ESCRITA POR NANA CAMARGOS

EPISÓDIO 23

 

-NÃO SOU COBAIA! – gritou Angélica, assustada.

            -É claro que é, querida...Muitos queriam estar em seu lugar. Já pensou? Isso pode mudar o mundo! Faremos um sabonete de rosas com você... – riu Jason.

            Angélica conseguiu soltar-se, e começou a correr pelo laboratório. Viu quando um dos cientistas, provavelmente Michael, iria enfiar uma injeção em John, desacordado.  Correu o máximo que pôde e deu um chute no cientista, jogando a seringa longe. O homem tentou pegá-la, mas não conseguiu. A seringa caiu no chão, quebrou e derramou seu conteúdo.  George, o comandante de tudo, estava sentado a uma mesa, levantou-se e impediu Angélica de passar.

            -Vai a algum lugar? – disse, segurando a garota.

            -Ela derramou o veneno. Vou preparar mais uma dose para aplicar na cobaia no 5, o rapaz. – falou Michael, irritado.  

            Seguraram Angélica, para aplicarem um calmante nela. Foi quando a porta do laboratório foi aberta com um chute. Entraram Matt e Amanda:

            -Olá Angélica! – cumprimentou o rapaz.

            Foram em direção aos cientistas, Matt preparou-se para tirar uma arma no bolso, quando Lucy enfiou a seringa em seu braço, era um calmante fortíssimo e Matt caiu.

            -Matt! – gritou Angélica.

            Amanda estava sem arma, tentou pegar a do bolso de Matt, mas Jason foi mais rápido e deu um chute com tudo em sua barriga, deixando a garota sem ar. Ela caiu de joelhos. Lucy aproveitou e aplicou-lhe outro calmante.

            -Agora é você, Angélica...

            Angélica soltou-se mais uma vez. Correu. Viu John acordando. Ele estava com uma roupa de cirurgia, e Michael ainda não lhe aplicara o veneno.

            -John! Acorda! Levanta! – gritou, continuando a correr. Os loucos atrás dela. Angélica empurrou uma estante de livros em cima de Barney, quando o gordo estava quase a alcançando.

John levantou-se.

            -Pega a arma no bolso do Matt, John. – gritou a garota para ele.

            Lucy, ainda do lado de Matt, pegou a arma primeiro. Apontou-a para o rapaz, que estava caído no chão.

            -Gostaria que o matasse, Angélica? Ele está apenas dormindo, mas pode não acordar mais...

            -Não faça isso. – falou Angélica, assustada.

            -Ele não é de se jogar fora, querida. Então, para que eu não atire, fique quietinha, esperando o George aplicar o calmante em você... – Lucy falava, cheia de si, com cara de má, quando a arma voou de suas mãos. Virou para trás, e viu Amanda, acordada, que acabara de chutar a arma para frente.

            -Não sabe aplicar uma injeção direito? – falou Amanda. Lucy, furiosa, partiu pra cima dela e foi interrompida por John, que pegara a arma.

            -Quieta aí! – gritou o moço, com o revólver na mão.

            Michael, que estava perto de Angélica, enfiou, furioso, a seringa com o veneno que preparara para John em seu braço. A moça caiu na mesma hora.

            John apontava a arma para Lucy, e tanto ela quanto Amanda viram Angélica cair atrás dele, com o veneno injetado no sangue. Amanda apontou, John olhou para trás.

            -Angélica? – assustou-se. Mandou a arma para Amanda e ajoelhou ao lado da garota. – Meu Deus!

            Lucy tentou escapar, mas Amanda apontava a arma para ela. John falou a Michael, que observava, sentado, a cena:

            -Acho bom ela acordar! Senão vai sobrar para a cientista.

            -Ela não vai acordar! – respondeu Michael, frio – Esse veneno é fortíssimo, e pode mandar bala na Lucy, não precisamos mais dela mesmo. Amanda virou-se, rapidamente para Michael, agora apontava o revólver para ele:

            -E você? Será que ainda precisam de você? – falou. O cientista tremeu.

            -É claro que precisamos! – falou George, que aparecera de repente, com uma pistola na mão. Apontava para John, que estava ao lado de Angélica.

            -Atira nele! – gritava Amanda – Mas não pense que terá tempo de escapar dos meus tiros!

            -Amanda, pare com isso! E se ele atirar? – falou John, assustado.

            -E daí? Vai ser em você mesmo... – respondeu a garota, sem se abalar. John ficou furioso, mas animou-se ao ver Angélica acordando...

            -Angélica? – gritou, sem pensar.

            -Mas como? – enfureceu Michael. Será que errei no veneno?

            George atirou em direção a John. Angélica, já consciente, puxou o colega, o tiro passou quase raspando, fazendo um buraco no chão. A garota levantou-se, tirou a arma da mão de Amanda e atirou em Michael, furiosa. Com o ombro ferido, Michael caiu, urrando de dor. Com agilidade, tentou atirar em George, mas ele desviou-se. Jason apareceu por trás de Angélica, segurou seu braço e a jogou com força em uma sala ao lado do laboratório. A porta fechou-se e foi automaticamente trancada. Amanda e John desviavam dos tiros de George. Matt acordou, em seguida. Para sua sorte, os bandidos esqueceram-se dele, e ele pôde levantar-se e entrar debaixo de uma mesa, onde esperava sua visão ficar mais nítida. Estava meio tonto.

            Angélica, dentro da sala, tentou abrir a porta, não conseguiu. Procurou uma saída. Era uma sala grande, com vários armários. Temeu encontrar algum cadáver dentro deles, mas ao abrir o maior armário, o que encontrou foi bem mais estranho.

 

 

EU TENHO QUE ACABAR ESSE CAPÍTULO AGORA, PARA VOCÊS SE MORDEREM DE CURIOSIDADE. O QUE ANGÉLICA VIU NO ARMÁRIO? NÃO PERCA NOSSO PRÓXIMO CAPÍTULO.

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