ESCRITA POR NANA CAMARGOS

Episódio 20

No hotel, Katie, Amanda e Angélica estavam no mesmo quarto, enquanto John e Matt dividiam um quarto menor. Katie e Angélica conversavam sobre o caso. Amanda estava deitada em sua cama, com o travesseiro sobre a cabeça, fingindo estar sozinha no quarto. As garotas também ignoravam sua presença, e davam opiniões sobre o mistério:

            -Por que será que os detetives não voltaram? Será que foram mortos?

            -Com certeza, ou então estão presos lá. Temos que descobrir isso. Amanhã acordaremos cedo. É bom irmos armados.

            -É...

            Amanda, com dor de cabeça, falava para si mesma, no pensamento: “Que ótimo... Eu sou muito esperta, mesmo. Perdi a única pessoa que confiava em mim nessa equipe. Agora vai ser difícil, muito difícil...”.

            -Vamos jantar? – apareceu Matt, mais tarde, chamando as garotas.

            -Claro. – falou Katie – Estou mesmo com fome!

            -Você vem, Amanda? – perguntou Angélica.

            A garota não respondeu, continuou deitada.

            -Podem ir indo – falou Angélica – Vou pegar umas coisas, já vou.

            -Tudo bem, estamos na lanchonete ao lado do hotel, ok?

            -Ok! Até lá.

            Angélica não tinha nada para pegar, fechou a porta e sentou-se na cama de Amanda.

            -Somos uma equipe, sabia? – falou.

            -Ah... É mesmo? – falou Amanda, em tom debochado.

            -É sim. Em uma equipe, todos tem que ficar unidos. Não pode haver brigas...

            -Onde você está querendo chegar, Angélica?

            -Olha, falando a verdade, eu não fui muito com a sua cara, mas fiquei no meu canto, pra evitar discussões. Nem sempre trabalhamos só com quem gostamos. Às vezes somos obrigados a conviver com as pessoas que a gente não se dá bem. Mas isso faz parte da vida. Nem todas as pessoas vão gostar de você, como existirão muitas que gostarão.

            -Oh... – Amanda deu um sorrisinho irônico – Que lição de moral, Angélica!

            -Você pode não levar a sério. Mas é assim! Uma pessoa pode atrapalhar toda uma equipe!

            -Você está querendo dizer que eu estou atrapalhando a equipe? É isso? Ou está querendo jogar na minha cara que eu entrei por um favor?

            -Não é isso, Amanda, estou querendo dizer que se dois integrantes da equipe brigam, pode acabar com o clima de amizade dos outros.

            -Você acha que me engana, não é?

            -Como? – Angélica não entendeu.

            -Você com essa cara de santa. Aposto que tem algo por trás disso.

            -Então para você todas as pessoas são falsas? – disse, perturbada. – Acho que você ainda não está preparada para a vida, minha colega.

            -Ah, estou sim. E muito! – falou Amanda, muito segura.

            -Pense no que eu te falei! – falou Angélica, saindo do quarto.

 

            -Por que a experiência passada não deu certo?

            -Erramos em algo, com certeza. Mas agora já temos a receita.

            -Temos que arranjar mais cobaias!

            -Onde? Ninguém mais tem entrado aqui...  

            -Algo me diz que logo, logo teremos visita...

            -Eu espero...

 

 

 

            -Ela não veio? – perguntou Matt.

            -Não quis vir. – respondeu Angélica, sentando ao lado do namorado.

            -Ah, essa Bahia é muito bonita, mas é um calor de matar, acabei de tomar banho e já estou suando. – falou John.

            -Eu também, tô assando!

            -Vamos dar um mergulho no mar? – perguntou Matt.

            -Nem pensem nisso! – censurou Katie.

            Já era tarde quando voltaram ao hotel, deitaram e dormiram na mesma hora, deixaram tudo pronto, no dia seguinte acordariam cedo para entrar na casa...

            Não foi difícil acordar cedo, naquela noite quase não dormiram. O calor não permitia que os lençóis os cobrissem, estavam molhados de suor, e os pernilongos fizeram a festa. Acordaram todos coçando e nos dois quartos houve briga para ver quem tomaria o banho primeiro.

            Tomaram o café da manhã, pegaram suas coisas e saíram, a pé, a procura da casa.

            -É mais pra lá!

            -Esse mapa está horrível, quem desenhou?

            -O amigo do Seu Arthur.

            Andaram bastante, parando, constantemente, para tomar água. Num lugar onde parecia o fim da cidade (já que o mar tomava conta do resto) avistaram a casa. Era bastante grande. No alto tinha uma grande abertura, como uma janela.

            -Você fica aqui fora, Katie. Tome cuidado para não ser vista. Manteremos contato - disse Matt, entregando à garota um fone de ouvido e um pequeno microfone, onde ela se comunicaria com os colegas.

            -Pode deixar!

            Amanda não deu mais opiniões, estava calada, emburrada, e parecia ter entendido que Katie ficaria de fora por alguma razão específica.

            -Nos deseje sorte, Kat. – falou John.

            -Boa sorte, gente. Espero que pelo menos três de vocês voltem bem. – falou, olhando para Amanda, que fingiu não ter ouvido a indireta.

            A porta da casa era de madeira e fácil de ser arrombada, para não fazer barulho, John abriu a fechadura com um arame. Ao ser aberta a porta deu um gemido (nhhéééc) e todos entraram, em fila. Não podiam negar que estavam com um pouco de medo.

 

CONSEGUIRIAM RESOLVER O CRIME? QUE MISTÉRIOS OS AGUARDAVAM NA CASA? NÃO PERCA O PRÓXIMO CAPÍTULO!

 

 

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