ESCRITA POR NANA CAMARGOS

Capítulo 17

   

-Angélica, você foi a única que não deu opinião. –notou John - O que você acha?

            -Não sei, não devíamos colocar na equipe alguém que o Matt não gosta.

            -Pois eu acho que é pura implicância sua, Matt. – disse John virando-se para o amigo – Ela vai ser muito útil.        

            -É...- disse Matt começando a concordar – Acho que no fim será bom...

            -Mas, Matt. Você disse que querem mata-la, que estão atrás dela. Vamos acabar colocando a Mega-CEBR atrás de nós também. – lembrou Angélica.

            -Assim que descobrirem que queremos acabar com o negócio deles, irão atrás de nós. Nem precisam saber que ela está na equipe. – insistiu John.

            -Ok... – desistiu Angélica. – Só não quero que ela roube meu namorado...

            -Com isso você não precisa se preocupar, Angélica. – falou Matt, beijando a moça.

            -Vocês formam um lindo casal, mas não acham que devemos dormir, agora? Hoje o dia foi duro... – sugeriu John, bocejando.

            Foram dormir. Fazia muito silêncio. Katie dormiu logo, Matt dormiu pensando, estava muito cansado. Angélica lia um livro quando pegou no sono. E John, custou a dormir, estava imaginando como seria Amanda.

            No dia seguinte, Katie foi a primeira a acordar. Quando os outros acordaram, o café da manhã já estava pronto. Katie estava na cozinha, espremendo as laranjas, para o suco.

            -Nossa, que eficiência! – aplaudiu Matt.

            -Estou dizendo, essa Katie é a herdeira da minha tia – brincou John.

            Sentaram-se todos à mesa e tomavam café tranqüilamente, enquanto conversavam.

            -Hoje é sábado, o que vamos fazer. Nenhum caso?

            -Não. Estamos de folga. – falou John, que acabara de olhar no notebook.

            -Vou ligar para Amanda, posso traze-la aqui? – perguntou Matt.

            -Claro, mas vou com você. Aproveito para conhece-la. – falou Angélica.

            -Onde ela está? – quis saber Katie.

            -Acho que em um hotel, não muito longe.

            Matt ligou para a garota e combinou de encontra-la no hotel.

            Ao terminar com as louças, que Katie o obrigara a lavar, Matt esperou Angélica varrer o chão e saíram. Riram de John, passando um paninho na TV, retirando o pó. Katie arrumava as camas.

            Chegando no hotel, avistaram Amanda. Ela descia com suas malas (já ia mudar-se para o esconderijo). Aproximou-se dos dois:

            -Oi!

            -Olá, Amanda, essa é Angélica. Angélica, essa é Amanda.

            -Prazer. – falou a moça, deixando as malas no chão e estendendo a mão para cumprimentar Angélica. – É sua... Irmã?

            -Namorada. – respondeu Angélica, rapidamente – Sou a namorada do Matt. 

            -Ah, você não falou dela, Matt. Posso te chamar de Matt?

            -Claro. – falou, meio irritado, lançando um olhar de lado à Angélica.

            -Vamos? – falou Angélica, sorrindo amarelo.

            -Vamos.

            No carro, Matt e Angélica tentavam fugir do papo de Amanda. Chegaram ao esconderijo.

            -É aqui. – falou Matt, descendo do carro e puxando a alavanca.- É bom que ninguém mais fique sabendo dessa entrada, ouviu?

            -E quem ficaria sabendo?

            Entraram, John e Katie estavam assistindo TV. Matt os apresentou. John olhava para Amanda, seu pensamento voava. Adorou a pele branquinha, os cabelos pretos e brilhantes da garota, era a sua “Branca de Neve”. Quem olhasse John agora, se lembraria imediatamente do olhar de Matt, vendo Angélica pela primeira vez.

            -Muito prazer, Amanda.

            -Prazer, John.

            -Bem, o que faremos agora? – perguntou Matt.

            -Vou deixar minhas coisas no quarto. Qual dormitório ainda está desocupado?

            -Vou te mostrar. – falou John, ajudando-a com as malas.

            John levou Amanda ao quarto e ela ficou lá, guardando as roupas e deixando suas coisas. Ela parecia já estar se sentindo em casa. Enquanto estava no quarto, os quatro conversavam.

            -Ela não é como você falou, Matt. Parece ser simpática.

            -Você ainda não viu nada, John. Ela é daquelas que são muito seguras de si. Tem sempre uma resposta pra te dar. – falou Matt.

            -Não gostei dela. Não tenho costume de me dar mal com as pessoas, mas não fui com a cara dela. – opinou Angélica.

            -Eu a achei normal. – disse Katie.

            Amanda apareceu, na porta do quarto.

            -Matt! Posso pregar uns quadros na parede do meu quarto?

            -Pode. É claro.

            Entrou no quarto e cinco minutos depois, ouviram-se as batidas do martelo na parede.

            -Viram? Olha a folga... – reclamou Matt.

            -Ah, Matt. Está só pregando um quadro.

            -Pra que será que ela tem um martelo? – cismou o rapaz.

            -Para pregar quadros... – John defendia Amanda o tempo todo.

            -Vamos sair para almoçar? – sugeriu Angélica.

            -Não acho que agora seja uma boa idéia. Vamos almoçar aqui, hoje.

            Katie cuidou do preparo do almoço. Estavam todos à mesa. Ela preparara um bife com cebolas. Todos olharam para Amanda, quando ela começou a retirar as cebolas do bife e colocar no canto do prato. Ninguém falou nada, continuavam olhando.

            -Não gosto de cebola. – disse, continuando a retirar as coitadas.

            Lá se foi a simpatia de Katie por Amanda. “Imagina só, meu bife tava tão bonito, que desprezo”, pensava, começando a comer.

 

SERÁ QUE A EQUIPE SE ADAPTARIA COM AMANDA? E JOHN? CONSEGUIRIA ALGO COM ELA?

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