso é sujeira, e das grandes!
Amanda não disse mais nada, tentou desarmar Matt, como fizera uma vez, não conseguiu. Na briga, a arma de Matt disparou, sem querer, e atingiu Amanda na costela. Ela caiu no riozinho logo embaixo. A água ao redor estava vermelha, de sangue, e ela apoiou-se numa pedra ao lado. O celular, que ficara jogado na terra, tocou novamente. Matt correu para atender:
-Alô?
-Alô, quem está falando? – era a voz de um homem mais velho, no outro lado da linha – A Amanda está aí? Estava falando com ela e a ligação caiu. É o avô dela.
-Avô? – Matt desligou o celular e olhou para Amanda, na água, que cobria a ferida com a blusa. Não soube o que dizer. Ela estava falando a verdade. Ouviu uma voz, logo acima, em uma pedra bem alta, como uma montanha, ao lado do riacho.
-Ora, Matt. Está querendo virar assassino? Quem diria, hein? Mas... Acho que pegou a pessoa errada.
Matt olhou para cima.
-Angélica?
NÃO PERCA O PRÓXIMO CAPÍTULO (NÃO PRECISA FALAR + NADA, NÉ?)